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11/02/2025

MALCATA: CARLOS CLEMENTE, ARRAIANO COM OBRA FEITA

    AOS CINCO ANOS, VIU O SEU PAI EMIGRAR PARA O BRASIL, DEIXANDO A MULHER E TRÊS FILHOS ENTREGUES À SUA SORTE. 
   FOI CONVIDADO PELO DR. ALMEIDA SANTOS (PS) PARA SER CANDIDATO À CÂMARA MUNICIPAL DO SABUGAL; FOI MEMBRO DA COMISSÃO INSTALADORA DA RESERVA DA SERRA DA MALCATA; 
   EM 1993, FOI ELEITO PARA PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DE MALCATA;
   O LAR PARA IDOSOS EM MALCATA TORNOU-O UMA REALIDADE.
   O blogue ( jornal on line ) Capeia Arraiana, esteve à conversa com este bom homem e cujas palavras aqui transcrevo. Basta clicar neste link e ler com atenção:

   https://capeiaarraiana.pt/2025/02/09/carlos-lopes-clemente-dinamico-arraiano/#more-225548

Um dia que fica na história de Malcata

                         



   

07/02/2025

TER CARA DE PORCO OU DE CABRITO

      
   


O que acontece na nossa freguesia é tão pouco divulgado que parece nunca ter acontecido. Esta situação deve dar que pensar e reflectir a todos nós, os malcatenhos e quem se interessa pela aldeia.

   Nada disto me surpreende porque de um modo geral o povo sempre foi assim, as coisas são do tamanho que se querem que sejam. E o que as pessoas querem é festa, convívio, farra, música, mesmo debitada por dj’s e minis nas mãos, para empurrar a bifana de porco no espeto, da entremeada saída do grelhador. Sem estes condimentos, ninguém sai de casa, muito menos para se juntar ao monte dos que nunca perdem uma oportunidade assim.
   Na verdade, quem tem visão e quem faz contas ao retorno e ao ganho feito num só dia, está sempre presente e nunca se esquecem de colocar a banca em lugar visível, com o cofre e uns trocos que for preciso fazer. Com entremeadas, fêveras, bifanas e pinga, lá vão caindo umas moedas e notas nos bolsos de uns quantos e nos mesmos que assim mantêm bar cheio.
   Houvesse na freguesia, a visão de uma freguesia toda ela vocacionada para bem servir, surpreender e promover…e deixar de satisfazer o umbigo de alguns e seria um retorno muito maior, com presença de mais gente local, das terras vizinhas e mais distantes, onde a fartura se aliava à qualidade, à única e tão boa carne de cabra e cabrito, criados com o que a natureza oferece, esquecendo de vez os porcos no espeto, exigindo que pagassem o verdadeiro preço. Mas nada disso! Se assim fosse, lá se ia o negócio de quem agora ganha, por estar ali tão próximo e nem precisar de mostrar e provar que tem tanta qualidade como apregoa. Para o bem de alguns e mal de muitos o melhor é continuar na mesma e não ter visões que comprometam e que faça criar mais gente com vontade de comer do mesmo queijo. Por isso, não me surpreende que tudo continue a ser feito no mesmo sítio, com a mesma visão e dimensão e nunca esquecer o que está para chegar lá para os finais deste ano, mais surpresas com certeza irão acontecer. 

                                         
José Nunes Martins

06/02/2025

MALCATA: A MATANÇA DO PORCO ERA UMA NECESSIDADE

    

A desmancha do porco na família do Ti Zé Martins
era feita com todo o cuidado.

   A matança tradicional do porco está hoje devidamente autorizada pelo despacho nº 14535-A/2013, publicado em 11 de Novembro de 2013 e desde 1 de Janeiro de 2014 que está em vigor. Neste despacho se pode ler que “É autorizada a matança para auto consumo de bovinos, ovinos e caprinos com idade inferior a 12 meses, de suínos, aves de capoeira e coelhos domésticos, desde que as carnes obtidas se destinem exclusivamente ao consumo doméstico do respectivo produtor bem como do seu agregado familiar e sejam respeitadas as seguintes condições (…)”.


   Concluímos daqui que se pode realizar uma matança do porco tal como nos tempos dos nossos avós, proporcionando aos que nela participam um momento único e de recriação histórica.
   E, como diz o regulamento, devem ser respeitadas algumas condições…que eu resumiria que a “matança do porco” obedece a um ritual que nos ajuda a preservar a história, as tradições populares e que vai para lá da organização de um convívio. É assim que se faz uma verdadeira matança.
   Na nossa freguesia o evento da matança tem estado a cargo da Associação Cultural e Desportiva de Malcata e anualmente organiza um convívio, convidando as pessoas da freguesia a saborear e a reviver as manhãs frias e de laburdos diários que antigamente todas as famílias faziam. A matança é uma herança cultural com contornos muito próprios que se identificam com a nossa aldeia e a sua história. A tradição de matar um porco é muito antiga e nós, os malcatenhos, devíamos estar dispostos a preservar a matança à moda de Malcata, com os devidos pedidos às autoridades, respeitando os preceitos legais.
   É todo um ritual que estamos a falar e que os nossos avós cumpriam nestas alturas dos meses frios e guardavam sempre tempo para nestas alturas estarem presentes nas matanças, quer na casa dos familiares, quer na casa dos vizinhos. As matanças eram uma importante ajuda para as famílias, mesmo aquelas de menos posses, um porco por ano tinha de ser criado para matar.
   A tradição pode até nem ser do acordo de todos e temos de estar preparados para ouvir opiniões contrárias à da maioria das pessoas. A tradição de matar o porco sempre dividiu os povos, as sociedades.
Uns defendem que se não deve causar sofrimento aos animais e que hoje há técnicas de fazer de forma diferente. Todos temos direito a ter uma opinião e o respeito mútuo é o toque certo para evitar mal-entendidos. Contudo, a tradicional matança na nossa aldeia, não devia deixar de se fazer nos moldes tradicionais, pois trata-se de respeitar o legado deixado pelos nossos antepassados, que durante séculos o guardaram e lhes permitiu que nós o conhecêssemos e vivêssemos, com necessidades diferentes das que eles viveram, mas tão importantes para nós podermos continuar a transmissão destes sabores e saberes tão característicos da nossa terra.
   Por isto tudo e porque a Associação Cultural e Desportiva de Malcata tem todo o apoio e conhecimento, por querer defender o bom e o melhor da nossa alimentação, da cultura e ainda homenagear quem nos precedeu, quem ainda hoje sabe como se faz uma matança, mesmo que as forças físicas já não lhes dê a força e a pontaria que precisam para consumar o golpe fatal.
                                 
