
Fernanda Antunes
Sentidos sentimentos a todos os familiares.
Paz à sua alma !
Mais do que um blog, um legado e um cantinho dedicado à preservação da memória coletiva de Malcata, das tradições e costumes e ofícios antigos. Um ponto de encontro para naturais, descendentes e apaixonados pela aldeia que moldou as nossas vidas.

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| Cuidar das pessoas é tratar bem os seres vivos |
Já alguém reparou o estado em que deixaram as três árvores junto à
entrada do cemitério?
Para mim é gritante a falta de respeito
pelas árvores e até diria que estamos perante um crime ambiental. Não há um
único ramo digno desse nome e não há sombra que refresque nos dias de calor. É
uma tristeza e um mau exemplo para uma freguesia que se quer afirmar Malcata,
Naturalmente!
Qualquer pessoa sabe que as árvores
são seres com vida, dão sombra, abrigo e ajudam a purificar o ar. Tratar das
árvores é cuidar delas. Não se cortam ramos das árvores de forma tão drástica.
Onde está a copa e porque insistem nestas podas assassinas? Há erros que
acontecem e compreendemos que todos erramos. Mas no que diz respeito a estes
erros de podar árvores nos espaços públicos da nossa aldeia, repetem-se e
ninguém se manifesta. Esta prática e esta tão “carinhosa” forma de cuidar do
património comum, tem de acabar! Será que pensam que lhes estão a dar força e
saúde ao tratá-las assim? Estes procedimentos só podem ser mandados executar
por gente fraca, egoísta, sem coração e irresponsável. Podem até pensar que as
árvores não deviam estar naquele local, ou que não embelezavam a entrada do
cemitério, que tinham interferência no bom funcionamento dos portões de ferro.
São três árvores públicas e fazem parte do património público, logo posso
chamar-lhe um crime contra o património da freguesia e um crime ambiental.
Acabaram por destruir um bem que tinha a função de colorir aquele local onde
estão muitas saudades escondidas. Já aconteceu a mesma tragédia com o chorão
verde do jardim da ponte. Lá continuam os cotos secos e com os cabos eléctricos
a abraçá-los. Será por uma questão de ódio às árvores e os malcatenhos não
temos direito a usufruir das árvores no espaço público?
Deitar árvores abaixo é o que se tem
feito. É um trabalho fácil e rápido e está à vista de todos e passando aquela
ideia de se estar a fazer obra que se veja!
Malditos homens das motoserras!
Foi assim que encontrei as três árvores:
Esta semana tive de
vir à aldeia e tenho aproveitado para arrumar a casa onde viveram os meus pais.
Como tenho uma carrinha tenho mais facilidade de tratar dos assuntos pessoais
fora da freguesia. E é natural passar por vários caminhos e às vezes mais do
que uma vez durante o dia.
Desta vez encontro demasiadas coisas
que me estão a perturbar a mente e não tenho memória de tanta desgraça!
Atribuir responsabilidades das situações à oposição
política está descartada logo à partida, porque
não há oposição. Muito território e muitas estruturas para manter minimamente
em bom estado de conservação e utilização e sem força humana capaz de responder às necessidades .
Mas caros conterrâneos, que viveis durante o ano na aldeia, as situações
anormais encontram-se à vista de toda a gente e não as devem avaliar como normais,
naturalmente são tudo menos isso.
Ora, perante as situações que já vi e
algumas sendo em vias públicas e que pode causar perigo a pessoas e bens, tirei
fotografias para ilustrar o que acabei de afirmar e deixar um aviso às pessoas para pressionar a autarquia a tomar medidas urgentes que resolvam estas perturbações.


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| Merece uma visita. |
Este mês comemoramos 50 anos da
Revolução de Abril que tem marcado a História dos portugueses quer vivam no
país ou fora. É uma celebração da libertação do nosso país de um regime
ditatorial para uma democracia participativa. Estes anos que passaram muitos de
nós ainda têm dificuldade em compreender o que aconteceu e alguns ainda têm
saudades dos tempos da “outra senhora”, principalmente do professor Marcelo
Cetano.
Quem se lembra como era a nossa freguesia de Malcata antes do 25 de Abril de 1974?
