Pesquisar:

03/10/2025

SONDAGEM CÍVICA: O que espera da lista única?

  A poucos dias das eleições para a Assembleia de Freguesia de Malcata, a única lista candidata, ainda não divulgou na internet o seu programa eleitoral. Esta ausência de comunicação levanta questões legítimas sobre transparência, participação e respeito pelos cidadãos e eleitores que vão exercer o seu direito de voto na freguesia de Malcata e que por variadas  razões não se encontram na aldeia.

    Em vez de esperar passivamente, decidimos agir. Lançamos uma sondagem cívica para recolher as opiniões, expectativas e prioridades da população. Se o programa não chega até nós, então que a Junta ouça diretamente quem vive e constrói Malcata todos os dias.




    A lista única  às Eleições Autárquicas de 2025, candidata à Assembleia de Freguesia de Malcata, que eu tenha conhecimento, ainda não divulgou o seu programa eleitoral na internet. Esta sondagem pretende recolher a opinião dos cidadãos sobre as suas expectativas, prioridades e preocupações, contribuindo para uma democracia mais participativa e transparente. 
  

   1. Acesso à Informação



   1.a) Teve acesso ao programa eleitoral da lista única?
    Sim 
    Não
    Parcialmente


 
 1.b) Considera importante que o programa
          seja divulgado na internet antes das eleições?

   2. Prioridades para a Junta
 
 Quais são, para si, as 3 áreas mais urgentes para a freguesia?
 -Comunicação e Transparência
 -Obras e Infraestruturas
 -Apoio Social  
 -Turismo e Cultura
 -Ambiente e Sustentabilidade  
 -Outros

  3. Confiança e Representação
     
 Confia que a lista única irá representar os interesses da população?
    Sim    
    Não  
    Não sei

   4.Sugestões e Comentários

      Que medidas gostaria de ver incluídas no programa eleitoral?

ALDEIA ASSIM A QUEM SERVE?

Água, terra, sonhos? 
Está nas mãos de cada malcatenho
                                         
 

 Com a aproximação das eleições autárquicas, é com preocupação que não encontro as propostas da única lista que se vai apresentar para governar a minha freguesia natal. Eu gostaria de conhecer as propostas, mas, mais uma vez não há qualquer notícia. E esta opacidade, esta forma de fazer política, como já disse, deixa-me apreensivo quanto aos próximos anos.
 Não há vontade em mostrar confiança e esperança aos malcatenhos. É incompreensível que, numa aldeia onde todos se conhecem e todos têm amor à terra, depois de tanta experiência, competência e paixão pelo serviço público, pela governança da freguesia, continuem a manter-se tão distanciados das pessoas, tratando-as de forma diferente, só porque pensam diferente. É importante varrer muito bem o lixo que foram deixando, derrubar essas barreiras invisíveis que impede o diálogo, afasta cada vez mais a pessoa da participação cívica. Ninguém é uma ilha, o homem sozinho não sobrevive. Uma freguesia só se desenvolve com a participação e a união, com a confiança dos líderes que dia a dia procuram construir, informam o que querem fazer e não se envergonham de pedir colaboração, empenho, mãos para trabalhar.
Ninguém quer viver isolado, como se fosse um ser monstruoso.
 Uma freguesia no estado em que se encontra a minha, a quem interessa? A quem beneficia e serve? Todas as pessoas que se voluntariam para tarefas públicas têm de perceber que se vão expor em público e sobre elas e a sua actividade, vão cair críticas, acusações, insinuações e delas esperam compreensão,
escuta atenta, informação, esperança em mudar para melhor.
 É assim na vida de todos e também nas aldeias. Estar à frente da freguesia, implica inevitavelmente críticas e, muita paciência, tolerância, abertura, diálogo, compreensão e entrega.
 A nossa freguesia é a nossa aldeia, é o nosso berço. As pessoas são a vida da aldeia e a terra ou o chão, onde os malcatenhos caminham, é o ouro mais valioso da aldeia. Confiança, acreditar,
lutar, confrontar, informar, dialogar, discutir, debater, contrapor, respeitar, decidir e amar acima de tudo.

                     
  José Nunes Martins
 

 
  

17/09/2025

HÁ ÁGUA POTÁVEL EM MALCATA

 

EDITAL a informação responsável que a junta de freguesia deve privilegiar





OS PONTOS DE RECOLHA DE AMOSTRAS DE ÁGUA
PARA  contra ANÁLISE LABORATORIAL:
                                                                           1ªcolheita-Bregas Bar


2ªcolheita-Tasca do Manel


A Câmara Municipal, até ao fim do dia de 16-09-2025
não tinha divulgado qualquer documento em relação
à água em Malcata:

Andam tão atarefados na câmara 
que nem publicam o que devem!

++++++++++++
+++++++
+++

E agora Malcata?
Continuem atentos.









15/09/2025

UM CONTO QUE VOS CONTO PARA PENSAR

 

Águas que vão dar à albufeira chorai...