José Nunes Martins

04/02/2025

PRESERVAR POR NECESSIDADE OU MAIS UM CONVÍVIO?

    


   Preservar ou matar as tradições?
   O convívio é suficiente para que a tradição continue?
   Afinal, nas aldeias podem-se fazer coisas que na cidade não é lícito fazer. E há coisas que sempre foram feitas na nossa aldeia, houve tempos em que se faziam por necessidade, para garantir o sustento da família durante o ano.
   E mesmo que haja costumes para entreter as pessoas, outros existem cheias de sentido e significado. Ora é estas tradições com sentido que importa preservar e continuar a dar-lhe a importância que merecem.
   A matança do porco, mesmo que seja considerada ultrapassada, bizarra e cruel, não era feita porque se gostava de matar o porco que demorou um ano a alimentar. Noutros tempos, as gentes da aldeia precisavam de carne para a sua alimentação. O porco, o coelho, o frango, os vitelos e os cabritos, as cabras, as vacas, eram bem tratados e respeitados. Nenhum deles se matava por prazer, ninguém gostava que assim fosse.
   A matança do marrano é daquelas tradições que pessoalmente me ficou mais gravada e ainda hoje me lembro das matanças que se faziam todos os dias, durante uma ou duas semanas. O dia da matança parecia um dia de festa, mas na realidade as pessoas chegavam a sentir-se cansadas delas, é que ajudavam-se uns aos outros e às vezes tinham que comparecer a duas por dia.
   Em Malcata era trabalho para os homens e para as mulheres. As crianças eram mantidas um pouco afastadas curral e só regressavam depois do reco deixar de respirar. Eu lembro que a minha mãe não gostava que me aproximasse, pois, uma cena daquelas não era para as crianças assistirem.
   Hoje a tradição da matança está a morrer, deixou de ter um acto necessário e importante para assegurar a carne nas casas dos lavradores. A matança é feita para as pessoas se divertirem, comer carne até pode nem ser do porco, o que mais importa é convívio onde comida e bebida abunde.  E se for mais tarde, lá para a hora do almoço, já com tudo posto na mesa, pão, chouriça do ano anterior, queijo, azeitonas, basta pendurar o casaco nas costas da cadeira e sentar confortavelmente, mesmo que seja num banco corrido de madeira, é dia de festa até às tantas. No fim, todos acreditam que a matança deve continuar a ser preservada, é coisa que deixa as pessoas felizes, alegres e cheias de ouvir e falar das outras matanças, essas que só iam os convidados, primeiro trabalhavam e só depois comiam.
   Já agora, parabéns à Associação Cultural e Desportiva de Malcata, pelo evento que está a preparar para o próximo dia 16 de Fevereiro 2025.
                                                          
 José Nunes Martins


                                           

31/01/2025

MALCATA: HÁ TUDO MENOS AS CABRAS SERRANAS



 

Ser pastor é tudo

   Em Malcata faltam cabras, pastores e sem esta matéria prima, há uma pergunta que se impõe fazer:
   O projecto das cabras nos baldios é para avançar ou desistir?
   É urgente que a comunidade de Malcata tome medidas e manifeste o seu descontentamento junto dos senhores da Junta de Freguesia. É tempo de passar à acção e os cidadãos residentes na aldeia têm que exigir mais informação, mais esclarecimentos sobre o que se está a passar em relação a este importante empreendimento.
   Os malcatenhos têm de se deixarem de meiguices e deixar de aceitar que o estado das coisas comuns cheguem a um estado de abandono e desmazelo, deixando os projectos arrastarem-se anos e anos e nada acontece.
   Na construção do cabril andaram depressa. E para que serviu?
   Por causa da construção do edifício de apoio ao rebanho, cortaram-se muitas árvores, já em bom estado de crescimento. Contrataram e pagaram a arquitectos, a construtores e pagaram serviços para sementeiras, trabalhos de montagem de rede ovelheira em redor do edifício e até compraram parte das máquinas necessárias à instalação da sala de ordenha mecânica. 
   Mas onde isso já vai…depois destes “trabalhos” o que foi feito? Mesmo que a Câmara Municipal lhes tenha aceite o pedido feito para custear a colocação dos painéis fotovoltaicos, depois o que andaram a fazer? Chegaram a pagar essa obra dos painéis solares ou estão por colocar? E a água, para dar de beber aos animais, sempre abriram o poço que podia ir até aos 100 metros de profundidade, incluindo a casa para as máquinas? Não sei se as pessoas sabem disto, mas está previsto a abertura de um poço e a respectiva casinha para guardar as partes técnicas…está mencionado na memória descritiva da obra do edifício.
   No Meimão, lá para Março, vão promover a chanfana e estão empolgados com a adesão de muita gente com fome de chanfana da boa.
   No Concelho de Vila Nova de Poiares, existe em funcionamento um capril, numa parceria entre a Junta, Câmara e Baldios, com 120 cabras que asseguram a limpeza de matos e floresta de cerca de 400 hectares de baldios, substituindo as roçadoras. Têm dois pastores que trabalham com paixão e dedicação.
   E em Malcata? 
   Há capril novo, mas vazio; uma queijaria tradicional, fechada por falta de matéria-prima!!! E ainda se diz que o melhor cabrito é o criado em Malcata!!!
   Não sei se ria ou se grite. Dá que pensar...
                                       
