05/09/2017

AS ELEIÇÕES NA FREGUESIA DE MALCATA

 

Já são conhecidos oficialmente os dois candidatos ao cargo de Presidente de Junta de Freguesia de Malcata. Pelo PSD, João Vítor Nunes Fernandes e pelo PS, Sandra Manuela Gonçalves Varandas.
   O que levou estes dois candidatos a candidatarem-se ao cargo de Presidente da junta de Malcata? Como é que cada um dos candidatos formou a sua equipa? Tiveram em conta as suas competências e as dos seus colaboradores, ou deixaram-se empurrar pelas afinidades pessoais e políticas? 
   Os malcatenhos devem poder saber e quanto mais depressa melhor, quais são verdadeiramente os projectos e as estratégias que têm para Malcata durante os próximos quatro anos. Com clareza, sem meias palavras, sem embustes e com desassombro os agora pretendentes à cadeira do poder local, têm mesmo que abrir o jogo.
   O melhor serviço que os dois candidatos podem prestar aos malcatenhos é apresentar cada um o seu programa de trabalho, com ideias concretas, esclarecedoras, revelando as estratégias e as metas a alcançar, que ninguém fique com dúvidas ou perguntas acerca do que cada candidato se compromete realizar.
   Também é importante  que aquele candidato que não ganhar deixe desde já esclarecido o que vai fazer sendo oposição, com ou sem cargo, de que forma vai honrar o seu programa e como vai contribuir na busca das melhores soluções para a freguesia. Por isso é importante saber se o candidato vencido vai ou não estar atento e ser consequente , tanto nas críticas como também na apresentação de propostas alternativas.
   Que bom seria que cada um dos candidatos respondessem a estas perguntas mesmo antes das eleições!                                                                                                José Nunes Martins
                                                                                              josnumar@gmail.com
   
   

03/09/2017

PÁGINA OFICIAL DE MALCATA: UMA FERRAMENTA POSTA DE LADO

 


   " Nos dias de hoje, é absolutamente imprescindível ao cidadão estar informado.    Só com informação ele pode agir, "O CONHECIMENTO é o PODER", por isso, o cidadão ainda tem que estar mais bem informado".
 Reginaldo Rodrigues de Almeida, no seu livro "Sociedade Bit"




   A página “oficial” da Junta de Freguesia de Malcata, na internet, suportada pelos cidadãos de Malcata, continua completamente esquecida e desactualizada.
Na época da globalização e mais ainda tendo a nossa aldeia rede em fibra óptica, há necessidade da transmissão de informação ser mais rápida da que era necessária há uns anos atrás.
   Hoje em dia, qualquer Junta de Freguesia tem o dever de informar os seus cidadãos em tempo real para aproximar o cidadão à junta. Mais uma vez venho dar o alerta para esta falha da junta de freguesia. A página está bem apresentada, muito bem arrumada, mas desde que foi inaugurada pouco ou quase nada lá foi publicado. Está uma página desactualizada, sem informações importantes e omissa.
Ora vejamos então:
Desactualizada porque apenas há informação nos separadores das NOTÍCIAS, com vídeos e informação de algumas actividades realizadas na freguesia.
   Omissa porque, por exemplo, na Assembleia de Freguesia não existe nenhuma informação, nem o nome das pessoas que a constituem, para não falar das actas desse importante órgão. Será que a Assembleia não existe?
   Omissa porque, no que toca ao associativismo não se encontra nada!
   Um dos papeis essenciais de uma página da internet passa por ter as informações úteis, os documentos úteis (Actas da Junta, Actas da Assembleia de Freguesia, Editais, Regulamentos, Orçamentos); passa também por ter os deveres e os direitos dos cidadãos, etc.
   Porquê esta falta de interesse e desleixo pela página da junta de freguesia?
   A desculpa de falta de tempo não é justificação aceitável. Muito menos o dizer que não sabem fazer, não sabem como actualizar a página, porque alguém vai publicando fotografias e vídeos e além disso há uma empresa de informática que faz a manutenção da página. Claro que manter uma página tem os seus custos. Mas também traz muitos benefícios ao cidadão e ao funcionamento da própria Junta de Freguesia, que tem ao seu dispor uma ferramenta de trabalho que os executivos anteriores não tiveram e tudo era feito à mão e com avisos dominicais no fim da missa.
   Os malcatenhos gostam da sua terra e mesmo aqueles que não vivem na aldeia. Saber o que foi feito, o que se vai fazer, propor soluções para determinados problemas, comentar o trabalho de determinadas decisões e participar na vida da comunidade, é um direito de todos.
   Como sugestão, e para não pensarem que só sei apontar o dedo, proponho que se dediquem mais à página oficial da Junta de Freguesia, publiquem informação, tornem a página num meio de informação enviada e recebida, ou seja, criem pontes de diálogo com todos os malcatenhos espalhados por este mundo. Vou mais longe e proponho que a próxima Assembleia de Freguesia vote a criação de uma página para a Assembleia de Freguesia de Malcata. Atribuição de um e-mail a cada membro da Assembleia de Freguesia, de forma a que cada um possa receber as opiniões e sugestões dos cidadãos que representa. Assim, todos os membros da Assembleia terão ao seu dispor uma ferramenta de trabalho que o ajudará a ter uma maior participação política ao longo do mandato.
                                                 José Nunes Martins
  

