Pesquisar:

02/07/2026

FESTA EM HONRA DE SÃO BARNABÉ 2026

 

      MALCATA

  Está oficialmente apresentado o cartaz da Festa em Honra de São Barnabé 2026, na freguesia de Malcata. 
  Com um programa pensado pela Comissão de Mordomos e com o qual pretendem reunir amigos, famílias e todos aqueles que fazem questão de visitar a nossa aldeia na primeira quinzena de Agosto. A aldeia volta a celebrar aquilo que une uma comunidade, dando continuidade a um evento que consegue reunir apoios e vontade. 
  Vai ser uma semana para o encontro de pessoas conhecidas e que não se veem há anos e que se irão encontrar nas diversas actividades da festa. 
  Nesta coisa da festa, tal como acontece em muitas outras coisas, cada cabeça sua sentença. E independentemente de eu e vós gostarmos do cartaz deste ano e do programa, observo que se continua a dizer que é uma festa, em Honra de São Barnabé. Isso não significa que o programa do cartaz tenha tido a colaboração e a aprovação da paróquia ou que a Comissão Fabriqueira tenha interferido na programação dos festejos. A festa dita religiosa, cinge-se a duas referências que vão ter lugar no último dia dos festejos, o dia maior e mais importante da religiosidade popular e estou a falar da Missa Solene e da procissão à volta do povo. 
  Muitos dos adultos lembram com certeza as festas e as imagens veneradas em cada uma delas. A minha memória leva-me aos tempos de se realizarem as festas de Malcata em honra de duas santidades representadas na igreja matriz de São Barnabé: Nossa Senhora do Rosário e Sagrado Coração de Jesus, realizadas alternadamente e quase sempre no mês de Agosto. Nesses anos sessenta, as festas começavam e terminavam com grandes solenidades religiosas e todos os eventos de convívio e diversão vinham depois, não se misturavam e respeitados os horários, tudo decorria na santa paz e harmonia. 
  O trabalho de preparação era distribuído por todo o ano da festa e os mordomos combinavam o dia e a hora de sair com um peditório, onde recolhiam dinheiro, várias coisas que as pessoas queriam oferecer, que voluntariamente se dispunham a doar para o êxito da festa. Também os mordomos preparavam todo o material necessário para as cerimónias religiosas, desde o cuidar dos andores, das imagens dos Santos, das roupas usadas nos altares, círios e outros artefactos que se iam utilizar nas cerimónias. A coordenação e planeamento dos actos religiosos ficavam sob responsabilidade do padre e da Comissão Fabriqueira da Paróquia, que se reunia sempre com a Comissão de Mordomos para acertar toda a programação. Nesses anos, as celebrações religiosas eram vividas com uma entrega que hoje já não têm e não se sentem com tanto fanatismo e rigidez dos rituais. Mesmo as procissões, a Missa Solene, o tocar dos sinos do campanário, eram rituais vividos e sentidos com muita cerimónia e fé no divino. 
  Nos meus tempos de criança toda a gente gostava e tinha um enorme orgulho em participar nas cerimónias da igreja. Todos os anos acontecia a mesma cena na altura da missa de Domingo e metade do povo assistia à missa da festa a partir do adro da igreja. Lá dentro não cabia mais ninguém, mesmo as coxias laterais e o coro, as escadas do campanário e a sacristia, as pessoas ficavam a abarrotar e entaladas como as sardinhas em lata. O importante era estar presente e ser visto pelos outros e outras, todos os sítios serviam para cumprir e não faltar à Missa da festa. 
  Hoje, passados que são mais de cinquenta anos, a igreja continua a ter as mesmas medidas e capacidade de acolhimento, talvez até com menos lugares disponíveis, por causa do espaço ocupado pelos bancos de madeira que antigamente não havia e não havia nem para os padres.
  Actualmente há muitas pessoas que não apreciam e não participam nas cerimónias religiosas e a fé é revelada de forma bem diferente da que professavam os nossos antepassados, familiares, amigos e por que não dizer, os padres. A ignorância e o analfabetismo agravava ainda mais a miséria e a pobreza de espírito e muitos que exerciam cargos de poder e influência na aldeia, beneficiavam com a vida e a organização comunitária, vivendo mais para aumentar benefícios e prazeres particulares e familiares. 
  As festas era o que de melhor havia para entreter o povo, com a festa espantavam os maus espíritos, os maus-olhados e era a melhor receita para espantar a pasmaceira e a "moinice" dos dias de calor.
  Concluo, dizendo que nem tudo o que se fazia e faz é bom e nem tudo agrada a todos. Muito do que disse é baseado nas minhas memórias que procuro descrever o melhor que sou capaz. Hoje, sou um cristão que vive mais distante das práticas tradicionais e religiosas da nossa aldeia, significando apenas e só a convicção pessoal de me sentir cristão livre, não sou fanático mas crente.
  Como bom cristão, não vou cometer o erro de condenar ou desvalorizar o programa das festas deste ano. As tradições e as festas nunca são iguais e o tempo vai-se encarregar de as fazer esquecer e nem vale a pena desejar voltar atrás e condenar quem trabalhou para alegrar o povo. Não, esse erro não vou cometer, mas também não devo condenar os que ainda pensam assim. Vou focar-me no presente e nesta imagem que me assaltou a mente: a felicidade dos cães quando abanam o rabo ao ver o dono, mesmo que só tenham decorrido uns minutos de ausência física. O que lá vai, lá vai!
  Venham à festa de São Barnabé 2026.  
  
