Mais do que um blog, um legado e um cantinho dedicado à preservação da memória coletiva de Malcata, das tradições e costumes e ofícios antigos. Um ponto de encontro para naturais, descendentes e apaixonados pela aldeia que moldou as nossas vidas.
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06/12/2015
28/11/2015
MALCATA E A IMPORTÂNCIA DA FLORESTA
O que é a floresta?
Os malcatenhos têm realmente a consciência da importância da floresta?
Estão os malcatenhos conscientes da necessidade em potenciar e valorizar a floresta?
Como se aumentam os benefícios da floresta?
Os engenheiros florestais dizem que aumentando a produção florestal também se conseguem retirar mais benefícios da floresta.
E como podemos aumentar a produção florestal em Malcata?
Criando em Malcata as condições que garantam a existência de uma floresta ordenada, limpa e bem gerida, de forma profissional.
A ZIF ( Zona de Intervenção Florestal ) que foi criada em Malcata, é a solução capaz de, a médio e a longo prazo, alterar a floresta.
Com uma ZIF organizada e empenhada na gestão responsável, podemos esperar pelo aumenta da floresta e do aumenta da sua potencialidade, trazendo mais benefícios para todos, em especial para os proprietários e membros da ZIF.
É por isso muito importante participar na anunciada reunião da ZIF de Malcata, que se vai realizar no próximo dia 6 de Dezembro.
Os malcatenhos têm realmente a consciência da importância da floresta?
Estão os malcatenhos conscientes da necessidade em potenciar e valorizar a floresta?
Como se aumentam os benefícios da floresta?
Os engenheiros florestais dizem que aumentando a produção florestal também se conseguem retirar mais benefícios da floresta.
E como podemos aumentar a produção florestal em Malcata?
Criando em Malcata as condições que garantam a existência de uma floresta ordenada, limpa e bem gerida, de forma profissional.
A ZIF ( Zona de Intervenção Florestal ) que foi criada em Malcata, é a solução capaz de, a médio e a longo prazo, alterar a floresta.
Com uma ZIF organizada e empenhada na gestão responsável, podemos esperar pelo aumenta da floresta e do aumenta da sua potencialidade, trazendo mais benefícios para todos, em especial para os proprietários e membros da ZIF.
É por isso muito importante participar na anunciada reunião da ZIF de Malcata, que se vai realizar no próximo dia 6 de Dezembro.
23/10/2015
LOUVORES E AGRADECIMENTOS
José Escada, presidente da AMCF rodeado pelos ilustres oradores na mesa redonda
da 1ª audição pública desta associação.
Celebrar faz parte da nossa vida privada e comunitária. São momentos que nos marcam, porque nos reconhecem o trabalho, o esforço e a ambição. Porque estamos unidos, estamos juntos e todos vestimos a mesma camisola.
Por isso a AMCF (Associação Malcata Com Futuro) está de parabéns, sem inveja, mas com prazer, com orgulho daquele povo que acredita nos projectos da associação e deles querem fazer parte e porque agora sabem que está apoiada por instituições e pessoas talentosas, porque só unidos e em associação cada um de nós podemos desenvolver a nossa aldeia e o seu potencial.
O erro vai existir sempre e não o devemos ignorar ou mesmo esquecer, mas não tem que ter o papel principal, muito menos ser o único motivo de conversa entre as pessoas, entre os amigos ou entre as instituições públicas e movimentos associativos. Ninguém deve ser penalizado, todos devemos aprender com os erros que cometemos porque todos erramos, mesmo os grandes líderes. Importante é saber o que fazemos com os erros que cometemos e não deixar que eles nos condicionem o sucesso e o nosso futuro pessoal e comunitário. Assim, depois da audição realizada pela AMCF, devemos realçar os momentos de celebração, dizer que a associação fez um bom trabalho, porque todos nos alimentamos de elogios e todos gostamos de reconhecimento.
“Porque acreditamos num melhor presente e num melhor futuro de comunidades vizinhas se, em ambiente de cooperação e de complementaridade, formos capazes de revisitar problemas velhos e encontrar soluções novas”, como escreve José Escada da Costa, presidente da direcção da AMCF.
Estamos contentes e celebramos aqueles momentos que se sentiram e viveram naquela sala enquanto lá fora a chuva e o vento não pararam, porque temos a certeza que são as pessoas que nos levam a trabalhar assim.
