14/04/2010

CONTA-ME COMO FOI

   Eis o cavaleiro de Malcata que ouvia o sino da torre do relógio e sempre que a forneira aquecia o forno, a sua casa transformava-se num borralho.Lembram-se da foto da semana passada ( guitarra )? Para além de gostar de música, em particular de guitarra, o senhor Abílio Martins, adorava cavalos e toiros. Quem não se lembra do Ti Zé Marrão? Ele foi um criador, negociador e empresário que trazia os bois para as touradas raianas.

“Ti Zé Marrão”, uma figura que marcou muito o concelho pelo entusiasmo que ele colocava no negócio que escolheu, era comerciante de vacas, cavalos e principalmente de bois que seriam toureadas nas touradas organizadas em várias parte do País.
Pois o Ti Zé Marrão, era irmão da minha avó paterna, era também o mais novo dos cinco filhos, nascidos todos em Malcata.
Casou no Meimão daí a vida dele estar muito ligada a esta aldeia, parecendo natural de lá.
Ele também fez parte desta proximidade que há entre Malcata/Meimão/Sabugal.
Era um tio de quem eu gostava e é com muito carinho que eu guardo a última fotografia que tirámos juntos, no dia do meu casamento, há 25 anos!" revelou-me
Natália Bispo.
E o escritor, Eugénio dos Santos Duarte, no seu recente livro "Baú das Memórias" escreve quando fala de touradas:

(…)”No século XIX e até aos anos 40 do século XX, no Soito, não se usava a palavra tourada, nem capeia. O que se utilizava era a expressão “correr o boi”. Essa manifestação popular era feita com apenas um touro e ocorria no mês de Setembro, uma vez que nesse mês havia menos trabalho no campo(…) (…) Para tal tratavam de arranjar um boi, que contratavam, normalmente ao Ti Zé Marrão, que era de Malcata, embora residente no Meimão, no concelho de Penamacor, e conseguia arranjar o touro bravo para se fazer a “tourada”


08/04/2010

NÃO, NÃO SOMOS OS ÚNICOS SEM PACHORRA PARA A LENTIDÃO DA INTERNET NO SABUGAL


DESABAFO 1 - O atraso na publicação deste post deve-se ao facto de o sinal da Internet na Vila ser muito, muito fraco ... e já não há pachorra.)



DESABAFO 2 - Desculpem-me os responsáveis por este melhoramento que o é na verdade se a internet estivesse em condições minimamente aceitáveis. Como pode uma pessoa que até agora viva na Guarda ou outro qualquer lugar, decidir-se a viver na Vila a contar em fazer o serviço que lhe cabe através da internet se nem toda a paciência do mundo chega para lidar com ela?. Pessoas que vão passar uns dias apenas, não têm telefone, a 1ª coisa que fazem ao chegar é desligar o telemóvel por falta de rede e contam mandar noticias para os que ficaram através dum simples email , como vão fazer??.

Sei que por vezes as coisas não são fáceis de remediar assim de maneira tão linear como parece,; agora para existir um serviço desta qualidade mais vale não existir nada, pelo menos não engana ninguém.