 
   
  
  
  
  

29/06/2026

CAFETARIA NO LARGO DA FONTE VAI SURPREENDER A CIDADE DO SABUGAL

                        

Sabugal e o Largo da Fonte



 Quando um executivo autárquico governa com maioria, a oposição tem de ser mais interventiva e mais atenta a toda a actividade do município. 
  E questionar as decisões do Município é dever de todos os membros da Assembleia Municipal. 
  Ora bem, no próximo dia 30 de Junho, vai realizar-se uma sessão  Ordinária da Assembleia Municipal do Sabugal. 

  CASO 1
 A Câmara Municipal do Sabugal vai instalar em espaço público da cidade do Sabugal, no Largo da Fonte, uma cafetaria.
 Para tal, no passado dia 3 de Junho, foi assinado um contrato de empreitada para
execução e instalação de um estabelecimento de cafetaria, pelo preço contratual de 149.354,95 euros, valor que se acrescentará o respectivo IVA. Com um prazo de execução de 60 dias.  
 
CASO 2
 No passado dia 23 de Junho, o Município do Sabugal celebrou um contrato de prestação de serviços na área do turismo, pelo preço contratual de 15.600,00 euros,
acrescido do Iva. Este contrato está tem um encargo plurianual repartido da seguinte forma: 2026- 7.800,00 €; 2027- 7.800,00€; + IVA.
 Esta adjudicação resultou de um ajuste directo do Município do Sabugal com o cidadão Emanuel José Lopes Gouveia, morador no concelho do Sabugal.

 São dois contratos que dizem respeito à promoção do concelho e em que se recorre ao dinheiro público. No meu entender, existe falta de transparência nos contratos e
a Câmara Municipal deve clarificar os procedimentos que seguiu.
 No Caso 1, desconhece-se o projecto, o local onde vai ser instalado; no caso 2, falta saber da razão ou razões de não haver outros concorrentes.
 Deixo aqui uma imagem com informação retirada do Portal Base:
 

 Portal Base: www.base.gov.pt/Base4/pt/pesquisa/?type=contratos&texto=+506811662&tipo=0&tipocontrato=0&cpv=&aqinfo=&adjudicante=&adjudicataria=&sel_price=price_c1&desdeprecocontrato=&ateprecocontrato=&desdeprecoefectivo=&ateprecoefectivo=&desdeprazoexecucao=&ateprazoexecucao=&sel_date=date_c1&desdedatacontrato=&atedatacontrato=&desdedatapublicacao=&atedatapublicacao=&desdedatafecho=&atedatafecho=&pais=0&distrito=0&concelho=0

 O meu apelo é que estes assuntos sejam clarificados pelo senhor presidente da Câmara Municipal. Venha lá a cafetaria nova, mas que 
não venha embrulhada como se fosse uma prenda de Natal!

 

  

28/06/2026

LEVAR A VIDA A SÉRIO

 

Rebanho nos Baldios de Malcata
Foto de Maria Nabais



“Vemos, ouvimos e lemos,
não podemos ignorar”.


