19/12/2025

SABUGAL NATAL A QUE CUSTO?


 Todos sabemos que as festas não são gratuitas!

 Todos adoram ir visitar o Presépio Natural que a Câmara Municipal do Sabugal (e bem) vem construindo estes últimos anos por altura do Natal.
 Para os que quiserem consultar os valores que o Município do Sabugal diz ser “investimento”, podem aceder ao Portal Base, local onde o Estado Português centraliza todos os contratos públicos de iluminação e eventos de Natal.
 Se há Câmaras que podem pagar 749.500 euros (Lisboa),
Braga com 450.000 euros, Matosinhos gasta 307.000€,
Santarém destinou 300.000€…
Quanto gasta o Sabugal?
Consulte aqui:

https://www.base.gov.pt/Base4/pt/pesquisa/?type=contratos&texto=+506811662&tipo=0&tipocontrato=0&cpv=&aqinfo=&adjudicante=&adjudicataria=&sel_price=price_c1&desdeprecocontrato=&ateprecocontrato=&desdeprecoefectivo=&ateprecoefectivo=&desdeprazoexecucao=&ateprazoexecucao=&sel_date=date_c1&desdedatacontrato=&atedatacontrato=&desdedatapublicacao=&atedatapublicacao=&desdedatafecho=&atedatafecho=&pais=0&distrito=0&concelho=0~

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MALCATA: ALDEIA DO PÃO, DO QUEIJO E DOCES

   Estes são três dos produtos gastronómicos que durante muitos anos
identificavam a riqueza gastronómica da aldeia de Malcata:
  

1. O Pão de Forno a Lenha

   O pão caseiro cozido no forno a lenha, não era um pão qualquer e só se tinha "pão quente" no dia em que se fazia a fornada. Era com uma fornada que a família se alimentava de pão durante uma a duas semanas. Ou seja, na aldeia o forno comunitário, era acendido de 15 em 15 dias e havia que precaver as necessidades de cada casa para que nesse período de intervalo, houvesse sempre pão em casa. E a verdade é que o pão durava o tempo todo sem se estragar. O segredo de tantos dias a comer pão encontrava-se na técnica de preparação, desde o grão que era colhido pelo lavrador, enviava para moer, guardava a farinha, amassava com água natural, bons fermentos, boa lenha, algumas cruzes em cada pão e rezas, resultavam numa fornada que enchia o tabuleiro que a mulher punha em cima da cabeça e ia até casa, onde o guardava na arca de madeira. Parece fácil fazer pão artesanal, mas requer conhecimentos e experiência e muito tempo para aprender a cozer um pão bom e saboroso. 

  

2.O queijo de cabra
Com o leite, ordenhado manualmente, a dona da casa ou uma das suas filhas, tratavam de o guardar numa vasilha e depois de lhe juntar um pouco de cardo natural, esperavam umas horas até o leite coalhar. 
Quando a coalhada alcançava o seu ponto, com a ajuda da francela e do acincho, a queijeira retirava o leite coalhado da panela e deitava-o dentro do acincho que antes tinha posto em cima da francela. Com as mãos ia calcando a coalhada e esse gesto de pressão, fazia com que o
soro líquido saísse pelos furos do acincho de lata, escorrendo pela francela até cair dentro do recipiente colocado no seu devido sítio. 
O processo de fazer o queijo era todo feito manualmente e sem pressas. O queijo é uma delícia quando ainda está fresco, mas para algumas pessoas, depois de curado e bem seco, o queijo de cabra duro, rijo como uma pedra e com um cheiro intenso, é qualquer coisa de sublime e simplesmente uma experiência única.  


3.Os doces ou esquecidos

Estes doces, também chamados "esquecidos", são bolos tradicionais na nossa aldeia. Sempre que há uma festa na comunidade ou para momentos especiais, este é um doce que está sempre na mesa. São uma delícia e 
toda a gente aprecia esta singela forma de juntar água, farinha, ovos e açúcar, tudo batido com amor e carinho para mais tarde saborear. 
O seu nome "esquecidos" vem da forma como se coziam no forno a lenha.
Depois de cozido o pão, para se aproveitar o calor do forno a lenha,
as mulheres espalhavam a massa, com a ajuda de uma colher, numa chapa lisa e salpicada com farinha e colocavam-nas dentro do forno ainda quente, deixando-os "esquecidos" a cozer lentamente.  

  Voltarei com este assunto.
  Boas Festas

17/12/2025

O NATAL NÃO ESTÁ CANCELADO

 


 A Comissão de Mordomos das Festas de Malcata 2026 cancelou o Jantar de Natal previsto para o próximo dia 20 de Dezembro.

 Em publicação divulgada na página Festas Malcata, os mordomos justificaram esta decisão com a baixa adesão nas inscrições.
 Nessa mesma publicação, a comissão de festas acrescenta que “contamos com o apoio e compreensão em futuras iniciativas”.
 Terminam agradecendo a todos os que demonstraram interesse e se inscreveram.


 O mês de Dezembro é um tempo cheio de eventos, seja jantar ou almoço de Natal das empresas, das instituições/associações. E tanta quantidade de realizações festivas ou de angariação de fundos, por vezes torna difícil que as pessoas participem em todos. E ainda, quando é para pagar, sabendo as pessoas que existem outras realizações gratuitas, mesmo quando se trata de jantar de angariação de dinheiro para a festa, optam pelo mais barato!
 O cancelamento do Jantar de Natal que a comissão de mordomos das Festas de  Malcata não é um fracasso dos mordomos, mas consequência das circunstâncias e das dificuldades das pessoas em marcar presença em todos os eventos.

Jantar de Natal cancelado

 Não vai realizar-se o jantar, mas houve iniciativa e trabalho que deve ser reconhecido. Há que seguir em frente e tomar outras iniciativas com o mesmo objectivo. Mostraram ter vontade de fazer alguma coisa pela própria freguesia e não devemos criticar negativamente os mordomos pelas insuficientes inscrições. E cancelamentos estão a acontecer noutras aldeias, vilas e cidades, portanto, a culpa não é da comissão de mordomos, pois não são eles que controlam a vida das famílias e das pessoas. A festa é o grande dia e será no mês de Agosto. Poupem as vossas cabeças e vontades e o que realmente interessa é aprender a melhorar o planeamento das iniciativas futuras. Sugiro que os mordomos se unam, se reúnam eles mesmos para conviver e conhecerem-se uns aos outros e porque não à volta duma mesa com boa comida e deliciosos doces de Natal?
 Olhem, gostei e apreciei a informação que deram sobre o cancelamento, da maneira simpática como agradeceram aos que se tinham inscrito e a porta que deixaram entreaberta para os próximos meses.
 O meu desejo é que todos sintam que, apesar do percalço, a Mordomia da Festa está unida e com vontade de trabalhar.
 Boas Festas.