7/21/2009

BARRAGEM DO SABUGAL: AUSÊNCIA DE SINALIZAÇÃO DAS ZONAS PERIGOSAS


Barragem do Sabugal(Malcata)

SEGURANÇA NA BARRAGEM DO SABUGAL


Está tudo escrito no papel. O texto foi aprovado pelo Conselho de Ministros e publicado no Diário da República em Novembro de 2008. São muitas as pessoas, principalmente jovens, que durante as férias de Verão, não resistem mergulhar nas águas da barragem. Há até quem traga o barco e o par de remos e com os amigos navegam nessas águas limpas e calmas. Até adoram passar por baixo da ponte...desconhecendo por completo que estão a entrar em zonas de protecção. Dou a conhecer parte dessas zonas e os cuidados a ter:




Plano de água em Malcata


Plano de água

Artigo 7.º

Zona de protecção da barragem e dos órgãos

de segurança e de utilização da albufeira

1 — A zona de protecção da barragem e dos órgãos de

segurança e de utilização da albufeira é constituída, no

plano de água, por uma faixa de protecção com a largura

de 250 m para montante do coroamento da barragem,

envolvendo esta última e os órgãos de segurança.

Barragem do Sabugal(Ponte Nova em Malcata)


2 — A zona de protecção da barragem e dos órgãos de

segurança e utilização da albufeira é ainda constituída por

uma área onde se localiza o túnel de ligação à albufeira

da Meimoa (junto à ribeira da Porqueira), assegurando a

transferência de água entre as duas albufeiras e tendo por

objectivo a salvaguarda e segurança das pessoas e impedindo

a utilização deste espaço para qualquer actividade.





Barragem do Sabugal


3 — A zona a que se refere o número anterior corresponde

à área entre a ponte nova da Malcata e uma linha

perpendicular à ribeira da Porqueira, 150 m a jusante da

estrutura submersa da tomada de água.

4 — Na zona de protecção da barragem e dos órgãos de

segurança e de utilização da albufeira é interdita a prática

de quaisquer actividades recreativas e a navegação de qualquer

tipo de embarcações, com excepção das embarcações

de socorro e das embarcações de monitorização e vigilância

afectas à manutenção das infra -estruturas.

5 — A zona de protecção da barragem e órgãos de segurança

e utilização da albufeira deve ser convenientemente

sinalizada e balizada nos locais respectivos.

6 — A sinalização a que se refere o número anterior e

a fiscalização da zona de protecção da barragem e órgãos

de segurança e utilização da albufeira constitui responsabilidade

da entidade legalmente competente.

Artigo 38.º

Fiscalização

A fiscalização do cumprimento do presente Regulamento

compete à Câmara Municipal do Sabugal, à Administração

da Região Hidrográfica do Norte, I. P., e às

demais entidades competentes em razão na matéria.

7/20/2009

O CARTAZ DA DISCÓRDIA: NÃO VALE TUDO





A campanha eleitoral para as autárquicas ainda não começou. Mas as máquinas políticas já estão no terreno com actividades de propaganda gráfica, nomeadamente com a afixação de cartazes apresentando os candidatos.
A afixação ou inscrição de mensagens de propaganda deve respeitar as normas em vigor, tanto sobre propriedade particular como o património arquitectónico e do meio ambiente e paisagístico.
Neste sábado, 18 de Julho, entre as 10:30 e as 11:15, os "planta-cartazes" desrespeitaram o património da aldeia de Malcata ao espetarem com o cartaz da foto mesmo no pior sítio. Custa acreditar que o candidato tenha conhecimento deste atentado ao património e ao mau senso de quem fez este trabalho. Será que têm autorização da Junta de Freguesia de Malcata? Terão as pessoas procurado outros locais para colocar o dito masmarracho? Toda a gente da aldeia de Malcata sabe respeitar a Fonte, os tanques e é neste largo da Torrinha que as festas de Malcata se realizam. É mais que certo que este caartaz vai sair daqui muito antes que o calor das brasas dos assadores entrem em acção.
Querem uma sugestão e se a aceitarem,acreditem, o candidato vai oferecer-vos um jantar : em direcção a Malcata, depois de passarem a ponte nova, parem a camioneta ao lado do jardim da Senhora dos Caminhos e dirijam os olhares para a estrada que vai para a vossa esquerda, mesmo aí no lado direito. Só têm vantagens, a começar por ser o primeiro cartaz, porque a uns mil metros para a frente vão encontrar o Camões a ler a mensagem do vosso adversário. Cá para mim, o Camões foi consultado para opinar acerca do melhor local para a divulgar a mensagem política.Não acreditam? Ora cliquem na legenda do masmarracho...desculpem, da foto acima.

7/16/2009

A LIBERDADE DE VOAR




CERVASCentro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens



O CERVAS vem por este meio convidá-los a estar presentes em mais uma devolução à Natureza de uma ave selvagem recuperada neste centro:

16 de Julho de 2009,

5ª feiraLibertação de uma Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)

10h30, Casteleiro, Sabugal

Local de encontro: Lar e Centro de Dia S. Salvador, Casteleiro.



Esta águia foi recolhida por um particular no dia 11 de Janeiro após ter sido vítima de um trauma de origem desconhecida. Apresentava uma fractura na asa direita pelo que o processo de recuperação no CERVAS consistiu na resolução completa desta lesão, alimentação para que ganhasse o peso adequado e realização de treinos de voo e caça.Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)A águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) é uma das aves de rapina mais comuns em toda a Europa, sendo a águia mais frequente em Portugal. Apresenta dimensões médias (entre 600 a 1100g e 51-56cm de comprimento), um aspecto compacto, cabeça arredondada e cauda relativamente curta, cerradamente listrada nos adultos. A cor da sua plumagem é muito variável, desde quase branco a castanho-escuro, sendo que a zona dorsal é geralmente castanha e a zona peitoral mais clara. Distribui-se pela Europa, Ásia e algumas ilhas do Pacífico e ocupa todos os tipos de habitat onde existam árvores e terrenos abertos, sendo frequente nas orlas dos bosques. A época de nidificação inicia-se em Abril e prolonga-se até Julho, podendo-se iniciar um pouco antes em algumas regiões. Os ninhos podem atingir até um metro de diâmetro e são construídos com ramos e folhas, em árvores e arbustos. Muitas vezes utilizam o mesmo ninho do ano anterior, acrescentando-lhe mais material. A postura é normalmente de 2 a 5 ovos e a incubação demora 33 a 38 dias. As crias saem do ninho aos 48-62 dias e tornam-se independentes às 15 semanas. É neste período que se começam a afastar do território dos progenitores. A dieta baseia-se em pequenos mamíferos, principalmente ratos, mas podem complementá-la com lagomorfos (coelhos e lebres), aves, répteis, anfíbios e invertebrados, podendo também ter comportamentos necrófagos. Caçam normalmente a partir um poiso (são frequentemente observadas sobre os postes dos telefones ou de cercas) mas também em voo sobre terrenos abertos e até caminhando pelo solo. Embora seja uma espécie abundante apresenta várias ameaças, entre as quais se destacam electrocussão, abate e cativeiro ilegais, pilhagem de ninhos, incêndios florestais e atropelamento. De acordo com o ICNB (2005), esta espécie apresenta um estatuto de conservação “Pouco Preocupante”.

Esta acção será organizada com a colaboração da Reserva Natural da Serra da Malcata (Sede RNSM Penamacor - Telf: 277394467).