 Basta olhar, ouvir as notícias que circulam à nossa volta. O que vemos, lemos e ouvimos muitas vezes são sinais de muita turbulência no mundo e que nos atormenta a vida. E como humanos, tudo o que está a acontecer no mundo faz-nos sentir cúmplices e ignoramos o sofrimento dos outros, as injustiças a que são sujeitos, às guerras que não podem fugir.
 Mas é assim o nosso mundo e isso também não podemos ignorar. Temos de olhar, ver e ouvir e depois tomar uma decisão e fazer alguma coisa para mudar a situação. O ficar só a ver e a ouvir é pactuar com o que não queremos e não gostamos que aconteça. Simplesmente não podemos pensar que sempre assim foi, desde que nos lembramos foi assim feito e não podemos fazer nada. Não, nós podemos fazer alguma coisa. Precisamos é de acordar para a realidade, para o nosso pequeno mundo onde vivemos o nosso dia-a-dia e tantas coisas boas e más acontecem, mas que nós nem nos damos conta. Muitas coisas que acontecem e que até nos parece bem, aplaudimos e até participamos porque achamos que temos direito a elas, às vezes, são situações de doutrinação, de propaganda política disfarçada de muitas formas e feitios. E nós, porque gostamos, deixamo-nos levar e como se estivéssemos
num mundo maravilhoso, vimos para casa alegres, bem-dispostos e não nos calamos de elogiar o trabalho dos outros, nem nos preocupamos dos verdadeiros propósitos do trabalho dos outros. Mas os outros, que não estão adormecidos, sabem bem o que precisam e o que cada um de nós vale. Eles querem controlar o nosso mundo e a vida de quem vive nele. Estando o mundo nas suas mãos, está nas mãos deles a vida de cada um de nós. E quando assim é, isso dá-lhes força e genica de prosseguir o seu caminho.
 Nós precisamos de levar a vida mais a sério. Fazer o que se pode fazer e o que se tem de fazer. Por pouco que fizermos, ganhamos ou perdemos, mas pelo menos
somos nós próprios e queremos viver a nossa vida e não a dos outros.
 “Ah, ao fim e ao cabo são todos iguais”. Não, não somos todos iguais. Só somos iguais porque nascemos e morremos. Todos já sabemos disso e mais tarde ou mais cedo, sabemos que isso vai acontecer. Mas até que a morte chegue, há que viver os anos que nos forem oferecidos.
 A vida tem de servir para alguma coisa, não acham?

19/06/2026

SABUGAL PERDE EMPRESA DE TRANSPORTES

 


Março 2025
Zona Localização Empresarial do Espinhal-Sabugal


 A Câmara Municipal, em reunião de 5 de fevereiro, aprovou a operação de loteamento urbano com obras de urbanização da Zona de Localização Empresarial do Sabugal, situada no Alto do Espinhal, adjacente à EN 233, na freguesia das Quintas de São Bartolomeu.

 Esta operação de loteamento de iniciativa municipal compreende uma área total a lotear de cerca de 20 hectares, resultando a criação de 22 lotes destinados a indústria/armazém/comércio/serviços.
Ler aqui: https://www.cm-sabugal.pt/noticias/operacao-de-loteamento-da-zona-de-localizacao-empresarial-do-sabugal/
--------------------------------------------------------------------

Visita Técnica às Obras Municipais em curso no Sabugal



Zona de Localização Empresarial do Sabugal
       Obras de Urbanização

Valor do Investimento: 1.135.798,49 € (c/IVA)

Descrição da Intervenção:

Execução das obras de urbanização da Zona de Localização Empresarial do Sabugal, numa área de cerca de 19 hectares. A intervenção inclui a execução de arruamentos, redes de infraestruturas, estacionamento e espaços públicos, criando condições para a instalação de novas atividades económicas e empresariais.
Ler aqui:https://www.cm-sabugal.pt/geral/visita-tecnica-as-obras-municipais-em-curso-no-sabugal/

-------------------------------------------------------------------

          DIGAM-ME QUE ESTOU ERRADO!!!

Município da Guarda

6 h do dia 19-06-2026

INVESTIMENTO NA PLIE PARA A CENTRAL DE OPERAÇÕES DA NOVA CONCESSÃO DE TRANSPORTES INTERURBANOS DA REGIÃO BEIRAS E SERRA DA ESTRELA

Foi assinada na segunda-feira, 15 de junho, a escritura de transmissão de três lotes da Plataforma Logística (PLIE) à empresa TBSE, Unipessoal Lda,(Viúva Monteiro) dedicada à operacionalização de transportes públicos. Os terrenos irão acolher a central de operações da nova concessão de transportes interurbanos da Comunidade Intermunicipal Região Beiras e Serra da Estrela (CIMRBSE). A assinatura decorreu nos Paços do Concelho na presença do presidente da Câmara, Sérgio Costa.
#municípiodaguarda #guarda #amaisalta #empresas #plie

 

TBSE, Unipessoal Ldª instala-se na Guarda
                   

           ESTRATÉGIA DE URBANISMO?

Abertura das Festas da Cidade 2026

 O Município do Sabugal perde uma nova empresa para a Guarda ao mesmo tempo que se orgulha de andar de festa em festa, umas a seguir às outras, não há tempo para descansar, o povo pede e o rei oferece!
 A mesma empresa que se orgulha de ser uma importante PME com sede no concelho do Sabugal, escolhe outro concelho vizinho para nele oferecer postos de trabalho, directos e indirectos e receitas fiscais que entrega ao concelho vizinho...vão mas é todos dar banho ao cão!
 Não somos todos parvos!