Mais do que um blog, um legado e um cantinho dedicado à preservação da memória coletiva de Malcata, das tradições e costumes e ofícios antigos. Um ponto de encontro para naturais, descendentes e apaixonados pela aldeia que moldou as nossas vidas.
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29/01/2012
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17/01/2012
UMA VIDA A FAZER DANÇAR
Algumas participações de Carlos Coelho:
Carlos Coelho no Rancho Folclórico
Carlos Coelho, sempre a animar
Carlos Coelho e os Carlos de Malcata
Carlos Coelho e seu amigo José Lucas
Carlos Coelho em Malcata
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14/01/2012
TINTA E ÁGUA
Numa daquelas noites de verão, no mês de Agosto de 2011, alguém quis dar o ar da sua graça e vai daí toca a pintar a parede da paragem da RBi em Malcata, mesmo ao lado da Torre do Relógio, na Praça do Rossio.
Agosto 2011
Passaram meses e um novo ano já começou. A parede da paragem não foi limpa e a "menina" vai-se modelando ao gosto de alguns. É tempo de lavar e pintar novamente este espaço.
Janeiro 2012(noite)
E já agora, coloquem uns bancos dentro da "casota" para no Inverno as pessoas se sentarem enquanto aguardam pela chegada da camioneta.
E já agora, coloquem uns bancos dentro da "casota" para no Inverno as pessoas se sentarem enquanto aguardam pela chegada da camioneta.
10/01/2012
MALCATA: NINHO DE CEGONHA
O ano passado, nas primeiras semanas de Março, um casal de cegonhas escolheu a aldeia de Malcata para nidificar.Chegaram e ocuparam a chaminé da casa do Ti Zé Manel da Ti Mari Recta, onde permaneceram até que as duas crias estivessem em perfeitas condições para voar em liberdade pelo nosso país fora. A rua da Barreirinha e a casa do Ti Zé Manel estiveram durante todo este tempo sob vigilância de toda a aldeia, tendo sempre respeitado a vida familiar desta aves. Eu também tive a oportunidade de presenciar o voo magnífico deste casal de cegonhas pelos céus azuis da aldeia. E que espectaculares eram aquelas aproximações ao ninho! Não precisavam de radares, de luzes de aproximação como nos aeroportos. As cegonhas lá do alto desciam, desciam e poisavam lentamente no ninho.
Um dia aconteceu a hora de partida das cegonhas e dos dois filhotes deixando intacto o ninho que os acolheu. A Junta de Freguesia e o Ti Zé Manel souberam respeitar esta classe de aves e com todo o cuidado procederam ao deslocamento do ninho para um local não muito longe dali, pois a menos de 100 metros de distância, ali junto à sede da Junta de Freguesia, o ninho foi colocado no topo de um alto poste de madeira. Vamos aguardar que o casal regresse e não estranhe a mudança de local.
Um dia aconteceu a hora de partida das cegonhas e dos dois filhotes deixando intacto o ninho que os acolheu. A Junta de Freguesia e o Ti Zé Manel souberam respeitar esta classe de aves e com todo o cuidado procederam ao deslocamento do ninho para um local não muito longe dali, pois a menos de 100 metros de distância, ali junto à sede da Junta de Freguesia, o ninho foi colocado no topo de um alto poste de madeira. Vamos aguardar que o casal regresse e não estranhe a mudança de local.
Ninho de cegonha pronto
O ninho em cima do poste
Junta de Freguesia, ninho e pinheiro manso
Junta de Freguesia de Malcata
O ninho de cegonha
07/01/2012
PROMESSAS POR CUMPRIR
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01/01/2012
EM 2012 VENHA A MALCATA
Aceita cada dia do novo ano como um presente. Levanta-te e olha-te ao espelho todas as manhãs e sorri, dá os bons dias a ti próprio. Como fazes com os presentes que te oferecem, cada dia que acordares, celebra-o e goza-o. Viva a vida, ocupa os dias do novo ano porque o tempo voa e desaparece para não mais voltar.
A todos os que aqui têm espreitado, desejos de um ano 2012 com muita saúde, trabalho pago e muita alegria. A gente vai andando por aqui e por ali e um dia, quem sabe, encontrar-nos-emos frente a frente.
A todos os que aqui têm espreitado, desejos de um ano 2012 com muita saúde, trabalho pago e muita alegria. A gente vai andando por aqui e por ali e um dia, quem sabe, encontrar-nos-emos frente a frente.