Os leitores da página  oficial da freguesia de Malcata continuam à espera da
"informação brevemente disponível"!!!!


 

01/09/2017

BALANÇOS DO PODER AUTÁRQUICO EM MALCATA

 




                                         "NÓS SOMOS O QUE FAZEMOS
                                         O QUE NÃO SE FAZ NÃO EXISTE
                                         PORTANTO, SÓ EXISTIMOS
                                         NO DIA EM QUE FAZEMOS.
                                          NOS DIAS EM QUE NÃO FAZEMOS
                                          APENAS DURAMOS"
                                                              Pe. António Vieira






   Quase a concluir o último mandato ao leme dos destinos da freguesia de Malcata, importa fazer um balanço das actividades realizadas, das dificuldades encontradas e dos êxitos alcançados.
   A aldeia de Malcata mudou nestes últimos anos. Em quê?
   Ao fim de treze anos consecutivos como presidente, é tempo de avaliar o trabalho feito e pelo que não foi feito, sem medos ou receios. É tempo de equacionar se queremos a continuação do definhamento ou queremos um futuro auspicioso?
   Treze anos é muito tempo e eu nem sempre estive ao corrente da actividade da Junta de Freguesia, embora tenha acompanhado o seu trabalho e a falta de informação da sua actividade não beneficia uma avaliação completa. Bem, a minha avaliação vai então basear-se no conhecimento daquilo que fui observando e lendo, nas minhas visitas à freguesia e nos diálogos que mantinha enquanto estava na terra.
   A minha avaliação começa assim:
   OFÉLIA CLUB – Muitas promessas, reuniões de esclarecimento, ameaças de
                            expropriações caso não vendessem as terras, uma obra
                            muito prometedora em centenas de empregos, desenvolvi-
                            mento para a aldeia…Hoje é um fiasco e lá estão as terras
                            ao abandono e nenhum sucedâneo aparece.
PAREDÃO-: Apesar de estar escrito no programa eleitoral da Junta
                  de Freguesia que “Continuar a lutar pela construção
                   do Paredão junto à ponte”, é notória a ausência de qualquer acção
                   reivindicativa visível;
CONCRETIZAÇÃO DO PLANO DE PORMENOR DA ALBUFEIRA DA BARRAGEM DO SABUGAL …zero, ou quase nada.
RENDAS DOS TERRENOS DAS EÓLICAS: ausência de qualquer acção visível e confrangedor ver como pessoas humildes estão amarradas a contratos parasitas, agiotas, vergonhosos;