Só quem arrisca ir mais longe
é que sabe quão longe
consegue chegar.
21/10/2015
UMA PEDRADA NO CHARCO DE MALCATA
Por momentos pensei que a audição ia
ser um autêntico fracasso e que ninguém estaria naquela sala para ouvir os
ilustres oradores que a associação tinha convidado. Sair do conforto da casa ou
do convívio do café da aldeia, caminhar uns bons dois quilómetros de
guarda-chuva na mão e esperar que o vento não mande para o lixo o raio do chuço
para passar umas horas a ouvir uns fulanos a falar de Malcata, do futuro de
Malcata, valerá o sacrifício?
À medida que os ponteiros do relógio iam avançando, também as pessoas iam chegando, cumprimentavam quem estava e iam tomando o seu lugar. E poucos minutos após a hora marcada no programa, com a sala já bem composta,deu-se início aos trabalhos.
A meio da tarde, depois de todos os oradores terem dito ao que vinham, depois do café e alguns momentos de convívio, seguiu-se uma mesa redonda, com a presença de gente com saber e experiência de vida dando uma autêntica lição de boa cidadania.
Hoje, uns dias após esse encontro, continuo a interrogar-me acerca daquele participante que entrou mudo e saiu calado. Aguentou durante horas em silêncio e nem uma frase em público, nem para o povo que nele confiou e elegeu como líder . Se estava à espera que lhe fosse dada a palavra, era do seu conhecimento que o poderia fazer durante o decorrer da mesa redonda, nunca antes, como era sua pretensão. E porque apenas lhe era dada a oportunidade de falar sobre o tema em discussão na altura devida, ou seja, durante a mesa redonda, recusou o convite para participar mantendo a cadeira ficou. Sabia que iria ter ao seu lado uma senhora que, por sinal, tem uma concepção de exercício de poder local diferente e que, nas diferenças encontra desafios onde primeiro está o dever como autarca e representante do seu povo, num momento em que qualquer político gostaria de mostrar que é líder de um povo acolhedor e simpático e que apoia quem se dispõe a ajudar essa gente,que muitas vezes vive abandonada e desamparada.
Durante as horas que durou a reunião, falou-se da Malcata e de Malcata. Falou-se do território da Malcata, das pessoas da e de Malcata, do lince da Malcata, dos desafios que Malcata tem pela frente.
Que lição de cidadania se viveu naquela sala, onde não aconteceu aquilo que alguns desejavam que acontecesse! Houve lição, fizeram perguntas e ouviram-se respostas e até algumas informações que foram do agrado dos participantes. Houve responsabilidade, respeito, café e bolinhos misturados com sorrisos e sonhos, muitos sonhos e muita vontade de os realizar, porque afinal o associativismo no território da Malcata tem muito mais valor que aquele que muitos pensam que tem. Saímos da audição convencidos que o rumo traçado pela Associação Malcata Com Futuro e respaldado e apoiado por parceiros institucionais, como a Universidade da Beira Interior, a Associação Para a Economia Cívica de Portugal e a Associação Portuguesa de Marketing Rural e Agronegócios, pela Junta de Freguesia de Quadrazais, pela Associação Cultural e Desportiva de Malcata, pela Associação de Solidariedade Social de Malcata e outras associações da região, é o caminho certo para assegurar o futuro das pessoas da Malcata.
Mais informação aqui:
(http://malcatacomfuturo.pt) e https://www.facebook.com/malcatacomfuturo
À medida que os ponteiros do relógio iam avançando, também as pessoas iam chegando, cumprimentavam quem estava e iam tomando o seu lugar. E poucos minutos após a hora marcada no programa, com a sala já bem composta,deu-se início aos trabalhos.
A meio da tarde, depois de todos os oradores terem dito ao que vinham, depois do café e alguns momentos de convívio, seguiu-se uma mesa redonda, com a presença de gente com saber e experiência de vida dando uma autêntica lição de boa cidadania.