24/12/2011
BOAS FESTAS PARA TODOS
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21/12/2011
MALCATA, UMA ALDEIA COM HISTÓRIA
Ir a Malcata, não
fosse a família e os amigos, não seria uma viagem lá muito atractiva para
fazer. E agora, com o pagamento de portagens mais desanimador se torna visitar
uma terra do interior do nosso país e que continua desconhecida por muita
gente.
Malcata é uma aldeia aconchegada por montes verdes de um lado e um enorme espelho de água do outro. Para que a aldeia não caia, está amparada de um lado pela Serra das Mesas e do outro pela alta e fria Serra da Estrela, ficando a Serra da Malcata e a sua Reserva Natural um pouco escondidas e talvez por esse motivo as torres eólicas estão lá a crescer quase ao mesmo ritmo das árvores, sendo até uma espécie preferida pelos engenheiros em detrimento da plantação e preservação de outras espécies, como os sobreiros, as medronheiras e até destruindo o habitat natural do lince ibérico, aquele que já foi o mais ilustre habitante da serra da Malcata.
A aldeia sempre esteve ligada à serra e durante muitos anos não as pessoas souberam tratar dela e ainda hoje é um dos locais mais conhecidos. Mas as pessoas não viviam na serra porque é muito alta, fria no inverno e então construíram as primeiras casas ali entre a Rua de Baixo e a Rua da Ladeirinha, indo também morar para a Rua do Meio. Os casais nessa altura trabalhavam as terras e passavam as outras horas à volta da lareira, à luz das candeias de azeite, mais tarde dos candeeiros de petróleo. Como não havia electricidade, ninguém tinha televisão e deitavam-se mais cedo do que agora. Ora os casais novos, deitados naqueles colchões de palha, duros, com cobertores por cima por causa do frio, enroscavam-se um no outro e muitas nove meses depois a família estava mais numerosa. Daí que a aldeia teve necessidade de se expandir até ao Cabeço, para o Carvalhão, para a Moita, para o Soitinho e ainda hoje continua o seu crescimento, mas muito mais lento. Mas os braços já chegam à Rasa, à Senhora dos Caminhos e à Fraga.
Apesar deste seu crescimento, continua a manter o seu núcleo central na Praça do Rossio, também conhecida por Torrinha e que se espalha até à Igreja Matriz. A Rua da Ladeirinha está ainda rodeada por casas construídas em pedra de xisto. Atrevo-me a afirmar que juntamente com a Rua da Moita, são o centro histórico da aldeia. Não é um núcleo rico, mas o património ainda ali existente, é um precioso testemunho histórico que merece ser protegido, preservado e é fundamental manter como lugar de atracão para quem visita a povoação e também para as gerações vindouras da terra.
Malcata é uma aldeia aconchegada por montes verdes de um lado e um enorme espelho de água do outro. Para que a aldeia não caia, está amparada de um lado pela Serra das Mesas e do outro pela alta e fria Serra da Estrela, ficando a Serra da Malcata e a sua Reserva Natural um pouco escondidas e talvez por esse motivo as torres eólicas estão lá a crescer quase ao mesmo ritmo das árvores, sendo até uma espécie preferida pelos engenheiros em detrimento da plantação e preservação de outras espécies, como os sobreiros, as medronheiras e até destruindo o habitat natural do lince ibérico, aquele que já foi o mais ilustre habitante da serra da Malcata.
A aldeia sempre esteve ligada à serra e durante muitos anos não as pessoas souberam tratar dela e ainda hoje é um dos locais mais conhecidos. Mas as pessoas não viviam na serra porque é muito alta, fria no inverno e então construíram as primeiras casas ali entre a Rua de Baixo e a Rua da Ladeirinha, indo também morar para a Rua do Meio. Os casais nessa altura trabalhavam as terras e passavam as outras horas à volta da lareira, à luz das candeias de azeite, mais tarde dos candeeiros de petróleo. Como não havia electricidade, ninguém tinha televisão e deitavam-se mais cedo do que agora. Ora os casais novos, deitados naqueles colchões de palha, duros, com cobertores por cima por causa do frio, enroscavam-se um no outro e muitas nove meses depois a família estava mais numerosa. Daí que a aldeia teve necessidade de se expandir até ao Cabeço, para o Carvalhão, para a Moita, para o Soitinho e ainda hoje continua o seu crescimento, mas muito mais lento. Mas os braços já chegam à Rasa, à Senhora dos Caminhos e à Fraga.
Apesar deste seu crescimento, continua a manter o seu núcleo central na Praça do Rossio, também conhecida por Torrinha e que se espalha até à Igreja Matriz. A Rua da Ladeirinha está ainda rodeada por casas construídas em pedra de xisto. Atrevo-me a afirmar que juntamente com a Rua da Moita, são o centro histórico da aldeia. Não é um núcleo rico, mas o património ainda ali existente, é um precioso testemunho histórico que merece ser protegido, preservado e é fundamental manter como lugar de atracão para quem visita a povoação e também para as gerações vindouras da terra.