CENTRO HISTÓRICO DE MALCATA: ESQUECIDO, sim esquecido. Basta ir até à Praça do Rossio/Torrinha/Fonte/Tanques, rua do Meio, rua da Moita. A Torrinha está como sempre esteve, sem alma e esquecida. Se o Rossio foi merecedor de um chão novo e a Torre do Relógio lavada, mais nada foi mexido.
CALÇADAS: Obras sem critérios, algumas denotam nítido cariz eleitoral, tanto pela localização e pelas pessoas beneficiadas;
ANTENA DE TELECOMUNICAÇÕES: um processo que nasceu torto e nunca foi endireitado, falta de acompanhamento e apoio aquelas pessoas que se mostraram contra e no meu entender, está como está, sem solução à vista, porque é mais fácil empurrar as responsabilidades para quem as não tem; houve estudos técnicos prévios, mas foram omitidos ao povo, parece que a própria assembleia de freguesia não foi devidamente informada das pretensões e decisões da junta de freguesia. Resultado: geraram a contestação de uma centena de pessoas, porque decidiram a colocação da estrutura sem consultar a população. A Junta voltou atrás e reuniu o povo para esclarecimentos. Como esses esclarecimentos não foram suficientes, nada foi alterado, ou seja, a obra ficou suspensa até se encontrar uma solução satisfatória para todos. A Câmara acabou por dar a machadada final, quando nada o fazia prever, enviando um local alternativo à operadora, que até o menos sábio da aldeia pode dizer que com essa alternativa apresentada pela Câmara Municipal, o NÃO seria a resposta. Era a prova mais que provada da atitude infantil e vergonhosa tomada contra aquelas pessoas que não aceitaram a instalação da antena no meio da povoação, ao lado do parque infantil e com casas habitadas a uma curta distância, mas deixaram bem assente e claro que queriam a melhoria das comunicações na freguesia, mas mais afastada das pessoas. Se Quadrazais conseguiu instalar o mesmo equipamento fora da aldeia, em Malcata não aconteceu porque os responsáveis autárquicos e a operadora assim o quiseram, ou seja, colocaram os interesses técnicos e económicos à frente do interesse da população de Malcata, que era a melhoria das comunicações e com elas a melhoria das condições de vida e saúde pública.
ZIF – Depois de muitos anos parada, esquecida e fora do conhecimento generalizado da população, com o envolvimento de uma associação, recomeçou-se um trabalho sério e com objectivos definidos;
ASSEMBLEIA DE COMPARTES e ZIF sem dinâmicas florestais e sem busca da economia e da envolvência e participação da população;
JUNTA DE FREGUESIA E LAR (ASSM): pouca interacção e desinteresse na procura de elevados padrões de qualidade na prestação dos serviços;
 BARROCA DO VALE DA FONTE: opção pelo cimento em vez de preservar as paredes em pedra e a água a correr a céu aberto; mais de metade da barroca não foi intervencionada; também as escadas de acesso às hortas, denotam falta de planeamento e de bom senso;
PRESERVAÇÃO DA RAÇA AUTOCNE DAS CABRAS: promessas não cumpridas no que respeita à preservação da raça autóctone de cabras “Charnequeira” com a ajuda do programa SELF PREVENTION, bem como o pastoreio nos terrenos Baldios da freguesia; a falta de informação é uma constatação, embora eu saiba que está aprovado pela Câmara Municipal a construção de uma estrutura de exploração pecuária em Malcata. A ausência de informação acerca desta obra é condenável e pode levar a mais um desentendimento entre alguns cidadãos e a junta de freguesia;
FALHAS NO ABASTECIMENTO DE ÁGUA AO DOMICÍLIO: parece mentira, mas é a verdade. A falta de água na aldeia sente-se principalmente nos meses de Verão. Mas não é só nesta época que a água falha. A falta de pressão na rede leva a que os moradores nas zonas mais altas da aldeia fiquem sem água na torneira e nos esquentadores; também vai acontecendo em algumas casas situadas em zonas baixas da aldeia. Como a pressão é baixa, quando a pessoa quer água para tomar banho, por muito que espere, acaba com tomar banho em água fria.
  APOIO AO ASSOCIATIVISMO: nestes dois últimos anos, a junta de freguesia de Malcata nunca soube comportar-se com algumas associações da freguesia, nomeadamente com a AMCF (Associação Malcata Com Futuro) que perante a dinâmica levada a cabo por esta associação, procurando sempre trabalhar pela positiva, pela mudança e desenvolvimento da economia local, teve como resposta desta mesma junta de freguesia um confronto constante, de maledicência em vez da procura de cooperação.



 Malcatenhos, esta é a minha avaliação. Façam também a vossa avaliação, livremente e sem condicionamentos.
                                                                José Nunes Martins