23/12/2009

O NATAL NO MUNDO




   Todos os cristãos comemoram, no Natal, o nascimento de Jesus. Nem todos os países festejam o Natal da mesma maneira. E mesmo nos países, a celebração do nascimento de Jesus é celebrado de maneiras diferentes.
   Na Alemanha, por exemplo, o Natal começa logo no dia 6 de Dezembro com o aparecimento de S.Nicolau, que é uma espécie de Pai Natal, e distribui doces às crianças. Depois, no dia 24 todos os membros da família oferecem presentes entre si. Também é tradição juntar alguns amigos e vão de porta em porta cantar “à estrela”.
   O hábito de enfeitar a árvore começou na Alemanha, no século XV.
  
   Na Finlândia, o Pai Natal chega depois das 18 horas do dia 24 para oferecer presentes e as pessoas dizem Hyvaa Joulua para desejar “Feliz Natal”.
   E na Suécia, no dia 13 de Dezembro, é o dia de Santa Lúcia. A filha mais velha de cada família põe um vestido branco com uma faixa vermelha. Na cabeça coloca uma coroa com sete velas acesas. De manhã, a menina acorda a família levando à cama café e bolinhos. A partir daí começam os preparativos para o Natal: árvore enfeitada, ceia com bacalhau cozido, alpista no beiral das janelas para os passarinhos também entrarem na festa. Na Suécia, não é o Pai Natal que oferece os presentes mas um gnomo, que é uma espécie de génio que dirige a Terra.

   Na Holanda, o Pai Natal também se chama Nicolau. No dia 5 de Dezembro as crianças cantam-lhe canções e ele aparece e espalha bombons sobre um lençol. Põe os sapatinhos de madeira em cima da mesa da sala e o pai tranca as portas. Ao outro dia os sapatos estão cheios de presentes.
  
   Na África do Sul, o Natal é muito diferente. No dia 25 todos recebem os seus presentes, junto à árvore de Natal. Depois, familiares e amigos costumam reunir-se na praia ou na piscina para conviverem. É que em Dezembro, é um mês de muito sol e calor.
  
  
   E na França, dizem “Un Bon Noel” para desejar um Bom Natal. O Pai Natal desce pela chaminé para pôr os presentes na lareira. Há o costume de as fábricas de brinquedos oferecerem prendas para as crianças dos hospitais e orfanatos. Depois da ceia a família vai à Missa do Galo.
  
   E na vizinha Espanha, o Natal é muito parecido com o de Portugal. Os presentes são distribuídos no dia 6 de Janeiro, dia de Reis, pois, dizem em Espanha que foram os Reis Magos que ofereceram os presentes ao Menino e todos desejam “Feliz Navidad”.

O Natal português é influenciado por outras culturas, e um dos factos que comprova esta tendência é a substituição do Menino Jesus pelo Pai Natal na entrega dos presentes. Contudo, isto não quer dizer que as tradições natalícias portuguesas desapareceram!
 No dia 24 Dezembro, véspera de Natal, à noite, em certas partes do país tem lugar a Ceia de Natal (chamada de consoada), nesta serve-se bacalhau cozido e a doçaria cerimonial (rabanadas, sonhos, mexidos, etc.). Na Beira, mais concretamente na região da Guarda, as filhós não podem faltar na mesa. No dia 24, no final da ceia, há a Missa do Galo à meia-noite, enquanto  cá fora arde a Fogueira de Natal que a rapaziada da aldeia preparou uns dias antes. Para que as brasas durem e aqueçam os rapazes foram buscar os troncos dos velhos castanheiros, que juntamente com outros tipos de lenha como o carvalho e a giesta dificilmente o lume da fogueira se apaga, ficando toda a noite a borralhar.
   No fim da Missa do Galo, as pessoas juntam-se em volta da fogueira e cantam canções de Natal acompanhadas com as concertinas, ao mesmo tempo vão assando e comendo uma chouriças  que alguém vai trazendo. A alegria continua e mesmo com a noite fria e gelada, percorrem as ruas da aldeia de a cantar e a desejar Feliz Natal.
   Tem sido assim o Natal na aldeia de Malcata.
   Boas Festas! Feliz Natal.





19/12/2009

MALCATA AINDA ACREDITA NO HOSPITAL?