Imaginem que são realizadores de
cinema e a Junta de Freguesia escolheu-vos para escreverem uma redacção com o
título:
“Como era a minha aldeia até 25 de Abril de 1974?”
Algum de vós aceita o desafio de
relatar a vida nas aldeias portuguesas, como viviam, como eram as casas, as
ruas, o medo das autoridades, o que podiam fazer e o que o Estado proibia…a
alimentação, o vestuário, a educação, a escola primária…a emigração,
as guerras nas Províncias Ultramarinas, etc…e terminar a redação com as
mudanças que o 25 de Abril trouxe à nossa terra nestes 50 anos.
O que aconteceu
também acontece connosco quando passamos por momentos de sofrimento e de perda.
Vemos e não queremos ver, as pessoas andam demasiado agitadas e a realidade de
tudo o que está a acontecer parece um sonho, é como se não estivéssemos a
participar. Sabemos que o levaram para um lugar escuro e descansados porque a
chuva nem os cabelos pode molhar, continua o seu sono profundo. Muitas mulheres
ficam com os lenços de pano completamente encharcados, menos molhados os lenços
dos homens, convencidos que para ser homem não podem chorar. Depois da cerimónia fúnebre todos regressam às
suas casas, aos seus afazeres do costume.
O dia e a noite deste sábado custa a
passar. E a impaciência vai ser tanta que as amigas de Maria combinam ir ao
cemitério verificar se nada foi mexido ou derrubado.
Viram a pedra da sepultura desviada
para o lado, sinal que alguém entrou e apoderou-se de alguma coisa que no dia
anterior lá foi deixada. A certeza é que a pedra foi retirada do seu sítio e
qualquer pessoa entrava e saía. As mulheres entraram e viram que o morto
desaparecera durante a noite. Mas que mistério…fugiram e correram como nunca
tinham conseguido correr até à casa da mãe de Jesus.
- Maria, ó Maria anda cá depressa!
- Ó Maria, despacha-te e vem depressa!
A Maria levantou o testo da panela e
voltou a deixá-lo de maneira a sair os vapores da água do caldo que já estava
quase prontinho. O que quererão aquelas mulheres de mim? O que terá pensado
Maria enquanto desapertava o avental e abria a porta de casa?
- Levaram o teu filho!
- Ai mulher, só tu para nos acalmar,
estamos todas aqui num nervosinho e tão aflitas,
e tu está aí tão tranquila! Vem com nós, levaram Jesus, não o encontrámos no
túmulo!
- Minhas queridas, onde estais com a
cabeça? Porque estais assim tão aflitas e surpreendidas? Lembrai-vos das
conversas destes últimos dias e ficareis tranquilas como eu estou. Olhai para
mim, a comida está ao lume e espero por Jesus para nos sentarmos à mesa do
costume para comer. Ide mas é à vossa vida, ide amanhar as vossas casas e
tratar dos vossos homens e filhos. Se eu não acreditasse no meu filho,
quem vai acreditar? Sempre achei que era especial e ide porque eu ainda tenho
mais coisas a preparar para a ceia. De qualquer forma, obrigadas pela vossa
preocupação.
- Madalena, deixa-a em paz e na
companhia das panelas e alguidares, vamos cada qual para sua casa e logo
pensamos o que fazer.
Maria acenou com a mão direita e
sorriu, voltou para a cozinha e as mulheres cada uma para sua casa.
Nota: esta história é ficção, mas
ajudou-me a esclarecer a importância de acreditar, de viver a fé. Esta é a
explicação que tenho para justificar a decisão de Maria e não acompanhar as
outras mulheres a verificar o sepulcro. Ela sabia e acreditava que Jesus
regressaria a casa, não sabia como ou quando.
A vida é mesmo uma surpresa!
O entardecer volta
a cobrir a minha vida e recordo-me das trevas e do silêncio ensurdecedor, um
vazio dentro de mim que não me deixava olhar sequer para o céu e isso ninguém
viu porque estavam todos fechados nas suas casas porque a tempestade
era demasiado forte, inesperada e furibunda. Desorientei-me, as lágrimas não me
deixavam ver o caminho e à porta do cemitério eramos cinco à espera de uma
pessoa que não aguentou mais tempo confinado ao seu quarto, sem visitas, só
entrava quem cuidava do seu corpo, porque a alma já a tinha oferecido aos que o
amavam.
