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14/06/2014

MALCATA E A SERRA

Assm, novo lar de Malcata


MALCATA E A SERRA

Passado Presente com Futuro

Malcata é uma terra cada vez mais conhecida e o seu nome vem quase sempre ligada à serra com o mesmo nome, Serra da Malcata.
As recentes mudanças e melhorias ocorridas na pacata aldeia do interior têm contribuído enormemente para manter viva uma aldeia bem portuguesa e as pessoas que nela vivem ainda acreditam num futuro melhor.
Muitos de nós recordamos aqueles tempos, não muito longínquos, em que se ia à Fonte da Torrinha ou à Fonte Velha com os cântaros de barro buscar a água para cozinhar, para lavar o corpo, para beber e claro, também para o gado.
Agora a aldeia tem saneamento básico e água nas torneiras, as curvas perigosas da velha estrada para o Sabugal desapareceram e a viagem faz-se com mais segurança e conforto, graças às obras de requalificação da via. Também as comunicações telefónicas e a internet  são agora uma melhoria sentida por aqueles que quiseram ligar-se ao mundo. Mas apesar de ser uma ajuda para vencer distâncias, por si só, não estão a ser capazes os custos da interioridade manifestada num êxodo das suas  e que levou ao encerramento da creche-infantário, da escola primária, de comércios, da queijaria e agora o desemprego está a atingir quem trabalhava na construção civil. A triste sina de Malcata é assistirmos às obras de ampliação do cemitério e do Lar de idosos. As consequências desta realidade estão à vista: as crianças e os jovens são obrigados a sair da aldeia e acabam por ficar pelas cidades que lhes proporcionam um melhor  futuro.
Perante tantas dúvidas e tantas incertezas pergunto:  Malcata tem futuro? O passado de Malcata é ou não importante para compreender o presente e projectar o futuro?

12/06/2014

DE MALCATA ATÉ PONTE DE LIMA


José Rei
Malcata e a Serra, obra escrita por José Rei

      A comunidade escolar de Ponte de Lima associou-se e homenagiou o nosso conterrâneo que inesperadamente nos deixou. A igreja nova do Prado, Vila Verde ali ao lado de Braga, encheu com amigos, 
alunos, professores e um grupo de malcatanhos que viajaram  em autocarro de Malcata até junto do Zé Rei e família. Também marcaram presença os malcatanhos que vivem aqui pelo norte.


      Ao Homem 
   Ao Amigo
         Ao Professor
                                                                           A nossa eterna gratidão                      


 
   A marca Malcata tem cada vez mais valor. Somos nós os malcatanhos que podemos ou não acrescentar valor à nossa terra através de várias formas e meios. E os malcatanhos que vivem fora da aldeia temos sabido fazê-lo.
   O nosso conterrâneo José Rei, Zé Rei como carinhosamente foi sempre chamado em Malcata, colheu aquilo que durante anos sabiamente semeou e hoje o grupo de malcatanhos que estiveram presentes nas cerimónias religiosas foram testemunhas do valor do homem que inesperadamente partiu para outras serras .
   Os alunos do 11º H do Zé Rei também estiveram presentes e quiseram dizer umas palavras acerca do Professor Rei:
 
 "Não estamos habituados a falar de outra vertente deste ilustre homem que não seja a de nosso mestre e orientador, porque é a única que conhecemos- e bastou para que as saudades se instalassem. Foi um grande privilégio, porque de qualquer maneira o professor não era apenas um professor: era O Professor que estava sempre do nosso lado, com uma paciência inabalável.
   "Não queiram coisas difíceis com o mínimo esforço" e "Devagar que temos pressas".
    "A vida não é fácil e se alguém vos disse que a vida é fácil, enganou-vos"
   Mas apesar das farpas da vida, ou talvez porcausa delas, também nos apelava:
   "Façam o favor de serem felizes"

08/05/2014

LAR E CENTRO DE DIA DE MALCATA CELEBROU 19 ANOS

 Carlos Clemente acompanhado de Jacinto Dias
e Delfina Leal no 19ºAniversário da ASSM
(Foto Jornal Cinco Quinas)
  No passado dia 3 de maio, sábado, a ASSM (Associação de Solidariedade Social de Malcata) comemorou 19 anos de vida.
   Como é habitual, a festa começou com a eucarístia presidida pelo pároco da aldeia, o padre Eduardo.
   Outras autoridades oficiais também marcaram presença: Delfina Leal, vice-presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Jacinto Dias, director do Centro Distrital da Segurança Social da Guarda, todos os utentes e funcionários do Lar e Centro de Dia e os cidadãos que desejaram participar na festa.
  A ocasião foi aproveitada para anunciar que no próximo dia 28 de Junho, as obras de ampliação do Lar e Centro de Dia vão ser inauguradas. Estas novas instalações vão permitir a entrada de novos utentes e a transferência de alguns idosos que  já estão no Lar mais antigo.
   Ao Jornal Cinco Quinas, o director da Segurança Social da Guarda revelou que os 17 funcionários que agora trabalham na instituição irão ser reforçados com a entrada de novos colaboradores.
   Feliz e satisfeita esteve a direcção da ASSM, especialmente o seu presidente, Carlos Clemente.
 