                                            José Nunes Martins
   
     


21/01/2025

A CULTURA MAIS POPULAR EM MALCATA

  


   Os provérbios, são uma forma simples e de fácil compreensão. usada pelas pessoas do povo para dizer alguma coisa sem ofender o próximo. Em poucas palavras diz-se muito!
   Ora o mês de Janeiro é rico em ditados populares ou provérbios. Esta forma de comunicação sempre mereceu muita atenção e a mensagem que se pretende enviar continua a ter-se em conta. Noutros tempos, os nossos antepassados arranjavam formas de se organizar, de seguir alguns passos e aplicavam muitos ditados populares nas suas fainas do campo. No mês de Janeiro era costume dizer este ditado popular:
   - A água de Janeiro, vale dinheiro!
   Há muitos provérbios relativos ao primeiro mês do ano:
   - Em Janeiro, um porco ao sol e outro no fumeiro.
  - Janeiro se não tiver trinta geadas, tem de as pedir emprestadas!
   O povo sempre nos brinda com a sua sabedoria popular. É um saber que tem sido passado de geração em geração quase sempre através da palavra falada, mas também da escrita. E como são frases curtas, ficam no nosso ouvido com facilidade.
   Lanço daqui um desafio ao Lar de Malcata para fazer uma recolha de ditados populares que se usavam na nossa aldeia.

                         
  José Nunes Martins


 

18/01/2025

LAR DE MALCATA: IMAGENS COM HISTÓRIA

1 - Números e palavras que interessam:




2- Visitas Culturais 
AMCF-Segredo dos trapos

1


2


Em memória do Ti Cidades

Homenagem merecida

Quando a obra começa nunca sabemos quando e como vai terminar.
O momento do início é histórico e hoje, 30 anos depois,
ainda não conheço obra com tamanha ambição.

O QUE VOS DIZEM ESTAS IMAGENS?


José Nunes Martins








 

LAR DE MALCATA: FAZER O BEM SEM OLHAR A QUEM

   

Um destes quatro malcatenhos doou o terreno 
para a construção do Lar da Freguesia-Pólo I

   Como é bom vermos a nossa aldeia em destaque! 
   O lar, é uma das instituições que tem conseguido responder aos pedidos de apoio, das famílias e dos idosos, da freguesia e também de terras vizinhas.

   Durante anos, a Associação de Solidariedade Social de Malcata, construiu uma rede de apoio como não se via no concelho do Sabugal. A história da ASSM, mostra a capacidade e as obras que se fizeram logo no imediato e a resposta que foi dando às novas necessidades que iam surgindo. Atrevo-me a dizer que, foi graças à visão, à determinação de um pequeno grupo de malcatenhos, liderados pelo Carlos Clemente, sempre apoiado pela sua esposa, Graciete Clemente, ele, foi a pessoa visionária e com resiliência q.b., para abraçar grandes projectos, transmitindo a segurança e a confiança a toda a equipa e ao povo que desejava ter um lar, mas não tinham a bagagem nem os necessários conhecimentos, nem os passos a dar, assegurando  às entidades governamentais responsáveis pela área social, nomeadamente as IPSS’S, um controlo eficaz e responsável do que ia ser o lar de Malcata.
   Assim, o que posso eu dizer a estes valentes malcatenhos? Perdoem-me por não saber todos os nomes do grupo inicial.  Eu sei que desde a primeira hora aceitaram fazer parte dos impulsionadores para a construção do lar: o Ti Manuel Cidades, que ofereceu o terreno e apenas colocou uma condição, que cuidassem dele; o Ti Libânio e o Ti Armando Teresa.       Cada um deles fez o que melhor sabia e o tempo que foi preciso para terminar a obra.

   Todos os malcatenhos temos de fazer mais e melhor. Sim, isso mesmo que acabou de ler, todos os malcatenhos temos de dar mais de nós, para que a vida em Malcata, tenha
sentido, porque, o que aí vem, serão dias difíceis. E está nas mãos de cada um de nós o futuro da nossa aldeia, encontrar nas dificuldades, oportunidades, nos momentos de dúvidas, certezas, nos diferentes pontos de vista, a cooperação e a união de todos aqueles que ainda acreditam que Malcata é um lugar de todos, para todos realizarem os seus sonhos.
    Neste ano de 2025, que agora se iniciou, vamos encontrar factores impactantes na vida da nossa comunidade. Há pelo menos um factor que ditará o que vai ser a freguesia no futuro imediato, ao ponto de poder vir a ter consequências extremamente desagradáveis, na dinâmica e no futuro da nossa aldeia, das suas instituições  e claro, na própria Junta de Freguesia. Estou a referir-me às próximas eleições autárquicas, que devem decorrer lá para o 2º semestre deste ano e a mais uma guerra prestes a rebentar.
   Apesar de tudo o que tem acontecido, apelo aos malcatenhos de bom coração, que tenham confiança, pois vão conseguir encontrar alternativas para ultrapassar todas as dificuldades que apareçam no caminho. Algumas dessas dificuldades até podiam ser vencidas com bom senso, diálogo, porque estão em causa migalhas, tendo em conta o que já foi feito e se calhar de resolução rápida e justa, bastava deixar cair a arrogância e a teimosia e encontrarem entre as partes, uma justa e igual responsabilidade, evitando andar nos corredores da justiça, que como é sabido, anda devagar, pode não matar mas mói,  que meia dúzia de patacos não merecem tanto barulho.
  Tomar decisões precipitadas, alimentadas por birras e demonstração de poder, impede e impossibilita a formalização de acordos, evitando algum tipo de mal-estar, que se for prolongado no tempo, haverá danos colaterais também nas instituições da nossa freguesia, que diga-se, não merecem ser mal tratadas.
   E uma coisa é verdade: ninguém duvida dos benefícios que uma Associação de Solidariedade Social oferece às famílias, aos utentes e ao pessoal que nela trabalha.
   Ninguém ganha nada com estas guerrinhas. E isto, não começou ontem,  já vem de trás e parece não ter fim à vista. É um problema que ainda não se resolveu, porque alguém faz exactamente o contrário, não quer chegar a um entendimento e ainda enxovalha cidadãos íntegros e de trato fácil.
                                     