Sempre respeitei a sua autonomia e a
sua liberdade. Não lhe impus aquilo que eu pensava que seria o mais adequado
para ele. Mas os decretos do Governo definiram que quem tivesse atendimento
hospitalar e lá passasse a noite, regressava e tinha que ficar isolado dos
outros utentes do lar. Nesse mês de Março de 2020, as missas eram proibidas e
os funerais obedeciam a regras nunca antes decretadas. Os senhores da política
até decretaram o número máximo de pessoas que podiam acompanhar os cortejos
fúnebres e entrar nos cemitérios. Tudo porque não se podia fazer ajuntamentos
de muitas pessoas. Como as missas estavam proibidas, os velórios deixaram de se
realizar. As empresas funerárias encarregavam-se de todos os procedimentos
necessários, cumprindo as determinações da Direcção Geral de Saúde.
Tinham o trabalho de ir aos hospitais e transportavam as urnas bem seladas
directamente para o cemitério, onde os familiares mais chegados (máximo de 10)
aguardavam a chegada, mantendo entre eles a distância que as autoridades
aconselhavam. Sem grandes cerimónias, o Pe. Eduardo depois das orações e de
umas breves palavras de aconchego, foi apressado para outro cemitério.
Vivíamos todos em estado de emergência.
Todos corriam o risco de ser apanhados de surpresa pelo vírus. A vida e a
sociedade não estava preparada para tanto, ninguém estava habituado a sentir
medo do presente e dos dias a seguir.
Cada um penso que cumpriu o seu dever,
mesmo aqueles que lhes foi imposto. E assim ajudámos o nosso país a levantar a
cabeça. O mundo que quase parou, voltou ao seu habitual.
Hoje, 29 de Março de 2024, estamos
novamente a reflectir na morte de Jesus Cristo.
Estamos todos no mesmo barco e a nossa
fragilidade mostra-nos a falta das palavras do Mestre da embarcação “Não
tenhais medo”. Somos chamados a remar juntos e confiar no nosso mestre para chegar
a porto seguro.
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| José Augusto Martins |
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| Uma árvore mimosa em Malcata |
O povo, diz a canção, é quem mais
ordena. Em Malcata o povo vive cada vez mais resignado, adormecido e
desconfiado. Se cheirar a mudança, o povo deixa-se estar no mesmo lugar e não
se importa por continuar como está. Cada um preocupa-se consigo mesmo e quem
está ao leme da Freguesia é que tem a incumbência para mudar as coisas públicas
e o senhor prior as coisas que dizem respeito à igreja, ao religioso.
O povo já não quer saber dos baldios, nem sequer
perguntar como vai a vida na comunidade. Basta ir à aldeia num dia de sessão da
Assembleia de Compartes ou da Assembleia de Freguesia e sentar-me nos lugares destinados ao público. Posso
escolher sentar mais longe ou mais perto da porta do edifício onde está a
decorrer a reunião. As vezes que o fiz, o público era só eu e mais ninguém.
Onde estão as outras pessoas que habitam e vivem na aldeia? Devia comparecer e
preencher todos os lugares destinados ao público, para ouvir o que de mais
importante anda a acontecer na aldeia e ainda têm a
oportunidade de intervir e interpelar a mesa da
assembleia.
O falar nas ruas e na mesa dos cafés
não é o mesmo que levantar do assento e depois da autorização do senhor
presidente da Assembleia dar consentimento já pode falar claramente o
que tem a dizer. Depois de falar, é esperar pelas respostas, mesmo que alguém
tenha ficado incomodado com o assunto. E meus caros conterrâneos, ali não
existem pessoas más e violentas, são gente adulta, civilizada, sabem que estão
ao serviço do povo, não têm porque se sentir incomodados, ou maniatados por
quem quer que seja. Querem ficar a saber quanto renderam os pinhos nos baldios? Ou querem saber o que se está a passar com as cabras que não se veem nos baldios? Precisam de saber se podem acender o lume em casa com lenha dos baldios? Vão à reunião e perguntem que vão responder. E o mesmo digo a respeito da situação em que está a freguesia, apareçam nas reuniões da Freguesia e ouçam, perguntem e digam o que vos está a atrofiar a vista!
