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17/03/2026

MALCATA SEM LEI NEM ROQUE

Travessa Braz Carvalhão.
 Com uma casa e sem saída?



 
Beco de Braz Carvalhão




A Rua da Fonte não termina nesta casa!


Que nome tem esta via pública?







  A Junta de Freguesia de Malcata fez recentemente a substituição das placas toponímicas (nomes das ruas). Retirou as placas de pedra de granito e afixou placas novas, rectangulares e fundo vermelho com letras a branco, obedecendo ao modelo aprovado pela Câmara Municipal do Sabugal

  Visitei a aldeia no início de Março e constatei que houve moradores que recusaram a afixação da placa na sua própria casa. Houve até quem a tivesse retirado pouco tempo depois dela ter sido afixada, pois não haviam sido contactados previamente pela Junta de Freguesia para ser afixada uma placa com o nome da via pública, também lhes foi dito que teriam depois de ser os moradores a tratar das alterações de nome em todos os serviços públicos e outros serviços de interesse. 
  Por falta de conhecimento e pela falha consciente da Junta de Freguesia de Malcata, foi transmitido, de forma errada e contrária ao que está estipulado pelo Regulamento aprovado pelo Município do Sabugal, diversa informação incorrecta, designadamente a referente ao local de afixação das placas e das obrigações que os proprietários dos imóveis, muros, paredes, devem ter em conta:
 



Local de afixação das placas toponímicas
  
  O Artº22º diz que é da competência da Câmara Municipal do Sabugal fazer a alteração e registar toda a informação toponímica existente e fazer essa mesma comunicação às diversas entidades/serviços: Tribunal, Conservatórias, Finanças, GNR, Correios... e a Câmara tem o dever de actualizar os mapas das ruas: 

Mudança de moradas-alterações


  Outras mexidas foram realizadas, como a colocação de placas com nomes novos, sem prévio aviso à população. Para além de nomes novos, a designação atribuída de Travessa ou Beco, não respeitou o Regulamento em vigor; outro erro tem a ver com a obrigatoriedade de se afixar uma placa no início da rua e outra no fim da mesma, nunca dois ou três "números de polícia" antes do último número, como aconteceu com a Rua da Fonte. E ainda na Rua da Fonte, não foi afixada a placa de início da Rua da Estrada, talvez por deficiência de informação em relação à aplicação do Regulamento e tanto os proprietários, como a própria Junta de Freguesia, não tiveram em conta o cumprimento do que dita o Regulamento. 
  No fundo, uma intervenção que devia proporcionar uma clarificação e organização da toponímica da nossa freguesia, resultou num alfobre de novas placas e novas vias públicas. Mas como se estas incoerências não fossem suficientes, esqueceram a atribuição de nomes a vias públicas que não têm nome atribuído, como é a estrada com início na Rua da Escola Primária e fim no entroncamento com a Estrada Municipal, junto à Sra. dos Caminhos. 
  As ruas são pertença da comunidade, são para uso público e fazem parte do património da freguesia e do Município. 
  Quando se mexe neste património há procedimentos que devem ser feitos e regras a respeitar. Porque, mudar uma placa toponímica é trabalho fácil de ser executado e em pouco tempo se vê a nova placa. 
  Aquilo que foi feito na nossa freguesia, não lembra ao diabo e espanto-me a apatia e desinteresse dos moradores em não se mostrarem indignados e desrespeitados pela autarquia pelo mau serviço público, entidade que deve ter o dever e obrigação de conhecer as leis e aplicar o que nelas se diz. Quando uma junta de freguesia não dá o exemplo da disciplina e respeito dos regulamentos municipais está a aligeirar a gestão do património, cria situações de desconforto e desordem. E aqui chegados, também a Câmara do Sabugal, que tem a competência para fiscalizar o cumprimento dos Regulamentos, pura e simplesmente nada fiscaliza e nada se importa com o ordenamento do território do concelho
  Tudo isto que relatei está à vista de todos. E aquilo que eu pergunto, e que aliás, não sou só eu, é o que é que a Junta de Freguesia andou a fazer? Cada vez que visito a aldeia dá-me pena olhar para o que vejo. Sinceramente, não esperava tão pouco cuidado e empenho desta Junta de Freguesia.   



14/03/2026

MALCATA ERA ASSIM . E HOJE?

 


 Somos uma aldeia cada vez mais adormecida e desajeitada.