   José Nunes Martins  
   

17/01/2025

AS ENTRADAS PARA MALCATA


                                                                                   

                                            

       Entrada principal da Freguesia de Malcata


  É a principal entrada da freguesia, fica entre a ponte e o Busto de Camões. Esta entrada, que é uma estrada municipal ( EM 359 ), sofreu melhorias significativas num período recente, com o caminho alargado e com a reconfiguração do seu traçado, tendo sido eliminadas as curvas mais perigosas e a construção de uma faixa de calçada da Senhora dos Caminhos até ao Camões.     Este troço da estrada sempre foi conhecido pelo nome “Estrada”, “Cimo da Estrada”. Quando se procedeu à primeira colocação das placas toponímicas na freguesia, passou a chamar-se
“Rua da Estrada”. E assim se mantém até que haja a ousadia de rebatizar com o nome de uma personalidade ilustre da freguesia e cujo nome seja consensual e merecedor dessa tão digna e importante homenagem.

15/01/2025

MALCATA : QUAL É O VALOR DO ORÇAMENTO PARA 2025?

    


   Na freguesia de Malcata,  nada do que se decide nas assembleias de freguesia é do conhecimento geral das pessoas. Em Dezembro de 2024, portanto, o ano passado,  foi convocada a última sessão da Assembleia de Freguesia, para apresentação e votação  do Orçamento e das Actividades para o próximo ano, o de 2025, que é bom lembrar, é ano de eleições autárquicas. Já passou quase um mês e nenhuma notícia oficial foi divulgada pela Junta de Freguesia ou Assembleia de Freguesia. 
   Porquê? Porque não se comunica nas suas páginas da  internet?
   Estão a faltar ao respeito dos eleitores e dos malcatenhos que não sendo eleitores, mostram-se interessados pelo que se vai passando na aldeia onde nasceram. Não estamos a exigir nenhum aumento de ordenado ou subsídios para alguma associação. O facto de não informar a comunidade, isto é,  o povo, como se costuma para aí dizer é, já em si, uma falta de respeito por quem nela vive e paga os seus impostos e também pelos que vivem longe.

                                              José Nunes Martins

10/01/2025

QUANDO É QUE AS CABRAS CHEGAM AOS BALDIOS DE MALCATA?

   

Cabras e cabritos que conheciam bem o seu pastor.
(No tempo em que o Ti Manuel Santos tinha saúde...)



          Como está o projecto da
    Exploração Pecuária nos Baldios de Malcata?

   Vamos lá ter cabras quando?
   Há tanta gente sem uma casa digna desse nome que faz dó olhar para aquele enorme edifício vazio! A casa de abrigo e o departamento comercial estão construídas as suas paredes exteriores e respectiva cobertura. A chuva não entra graças às portas e janelas. O que falta então? Até dinheiro para o fornecimento de energia fotovoltaica já foi dado pela Câmara do Sabugal! E este valor é para juntar aos 100.000,00 euros que a mesma Câmara já tinha aprovado em reunião! Também se pagaram plantas, pastos, vedação do terreno…uma peça para a sala de ordenha (há muito que estava embrulhada e protegida com plástico, eu a vi no coberto da antiga escola primária).
   Há luz? Água do furo? WC’S e papel higiénico?
   Se a resposta a estas questões for positiva, só me resta mais uma questão:
   Quem são os pastores das cabras?
   Ajudem-me a compreender tanta demora neste ambicioso projecto, que tanta gente fala e está como que com destino previamente decidido pela autarquia, cujo presidente, é também, o responsável pelo acompanhamento da obra.
   Aguardo então pela vossa ajuda.
   Obrigado
   Há tanta gente sem uma casa digna desse nome que faz dó olhar para aquele enorme edifício vazio! A casa de abrigo e o departamento comercial estão construídas as suas paredes exteriores e respectiva cobertura. A chuva não entra graças às portas e janelas. O que falta então? Até dinheiro para o fornecimento de energia fotovoltaica já foi dado pela Câmara do Sabugal! E este valor é para juntar aos 100.000,00 euros que a mesma Câmara já tinha aprovado em reunião! Também se pagaram plantas, pastos, vedação do terreno…uma peça para a sala de ordenha (há muito que estava embrulhada e protegida com plástico, eu a vi no coberto da antiga escola primária).
   Há luz? Água do furo? WC’S e papel higiénico?
   Se a resposta a estas questões for positiva, só me resta mais uma questão:
   Quem são os pastores das cabras?
   Ajudem-me a compreender tanta demora neste ambicioso projecto, que tanta gente fala e está como que com destino previamente decidido pela autarquia, cujo presidente, é também, o responsável pelo acompanhamento da obra.
   Aguardo então pela vossa ajuda.
   Obrigado

                                  José Nunes Martins
   
   As seguintes imagens espelham um pouco aquilo que se está a passar na nossa freguesia. Antes do boom dos telemóveis, das auto-estradas e dos hipermercados, havia muito gado na aldeia e os lameiros bem cuidados. O aparecimento de pequenas indústrias nem sempre é devidamente pensado e quando não há um plano de negócios viável, é um negócio condenado ao fracasso. E investir à custa do apoio financeiro sem apoios na gestão, também não é aconselhável. A realidade é muitas vezes dura, difícil de suportar e qualquer atraso ou problema, tem consequências nefastas, que muitas vezes são coisinhas ligeiras mas com o tempo fazem feridas difíceis de sarar.  Olhemos para estas imagens e vamos reflectir sobre a fileira do pastoreio. 
   