Penso que eu não serei o único refilão
na nossa aldeia! Vivo longe, bem longe daí e ainda tenho interesse por andar
minimamente informado acerca da vida comunitária
na nossa aldeia. E lembrem-se disto:
“Eu até não sou mau rapaz
Com maneiras até sou bem mandado
Mas para que lado é que me viro, pra
que lado.”
Envio esta mensagem e espero que enviem novidades. Vou aí em Abril para a EDP mudar o contador
da luz lá da casa número seis.
Já não tenho mais para escrever. Cumprimentos e abraços.
José Nunes Martins
Próxima Assembleia de Compartes da Freguesia de Malcata:
ELEIÇÕES PARA A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
PS ganha - Chega salta para segundo e AD desce para terceiro!
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| Resultados das eleições 2024 para a AR na freguesia de Malcata |
Resultados comparativos das eleições para a AR em 2024 e 2022 na freguesia de Malcata
As eleições para a nova composição da Assembleia da República já passaram, embora haja ainda resultados por oficializar. Eu lá me dirigi à minha secção de voto do costume para exercer um dos direitos que há 50 anos (ou quase) se decretou neste jardim à beira-mar.
Entrei quando me foi dado autorização para o fazer. Foi tudo muito sequencial e dois a três minutos depois já estava de saída da sala. E logo entrou outro eleitor, ficando mais dois a aguardar a sua vez à porta da sala da escola, estabelecimento de ensino onde havia 49 secções como a 44, que foi onde votei.
Por aqui as coisas funcionam seguindo as regras da Comissão Nacional de Eleições e os eleitores só entram quando são autorizados a fazê-lo, saindo logo após realizados todos os passos para votar. Na sala não há pessoas a mais, somente as que ditam as leis eleitorais e também não existem balcões de atendimento aos fregueses, pois nas escolas esses assuntos resolvem-se nas secretarias e nas eleições,
pedem-se informações a quem ocupa o "balcão" devidamente identificado, bem afastado das sessões de voto, cumprindo a sua função de ajudar os que precisam. Como vêm não tem nada a ver com os métodos e as regras que presenciei na nossa freguesia, onde estive no papel de delegado para fiscalizar e garantir o cumprimento da lei eleitoral, lei essa muito desconhecida por muitos eleitores e como isso se repetiu várias vezes e nunca os elementos da mesa se pronunciavam, quando eu intervinha o ambiente ficava azedo e sarcástico por estar a alterar os costumes de muitos eleitores. A sorte deles foi não ter ido mais além e chamar as autoridades que têm poder de impor a ordem e a legalidade. Mas, adiante que isso já são águas passadas e em Malcata já não há moinhos e os burros estão em vias de extinção. No domingo passado, dia das eleições, não sei se choveu ou se fez sol durante o dia em Malcata. Das eleições, sei apenas o que vi na internet e na televisão sobre as eleições no Continente e nas Ilhas, porque o Ultramar já passou à história. Como é costume aí de Malcata é raro chegarem notícias frescas e importantes, ao contrário de reportagens sobre convívios e almoços, dando a sensação que por essas bandas só importa dar notícias cor de rosa ou de apreciadores de boa comida e bebida.
Já olharam e leram os resultados destas eleições, com principal atenção aos números que se verificaram na nossa freguesia? Mais uma vez, o Partido Socialista venceu as eleições em Malcata! A surpresa das surpresas foi a subida do Chega que ultrapassou o PSD(AD) e ainda os que votaram ADN.
Como é que calcaram tanto os laranjas, os que foram heróis quando ganharam as eleições autárquicas?
Porque é que nas legislativas ganha o PS e o PSD perde? Será que só o PSD sabe governar uma junta de freguesia? Que é caso de estudo, lá disso não tenho dúvidas.
Há outra "temática" política que ando a tentar compreender. É relativa à constituição da mesa de voto. A este propósito a Comissão Nacional de Eleições, na sua página da internet, esclarece que:
-"As mesas de voto são compostas por cidadãos indicados por todos os partidos ou coligações que concorrem às eleições".