António Robalo, Presidente da Câmara Municipal do Sabugal em entrevista ao jornal "O Interior" falou acerca do "Ofélia Club", o empreendimento hospitalar que a Existence diz querer construir junto à barragem do Sabugal, em terrenos da aldeia de Malcata.


«P – Em que ponto está o projecto médico-social para a envolvente da barragem, num investimento privado de 45 milhões de euros, anunciado em Outubro de 2008?
R – É um projecto privado e tenho mantido o contacto com os investidores. Estamos a fazer o nosso trabalho, que é adquirir os terrenos que o investidor necessita. Neste momento estão pessoas da Câmara da área do património no terreno, deslocando-se frequentemente à Malcata, foi feito um levantamento topográfico de toda a área. A implantação do projecto deverá ser feita próxima da barragem, na freguesia de Malcata, terá uma zona de residências sociais assistidas com uma espécie de um hospital de retaguarda e serviços de centro médico-social de apoio à unidade.

P – E o projecto avança ou não?
R – Estou convencido que vai avançar e a Câmara está a cumprir todas as premissas necessárias para que isso aconteça».
Leia a entrevista aqui:
http://www.ointerior.pt/noticia.asp?idEdicao=527&id=25658&idSeccao=6300&Action=noticia

15/12/2009

DEUS DA LIBERDADE


     A notícia do roubo da imagem da Senhora da Póvoa correu de boca em boca e foi tema de reportagens televisivas. Felizmente que a imagem já apareceu e sem mácula.
Embora fosse uma réplica da imagem verdadeira, para os crentes na Senhora da Póvoa, que são muitos, sentiram-se também eles roubados e aflitos porque a imagem para estas pessoas representa mais do que uma simples estátua. Neste género de roubos há sempre quem fale e quem logo aponte responsáveis. Mas também há pessoas que com mais clareza e mais responsabilidade falam daquilo que realmente se passou.
   Eis a mensagem escrita pelo Padre César, a quem está confiado o serviço religioso no Santuário da Nossa Senhora da Póvoa:

Mensagem do Padre César ao Povo
«Gostaria de deixar claro que estarei disponível para respostas, não em forma de recados mas em forma de diálogo e esclarecimento. Dói e doeu saber que chamar a responsabilidade de tal acto foi atribuída rapidamente ainda sabendo tudo o que se está a efectuar. Este site é um ponto de união e se tem o nome da Senhora da Póvoa deveria sê-lo. Há um ano a servir a nossa paróquia e o nosso tão querido e terno Santuário de Nossa Senhora da Póvoa, o vosso pároco!
Um apelo e interrogativa gostaria de deixar aqui: por momentos pensei que mais importante do que a dor da perda e a interrogativa do porquê deste crime (assalto), o que mais pesou em mentes foi a responsabilidade pessoal.
A Responsabilidade primeira é minha e como pároco assumo-a estando totalmente livre de consciência pois em menos de um ano como pároco da paróquia de S. Tiago (Freguesia de Vale da Senhora da Póvoa) procedi com estreita colaboração com a Comissão Fabriqueira e Comissão do Santuário à recuperação e preservação do NOSSO património que durante tantos anos se encontrava em deterioração, embora seja reconhecida a obra de todos os que durante tantos anos procuraram preservar, conservar e fomentar o referido património.
Gostaria de salientar que a segurança do espaço do nosso Santuário não está nem estará esquecida pois se tal não fosse a imagem que teria sido levada teria sido a imagem mais antiga que costumava estar no referido lugar. Diligências estão a ser tomadas mas ninguém contará que se efectue de um dia para o outro coisas que nunca foram feitas até então e que muitos se alhearam até este acontecimento ou pouco antes deste acontecimento.
Não é pelo facto de ter surgido a imagem tão venerada por todos nós que nos poderá fazer esquecer o crime que foi cometido esperando próximos e rápidos desenvolvimentos.
Gostaria de expressar aqui um agradecimento à preocupação e orações de todos vós pelo facto do desaparecimento da imagem nova de Nossa Senhora da Póvoa. Graças a Deus ela foi recuperada mas esperemos que a preocupação pela segurança do Santuário da Senhora da Póvoa não nos faça esquecer que a continuidade das investigações judiciárias continuem».
    Também aqui coloco a reportagem transmitida pela Sic:


   Nos últimos tempos, aí por essas terras do interior, têm aparecido uns filhos de Deus que parece que gostam de rezar rodeados de santos e santas que a eles nada lhes diz.