   A análise à qualidade da água que abastece a freguesia de Malcata foi feita no dia 2 de Setembro. Posteriormente, a 7 de Setembro à noite, a freguesia de Malcata, através de informação publicada nas páginas da Junta de Freguesia, é informada da contaminação da água, limitando-se o executivo a publicitar cópia do aviso que tinha recebido da entidade gestora da água, a APAL-SIM.
   Eu mesmo, procurei reunir informação credível para divulgar através das redes sociais e também do blog www.aldeiademalcata.blogspot.com, enviando mails, apresentando
pedidos de esclarecimento, reclamando na própria APAL-SIM e na página A MINHA RUA. E o que tenho para dizer sobre a contaminação da água da rede de abastecimento público à aldeia de Malcata é… apenas e só as palavras de um residente a informar que
“há água nas torneiras”!

  
   A situação em Malcata é grave e séria e as entidades não revelam publicamente os problemas que têm nas mãos. Tanto a junta de freguesia e a maior parte dos residentes da nossa aldeia, desvalorizam e ignoram os reais riscos que, desde meados de Julho estão as pessoas sujeitas apenas por ingerir água da rede pública.
   Estamos perante um problema de saúde pública.
   Também a junta de freguesia devia estar preocupada com a outra água que se consome na freguesia e que provém de minas públicas, de poços particulares, alguns abertos no quintal, sem qualquer análise de laboratório credenciado.
   Tudo isto é assunto sério e deve ser tratado como tal. A junta de freguesia tem de pressionar ainda mais a empresa responsável pelo controlo da qualidade da água às pessoas. É um líquido que é pago e bem pago todos os meses.
   A apatia das autoridades de saúde e o desinteresse dos moradores, muitos já de idade avançada e sem voz forte e esclarecida dos riscos a que estão expostos, estão a contribuir para uma situação insustentável e perigosa.
   Há que abrir as gargantas e agitar as águas que circulam em Malcata. E na freguesia não devem faltar poços ilegais, sem controlo de qualidade da água, fossas a receber as águas sujas das habitações, esgotos da aldeia que se misturam com água da barragem e depois bombeados para a Estação de Tratamento.
   Se isto fosse um conto passado na aldeia, não me sentiria tão preocupado. Não sendo um conto, estou preocupado e muito.

                                        José Nunes Martins

MALCATA: MAS QUE GRANDE SECA!

 


   Lembram-se daquilo que aconteceu em relação ao abastecimento de água pública à nossa freguesia?  Sem dúvida que a aldeia, em franca expansão e desenvolvimento naqueles anos, tinha absoluta necessidade de água. Até então o fornecimento era feito pela fonte da Torrinha, onde iam buscar a água de que precisavam e quem tinha poço junto à casa, era aí que se abastecia, pois, a água consideravam-na boa. Depois de alguma hesitação, quando apresentaram a possibilidade de o abastecimento de água passar a vir da barragem, optou-se pela captação através de furo próprio, ao Vazão. E resolveram o problema para alguns anos.

   Como já referi, não vou contar toda a história. Mas, acredito, muita gente haverá que gostará de conhecer esta “história” e que ainda não conhece. É que não foi pacífica esta decisão. O fornecimento de boa água era o objecto que mais preocupava a junta de freguesia. E o poço foi aberto, as condutas foram instaladas do poço até ao depósito da Rasa.
    Cada vez que se aproxima o tempo de mais calor do Verão, vem com ele as questões que todos os anos se dão entre os moradores na aldeia, motivadas pela falta de água nas torneiras. A todos custa ver-se sem gota vendo se por isso obrigados a recorrer outra vez à água da fonte.

   Há muitos anos se dão na nossa aldeia estes factos, sem que até hoje as diversas juntas de freguesia encarassem a sério esta questão da falta de água.

    Ora, neste último mandato, finalmente, a junta de freguesia decidiu olhar para o problema e enfrentá-lo de frente. A Câmara Municipal ajudou e muito ao decidir o ajuste directo da construção da nova adutora de abastecimento de água pública à nossa aldeia, que se resume á ligação desta nova adutora à rede de abastecimento do concelho, fazendo a sua derivação e ligação ali junto ao entroncamento da EN233 e a EM que nos transporta até Malcata.

      A obra está terminada e aguarda a ligação do contador para ser colocada em funcionamento.
     Neste momento alguma coisa está a falhar. Ou talvez esteja tudo bem, porque desde a noite de 7 de Setembro que nas torneiras não sai gota e nada acontece! 
     Sigam por aqui:

      https://apal-sim.pt/qualidade-da-agua-sabugal/



13/09/2025

QUANTOS DIAS ESTÃO SEM ÁGUA EM MALCATA?