- "A CNE intervém sempre que tenha conhecimento de situações em que não esteja garantida a pluralidade na composição das mesas de voto".
Nestas eleições para a Assembleia da República foi ou não devidamente composta a mesa de voto na nossa freguesia? A dita mesa foi assim constituída:

| Há que fazer alguma coisa para a água vir à tona |
A
forma de utilizarmos a água na nossa aldeia vai ter que mudar e deve ser uma
das prioridades da autarquia melhorar o abastecimento de água para consumo
humano à nossa freguesia, bem como a sua utilização na agricultura e nos
espaços verdes da freguesia.
Na nossa aldeia estamos acostumados à
abundância deste recurso natural, mesmo durante os meses de mais calor não tem
havido constrangimentos para ninguém.
Mas os tempos são outros e o clima
está a mudar. No que diz respeito à água para consumo humano, é do conhecimento
de todos que os bombeiros voluntários têm transportado a água num camião-cisterna
para encher o reservatório de água para a rede de abastecimento público
da nossa terra. Houve já necessidade de efectuar esse reforço duas vezes por
semana. As causas da escassez da água estão relacionadas com as altas
temperaturas e a falta de chuva que estão a secar as nascentes naturais.
Na nossa freguesia há falta de planos
para reaproveitar a água, para armazenar os milhões de litros que saem nas duas
bicas da fonte, deixando fugir a água ruas abaixo. Podem dizer que não tem
havido desperdício, que a água vai acabar por chegar à albufeira. Eu pergunto
aos malcatenhos porque deixamos a água correr para a barragem em vez de a
armazenarmos em reservatórios para futura utilização pela freguesia, pelos que
necessitam dela para as regas?
Já bastou a obra da barragem do
Sabugal que sem dó nem piedade nos deixaram sem rio Côa!
Não há nada que nos pague esse bem e
esse recurso, como era o rio e as terras que o acompanhavam. Lembrem-se que na
nossa região só existe água doce e investimentos para aproveitar a água do mar
está fora de questão. Ora isso dá-nos argumentos para olharmos para a água que até
é natural, de nascentes e também merecemos ajudas financeiras para manter
este recurso tão importante.
Estes dias li que o concelho do
Sabugal fazia parte dos municípios que mais desperdiçava água nas redes de
abastecimento público. Os números estão escritos num relatório da entidade que
regula a água em Portugal. Chama-se ERSAR e neste documento relatório da ERSAR ficamos a saber que o concelho do
Sabugal desperdiçava, em 2022, 70,2% da água. Trata-se de água que existe e que
não chega ao consumidor e por diversas razões: rupturas, avarias e desvios. Ora
se há dois anos mais de metade da água era desaproveitada, logo não rendia um
cêntimo, diz-nos que há muito trabalho a realizar.
Então como será o futuro da água em
Malcata?
Será que a APAL-SIM (Águas Públicas em
Altitude – Serviços Intermunicipalizados) vai resolver os problemas no concelho
do Sabugal?
Deixar de fazer alguma coisa não é
opção! Pagar e continuar a pagar a água que se utiliza na rega? É uma
possibilidade e sabemos que quem rega com a água dos tanques da Fonte da
Torrinha, paga-se uma taxa por cada vez que se esvazia o tanque grande. E está
certo que assim seja, pois eu não acredito que haja alguém que se recuse a
pagar. Com certeza que na nossa freguesia não vamos brincar aos transvases para
outras terras. Por curiosidade, li que os agricultores da Cova da Beira, que
regam com a água da barragem do Sabugal, vão este ano pagar mais caro a água
para rega! E em Fevereiro houve escaramuças e tubos cortados por
desentendimentos por causa da água.
Deixo aqui um alerta: olhem para as
vossas próximas facturas da água e vejam o volume de água consumido e leiam
também a segunda página. Digam o que viram e o que pensam.
Obrigado
| De 1937-2024 sem parar de deitar água |
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| Ler a factura da água segundo a Deco |
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| Trabalhos na nascente em Malcata |
Saiba mais sobre a nova entidade das águas e saneamento:
https://capeiaarraiana.pt/2024/02/19/sabugal-integra-sistema-intermunicipal-de-gestao-da-agua/