   



No tempo em que todas as famílias
criavam cabras e as levavam para o campo.



Agroraia 2019- Apresentação do Rebanho à
comunidade local (Malcata) 


Portas fechadas da queijaria em Malcata
explicam muito o que se passa.
 
A obra existe e está à vista no Google.
Sem cabras e sem pastores é dinheiro desperdiçado!

Enviem comentários.
Obrigado




08/01/2025

MALCATA: VAMOS CANTAR E DANÇAR?

 

 

Foto copiada das redes sociais

   Lembram-se do que dissemos na noite de 31 de Dezembro?
 “Boas Festas e Próspero Ano Novo”, também alguns dizemos
  “Olha, para o ano, corra pelo mesmo cano”!!!
   E nada contra este costume. Todos os anos repetimos estas mesmas frases. Esta de desejar ao outro que “corra pelo mesmo cano”, é o mesmo que desejar que as coisas continuam a correr como têm corrido, ou seja, é a continuação do que não se acabou no ano velho e ao menos, manter a canalização limpa e desimpedida, é um dos 12 desejos.
     Em Malcata, terra onde nada acontece como nas outras terras, somos sempre originais na forma de levar as coisas avante. Tudo é um mistério, ninguém fala, as coisas anunciam-se e depois esquecem-se de manter a comunidade informada.
 
   O que não vão conseguir esconder, são as obras dos anos passados, tantas vezes prometidas e não cumpridas. Como não foram feitas na primeira vez que as anunciaram, voltaram à lista das obras importantes e  pensam que o povo nem dá conta. Mas, como a máquina que mede o tempo, está sempre em movimento e não podem interromper o avanço dos anos, em Malcata, há obras por fazer, que já vêm do tempo de santa Engrácia, mais parecem projectos para finalizar na semana dos nove dias!
  Este ano, que agora está a começar, vai ser uma pressinha e de muito trabalho, é que daqui a uns meses vamos para eleições autárquicas. Quem agora está na cadeira de sonho, sabe, por experiência vivida,  que tem de apresentar obra feita.
 Eles sabem que há muita falta de memória, há ainda desconhecimento e algum analfabetismo nas pessoas mais idosas. A estes dois factores há ainda um pensamento e estilo de vida conservador, muito marcado pelas crenças religiosas. A gente é humilde, pouco ambiciosa e nada aventureira, preferem cair várias vezes na conversa e nas promessas que lhes solucionem os seus problemas, os pessoais e não os da comunidade, que zangarem-se a sério, até porque têm medo de represálias!   Há que estar bem atentos aos movimentos, às conversas ou chegada de paisanos estranhos à freguesia. É assim que as coisas começam...lembro que, em anos de eleições, as obras surgem em quantidade tal que assusta. Lembram-se do que aconteceu em Malcata nos anos 2008, 2009...eu avivo a memória: ofélia club, sala das memórias, praia fluvial, antena telemóveis...etc...mais recentemente, o "rebanho das cabras" nos baldios que já levou uns milhares de euros e cabras nem sinal!
 
Lembro aos habitantes da minha aldeia que, em tempo de eleições, muitas coisas se acabam, outras se começam e ainda aparecem os partidos que estão no poder,  com projectos de interesse municipal, de interesse para as freguesias, agitando a bandeira e dizem que, só eles sabem fazer melhor…depois, ainda fazer mais e melhor! Tudo não passa de promessas e ilusionismo que o público gosta, mas não percebe porque acredita.

   Por isso, o conselho que aqui deixo é que, estejam vigilantes, tanto de dia, como de noite, porque, nunca sabemos  quando um profeta falso bate à porta, interpela na rua ou no adro, depois da missa, um hábito que se repete muitas vezes, para todo o mundo ver que até vai à igreja e só sai no fim da missa.
   Alerta e cuidado  até ao dia das eleições. Não se deixem levar pelo conto, porque quando alguém conta um conto, acrescenta-lhe sempre um ponto. Exijam papeis, documentos, peçam autorização para consultar, mostrem interesse em ser informados.
   Fiquem atentos e tornem-se bons observadores do que vai acontecendo um pouco por todo o lado, particularmente, na nossa aldeia. Talvez desta vez, lhe queiram vender uma "nova aldeia" para tratar das pessoas com doenças que emperram a memória e alguns vão simplesmente dar um passeio e depois esquecem o caminho para regressar. Olhem que já pagaram a um gabinete de "planeamento" para analisar o assunto...que promete mais uma vez, ser interesse de todos. 
   Com presépios e camiões lá se leva o povo à sede do concelho. E a estrela em cima do palco sabem quem  desta vez? O artista fez a festa, deitou fogo de artifício e o povo é que paga a festa onde ele foi um dos artistas principais e bem acompanhado das bailarinas!
   O povo gosta é de festas e bolos! O novo ano, começou alegre e aos saltos. 
    E assim se vive por terras do Sabugal, onde tudo é normal, menos eu.
                                      José Nunes Martins

07/01/2025

MALCATA NOS RECORTES DO PASSADO

 

                                               
    Guardo muitos recortes da imprensa regional sobre assuntos relacionados à nossa freguesia. O conhecido jornal semanário "Amigo da Verdade", incluía sempre, um suplemento dedicado ao concelho do Sabugal, onde se publicavam as notícias das aldeias.
   Este que hoje vos trago, é datado de Janeiro de 1969, já com 56 anos.
   Traz duas notícias:
    1ª- A festa de Natal das crianças que frequentavam a Escola Primária em Malcata.
         
