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26/02/2026

A PRESENÇA NA INTERNET DA FREGUESIA DE MALCATA

 


 A página da Freguesia de Malcata é mesmo uma pobreza!
 A escassez de informação e de conteúdos é tanta que mais valia
acabar com ela.
 Assim como tem estado, está a dar uma péssima imagem da nossa freguesia. Esta página tem de ser a primeira porta de entrada dos cidadãos que desejam conhecer e visitar a aldeia.
 A situação em que se encontra é a imagem da pobreza e da inactividade do executivo desta Junta de Freguesia que desde 2017 governa a freguesia. É até motivo de desconfiança dado que a sua existência não está voltada para facilitar o acesso a informações e leitura de documentos, mas sim porque a lei exige que todas as Freguesias tenham a sua página online. Parece ser mais importante pagar as despesas da sua manutenção a uma empresa de informática e esquecer a verdadeira finalidade da página.
 

 A mensagem do senhor Presidente da Junta é clara, mas irrealista:
 "Um novo meio de comunicação e de informação para a população e para todos aqueles que nos visitam.
 Nesta página encontram informação da freguesia, designadamente sobre sua História, eventos e notícias da atualidade, bem como assuntos de interesse dos cidadãos e toda a informação institucional".

 Haverá alguém que me explique a serventia da página da freguesia?

24/02/2026

GUARDAR CABRAS EM MALCATA

 




 Entre Quadrazais e Meimão e a 10 Km da cidade do Sabugal, existe há centenas de anos um lugar de nome Malcata. Escapou ao apagão da última reforma administrativa que se fez em Portugal e mantém a Junta de Freguesia. Com uma população bastante envelhecida, vivem pouco mais de duzentas pessoas, a Junta de Freguesia é o que resta da presença do Estado.

 Há uns anos perdemos a escola primária e a creche, numa daquelas facadas vindas de Lisboa, sem dó nem piedade. Não justificava estarem de portas abertas porque crianças não havia em número satisfatório para pagar os honorários dos professores. O mesmo aconteceu ao Posto Fiscal, que durante muitos anos esteve sempre ao serviço do Estado.
 O afastamento das pessoas que procuraram assim encontrar melhores condições de vida noutras terras, noutros países, é uma das causas de tanto encerramento e de tento sofrimento. Foram ficando os mais idosos, que foram e vão resistindo dia a dia, até que embarquem na última viagem, com bilhete 
só de ida.



 Infelizmente esta é a realidade na nossa aldeia e também nas outras da nossa região raiana. E o pior disto tudo é sentir que estamos abandonados, atirados à nossa sorte, remetidos à vida humilde e sem grande sentido. Muitos são os que não fazem ideia de que a nossa aldeia existe, o que ouvem é falar do famoso lince ibérico, que desapareceu, fez o que muitas pessoas também fizeram, saltou a cerca e afastou-se para outras terras à procura de sustento, de coelho de boa qualidade e que não lhe complicasse a saúde. Ficaram na floresta outros animais e aves e uns sobrevivem, outros vão andando como a natureza lhes permite andar. Acabam por se afeiçoar aos humanos e desistem das caçadas nocturnas na aldeia. É que até as pitas
são cada vez menos e só encontram capoeiras vazias, não vale a pena arriscar a vida!
 É uma lástima geral, logo agora que todas as ruas e becos estão calçadas, não haver quem as pise durante a maior parte do ano.
 Não acham que é tempo de mudar alguma coisa? Continuar a fazer o mesmo, não dizer quase nada sobre as cabras, os pastores, os cabritos, sim os cabritos já pulam lá para a serra e não largam as tetas da mãe, lá vão indo algumas pessoas caminho arriba e regressam com imagens de tudo para mostrar que estiveram por lá, mas nada falam, nada explicam a quem já nem tem forças para ir à festa da carqueja. Afinal, o que andam a fazer nos baldios e o que andam os compartes a engendrar para o futuro? Alguém que fale.  



22/02/2026

ACEITAR OS DADOS DO CORAÇÃO

    

                                    

  O homem foi criado com inteligência, vontade e liberdade.
  Deus criou toda a natureza para estar ao serviço do Homem, que
 deve viver e respeitar, eleger, agir para desejar a felicidade.
  O pecado deforma a pessoa.
  O demónio personifica o mal e é ele pega o incêndio de ódio nos corações, dando origem às invejas, às guerras e todas as outras desordens morais.
 No mundo há muitas pessoas e organizações que trabalham para o demónio, algumas apresentam-se como ofertas envenenadas.
 Ter fome é uma coisa normal e temos necessidade de comer.
 Vivemos numa era da manipulação das pessoas, com falsas promessas de emprego, falsas propostas políticas e de ídolos tik tok que lhes chamam "influencers", que nascem todos os dias e nos matraqueiam sem parar, pedem-nos amizades interesseiras que só duram até ao que lhes interessa e convém fazer, dispensada antes até que a outra pessoa descubra que de amizade não tem nada. 
 A grande tentação, ou uma das grandes tentações dos nossos tempos é aquela que o povo mais facilmente se deixa ir: um emprego, algum dinheiro, uma casa para viver, mesmo sem olhar à forma de fazer., porque o que interessa é que a pessoas se sinta protegida por essa pessoa.
 