  

23/04/2014

SABUGAL E OS LIVROS

DIA MUNDIAL DO LIVRO
   O dia 23 de Abril é comemorado como o DIA MUNDIAL DO LIVRO. É uma data simbólica para a literatura mundial instituido pela UNESCO em 1995. A data foi escolhida por ser um dia importante para a literatura mundial, pois foi a 23 de Abril de 1616 que faleceu Miguel de Cervantes e a 23 de Abril de 1899 nasceu Vladimir Nabokov. Também neste dia de Abril nasceu e morreu o escritor inglês William Shakespeare
   A data serve também para chamar a atenção para a importância do livro como bem cultural, essencial para o desenvolvimento da literacia e desenvolvimento económico.
   E para celebrar este dia deixo-vos uma série de livros que, para mim, são importantes para conhecer melhor o concelho do Sabugal e as nossas origens. São seis obras que escolhi em tantas que foram já publicadas, tendo apenas a pretensão de contribuir para desenvolver a auto-estima dos sabugalenses, vivam eles onde vivam.


A MINHA ESCOLHA



FORCÃO
Capeia Arraiana


 
MALCATA 
E A SERRA



 
MARIA MIM


MEMÓRIAS DE INFÂNCIA



 O MEU ARRAIAR
Por Terras do Sabugal



TRÊS VIDAS AO ESPELHO



   Escolhi estes seis livros porque são exemplares que eu tenho em casa e que já tive a oportunidade de ler, alguns mais do que uma vez e nunca me senti aborrecido enquanto lia. Façam a experiência de ler qualquer um destes livros, sem pressas, ficarão surpreendidos convosco mesmos.
Boas leituras!


09/04/2014

EVENTOS ANIMAM A ALDEIA DE MALCATA

No dia 6 de Abril realizou-se, com grande sucesso, a III Maratona BTT “Terras do Lince”, evento que trouxe à nossa região, ao nosso concelho, a Malcata mais de quatro centenas de visitantes. Trezentos e cinquenta praticantes deste desporto em constante expansão alinharam à partida e percorreram durante várias horas as ruas e os caminhos de Malcata (povoação e serra), serpenteando quilómetro a quilómetro o tracejado da prova. Paisagens inebriantes, sol e brisa refrescantes, pessoas simples e colaborantes estiveram à disposição desta jornada que animou de que maneira a nossa terra. Fora alguns percalços e pequenas ocorrências para um acontecimento com tamanha envolvência, tudo decorreu como se esperava. A satisfação de quantos chegavam à meta era notória. Depois, os banhos e o almoço (feijoada de javali) muito bem confecionada por uma equipa dedicada, chefiada pelo competentíssimo chefe Carlos Morais, no Pavilhão Carlos Clemente. Algumas lembranças entregues aos primeiros classificados e o obrigado e adeus sentido de quantos vieram de longe com a promessa de que para a próxima cá estarão.
A Associação Cultural e Desportiva de Malcata quer agradecer a todos quantos abnegadamente colaboraram que esta Maratona BTT tenha obtido tanto sucesso, de modo particular ao povo Malcata que tanto empenho tem demonstrado em todos os eventos organizados. Mais uma vez fomos um bom exemplo de união, organização e hospitalidade, valores que tanto nos caracterizam. Faço votos para que nunca percamos estes valores.
O nosso programa de atividades continua. A Festa da Carqueja 2014 vem aí, dias 10 e 11 de Maio, com o programa aliciante do qual destaco no dia 10 a Taça de Atletismo de Montanha ( etapa nacional ) e a Corrida do “Lince da Malcata”, e no dia 11 Caminhada e Almoço no Espigal (no interior da nossa serra). Aqui fica desde já o nosso convite: Venham e participem!...
Post Scriptum / Desabafo: Perante a realidade com que nos defrontamos – a desertificação e o abandono do interior – e o esforço que muitos de nós fazemos de trazer pessoas até às nossas terras temos encontrado cada vez mais dificuldades em organizar este tipo de eventos. As limitações provocadas por leis, ordenamentos e organizações que nos dominam estão cada vez mais a dificultar o voluntariado das associações, particularmente da Acdm. Ordenamento da Albufeira, Ordenamento da RN da Serra da Malcata, mais isto, mais aquilo… Eu até compreendo que se zele pelas leis e instituições e defendam os seus postos de trabalho. Mas será que as leis são mais importantes que as pessoas? José Régio escreveu: ”um homem é um homem; um bicho é um bicho…” Não queremos ser mais dos que os outros elementos de um todo, mas aonde fica a empatia entre a gente e a serra? Sempre assim foi e ninguém nos poderá separar desta conivência. Queremos fazer parte deste nosso mundo, com respeito e fruição dos nossos recursos naturais; queremos ser dignos dos nossos direitos e obrigações. Não queremos ser uma “coutada” ou uma “reserva de índios”. É em harmonia com a natureza que desejamos continuar a viver.,,
Rui Chamusco

10/03/2014

ENTRElaços-Bracejo, história, design

Folheto do Workshop
   ENQUADRAMENTO
   Resgatar a tradição pela via da inovação é o mote de um projecto que pretende aliar a técnica artesanal do trabalho com o bracejo à criatividade e originalidade de designers.
   