Hoje, uns dias após esse encontro, continuo a interrogar-me acerca daquele participante que entrou mudo e saiu calado. Aguentou durante horas em silêncio e nem uma frase em público, nem para o povo que nele confiou e elegeu como líder . Se estava à espera que lhe fosse dada a palavra, era do seu conhecimento que o poderia fazer durante o decorrer da mesa redonda, nunca antes, como era sua pretensão. E porque apenas lhe era dada a oportunidade de falar sobre o tema em discussão na altura devida, ou seja, durante a mesa redonda, recusou o convite para participar mantendo a cadeira ficou. Sabia que iria ter ao seu lado uma senhora que, por sinal, tem uma concepção de exercício de poder local diferente e que, nas diferenças encontra desafios onde primeiro está o dever como autarca e representante do seu povo, num momento em que qualquer político gostaria de mostrar que é líder de um povo acolhedor e simpático e que apoia quem se dispõe a ajudar essa gente,que muitas vezes vive abandonada e desamparada.
Durante as horas que durou a reunião, falou-se da Malcata e de Malcata. Falou-se do território da Malcata, das pessoas da e de Malcata, do lince da Malcata, dos desafios que Malcata tem pela frente.
Que lição de cidadania se viveu naquela sala, onde não aconteceu aquilo que alguns desejavam que acontecesse! Houve lição, fizeram perguntas e ouviram-se respostas e até algumas informações que foram do agrado dos participantes. Houve responsabilidade, respeito, café e bolinhos misturados com sorrisos e sonhos, muitos sonhos e muita vontade de os realizar, porque afinal o associativismo no território da Malcata tem muito mais valor que aquele que muitos pensam que tem. Saímos da audição convencidos que o rumo traçado pela Associação Malcata Com Futuro e respaldado e apoiado por parceiros institucionais, como a Universidade da Beira Interior, a Associação Para a Economia Cívica de Portugal e a Associação Portuguesa de Marketing Rural e Agronegócios, pela Junta de Freguesia de Quadrazais, pela Associação Cultural e Desportiva de Malcata, pela Associação de Solidariedade Social de Malcata e outras associações da região, é o caminho certo para assegurar o futuro das pessoas da Malcata.
Mais informação aqui:
(http://malcatacomfuturo.pt) e https://www.facebook.com/malcatacomfuturo
08/10/2015
MEMÓRIAS DA NOSSA HISTÓRIA
A obra "As Memórias Paroquiais de 1758" tem uma parte referente às freguesias dos concelhos do Distrito da Guarda. Foram 257 anos dificeis, com guerras pelo meio com vários anos de turbulências sociais, políticas, económicas e ambientais. Ora as guerras acabaram por condicionar o desenvolvimento deste terrritório, obrigando as pessoas a abandonar as suas terras e quem ficou, foi sobrevivendo. Depois das guerras de 1640-1668 ( 28 anos de guerra ) e 1702-1714, restaram ruínas, campos abandonados, casas vazias, castelos e fortalezas a desmoronarem-se, o comércio quase inexistente e pouco rentável.
E hoje como esão as freguesias dos concelhos do Distrito da Guarda?
Quais são as queixas que ouvimos na rua e nos cafés?
As mesmas de há 257 anos: despovoamento, terrenos ao abandono, agricultura de subsistência, fraca economia...ou seja, continuamos a queixar-nos dos mesmos problemas de antigamente, o problema afinal não é de agora e não é tão recente como às vezes nos dizem.
A pobreza e a miséria entranhou-se tão fortemente na vida das pessoas que vivem no interior que continuamos a sentir, hoje, dificuldades para a implementação de qualquer espécie de projecto inovador que possa dar a volta à este estado de coisas.
A fartura de tanta água que hoje vemos na albufeira da barragem do Sabugal faz esquecer que, segundo está escrito nas Memórias Paroquiais de 1758, nos anos 1753 e 1754, o Rio Côa secou completamente e em Quadrazais, até se passava o rio a pé enxuto.
As terras junto às margens do Rio Côa foram sempre aproveitadas para o cultivo de boas batatas, feijão, linho, centeio, milho...de tão ferteis que eram.
Coube ao padre Apolinário José Silva Rebelho, pároco de Malcata, redigir as Memórias Paroquiais de 1758.
Nessas Memórias Paroquiais a certa altura, o pároco do Sabugal escreveu:
"Muito se poderia produzir na terra
se os moradores a trabalhassem, deixando de haver tanta gente ociosa,
povoando as tabernas".
Vale a pena pensar nisto!
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