 Há pessoas que facilmente confundem os dois campos, porque têm a sua consciência mal formada. Estou a lembrar-me de uma pessoa que depois de não ter ganho uma questão em tribunal, que envolve uma determinada quantia de dinheiro, em dívida à Segurança Social. O que essa pessoa nunca aceitou é que o réu, durante o tempo que pertenceu aos corpos sociais da instituição que ele mesmo e um grupo de amigos criou, o povo sempre o apoiou e a assembleia geral aprovou o seu desempenho, deixando obra feita e cofre cheio. Agora que tudo estava resolvido, esta pessoa parece querer mais e não perdoa a negligência praticada, mas  esquece-se que também a praticou durante algum tempo, mas disso nada fala. Se havia dinheiro para pagar e sanar de vez o problema, então porque insistir novamente em sentar o outro no “mocho” do tribunal?
 Há momentos na nossa vida em que necessitamos de sair da confusão em que vivemos e ir para um lugar mais isolado, em busca do essencial.   Precisamos de parar o que andamos a fazer, entender quem somos, onde estamos, o que fazemos e com que objectivos vivemos.
 O homem cristão não fecha o seu coração aos problemas. E a primeira etapa para superar o problema, é admiti-lo. Façamos todos nós um esforço para perdoar aqueles que nos magoaram e não guardar mais ressentimentos. Por que precisamos nós de guardar rancor? É apenas porque gostamos de estar nos comandos? Talvez seja altura de abandonar a nossa necessidade de dominar e controlar os outros. Perdoar alguém não é fácil, mas quando pedimos ajuda a Deus conseguimos perdoar. O passado já lá vai, é para ir esquecendo o mal e não continuarmos no presente a viver dominados por feridas do passado.

 

18/02/2026

QUARENTA DIAS ATÉ À PÁSCOA

 

Ninguém está irremediavelmente perdido!

“Reconhecer os nossos pecados para nos convertermos é já um presságio e um testemunho da ressurreição: significa, efetivamente, não nos determos nas cinzas, mas levantarmo-nos e reconstruirmos.”

Papa Leão, na homilia da Missa de Quarta-feira de Cinzas de hoje.

16/02/2026

AS DUAS VERDADES

 


 Contam que numa pequena aldeia
havia um lavrador muito rico.
 Ele propôs desafiar os moradores da aldeia
e o desafio era em forma de mímica. 
Quem o vencesse ganharia um grande prémio em dinheiro. 
 Acontece que muitas pessoas apareceram para desafiá-lo e ninguém o vencia.

 Certo dia, um estudante universitário
foi passar o fim de semana nesta aldeia,
soube do facto e resolveu desafiar o lavrador.
 Desafio aceite, o lavrador mostrou-lhe um dedo.
 O jovem estudante mostrou-lhe dois dedos.

 O lavrador mostrou-lhe três dedos.
 O jovem mostrou-lhe a mão fechada como se
fosse dar-lhe um soco.
 O lavrador ofereceu-lhe uma maçã.
 O jovem recusou e mostrou-lhe um pão.
 O lavrador abraçou-o e entregou-lhe o prémio.
                     -- // --

Ao perguntarem ao jovem como é que ele tinha conseguido ganhar o desafio, ele respondeu:

- Foi a coisa mais banal do mundo.
 Ele mostrou-me um dedo como que a dizer-me
que iria furar o meu olho. Então mostrei-lhe dois dedos, como a dizer-lhe que furaria os dois olhos dele.

 Ele mostrou-me três dedos, como quem iria arranhar-me a cara. Eu mostrei-lhe um punho fechado,
mostrando que iria dar-lhe um soco na cara.
Então ele ofereceu-me uma maçã,
como se estivesse a pedir desculpa.
Eu, porém, mostrei-lhe o meu pão,
mostrando-lhe que não queria a maçã que ele me oferecia.

Ele abraçou-me e entregou-me o prémio!

As pessoas acharam isso tão absurdo, que decidiram perguntar ao fazendeiro e ele então respondeu:

- Quando o jovem chegou eu mostrei-lhe um dedo,
dizendo com isso que Deus era um só.

Ele mostrou-me dois dedos,
dizendo-me que Deus era Pai e Filho.

Eu então mostrei-lhe três dedos,
dizendo que Deus era Pai, Filho e Espírito Santo.

Ele mostrou-me a mão fechada,
dizendo-me que Deus era os três reunidos num só.

Então, eu mostrei-lhe a maçã
dizendo-lhe que por causa de um fruto 
o homem cometeu o pecado.

E ele ao mostrar-me o pão,
disse que Deus deu o seu próprio corpo
para livrar-nos do pecado.

Logo, ele mereceu ganhar o prémio! 

MORAL: CADA PESSOA ACREDITA
       NA SUA VERDADE, NO QUE ENTENDE!!