OBJECTIVOS
   Criar uma linha de mobiliário e decoração com a marca Aldeias Históricas de Portugal, tendo o bracejo e o saber fazer como elemento distintivo e diferenciador do produto. A iniciativa está alicerçada na valorização dos recursos endógenos, numa lógica de eficiência colectiva que tem as seguintes permissas:

   - Criar valor acrescentado;
   - Reforçar a coesão territorial;
   - Gerar, captar e reter talento, de modo a criar emprego, dar vida e sustentabilidade a infraestruturas existentes e consolidar a capacitação institucional.


 É um projecto essencial para enfrentar o grande desafio de se alcançar o tão almejado desenvolvimento sustentável no território das Aldeias Históricas de Portugal.


Quem participa, onde, quando?

QUEM PARTICIPA?
Pessoas desempregadas, com espírito empreendedor e criativo, com idade igual ou superior a 18 anos.

ONDE?

Sortelha
Edifício da Junta de Freguesia de Sortelha

QUANDO?

21, 22 E 23 DE MARÇO 2014
(Sexta, Sábado e Domingo)

HORÁRIO:


 
21 e 22 de Março:  09h30 às 12h30 e 14h30 às 17h30;
23 de Março: 09h30 às 13h00.
PROGRAMA
21 de Março:
1-Apresentação do projecto de transformação do bracejo para a criação de uma linha de mobiliário e decoração com a marca Aldeias Históricas de Portugal;
2-Apresentação do ciclo produtivo e de transformação do bracejo;
3-Apresentação de propostas de designers.

22 de Março:
1-Experimentação da técnica artesanal de transformação do bracejo.
Observação: os participantes no Workshop devem trazer avental e tesoura de lâmina resistente ( necessário para a experimentação da técnica).

23 de Março:
Processo de recrutamento de formandos para integrar a formação-acção.



 INSCRIÇÕES:
 Data limite de inscrição:  18 de Março.
 As inscrições devem ser efectuadas via email para:
 tatiana.saraiva@aldeiashistoricasdeportugal.com
 
                                ou
Via Correio para:
ALDEIAS HISTÓRICAS DE PORTUGAL
Associação de Desenvolvimento Turístico
Praça da República
6250 034 BELMONTE


Mais informações aqui:
http://issuu.com/carinaribeiro/docs/folheto_entrelacos

https://www.facebook.com/ALDEIASHISTORICASDEPORTUGAL?ref=ts&fref=ts

27/02/2014

VISITA À RESERVA NATURAL DE MALCATA

Reserva Natural da Serra da Malcata(Malcata,Sabugal)


Por Cinco Quinas:
O
 secretário de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza, Miguel de Castro Neto, visitou a Reserva Natural da Serra da Malcata, no dia 26 de fevereiro, e foi recebido pelos presidentes das Câmaras Municipais do Sabugal e de Penamacor que também deram a conhecer o projeto “Linx Park”.
Com o objetivo de tomar conhecimento dos trabalhos de gestão da área protegida nos últimos cinco anos, nomeadamente das ações desenvolvidas na melhoria de habitat para o coelho bravo, mas também para avaliar os recursos e formas de valorização, de modo a contribuir para o desenvolvimento de atividades de turismo de natureza, o secretário de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza visitou a Reserva Natural da Serra da Malcata (RNSM).
No Salão Nobre dos Paços do Concelho do Sabugal, o presidente da Câmara Municipal, António Robalo, deu as boas vindas a Miguel de Castro Neto, e realçou que o Sabugal “é um dos concelhos do país com maior biodiversidade e geodiversidade” e que por essa razão este deve ser considerado pelo secretário de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza um “paraíso natural” e espaço de referência prioritária para o poder central.
Com um território de 827 km2 de área, o autarca do Sabugal destacou que
Com um território de 827 km2 de área, o autarca do Sabugal destacou que são muitos os pontos de interesse existentes” e que cabe “ao poder central, local, a todos os agentes e intervenientes no processo de desenvolvimento, agilizar, facilitar e criar formas e plataformas de entendimento para que todos estes patrimónios vários possam ser valorizados”.
O que os dois presidentes de Câmara pretendem é uma gestão conjunta da Reserva, localizada 70 por cento no concelho de Penamacor e 30 por cento no do Sabugal, pois as restrições que existem nessa área protegida acabam por condicionar o desenvolvimento da mesma, nomeadamente em termos desportivos e turísticos, mas sempre tendo em consideração a manutenção do habitat. “A Reserva não pode ser um obstáculo à presença das pessoas, mas sim facilitar a relação com o utilizador responsável, o usufruto do cidadão consciente”, sublinhou António Robalo. Para o secretário de Estado, a Reserva da Malcata “é no imaginário coletivo o solar do lince ibérico” e por isso mesmo “assim que estiverem reunidas as condições teremos novamente o lince neste território”, acrescentando que os parques naturais “não podem ser vistos como elementos que carregam um conjunto de restrições”.
A reintrodução do lince ibérico na RNSM deverá acontecer daqui a dois anos, depois de reunidas as condições para o seu regresso e garantida a sua sustentabilidade, através da criação de parques para a introdução do coelho bravo, base alimentar do lince. Só depois deste processo concluído, que terá a duração de dois anos, será avaliada a situação.
Nesta visita, o edil do Sabugal aproveitou ainda para falar sobre a candidatura à Carta Europeia de Turismo Sustentável e da classificação que o Municipio quer obter para o território transfronteiriço que engloba os municípios de Sabugal e Penamacor e das mancomunidades do Alto Águeda e Sierra de Gata.
Está assim previsto que o dossier de candidatura seja entregue em fevereiro de 2015, avaliado em junho e galardoado em setembro de 2015.
Com a marca “Lynx Park” (Lince Parque),
A reintrodução do lince ibérico na RNSM deverá acontecer daqui a dois anos, depois de reunidas as condições para o seu regresso e garantida a sua sustentabilidade, através da criação de parques para a introdução do coelho bravo, base alimentar do lince. Só depois deste processo concluído, que terá a duração de dois anos, será avaliada a situação. Nesta visita, o edil do Sabugal aproveitou ainda para falar sobre a candidatura à Carta Europeia de Turismo Sustentável e da classificação que o Municipio quer obter para o território transfronteiriço que engloba os municípios de Sabugal e Penamacor e das mancomunidades do Alto Águeda e Sierra de Gata. Está assim previsto que o dossier de candidatura seja entregue em fevereiro de 2015, avaliado em junho e galardoado em setembro de 2015. Com a marca “Lynx Park” (Lince Parque), “estamos a desenvolver um processo inovador de definição duma estratégia comum e integradora para o potencial de recursos patrimoniais que este território envolve, pretendendo que este trabalho seja orientador para intervenções de referenciação, recuperação, preservação, conservação, promoção, animação e divulgação a candidatar ao próximo quadro comunitário, explicou o presidente da Câmara do Sabugal, evidenciando também que este projeto “vai valorizar nesta raia espanhola e portuguesa os valores de património natural, edificado, etnográfico e cultural e promover a sua salvaguarda”.
Miguel de Castro Neto também teve a oportunidade de ficar a conhecer este novo projeto que considerou
Miguel de Castro Neto também teve a oportunidade de ficar a conhecer este novo projeto que considerou “muito interessante e que pretendo acompanhar, ficando ao dispor para prestar o apoio político que for necessário”.
António Robalo, na sua intervenção, referiu ainda que
António Robalo, na sua intervenção, referiu ainda que 60 por cento do concelho do Sabugal está englobado na Rede Natura 2000”. Em relação a isso, o secretário de Estado afirmou que é necessário “criar mecanismos em que o facto de termos em certos territórios mais Rede Natura, mais património natural, não seja um constrangimento à atividade económica e sim algo diferenciador que pode potenciar o desenvolvimento económico”. Desta forma, o Governo prevê, para estes territórios que integram a Rede Natura 2000, “um modelo económico-financeiro, para que estes municípios que não podem, tal como outros, desenvolver certos investimentos na área da construção e que não conseguem assim um maior retorno económico, arranjar mecanismos de redistribuição desses retornos”.
Ainda no Salão Nobre, Miguel de Castro Neto assumiu que tinha expetativa de encontrar nestes dois concelhos“um pouco do país das maravilhas, tal como diz o repórter de imagem de vídeo da natureza, Luís Quintas ao apelidar Portugal dessa forma”.
Depois de recebidos no Sabugal, o secretário de Estado e a sua comitiva seguiu para a Reserva da Malcata, onde pode visitar a Casa Abrigo da Ventosa, e posteriormente, já em Penamacor, o Centro de Interpretação da Reserva da Malcata.
Os autarcas, António Robalo e António Luís Beites, continuam a lutar por aspirações já antigas no que respeita à Reserva da Malcata, esperando que esta visita a estes dois territórios “do país das maravilhas” consiga acabar com algumas restrições e assim potenciar o território desta área protegida.
Ainda no Salão Nobre, Miguel de Castro Neto assumiu que tinha expetativa de encontrar nestes dois concelhos“um pouco do país das maravilhas, tal como diz o repórter de imagem de vídeo da natureza, Luís Quintas ao apelidar Portugal dessa forma”. Depois de recebidos no Sabugal, o secretário de Estado e a sua comitiva seguiu para a Reserva da Malcata, onde pode visitar a Casa Abrigo da Ventosa, e posteriormente, já em Penamacor, o Centro de Interpretação da Reserva da Malcata. Os autarcas, António Robalo e António Luís Beites, continuam a lutar por aspirações já antigas no que respeita à Reserva da Malcata, esperando que esta visita a estes dois territórios “do país das maravilhas” consiga acabar com algumas restrições e assim potenciar o território desta área protegida.

AG, in Cinco Quinas,
Leia aqui:
 http://www.cincoquinas.net/?news=reserva-da-malcata-recebeu-visita-de-secretario-de-estado#

26/02/2014

SAPADORES FLORESTAIS DE MALCATA CONTINUAM

Assinatura do protocolo ( Foto do Jornal Cinco Quinas )
Vítor Fernandes, actual presidente da Junta de Freguesia de Malcata, esteve presente no passado dia 21 de Fevereiro, na cerimónia da assinatura do protocolo com a Câmara Municipal do Sabugal e  a Assembleia de Compartes da Freguesia de Malcata (12.500 euros que tanta falta fazem aos sapadores florestais) ficando garantida a continuação do trabalho que a ACFM tem vindo a executar na mancha florestal que rodeia a aldeia de Malcata.
   António Robalo, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, justificou este apoio, que foi concedido a 7 associações do nosso concelho, dizendo que “é um esforço financeiro enorme por parte da Câmara, pois estamos a falar de verba corrente para dar sustentabilidades a estas associações e equipas”. Realçou ainda que o concelho do Sabugal  “é muito rico em biodiversidade vegetal e é preciso preservá-lo, temos algumas manchas de espécies, como o carvalho negral, temos áreas protegidas, Reserva Natural da Serra da Malcata e Rede Natura 2000, que ocupa uma grande parte do concelho, e por isso temos também essa responsabilidade de preservação ambiental”.


22/12/2013

O CALOR DO NATAL TRADICIONAL


   As festas de Natal lembram as prendas do Menino Jesus, as filhós com e sem abóbora mas não podem faltar na mesa. A Missa do Galo e a Fogueira no adro da igreja é outra das tradições que ainda continuam vivas.
   "Noutros tempos competia aos mancebos que já tinham ido à inspecção militar arranjar os madeiros para a fogueira e garantir que a mesma ardia até ao nascer do sol. Habitualmente, os madeiros ( grandes troncos e raízes de castanheiro ) eram colocados no adro da igreja com antecedência, sendo a lenha de atear arranjada ao fim da tarde da noite da Consoada. Uma vez que a lenha escasseava, quando a hora de fazer a fogueira se aproximava, os donos das casas tratavam de acautelar os paus que tinham nos currais, deixando apenas à vista o molho de lenha, palha ou carqueja que queriam dar. Caso o dono da casa não deixasse contributo, podia haver retaliações gravosas. Casos se contam em que foram arrancados portões de madeira, roubadas e queimadas cancelas, charruas e arados, assim como abatidas cerejeiras e nogueiras, árvores estimadas. A rapaziada também não admitia que alguém se assomasse à janela e ou viesse à porta. Quando tal acontecia, retaliava à barrocada ( pedrada )." escreve José Rei, no seu livro Malcata e a Serra, defendendo que "esta forma estranha de louvar o Menino Jesus integrava uma espécie de ritual de passagem dos mancebos para o estado adulto. Mostravam eles a sua força e determinação substituindo vacas dos carros. Eles próprios puxavam o carro das vacas". revela-nos José Rei.
   
 Fazendo a fogueira de Natal

  " Carrada atrás carrada, o monte de lenha ia crescendo em cone. Essencial para uma boa combustão, era a incorporação de palha centeia e carqueja seca. Quando o monte de lenha parecesse superior ao do ano anterior, os rapazes iam cear. Alguns ceavam em casa, outros iam petiscar e bebericar para as tabernas, onde normalmente já estava activo um acordeonista, contratado para animar a festa depois da Missa do Galo. Por norma, quando chegava a hora de atear a fogueira, havia lugar a uma ronda à volta da aldeia, para anunciar que o evento ia ter lugar. A passagem da ronda sinalizava que o evento estava próximo.
   Ainda que o atear da fogueira fosse da competência dos rapazes, anos havia em que alguns atrevidos o faziam, provocando deste modo alguma confusão antes da Missa do Galo. Tudo acabava, contudo, em concórdia, tanto mais que a noite era de paz e de alegria".


Arder até ao nascer do sol
   A Missa do Galo era sempre uma celebração alegre e festiva. Continuando a ler a descrição escrita pelo José Rei, ficamos a saber que no fim da Missa do Galo "era a altura de festejar o Natal. Por isso toda a gente fazia tributo ao Deus Menino e  cantavam :
                                             Eu hei-de dar ao Menino
                                             Uma fitinha pro chapéu

                                             E Ele também me há-de dar
                                             Um lugarzinho no Céu.


   
Saída da Missa do Galo
   E a festa de Natal continuava com a malta jovem a cantar e a beber à volta da grande fogueira. A igreja era fria e as pessoas rodeavam a fogueira para se aquecerem. E a rapaziada continuava  a festejar porque a noite era de festa e "as casas estavam fartas . Uns levavam chouriças e morcelas, outros massas de cabrito ( pernas ), queijo mole (fresco), febras de porco. Ao som do acordeão, os rapazes, só os rapazes, porque as raparigas não estavam autorizadas pelos pais a participar, dançavam e cantavam. Também não faltava o vinho e as bebidas destiladas.Quando o sono e o cansaço apertavam , a festa esmorecia e, num último esforço, os mais resistentes, que os outros dormiam ao lado da fogueira, ainda faziam a habitual ronda pelas ruas da aldeia. Ao som do acordeão, lá iam cantando roucamente as cantigas de Natal" escreveu José Rei no seu livro " Malcata e a Serra".

Nota: Há por aí algum rapazote que tenha vivido estas tradições e que deseje partilhar connosco a sua história?

20/12/2013

SENTIR O NATAL EM MALCATA

Presépio na Igreja Matriz


SENTIR O NATAL EM MALCATA  

Não há iluminações e música nas ruas da aldeia, nem existem decorações de montras a concurso. A animação vai ter lugar no dia 24 de Dezembro com a ida à Missa do Galo e o acender da Fogueira no adro da igreja. Também não está programada a chegada do Pai Natal, as poucas crianças esperam pelo Menino Jesus, que durante a noite vem visitar as casas de todas as pessoas e lhes deixa uma prendinha no sapato ou nas botas deixadas na cozinha.
    Quando eu era garoto, Malcata acordava muitas vezes envolta num manto de neve. Fazia muito frio e só se estava bem à volta do lume ou do calor da braseira.
   Na noite de consoada, horas antes da Missa do Galo, havia que fazer as filhós, uma das iguarias típicas na altura de Natal. Só as famílias mais pobres não as faziam, mas a solidariedade dos vizinhos ajudavam e também acabavam por aparecer à mesa.
   Vêm-me à lembrança o presépio que a minha irmã e eu construíamos em nossa casa. Graças às figuras de barro trazidas de Coimbra, nos dois ou três dias anteriores ao Natal a minha mãe e nós dois íamos arrancar musgos e pequenos ramos verdes de era das pedras e muros velhos, que transportávamos delicadamente numa cesta até casa. O Presépio ocupava um dos cantos da sala de jantar e eu adorava ver a evolução da sua construção. E depois de acabado, ficava ali a olhar para as casas, o pastor vestido com a capa amarela, acompanhado do seu cão pastor e as ovelhinhas brancas a pastar na erva. No monte mais alto, nascia um rio e ao longo do seu sinuoso leito ficava o moinho, o moleiro e o burro carregado com as talegas de farinha, não faltava a ponte e mulheres a lavar a roupa. Eram bonecos que tinham vida própria e que a banda de música ajudava a sentir-me ainda mais alegre nesta época do ano. Mas o mais importante do nosso presépio era o Menino Jesus. A cabana construída com palha, o berço coberto de espigas de centeio onde estava deitado o Menino Jesus, ao lado Nossa Senhor e São José, uma vaquina cinzenta e um burrinho preto ali próximo do berço completavam este religioso quadro. Atrás do presépio e com uma altura de metro e meio, coberto de luzinhas coloridas a piscar, enfeitado com bolas grandes e pequenas de várias cores, disfarçadas com as fitas douradas, prateadas, vermelhas ou azuis, o pinho era o que faltava para que o presépio ficasse lindo, bonito, alegre, festivo e se sentisse mais o espírito de Natal.
   

18/12/2013

M a l c a t a . n e t: OS LABURDOS

M a l c a t a . n e t: OS LABURDOS

OS LABURDOS




 

Dia festivo, de grande comesaina e promissor

Manuel Leal Freire - © Capeia Arraiana
Quadro bárbaro, a matança do porco, é, no quadro familiar, um significativo acontecimento. É que o porco, chegado ao chambaril, garante tempero anual para o caldo, peguilho para almoços, jantares e merenda e ainda meia dúzia de refeições de arromba.
Leia mais aqui:

http://capeiaarraiana.pt/2013/12/18/dia-festivo-de-grande-comesaina-e-promissor/

05/12/2013

EM DEFESA DO PATRIMÓNIO

   O Cruzeiro que não fala



A Barragem do Sabugal concluiu-se no ano 2000 e desde esse ano que se criou uma albufeira que funciona como reservatório de água que será transferida para a Barragem da Meimoa sempre que for necessário para regar os campos da Cova da Beira. A Albufeira do Sabugal localiza-se num troço do rio Côa, na sua maioria alagou os melhores terrenos cultiváveis pertencentes a pessoas da aldeia de Malcata. Esta albufeira está parcialmente inserida na Reserva Natural da Serra da Malcata e dispõe de uma enorme capacidade de armazenamento.
   O património é um elemento de ligação do passado com o presente. O património é o testemunho que os nossos antepassados nos legaram e nós como fieis depositários desse bem, temos a obrigação de defender e valorizar aquilo que nos confiaram. Esse património deve condicionar o ordenamento do território e todas as construções que queiram edificar.
  Aqueles que  pensaram em unir a cidade do Sabugal a Malcata,  ao longo da albufeira da barragem a ideia foi e continua a ser válida e é uma boa ideia. O caminho não é um caminho como os outros caminhos existentes. O Percurso ( Caminho ) pode ser uma forma de rentabilizar o património existente e até valorizá-lo, bem como criar um caminho com estruturas e equipamentos para apoiar as pessoas que por lá queiram e desejem caminhar. Os amantes da natureza, os turistas e as gentes que vivem nesta região com certeza que irão desfrutar deste novo caminho.
   São 27 quilómetros entre a entrada da cidade do Sabugal e a aldeia de Malcata. O objectivo é “potenciar e permitir o usufruto da envolvente da Albufeira do Sabugal. O percurso ficará perfeitamente integrado na paisagem e será absorvido pelo seu contexto natural”, lê-se no Boletim Municipal da Câmara do Sabugal, em Abril de 2012.
   Parece que alguém se está a esquecer de integrar na paisagem algumas das obras que estão a executar neste projecto. Refiro-me concretamente à estrutura que está a ser construída na aldeia de Malcata, junto à Capela de São Domingos. Nada do que se escreveu está a ser cumprido e está à vista de todos que desrespeitaram o património que já lá existia desde 1960. Pergunto a quem souber responder qual é a sensação e a atenção dos visitantes que chegados à Capela de São Domingos, lhes transmite e qual o fio condutor entre aquela “estação” de cimento pintado de branco e o CRUZEIRO em pedra de granito?
   Não bastaram as confusões e os erros descobertos só após o início das obras, provocando atrasos na execução e talvez aumento de custos, para agora sermos novamente confrontados com o incumprimento de alguns dos objectivos desta importante obra. E agora que fazer?
  Apresento alguma informação sobre este percurso que acompanha a água da albufeira:
  
    Anúncio do concurso para o Percurso de Interpretação ao Longo da Margem Esquerda da Albufeira do Sabugal foi publicado no D.R. n.º: 253 Série II de 2010-12-31, link:
http://www.directobras.pt/lercp.php?id=25603

“A obra fora consignada em Maio de 2011 à empresa Albino Teixeira Lda, e os trabalhos iniciaram-se a 21 de Janeiro de 2012, logo que foi aprovado o respectivo plano de segurança pela Câmara Municipal do Sabugal. A suspensão aconteceu por decisão camarária tomada da reunião do executivo do passado dia 14 de Fevereiro de 212, numa altura em que os trabalhos já estavam em pleno andamento, nomeadamente ao nível da remoção de terras. Só após o avanço desses trabalhos se verificou que os mesmos não poderiam continuar porque parte do percurso a executar estava afinal projectado para terrenos submersos ou em terrenos particulares.” Noticiava o Capeiaarraiana (http://www2.uab.pt/news/recortes/upload/28_03_2012_Capeia_Arraiana_wordpress.pdf)













04/12/2013

SABER FAZER

   Um dos meus passeios pela nossa aldeia foi até à Capela de São Domingos. Estava curioso por ver as obras que têm andado a executar naquele emblemático lugar, um espaço de devoção e de lazer. Falaram-me que havia para lá umas pedras grandes e altas e lá fui eu caminho acima. Eis o cenário que observei e captei com a minha máquina fotográfica:
   Tanto espaço para a obra ficar afastada do cruzeiro...e está a dois passos de distância!

   Aqui era a entrada para o recinto. As vigas de cimento estão orientadas para o povoado e não para a capela de São Domingos, aquela casinha branca que vemos lá ao fundo.





                       O cruzeiro está a dois passos destas placas de cimento pintadas de branco

E o património existente não é respeitado? O cruzeiro está a dois passos desta nova obra. Como podemos ler este monumento está ali desde 1960 e apesar do seu pequeno tamanho trata-se de um símbolo importante para o povo de Malcata. A inexistência de informação respeitante a esta obra é total. Depois desta visita, pedi ajuda a algumas pessoas que encontrei e pouco me disseram. Um senhor falou que se tratava de alguma coisa que tinha a ver com "as pessoas que por aqui vêm a pé" e que "lá para o campo da bola estão a fazer outro "!



FILME DA OBRA E DO ESPAÇO ENVOLVENTE


E AGORA POVO?

27/11/2013

CASTANHAS






  Na aldeia o tempo passa lentamente e quem comanda a vida das pessoas é o dia, a noite, a chuva, a neve, o vento, o sol e a lua. Aqui os minutos e os segundos pouco importam e quase não têm sentido.
   Pelo Outono de outros tempos, apareciam as primeiras castanhas e com elas apareciam os magustos um pouco por todo o lado. Também na escola primária o magusto não era esquecido. As professoras pediam às crianças para irem aos pinhais próximos apanhar caruma e trazê-la até à escola para depois fazerem o magusto.
   Os castanheiros sempre existiram em Malcata e quase todas as famílias tinham castanha de boa qualidade. A doença da tinta varreu a maior parte destas árvores e as pessoas começaram a desinteressar-se     pela renovação da espécie   mantendo apenas os castamheiros que já existiam.   A castanha era apanhada manualmente para umas cestas de verga e despejadas nas sacas para depois serem levadas para casa do lavrador. Comiam-se assadas, cozidas e também eram incluídas no caldudo. Os assadores eram feitos de caldeiros velhos a que se furavam dos lados e no fundo e depois eram despejadas as castanhas no interior e eram pendurados nas cadeias em ferro e ali permaneciam a apanhar o calor do lume até as castanhas ficarem assadas.

  Para secar as castanhas, deitavam-se nos caniços e ali permaneciam duas a três semanas a apanhar calor e fumo. O caniço era uma espécie de estrado feito de varas ou ripas em madeira, separadas ligeiramente entre si, de forma a entrar o calor e sem deixar as castanhas cair.                                                                                                                                                             
Depois de secarem, eram recolhidas para dentro de um cesto de verga e os homens calçavam um par de tamancos próprios para  pisarem a castanha e retirarem as duas camadas de casca. Esses tamancos, uma espécie de sapatos com o peito do pé em couro e a base em madeira,  cravada de pregos em ferro que com o peso da pessoa e os pregos, de tanto pisarem as  castanhas, acabavam por lhes retirar a casca e deixá-las piladas. Era com as castanhas piladas que se fazia o caldudo, que é uma sopa forte e um prato bastante cozinhado durante o Inverno.
Com a emigração ocorrida na segunda metade do séc. XX e consequente alteração dos hábitos alimentares, o consumo de castanha quase que desapareceu. Esta tendência está, contudo, a inverter-se e o caldudo parece sobreviver. Trata-se afinal de um prato rústico, muito nutritivo e de sabor incomparável, seja ele consumido quente ou frio. 

RECEITA DE CALDUDO:
 1. Cozer bem, em panela de ferro, as castanhas secas previamente 
 2. Esmagar, a garfo, as castanhas.
 3. Juntar açúcar e/leite a gosto.

Bom proveito.









24/11/2013

COGUMELOS SILVESTRES

Cartaz das jornadas 2013

Pelo quarto ano consecutivo vão realizar-se as jornadas micológicas em Malcata. É a oportunidade para dar a conhecer mais algumas espécies de cogumelos que nesta época do ano se encontram nas terras malcatanhas. Mais uma vez a ACDM, Associação Cultural e Desportiva de Malcata,  que volta a contar com o apoio da Junta de Freguesia, vai organizar  este encontro das pessoas com a natureza.
 É importante criar este ciclo de eventos e que anualmente se continuem a organizar. Estes encontros devem contribuir para favorecer a população de Malcata. A nossa aldeia está rodeada por um património natural riquíssimo. E essa riqueza não se encontra só na variedade e qualidade dos cogumelos ou tartulhos, como popularmente lhe chamamos nós.
   Com as jornadas micológicas e outros eventos que periodicamente se realizam em Malcata, é
uma oportunidade que as pessoas da aldeia devem saber aproveitar para melhorar  a sua vida comum e de cada habitante. É importante abrir estas actividades a todas as pessoas. Quem nos visita nestas ocasiões, por vezes percorrem centenas de quilómetros porque ouviram, leram ou lhes falaram que valia a pena conhecer esta nossa região. É por isso importante abrir as portas e deixar que as pessoas entrem na nossa terra e conheçam o nosso património, as nossas tradições, as nossas gentes.
   
   Por esta altura do ano as jornadas  micológicas começam a ser uma praga, pois todas as terras da nossa região organizam a sua. É um sinal de dinamismo das associações que existem nas nossas aldeias. Faz-me lembrar o mês de Agosto e a quantidade de festas e capeias  que são tantas que uma pessoa fica  sem saber a qual deve ir. Nisto das jornadas penso que há necessidade de lhes acrescentar algo mais, procurar encontrar e oferecer mais qualquer coisa que todos as outras jornadas oferecem. As que conheço foram bem organizadas e parece haver a preocupação de convidar uma pessoa especialista em micologia. E este ano a organização já  deu mostras que esse é o futuro destas jornadas ao convidar uma pessoa que vive dos cogumelos que cria, o senhor Fernando Castro, da Cogus Box, que certamente vai ser um motivo de interesse para os participantes. É desta forma diferenciadora que se transforma numa mais valia e uma segurança para os participantes. A presença do especialista é bom, diria mesmo que é o cerificado de qualidade da jornada e a presença de alguém que viu nos cogumelos uma forma de melhorar a sua vida é outra ajuda no enriquecimento desta actividade.Manter e subir outro  patamar se queremos manter estas jornadas vivas e participadas é crucial e para isso há que criar outros factores de diferenciação em relação aos outros organizadores e dessa forma as jornadas micológicas em Malcata continuarem a realizar-se e transformarem-se  numa oportunidade de benefício para as pessoas da aldeia. A ACDM e a Junta de Freguesia de Malcata têm que pensar de que forma é possível valorizar ainda mais este evento. 
      Muito está a ser feito e muito mais há a fazer. As associações da nossa terra durante o ano organizam diversas  actividades e agora até já as divulgam na internet, alargando dessa forma o número de pessoas informadas e que até podem decidir participar. Eu vejo desta maneira:se cada um de nós sentir carinho e gosto por aquilo que é nosso, as coisas ficam mais valorizadas . Tratar com carinho, divulgar, desenvolver , criar entusiasmo e com certeza que mais pessoas virão de fora para participar nestes e ventos e ao mesmo tempo ficam a conhecer Malcata. E para além das riquezas naturais, o nosso património pode ajudar no chamamento de mais pessoas, pode até ser um factor de desenvolvimento da nossa terra.

 


PROGRAMA:


A Jornada começará com a reunião das pessoas na sede da ACDM, na Rua da Escola Primária
9.30h- Início e apresentação: serão prestados alguns esclarecimentos. O trabalho de campo (procura e recolha dos cogumelos) será orientado pelo engenheiro Gravito Henriques, personalidade idónea e competente na matéria, e será feito em locais a indicar por pessoas conhecedoras do terreno.
12h30- Almoço, na sede da Associação. As pessoas devem levar o seu farnel que poderão partilhar.

Depois do almoço haverá uma exposição e demonstração sobre o cultivo de cogumelos em caixas e sacos pelo sr. Fernando Castro, da Cogus Box. Seguir-se-à a identificação dos cogumelos recolhidos, a cargo do sr. engenheiro Gravito Henriques.
17.00- haverá um lanche ajantarado, onde poderemos saborear o arroz de cogumelos e o caldudo (de castanhas), ao sabor da tradição.
COMO PARICIPAR:
Para participar neste evento deve inscrever-se através do email:
 ruichamusco@sapo.pt do número 966509086 ou ainda através do facebook da ACDM, e ainda do email:vitormalcata@hotmail.com presidente dessa Junta de Freguesia de Malcata, ou do site da Freguesia. 
O valor da inscrição é de 2€ para os não sócios e será grátis para os sócios.
Os participantes devem levar calçado apropriado e uma cesta.
Esta Jornada Micológica é uma organização da Associação Cultural e Desportiva de Malcata, com a colaboração da Junta de Freguesia de Malcata e da Direcção Regional da Agricultura e Pescas do Centro.


ALGUNS CONSELHOS




Como colher







   
Conhecer

MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE COLHEITA E CONSUMO DE COGUMELOS :