    2ª- O regresso do sr. Rui Varandas, que cumpriu o seu serviço militar 
a defender Portugal.
           

     O tempo passa e acabamos por nos esquecer do que já aconteceu no passado, muitas vezes não foi há um ano mas muitos mais...
                                                                                      José Nunes Martins

05/01/2025

MALCATA: VAMOS CANTAR AS JANEIRAS?

 

                                             Venha dar as Janeiras,
                                                                  uma morcela ou uma chouriça!

   Em Malcata, mesmo com ventania e chuva que é próprio dos Invernos, há muitas casas vazias, como em muitas outras aldeias raianas. Durante décadas, a emigração, a saída de gente para as cidades portuguesas, transformou por completo a vida que se fazia.  As pessoas que ficaram continuaram a fazer o mesmo que os seus antepassados lhes ensinaram. Aos poucos e poucos, à medida que a idade avançava, iam-se deixando as culturas, as hortas, o gado e até os marranos já se podem contar pelos dedos das mãos! Vacas amarelas ou às manchas brancas e pretas, nem uma cabeça, não precisam destes animais e pronto, é mais fácil comprar o leite de pacote, os frangos e os coelhos fazem a mesma coisa, o que levou ao abandono dos lameiros, do cultivo de nabos, milho…e das consequências destas “desnecessidades” nota-se uma tranquilidade demasiado silenciosa, até dá sono e deixou-se de ouvir os chocalhos, as campainhas de outros tempos. Agora, os netos/as nem sequer têm como andar com um cabrito nos braços, ou pedir aos avós que lhe mostrem a vaca, o burro, só na televisão ou ter a sorte de ter uns avós com carta de condução e carro para os levar à quinta do Ramalhas ou do Albano.
  
   E, como se esta descaracterização da nossa terra não fosse preocupante, mais uma vou acrescentar e que era uma tradição geradora de bons momentos de alegria, de confraternização e partilha. Estou a referir-me à tradição de “cantar as janeiras” por toda a aldeia. Noutros tempos, era a associação a entidade que anualmente, fazia questão de que, no seu programa de actividades, estivesse incluído o evento “Cantar as Janeiras” na aldeia. No presente, a Associação Cultural e Desportiva de Malcata, deixou de organizar o evento e não há iniciativa para retomar esta tradição natalícia. O mês de Janeiro tem sido pródigo em muitas coisas, mas nada que se compare ao cantar das janeiras.
   Que razões e justificações tem a ACDM para ter desistido das Janeiras?
   Gostava que este ano se retomasse esta tradição. Para não haver mal-entendidos, as pessoas deviam questionar a ACDM e esta responder se pretende retomar o cantar das janeiras ou se abdica definitivamente de as organizar. E esta dúvida deve ser clarificada o mais depressa possível. Enquanto isso não acontecer, ou seja, se a ACDM se mantiver em silêncio, é mau sinal e o meu apelo de nada valeu, ou não conhecesse eu os malcatenhos!
   PS: Recordar é reviver, consulte aqui o Cantar das Janeiras em Malcata:


    https://acdmalcata.blogspot.com/2012/01/janeiras-8-de-janeiro-de-2012.html

    Um resto de Boas Festas!
   
José Nunes Martins

   

03/01/2025

CARLOS, O PADRE DO POVO

                                       

                                   HOMENAGEM A UM HOMEM VISIONÁRIO    


Nome: Carlos Alberto Marques Pereira

   Nasceu no dia 30 de Julho de 1931, na freguesia de Malcata, baptizado na igreja paroquial de Vale de Espinho. Filho de João Lopes Pereira, professor, e Emília Gomes Freire Marques. Os avós paternos chamavam-se José Pereira Ramos, natural do Ozendo e Isabel Lopes; os avós maternos foram Bernardino José Luís Marques, natural do Baraçal e Isabel do Socorro Gomes Freire, natural de Quadrazais. Os seus bisavós, paternos chamavam-se José Pereira Ramos e Marta Afonso Segura; Diogo Lopes e Maria Bernarda Dias; os maternos foram José Luís e Maria Janela, Augusto António Vieira e Isabel Gomes Freire.
  
    O seu pai, professor primário, estava destacado em Malcata quando ele nasceu e ali frequentou a escola primária.  No fim da Escola Primária, foi continuar os estudos para o Seminário do Fundão. Ordenado sacerdote, assumiu a paróquia de Vale de Espinho e Fóios e ainda ensinava na Escola Regional do Outeiro de S. Miguel.
   As doenças nunca o largaram. Um AVC enviou-o para o Lar de S. João de Deus, na cidade da Guarda. Faleceu na Guarda em 4 de Janeiro de 2014 e sepultado no dia 6, no cemitério de Vale de Espinho.
   O padre Carlos, foi um homem com visão e sonhou com um grupo de leigos que eram capazes de construir um lar para os mais idosos de Vale de Espinho.. Hoje, o Lar de São José, é a maior entidade empregadora da freguesia de Vale de Espinho, graças ao incentivo do padre Carlos.
Em Malcata sempre ouvi dizer bem deste Homem.

