09 janeiro 2010

SABER VALORIZAR



Vivemos numa sociedade dominada pelo dinheiro, pelos bens materiais, por coisas descartáveis e que depois de usadas se deitam para o lixo. A sociedade de consumo e as evoluções tecnológicas dominam praticamente a nossa vida. Felizmente que vão surgindo testemunhos que nos mostram que nesta sociedade também há coisas que são imunes às influências do tempo, que podemos preservar o nosso direito à alegria, à sabedoria e à humanidade.
Os sinos do campanário da Igreja de Malcata também têm influenciado a vida das pessoas desde há muitos anos. As novas gerações estão mais voltadas para os computadores e as consolas de jogos. Na minha adolescência e quando estava na aldeia, sempre que ouvia as badaladas dos sinos da igreja, ficava assustado e corria a perguntar à minha mãe o que se passava. É que quando os sinos tocavam era porque alguma coisa aconteceu ou ia acontecer na aldeia. Cada toque tinha o seu significado. Pelo toque do sino as pessoas ficavam a saber se alguèm morreu, se era hora de ir à missa, se era preciso apagar algum incêndio, ou simplesmente, um aviso para rezar. E nos dias de festa, durante as procissões, os sinos não se calavam.

A preservação do toque dos sinos é uma acção que se devia levar a cabo. Talvez o exemplo vindo das nove cidades históricas de Minas Gerais, no Brasil, que quiseram preservar o toque dos sinos, influencie as gentes de cá a dar mais valor a coisas tão simples e imateriais, como são os sinos das igrejas.




Sem comentários: