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29/11/2025

MALCATA: CARTA ABERTA À JUNTA E AOS MALCATENHOS

 

  Aos membros da Junta de Freguesia de Malcata,
  aos malcatenhos em geral,
  

 Venho através desta carta aberta, em meu nome, cidadão natural da freguesia de Malcata, mas residente na região norte do país, apresentar a minha insatisfação relativamente às falhas e, muitas vezes, inexistente informação nas páginas digitais da nossa freguesia, a cargo da Junta de Freguesia, que lembro, são canais oficiais na internet.
 É incompreensível que, depois de duas renovações do website da Junta de Freguesia e das páginas das redes sociais Facebook e Instagram e ainda a subscrição das Newsletter da freguesia, não estejam a cumprir o seu papel de uma verdadeira ponte entre a Junta de Freguesia e os cidadãos naturais de Malcata. A falta de informação institucional actualizada e acessível a todos, independentemente do ponto geográfico em que residem os cidadãos, não é apenas inconveniente, preocupante; é uma falha e uma atitude de desrespeito pela lei, pelos direitos dos cidadãos ao acesso a informação, no fundo, é um obstáculo à clareza do trabalho da autarquia.
 A ausência crónica de informação importante, como o acesso a documentos e notícias essenciais, como as actas das reuniões da Junta, das Assembleias de Freguesia, dos Avisos e Editais, deixa qualquer malcatenho indeciso, baralhado e impedido de poder vir a participar mais activamente na vida política, social e comunitária, porque ao não ser informado a tempo, é como se não se desejasse que o cidadão comum participe na vida cívica da freguesia.
 E a solução destas falhas de informação até são fáceis de executar, não exige gastos avultados, apenas o compromisso e o cumprimento das propostas apresentadas pelo senhor presidente, na mensagem de apresentação da actual página oficial da freguesia. E para começar a funcionar melhor a informação, basta começar por nomear e responsabilizar um membro da Junta de Freguesia pela manutenção, verificação e actualização diária do conteúdo da página oficial, dando as garantias possíveis de que a informação está correcta.
 Hoje numa era da digitalização, a Junta de Freguesia deve dar o exemplo de abertura, de bem-receber e informar, de transparência e de desejar que a freguesia se mostre ao mundo como lugar de união, de proximidade e felicidade.
 A resposta a esta minha carta também pode ser pública. Aguardo então que implementem medidas no sentido de melhorar as relações com todos os cidadãos, em especial com os malcatenhos. Isto sim, é importante.
 Saúdo todos os membros da Junta de Freguesia e subscrevo-me, com
os melhores cumprimentos, sempre em defesa dos interesses comuns dos malcatenhos, de todos os malcatenhos,
                                           José Nunes Martins

  

27/11/2025

SE BEM ME LEMBRO...HÁ 56 ANOS JÁ ISTO ACONTECIA!

 



Surpreendidas? Não, é o costume...não interessa.

   Lê-se no Jornal que:
  "Aristides da Fonseca Prata, deslocou-se a Lisboa para tratar de vários problemas do concelho, junto dos respectivos departamentos do Estado.
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PLANO DE ELECTRIFICAÇÃO
  Os atrasos na Electrificação das aldeias são motivo de descontentamento. Ficou marcada uma nova reunião de trabalho para o próximo ano.

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  APROVEITAMENTO HIDRÁULICO DO RIO CÔA
  O sr. Aristides lembrou a necessidade de estudar a construção de duas represas no Rio Côa, para fins agrícolas e de turismo.

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  ABASTECIMENTO DE ÁGUA
  Foi tratado o assunto sobre o abastecimento de água a Quadrazais, Rendo e Casteleiro.

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  VARIANTE DA ESTRADA NACIONAL NA TRAVESSIA DA SEDE DO CONCELHO
  Na Junta Autónoma de Estradas o sr. Aristides expos mais uma vez o
magno problema do prosseguimento da variante da Estrada Nacional, tendo sido solicitado que, a verificar-se a impossibilidade de satisfação imediata da grande aspiração da Vila do Sabugal, fosse marcado definitivamente o seu trajecto a fim de possibilitar a urbanização da zona contígua - das mais adequadas para a expansão da sede do concelho.
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VIAÇÃO RURAL
  Numa reunião com o sr. Governador Civil, foi passado em revista a situação das estradas rurais do concelho.
  Foi também falado o problema das ligações entre as freguesias que são do maior interesse para o desenvolvimento económico das povoações e para o fomento dos transportes colectivos e criação de novas carreiras. Contam-se entre estas as ligações entre Baraçal e Vila de Touro, Ozendo-Soito, Penalobo-Bendada, Vilar-Maior-Estrada Nacional de Vilar Formoso".
     Lido no Amigo do Sabugal, 30 de Novembro de 1969 . Estas notícias foram dadas pelo Governador Civil da Guarda, à época dos factos. Câmara Municipal ficou calada.


  Todas estas informações que aqui vos trouxe, foram publicadas no Jornal A Guarda, que depois foram também aproveitadas para serem divulgadas no semanário “AMIGO DA VERDADE” (Suplemento amigo do Sabugal)!
  Este é um exemplo do péssimo serviço de informações da Câmara Municipal desta época, pois reporta-se ao ano de 1969, 30 de Novembro. Vão passados 56 anos…e pouco se alterou.
  No passado e no presente, as pessoas gostam de saber como vai a actividade da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia, como estão os autarcas a zelar pelos seus interesses e por isso, se interessam por informação para satisfazer esse desejo de ficar ao corrente do que se passa à sua volta.
  A Freguesia de Malcata tem escolhido uma política oposta à transparência e à informação, não partilha a informação obrigatória e opta pelo silêncio e que eu condeno. Como é possível a Junta de Freguesia não publicar aqueles documentos a que está, por lei, obrigada a cumprir? Porque não usa as suas páginas da internet para exercer uma política verdadeiramente próxima e aberta a todos? Eu sei que a Junta de Freguesia tem obrigação de prestar contas, de informar e solicitar à Assembleia de Freguesia a análise de várias matérias e decisões que deseja levar a cabo. E os fregueses que moram na freguesia? Então e os malcatenhos que vivem longe e continuam com diversos interesses em território da aldeia?
  A Junta de Freguesia de Malcata só tem a beneficiar e a ganhar com a disponibilidade de informação de interesse para os malcatenhos e para a sua comunidade. E se precisarem de ajuda ou mais espaços na internet, ofereço este meu “sítio” para publicar o que for importante publicar, sem pagar por isso. Basta que enviem a informação e como desejam ser divulgada.
  A Junta de Freguesia só faz bem em comunicar com os malcatenhos e hoje é tão fácil e tão rápido!


Ano de 1969, 30 de Novembro, 
as notícias sacadas a ferros!

José Nunes Martins

23/11/2025

SERÁ QUE ME CONTARAM BEM?

As obras e o poste que passou a incomodar. 
   

  A obra de requalificação do adro da igreja paroquial de Malcata, no cruzamento da Rua da Ladeirinha e da Rua de Baixo, com ligação ao adro da igreja, na freguesia de Malcata, parou por causa de um poste de iluminação pública. Foi demolida uma casa e a questão que eu aqui deixo é se ainda continuam à espera da entidade competente para remover o poste?
   Dizem que em Portugal, para se remover um poste de iluminação pública, há necessidade de preencher uma série de requerimentos: uma equipa para desligar os fios eléctricos, para que se possa agendar a deslocação ao local e depois outro requerimento para se poder deslocar o poste de cimento para outro sítio, que precisa de novo buraco, sem esquecer de tapar o buraco antigo e depois novamente a equipa que se responsabilize pela ligação dos cabos e deixar a electricidade passar sem problema.
  Será que o poste ainda está lá? Até é natural que já tenha sido feito o pedido para remover o poste de iluminação. As obras, que se fizeram neste último Verão, foram feitas com a colaboração da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia. Sendo esta obra uma melhoria para a igreja paroquial e para a freguesia, não deixa de ser uma situação de algum perigo que aquele poste no meio da rua pode vir a causar. A demolição da casa de habitação que ali existia, permitiu o alargamento daquele espaço e fez com que o poste de iluminação pública pareça deslocado. O que aqui podemos estar a assistir, é que pode não ser só a deslocação do poste para outro buraco mais afastado.
  Esta operação, que até parece fácil de se realizar, pode muito bem tornar-se mais difícil, pois se houver necessidade de alterar a rede eléctrica existente (que me parece haver alteração), obrigará a outros estudos técnicos e a demorar mais tempo a resolver a situação. A pergunta, que também quero aqui deixar é esta: A EDP foi avisada do início dos trabalhos?
  A mudança do poste deve ter sido coordenada com quem estava a fazer as obras de demolição. Se assim fizeram, então já a situação devia estar resolvida. Que fazer quando mesmo no uso de cidadania a preocupação e resposta, ou falta dela, de quem tem a obrigação é de indiferença? A retirada do poste do local onde agora se encontra (caso lá continue) representa uma melhoria para a população e um total respeito pelo mobilidade, principalmente para quem usa automóvel e que se vê obrigado a circular pela rua com todos os riscos que isso representa.
  Por isso, se o poste ainda lá continua, que fazer? 

                                              
Em Agosto, lá estava o poste a incomodar

  PS: Agradeço informação mais actualizada. Obrigado. 

20/11/2025

ASSEMBLEIA GERAL NO LAR DE MALCATA

 

Um agradecimento eterno

ao Ti Manel Cidades

A Associação de Solidariedade Social de Malcata é a concretização progressiva de um sonho.
Uma ideia que é hoje uma realidade e o resultado do trabalho de muitos que importa recordar na certeza de que a instituição continua a seguir com o mesmo espírito de solidariedade dos tempos em que o sonho despontou. É bom que todos os sócios e utentes se lembrem disso. 

No próximo dia 22 de Novembro, sábado, realiza-se uma Assembleia Geral-cuja convocatória foi já divulgada e, porque estar presentes nas assembleias para além de um dever é também a melhor forma de sentir o pulsar do lar, saber das suas dificuldades e êxitos, é bom que os sócios participem. 



Convocatória para a A.G.

FESTAS DE MALCATA: OS TEMPOS SÃO OUTROS

 



  As festas da nossa freguesia têm de ser rijas, barulhentas, com muita música, diversão e bar aberto.
  Têm sido assim as Festas de Malcata nestes últimos tempos, bem diferentes das festas que eu vivi na minha infância. Nesses anos 60,70 e 80, era uma festa simples, humilde, em que participavam os moradores da nossa aldeia e os filhos que trabalhavam fora, mas que queriam marcar a sua presença na festa. Dias de festa e de muita devoção, muito trabalho para os mordomos e as suas famílias, as contas só se faziam no fim, mas havia duas ou três coisas que não podiam faltar: alvorada de foguetes, banda da música e procissão, missa solene e outra procissão, as duas em volta da aldeia. E ainda havia outra coisa que era fundamental ser feita e bem: o Ramo, com música de concertina e da banda da música, que muito contribuíam para animar-nos e o sucesso da arrematação das ofertas das pessoas. Pouco importava se a rua era de terra batida ou de pedra polida e gasta ou o Rossio se mostrasse com o chão aos remendos, nada impedia a animação, não havia palco, bastavam uns bancos de madeira para os músicos tocarem sentados e uma cadeira para o acordeonista poder tocar sem se cansar. As gargantas dos homens gritavam alto e bom som os lances  das pessoas, faziam-se ouvir bem na fonte e não precisavam de microfone, tinham era de ir bebendo para manter a forma.

  Toda a aldeia vivia e sentia os dias que antecediam a festa. Era uma festa grande, a maior da nossa aldeia, sempre com muita gente.
  Mudam os tempos, mudaram as vontades e hoje a nossa aldeia mais parece uma terra que se quer aproximar de Lisboa. Tenho a sensação de caminharmos para uma espécie de Rock In Rio, ou NOS ALIVE em formato muito mais reduzido.
  A fé e a devoção já pouco interessa e as Festas Malcata no segundo domingo de Agosto, são apenas um pretexto para uma semana de diversão, de farra e olhos inchados da falta de descanso nocturno. A tradição, os costumes autênticos e o descanso que todos têm direito a gozar, não são tidos em consideração, pois festa é festa e enquanto houver um festivaleiro na praça, a festa não acaba.
  E não adianta nada dizer contra os programas das festas ou como elas são programadas, pagas, apresentadas e no fim mostrar a factura, o lucro e o destino a dar ao dinheiro que sobrou. 
  Cada comissão de mordomos faz como quer, todos os mordomos são responsáveis e por isso nem é preciso atribuir os cargos de “presidente”, de “secretário” ou de “tesoureiro”, muito menos de “fiscal”, pois tudo tem de correr bem. Estão a esquecer-se da história e do passado. Uns conseguiram, mas outros meteram a mão onde não era suposto. Ainda hoje há coisas e comportamentos por explicar.
  Tendo em conta a realidade da nossa aldeia, importa preservar e procurar manter as tradições de pé e sempre que for possível de forma transparente e que prestigie a nossa gente, a nossa freguesia.
  Ajudar, colaborar, com certeza que sim. Mas sempre com a apresentação da festa, da prestação clara das contas e isto é o mínimo que se pode exigir. As pessoas da freguesia não devem disporem-se a pagar a festa sem qualquer controlo e pagar alguns desmandos.
  Isto é a minha opinião, porque aos mordomos não lhes é atribuído liberdade total para organizar e realizar a festa, é-lhes confiado naquele ano a missão de servir e estar ao serviço do povo.
  Apesar de tudo, sabendo eu, que os tempos de hoje são diferentes, ainda há muito de positivo na nossa grande festa. Continua a ser uma semana que anima e que chama as pessoas à nossa terra. Portanto, aos mordomos da Festa, desejo que continuem a sentir orgulho da missão que têm nas mãos e que se sintam com vontade e força de trabalhar, na certeza de que, não agradando a toda a gente, tudo farão por isso e se dedicarão com empenho e compromisso à organização da próxima festa. 
                                             
                                                                  José Nunes Martins  

                                                                                                                              Recordações de outras festas
                                                                                                                                         em Malcata