  Tudo vai desaparecendo e até as memórias e histórias se esquecem. Será que ainda há tempo para remediar alguma coisa?
  Temos de concordar que em Malcata alguns locais e algumas pessoas já não se podem recuperar. Sim, ainda há outros locais e pessoas que residem na aldeia e felizmente, foram recuperando lugares, monumentos e cuidando das pessoas.
  Ainda acredito que há muito para recuperar e preservar. Mas não podemos demorar, há que aproveitar enquanto é tempo. Deixem-se de coisas e comecemos todos a interessar-nos mais com toda a freguesia. É doloroso ver as casas a cair, com telhados vergados e esburacados, janelas com vidros partidos, portas semiabertas e fechadas com teias de aranha, paredes barrigudas que nos alertam para algo de terrível pode acontecer numa noite de chuva e vento.
  As pessoas e as casas têm o seu prazo de validade e é sabido que um dia as casas cairão de vez e as pessoas morrerão antes ou depois das casas. Com fim anunciado, mesmo sem saber o dia e a hora certa, resta-nos cuidar das casas e das pessoas. São heranças que necessitam da nossa estima, do nosso cuidado.
 Como era a nossa aldeia até há um anos?
 E como está agora?














11/03/2026

A PESCADINHA DE RABO NA BOCA

 


  A participação activa dos cidadãos na vida da freguesia é uma das coisas que qualquer Junta de Freguesia diz que se farta de anunciar para que isso aconteça.
  Só que para que isso possa mesmo acontecer, a Junta de Freguesia deve disponibilizar informação e incentivar as pessoas a participar mais na resolução dos problemas da freguesia. E nada melhor que informar do que se está a passar, talvez assim consigam levar os moradores às reuniões para ouvires os esclarecimentos e as respostas da Junta de Freguesia. Mas o grande problema na nossa aldeia, é que não se faz nada para mudar, não se faz nada para dar a volta a esta falta de interesse das pessoas. Mas por que razão as coisas são assim? Por que razão as pessoas não aparecem nas reuniões da Junta de Freguesia? Porque a própria Junta de Freguesia é defensora de quanto menos informação houver, menos interesse as pessoas têm em participar nas reuniões. E quanto menos informação for dada, as pessoas mais alienadas e esquecidas vão ficando e nem sequer se esforçam por procurar informação, começam até a ter medo de falar dos assuntos que não conhecem e logo, não têm opinião. E com vergonha de se envergonharem em público, acham que o melhor é ficar quieto e calado. Nada pior do que esta atitude e este tipo de comportamento, é como estar a comer a “pescadinha de rabo na boca”. Quanto menos a Junta falar, informar, mais calados andam na
freguesia e antes ignorante que envergonhado ou acusado de apontar o dedo.
  Para que serve então a Junta de Freguesia?
  Para que servem as duas páginas da Freguesia na internet?
  Para que servem as vitrines à Torrinha, ao Camões e na Junta de Freguesia?
  Quem perde são os malcatenhos, a freguesia e os cidadãos que nos visitam.



CARLOS CLEMENTE: UM HOMEM DE CAUSAS

 



  A ASSM – Associação de Solidariedade Social bem conhecida em Malcata e arredores. Tem a seu cargo a gestão da ERPI (Edifício Residência Permanente Para Idosos), mais vulgarmente chamado Lar de Idosos.
  A gestão da ASSM, ao longo dos anos, foi exercida por várias equipas de pessoas e até Agosto de 2020, sob a presidência de Carlos Clemente. Decorrente das eleições realizadas entrou em funções uma nova administração, presidida por Vítor Fernandes. E aqui veio ao de cima a faceta desta pessoa, ex-presidente da Junta de Freguesia, esgotados que foram os seus três consecutivos mandatos, saltou para a presidência da ACDM (Associação Cultural e Desportiva de Malcata) e presentemente continua como Presidente dos Corpos Sociais da ASSM, onde já vai no seu segundo mandato.
  E, entretanto, em 2017 pela sua mão e do partido Social Democrata, conseguiu arranjar o lugar de Presidente de Junta para o filho, que se encontra no seu último mandato consecutivo.
  Ou seja, a freguesia de Malcata e respectivas instituições, desde 2005 que é governada pela mesma família. Portanto, estão a ser os “governos” desta família e as medidas tomadas que levaram a freguesia, a ACDM e a ASSM para o patamar onde se encontram actualmente.
 