Fonte: 
 https://capeiaarraiana.pt/2024/06/02/recordando-o-padre-carlos-alberto-pereira/



01/01/2025

MALCATA: BALANÇO DE 2024

   


 Todos desejamos ter saúde, paz, prosperidade, trabalho. Por uns minutos esquecemos as preocupações e as asneirolas feitas durante o ano velho e só pensamos no novo.
   Saímos das nossas casas para olhar e admirar o fogo de artifício e por uns momentos nada dói, não há preocupações e há que aproveitar o momento de luz, som e champanhe nas primeiras horas do novo ano. E agora que já estamos em 2025, é chegado o momento de recordar o ano que passou fazendo um balanço e fazer uma lista de coisas a fazer nos próximos meses. Por estes dias é este o meu propósito e quando estiver pronto, aqui será publicado.

   Um detalhe: ajudem-me a escrever o balanço enviando uma lista de assuntos, acontecimentos que ocorreram em 2024, contribuindo assim para um trabalho mais abrangente. Têm até este sábado para enviar via mail: josnumar@gmail.com.
   Resta-me agora desejar um Próspero Ano Novo e um 2025 melhor ou, no mínimo, igual que o ano de 2024.
  

30/12/2024

PROMOÇÃO NÃO SÃO SALDOS

 


    Deixemo-nos de Eventos Festivos, de saltar de festa em festa, de feira e de mercadinhos dos santos, do natal, da páscoa, do emigrante…porque para promoção das oportunidades de desenvolvimento sustentável, basta a música da concertina e pessoas a dançar e a cantar.
   Têm o recente exemplo do Presépio Natural que de tanto se falar em “promover o nosso concelho e os seus produtos e empresas”, desde que a promoção se iniciou, nada se alterou e muitos milhões se gastaram e estão ainda por saber o montante total. Podem até vir dizer que têm o apoio dos fundos europeus, da CCDR-Centro, do Turismo do Centro ou da Câmara Municipal. Nada muda. É muito dinheiro a gastar só no mês de Dezembro!  Promoção, só se for ao rei do Sabugal e arredores. Nem o Emanuel tem a varinha mágica para acontecer magia, sabe sim, pois está plasmado no número de ajustes directos que estes anos vem assinando com os municípios portugueses, a que o município do Sabugal se juntou este ano, contrato cujas condições são impostas pela empresa AM-Produção, do próprio cantor. O “papão” da promoção, foi traído pelo nevoeiro, que impediu a captação do Menino Jesus, do Castelo, do Largo da Fonte, da Rua Cinco de Outubro, das pontes do Côa, dos gastrónomos e artesãos. Não se promoveu o concelho, não se promoveram os empresários da restauração, do turismo, nem sequer os artesãos e a gastronomia, pasme-se, nem um Quinas em forna de pastel. 
   Tudo foi bonito e alegre, muitas palmas, espantados por estar tão perto da Luciana e do Emanuel, do Filipe e do Francisco, cantaram e dançaram sem parar, nunca deixando de vestir mais uma peça de roupa, tão baixa estava a temperatura ambiente.
   Não vi ontem, tinha outros assuntos a tratar. Hoje visitei as redes sociais e nada me espantou, nem aquelas caras a sorrir e sem dar a entender porque estão ali, nos palcos. 

      


    O Sabugal é um território onde o desenvolvimento está a demorar a chegar a todos os lugares e a todos os sectores da sociedade. Por abandono, esquecimento, desvio de recursos económicos, despovoamento, desinvestimento na cultura, no ensino, em detrimento de eventos sorvedores de dinheiros públicos, que adiam cada vez mais as mudanças necessárias e o desenvolvimento sustentável.
   Daqui lanço um desafio: comentários em forma de ideias e propostas para promover o Concelho do Sabugal através de iniciativas culturais "endógenas" com a participação dos nossos homens e mulheres, jovens e seniores, originais e sem cópias repetidas por todo o país, tipo chapa 5, como agora é moda. 
   E termino com uma questão: quem visitou o Presépio Natural, reparou nas mudanças e nas mensagens introduzidas pela nossa Beatriz? Têm sentido, mais do que muitos pensam!
   



18/12/2024

TODOS TEMOS UM PONTO DE VISTA

    O QUE VÊ NESTA IMAGEM?
Fixe os seus olhos na imagem durante uns segundos e só depois envie a resposta.
  

                                                 

16/12/2024

MALCATA - NÃO QUER O QUE SORTELHA VAI TER !!!



COMUNIDADE DE ENERGIA INCLUSIVA DE MALCATA

Reunião "OnLine" da direcção da AMCF com
João Víctor, Presidente da Junta de Freguesia de Malcata e
Víctor Fernandes, Presidente do Lar de Malcata


MALCATA  NÃO QUER O QUE SORTELHA VAI TER !

   Caros Malcatenhos:
   Leiam por favor:

   "Junto envio a apresentação que fiz à Junta de Malcata e ao Lar de Malcata para criação de uma Comunidade de Energia em Malcata".

   Sortelha vai ter a sua. O tema vai à Assembleia Municipal na próxima sexta-feira, dia 30

   Até hoje não obtivemos qualquer resposta nem da Junta nem do Lar!
   É este o fado de Malcata nas mãos de quem está... uma tristeza!

   Cumprimentos
   Engº José Escada da Costa
   Presidente da Associação Malcata Com Futuro

   A PROPOSTA PODE SER CONHECIDA AQUI: p.f. clicar neste link

11/12/2024

MALCATA: PARA QUE SERVE UM BARDO SEM CABRAS?