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CANTO E CORELA
Os nomes dos lugares, sítios, caminhos, ruas, becos, travessas, praças, avenidas ou de quaisquer outros espaços urbanos ou rurais constituem uma referência, quase sempre associada à história da localidade, que importa preservar como património cultural.
Por vezes, o topónimo tem um valor expressivo de singular beleza e profundo significado.
Alguns nomes de lugares sofreram alterações, consoante as designações do povo ou os registos escritos. Mas outros persistiram, sobretudo porque, consensualmente, a população os aceitou e os transmitiu às gerações seguintes.
Os topónimos constituem, pois, marcas de identidade que merecem ser
salvaguardadas.
Na
actualidade, a Junta de Freguesia confronta-se com a necessidade imperiosa de
dar nome a todas as artérias da aldeia, para mais eficaz localização dos
domicílios. Nesta tarefa de atribuição de nomes, há, no entanto, que respeitar
as antigas designações e incorporá-las nos novos arruamentos e não,
precipitadamente, colocar nas placas toponímicas ilustres desconhecidos ou com reduzida
projecção local.
Além disso, compete à Junta de Freguesia
zelar para que as placas toponímicas das ruas sejam claras, sem erros ortográficos
e facilmente compreendidas por toda a gente, mesmo as pessoas que venham à aldeia de Malcata pela primeira vez.
Hoje venho chamar a atenção para dois casos que podem levar os menos atentos ao engano.
Hoje venho chamar a atenção para dois casos que podem levar os menos atentos ao engano.
CASO 1
A) Rua Canto? Esta rua sempre foi conhecida pelo nome de Rua do Canto.
Ora bem escrito é o nome da Rua da Fonte. É um pormenor, mas um pormenor importante porque a preposição de ou a sua contracção com o artigo definido do, da, dos, das, podem alterar radicalmente o significado de um nome de rua, avenida ou qualquer topónimo.
B) Qual é a Rua Canto ( Rua do Canto ) e qual é a Rua da Fonte ? Eu que conheço a aldeia não me engano. O mesmo já não digo de uma pessoa que venha à procura de uma destas ruas. O mais certo é ter que perguntar a alguma pessoa que viva na aldeia.
B) Qual é a Rua Canto ( Rua do Canto ) e qual é a Rua da Fonte ? Eu que conheço a aldeia não me engano. O mesmo já não digo de uma pessoa que venha à procura de uma destas ruas. O mais certo é ter que perguntar a alguma pessoa que viva na aldeia.
CASO 2
Ora neste segundo caso, temos uma placa toponímica bem colocada a indicar o início do Beco da Corela. O mesmo já não acontece com a placa colocada para informar o seu fim. E isto mais complicado fica quando quisermos percorrer este arruamento. Se iniciarmos o passeio pela Rua do Carvalhão, quando chegarmos junto à casa da família do senhor António Rato ( TiTó) damos conta que só podemos continuar a caminhar até à Rua da Fonte, mas passando ao lado da casa da família da minha Ti Esperança. Ora, a outra placa, ali ao lado da casa da família do senhor Raúl Coelho não tem ligação com a casa da família referida atrás. Ou será que há dois "Becos da Corela"? Na minha infância os garotos da minha idade quando queriam jogar a bola combinavam encontrar-se na Corela. Lembram-se daqueles jogos de bola ali naquela terra ao lado da casa da Ti Dulce e do Ti Coelho? Mesmo com uma inclinação do terreno, as duas equipas chutavam na bola e não faltava entusiasmo. Esta era a Corela que pertencia ao Ti João...não me lembro do apelido. A outra terra, que actualmente está ocupada com moradias, além de castanheiros, servia de eira para colocar o centeio no tempo das malhas.
Beco da Corela ( pela Rua do Carvalhão )
Beco da Corela ( Pela rua da Fonte )
Também tenho a dizer que as placas toponímicas já estão colocadas há uns anos e estes dois casos não é da responsabilidade da actual junta. Mas uma vez que é a Junta de Freguesia a entidade responsável pela sua manutenção e conservação, convinha que corrigissem estes pequenos erros.
Ainda um dia voltarei ao assunto dos jogos de bola na Corela. Talvez o Mário, o Zé Manel, o Tó, o Vitor, o João, o Fausto, o Carlos, o Manel da Corela...me ajudem a lembrar esses campeonatos de jogar a bola com balizas que não tinham poste e muito menos barra!
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