  A solidariedade só faz sentido quando se pratica, quando passa a ser um acto concreto, expresso através de acções e decisões.
  A ASSM é uma associação de solidariedade social, que respeita a pessoa como ela é e que diariamente coloca em prática, com espírito de doação e serviço voluntário, de respeito ao próximo e de gratidão.
  O Lar de Malcata é a obra mais visível que a Associação de Solidariedade Social construiu na freguesia. Desde 1991, de uma forma singular e com reconhecimento de todo o povo, pelo Lar, destaco a pessoa que pela sua iniciativa e a sua capacidade de organizar, planear e entusiasmar o nascimento da ASSM, que o Lar de idosos materializa, instituição de acolhimento de idosos com reconhecimento em todo o Distrito da Guarda, concelho do Sabugal, como um modelo a seguir, com a prestação de serviços com qualidade e carinho, destacando o apoio ao domicílio, sendo ainda hoje a entidade que mais pessoas oferece trabalho (emprego), um pilar importante na vida das famílias e da economia da aldeia. Estou a falar-vos do senhor Carlos Clemente, primeiro presidente da ASSM e grande mentor desta obra.
  Já expressei o meu sincero agradecimento várias vezes, tendo a última vez feito uma intervenção pública na Assembleia Geral da ASSM, realizada no passado dia 7 de Março de 2026. É uma pessoa que conhece e lutou pela vida saudável e merecidos cuidados de saúde, de alimentação, de bem-estar e conforto dos nossos idosos, tantas vezes sós e sem mais apoio de rectaguarda familiar. Sei que encontraram muitas dificuldades e o caminho nem sempre foi fácil, mas conseguiram. Foi deixado um legado patrimonial de valor incalculável, pago à custa de muito trabalho, de constante inquietação e procura de ajuda e entreajuda. Entregou uma gerência com independência financeira, facilitando a continuação da aposta na inovação, novos equipamentos e serviços. Tudo pronto a caminhar rumo a bom destino.
  Termino esta singela homenagem a uma pessoa ainda viva e que diariamente cuida da sua princesa Graciete, mulher que ama e que está numa fase mais frágil da sua vida. Talvez algumas dores ficassem mais aliviadas se lhes dissermos que a amamos e a reconhecemos tanto como ao marido.
  Ao povo e a quem de associa a mim, o meu mais sincero bem-haja.
  Em especial, ao Carlos Clemente pela sua coragem e determinação em lutar pela justiça e pelas causas em que acredita. 

10/03/2026

A IMPORTÂNCIA DO LAR EM MALCATA


 




  A ASSM tem como objectivo não só a manutenção do Lar de apoio aos idosos, mas também a prática da solidariedade social. O serviço prestado à terceira idade, seja na Estrutura Residencial Para Idosos ou no Apoio Domiciliário. Nos primeiros anos a ASSM teve a funcionar em simultâneo o Centro de Dia, serviço que permitia que os idosos com capacidade de mobilização independente, fossem passar o dia nas instalações do lar e ali usufruíam das refeições e conviviam comos demais, regressando a suas casas no final do dia.



  Actualmente o Lar tem dois polos de acolhimento que no total albergam 70 utentes.
  É de louvar um projecto desta envergadura! Tudo começou em 1991 e em 2026, a ASSM continua a sua missão. Ocupemos, pois, todos os lugares que o lar disponibiliza e não esqueçamos de dar oportunidade aos das nossas famílias, pois são também ou mais até, necessitados e não têm outras hipóteses melhores que o lar da associação da freguesia. Mesmo que haja pessoas de fora em fila de espera, é meu entender que se tenha a coragem e ousadia de optar primeiro pela entrada dos nossos familiares que se tornaram associados, que sempre pagaram as suas quotas e sempre viveram na esperança de na sua “vez” beneficiarem dos bons serviços do lar da terra.



                
  



Antes de mais, espero que fique bem explícito, eu não sou contra a entrada de pessoas que não residam na nossa aldeia. Simplesmente acho que os idosos da terra, devem ter alguma vantagem, já que o lar é da freguesia, mesmo sendo apoiado pelo Estado, também é apoiado pelas pessoas da terra.
  A ASSM é uma associação de bem fazer, de solidariedade e que defende os interesses da comunidade e não os interesses pessoais de alguns. Esta obra foi construída com a ajuda de muitas pessoas e entidades e é impossível administrar uma associação sem cometer erros, por isso críticas é sempre bom que as haja, mas que ajudem a melhorar. É por isso que eu faço chamadas de atenção, apelos ou críticas, mas nunca escondido no anonimato.
  E vós que pensais?