Exploração pecuária em Malcata

 

    A notícia está nos jornais de hoje. Na Guarda, uma fábrica de pellets está encerrada ao fim de um ano dela ter sido inaugurada! Os seus donos receberam  sete milhões de euros vindos da EU, para a construção da  fábrica, que apenas esteve a funcionar durante um ano e agora está indiciada de fraude, havendo suspeitas de terem recebido todo esse dinheiro indevida-
mente. O projecto foi apresentado como a maior fábrica de pellets do nosso país, cuja produção iria ser exportada. As máquinas começaram a trabalhar em 2022 e um ano depois pararam, mandando para o desemprego mais de trinta pessoas que lá trabalhavam.
   Este caso traz-me à minha memória um projecto bem perto da nossa aldeia, bem lá no alto da serra, com bons acessos, mas sem qualquer placa que nos diga o caminho até lá. É classificado como sendo de interesse municipal, tendo já recebido a aprovação, em reunião de Câmara, um apoio no valor de 100.000,00€, a juntar aos milhares já disponibilizados pela União Europeia. A primeira fase do projecto, ao que parece, já está terminada. Os edifícios de apoio foram construídos, estão lá vazios e de portas fechadas, o que é indicador de lá dentro apenas existe espaço para ocupar com maquinaria e animais.
   Já estão ali investidos uns milhares de euros. A Junta de Freguesia é a entidade
responsável pela obra e chamou a si, em Julho de 2019, quando foi anunciado a aprovação do projecto, toda a atenção e assumiu em público, a vontade de avançar e acompanhar a introdução do rebanho de cabras nos baldios da freguesia, tendo para isso convocado a assembleia de freguesia para aprovação da empreitada e sua administração, um passo dado depois da autorização dada pela Assembleia de Compartes dos Baldios da Freguesia.
   Estamos nos últimos dias de 2024 e há muito tempo que não há qualquer notícia pública sobre tão importante projecto, tão importante e que tantas potencialidades económicas dizem ter. A freguesia de Malcata aguarda, com grande esperança, as boas notícias. Eu, como malcatenho, não querendo ser mandatado por ninguém e nem por nenhuma instituição, mas apenas no meu próprio nome, quero saber o que se está a passar com o “rebanho das cabras”
nos baldios da minha aldeia. É impossível que a Junta de Freguesia não tenha informações a revelar. E se houver resposta a esta minha inquietação, que seja conhecida de todos os meus conterrâneos, mesmo aqueles que vivem longe.

09/12/2024

O QUE FAZER NUM MOMENTO DE APERTO?

 

                                             A realidade que o presépio
                                                     esconde e ninguém fala: contentor w.c.

   Uma cidade deve permitir que os que nela vivem e os que a visitam, tenham acesso a serviços públicos que uma Vila não oferece. As instalações sanitárias públicas, particularmente em zonas de espaços como é o Largo da Fonte, onde as pessoas passam mais tempo e, muitas vezes com crianças, sem esquecer os grandes eventos com afluência de multidões. Desde 2021 que o Largo da Fonte não possui instalações de casas de banho dignas. Toda a gente sente a dificuldade em encontrar instalações sanitárias públicas naquela zona da cidade. A solução encontrada pela Câmara Municipal não tem as condições exigidas e o acesso não é para todos os cidadãos.
   É urgente que a Câmara Municipal do Sabugal instale no Largo da Fonte instalações sanitárias públicas, com todas as condições de funcionamento e acesso para todos os cidadãos.
   Os políticos de hoje andam mais ocupados com eventos populares e com marcar presença em todos eles, porque já estão com o pensamento no futuro, que está longe de ser a construção necessária. Eles sabem que o povo aguenta até às últimas e quando não houver mais papel higiénico nos cafés, encontrarão escuridão numa qualquer esquina. 
  


NATAL NATURAL: AMAR

  

                                 Presidente do Município do Sabugal discursa 
                                 na inauguração do Sabugal Presépio"2024

   Dei-me ao trabalho de pegar numa calculadora e fazer a soma dos gastos da Câmara Municipal do Sabugal já fez durante a época deste Natal. Consultei a página dos ajustes directos  https://www.base.gov.pt/Base4/pt ), e pesquisei por "Sabugal" e até ao dia de Dezembro, a soma dos valores dos contratos publicados contabilizavam  despesas no valor de 205.727,50 euros, ao que há acrescentar o valos do Iva.

   O último ajuste directo é relativo ao fogo de artifício para os 5 castelos das Vilas Medievais de Sortelha, Alfaiates, Vilar Maior, Vila de Touro e Sabugal, no valor de 30.000,00 euros.
   Quantos dos sabugalenses viveriam um Natal melhor com alguma fatia deste bolo?
   É mesmo um grande presépio natural que desde o seu nascimento, tem vindo a crescer em tudo, a começar pela divulgação do evento. E cada ano os habitantes do concelho são surpreendidos com a oferta de presentes disfarçados de brinquedos grandes e vistosos, como a  pista dos carrinhos de choque, a tenda climatizada, a cadeira do Pai Natal, esta safada figura que nas palavras dos autarcas, não entram nesta história, porque o natural é haver o menino Jesus .
   
  
Em trinta dias gastam à farta, porque o povo gosta de festa, quer sair de casa e ir ao Sabugal viver o Natal. No final da festa,  regressam às suas aldeias em noites frias e inundadas de solidão.  
   
   Será que o mundo se está a transformar em num grande negócio, onde as  empresas de aquisições de bens e serviços vendem sonhos de Natal às Câmaras Municipais?  Colam-se ao poder local como se fossem uma espécie de lapas que se colam às rochas e dali ninguém as tira e sempre que se aproxima uma data festiva, apresentam-se prontas a servir ? 
   Tanta festa promovida pelos senhores do poder local, para quem não há limites de gastos e
se as pessoas gostam de festas e bolos, então que seja tudo à grande e à francesa!
   O Presépio já abriu as portas para o povo entrar e quanto aos custos, ainda ninguém sabe.
   O que eu sei é que as coisas simples muitas vezes têm mais beleza e maior valor porque se fazem para mostrar que o amor é simplesmente amar.