   

    Será que a população da freguesia continua sem água nas torneiras?
    A água da rede pública foi considerada imprópria para consumo nas análises realizadas no passado dia 2 de Setembro. A APAL-SIM, entidade que gere os serviços municipais de abastecimento de água ao concelho do Sabugal, que se saiba, limitou-se a difundir um aviso à população. Quantos dias andou a aldeia a beber água contaminada? Há ou não pessoas que foram apanhadas pelas bactérias de e. coli e coliformes encontrados na água e daí andarem com problemas de saúde? Depois do aviso à população feito no dia 7 de Setembro, informaram-me que a junta de freguesia meteu os pés ao caminho e procurou encontrar alternativas de abastecimento de água potável para a freguesia. Nem a realização de novas análises e nem a sugestão de menorizar o problema da falta de água, através do recurso a cisterna, conseguiram colocar no terreno. Há um pedido às entidades responsáveis pela distribuição da água para que sejam céleres nas contra-análises e na divulgação dos resultados à população.    Eu próprio, no meu papel de cidadão, já enviei pedidos de esclarecimentos à APAL-SIM e à Câmara Municipal do Sabugal, mas até este momento também não obtive qualquer informação. Por agora, o que eu sei, tem sido através das redes sociais e das respostas às minhas perguntas feitas à junta de freguesia de Malcata e que tem merecido respostas. Esta é uma história que ainda não está terminada.

   
Sinalização de ocorrência em Malcata


A situação exige respostas urgentes de todas as entidades e autoridades. Até hoje, estamos sem saber onde foram realizadas as colheitas, em que ponto da rede e se foi encontrado alguma anomalia estrutural na rede pública, designadamente rupturas ou infiltrações de águas sujas. Também não se divulgam as acções que até agora foram levadas a cabo pelas diversas entidades públicas, incluindo as sanitárias. E para além da informação, que é importante, como tem sido garantido o abastecimento de água potável ao lar da freguesia, instituição especialmente prioritária pelos idosos que cuida. 
   Já passámos o tempo de a freguesia ser abastecida pela água das fontes. Foram úteis durante muitos anos, mas como sabemos, esse bem comum que é a água, hoje está contaminada. Durante muitos anos, a fonte das bicas à Torrinha matou a sede a Malcata. Agora, que a nova conduta está terminada,
chegamos a uma triste realidade de ficar sem gota de água potável porque falta o contador da água. 
   
   
Análises de rotina em Malcata



Esquema do circuito da água na rede
(APAL-SIM)



10/09/2025

MALCATA SEM ÁGUA POTÁVEL NAS TORNEIRAS

  

Em Malcata tudo é normal
mesmo quando faz mal

   A situação foi agora dada a conhecer. Para além da informação através de aviso, a APAL-SIM e as autarquias que acções estão a desencadear? Os residentes na freguesia de Malcata já foram contactados por alguma equipa da APAL-SIM ou da junta de freguesia/câmara do Sabugal? Já alguém acompanhou a situação e prestou esclarecimentos às pessoas afectadas?
   Pela informação conhecida, parece que tudo se resume à publicação e afixação do aviso que a APAL-SIM enviou para a junta de freguesia! A pergunta que aqui vos deixo para pensarmos é esta: a empresa todos os meses tem enviado a factura com o valor em débito à empresa? Se a resposta for positiva, não há desculpa para não terem já sido contactados!
   É certo que a APAL-SIM está a resolver a situação. E informar os seus clientes dos procedimentos que devem ter em consideração? Estou a pensar na água que ainda está presente nos tubos das casas, por exemplo! Abrir as torneiras para permitir a saída da água contaminada não será uma boa medida a lembrar? Mesmo depois de reposto o abastecimento da água na rede pública, penso que por motivos de segurança sanitária, descarregar a água durante alguns minutos, ajudaria a limpar as águas que antes estavam contaminadas.
   E já agora, era bom que a APAL-SIM pensasse em medidas a aplicar aos consumidores da freguesia, nomeadamente o cancelamento da factura relativa ao consumo de dois ou três meses e as despesas que possam ter pagado para cuidar da sua saúde. Seria uma forma de minimizar os prejuízos e os dias que não podem consumir água da rede pública.
   Por último, quando a restrição for levantada, que os consumidores sejam o mais
rápido possível.
    Depois disto tudo escrito saltou-me esta dúvida: desde Julho que algumas pessoas de Malcata se queixam de má disposição intestinal, diarreias, vómitos, etc., etc., e com a sensação que foi causado pela ingestão da água da rede pública da freguesia. Quem fez queixa á junta de freguesia ou à empresa APAL-SIM, às autoridades de saúde...? Foi oralmente ou escreveram e assinaram?
   Como remate final, que medidas e procedimentos estão a ser realizados na freguesia,
sob orientação da Unidade Local de Saúde do Sabugal, em colaboração com a junta de freguesia e a APAL-SIM ?
   A água é um dos recursos naturais mais valorizados e cujo valor é incalculável. As pessoas conseguem viver alguns dias sem energia eléctrica, ao contrário dos automóveis movidos a baterias carregadas à electricidade, que ficam parados depois de percorrer umas centenas de quilómetros. E isto explica-se porque as pessoas não estão ligadas a uma fonte de energia eléctrica, mas se não houver água durante uns tempos, o cenário é bem pior, é que não existem maneiras de nos mantermos vivos e saudáveis. 
   A água tem mais valor do que muitas outras coisas.




                                     


Não está nada a sair, mas há vestígios
da enxurrada de águas sujas. 



                                                                Trancas à porta, quanto menos se souber 
                                                                       mais descansado se dorme!