14/11/2025

O RETRATO DOS LARES EM PORTUGAL

    Os lares residenciais têm como objetivo acolher, temporariamente ou permanentemente, idosos e pessoas com deficiência por já não poderem receber o apoio e os cuidados de enfermagem necessários nas suas casas.
    O Jornal Expresso publica esta semana um estudo sobre os lares de idosos em Portugal:
   
https://pdf.leitor.expresso.pt/html5/reader/production/default.aspx?pubname=&edid=e6e443be-2695-4fdb-a39b-2bacd66d139b   
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13/11/2025

MALCATA: O sol quando nasce é para todos!

 


  A nova Junta de Freguesia de Malcata já deve ter iniciado funções.
Como é uma continuidade do 2ºmandato, suponho que a constituição do Executivo continua composto pelas mesmas pessoas. Mas cada dia que passa, ao aceder à página da Junta de Freguesia, verifico que não existe qualquer alteração ao que já havia. É uma página quase vazia, sem interesse, sem documentação que devia estar acessível aos cidadãos. Não há Editais, os últimos referem-se ao problema do abastecimento de água à freguesia…e na galeria, reluzem as imagens do evento “Feira dos Santos”.
  Não quero estar a interpretar à minha maneira, mas que é um facto real e está à vista dos que visitam a página na internet. Estes factos não se justificam com problemas técnicos, são factos que apenas mostram algumas falhas e falta de cuidado na prestação do serviço público a que se comprometeram.       Mesmo que a transição de poder seja uma continuidade e uma mera formalidade, não pode ser tratado com a ligeireza que estão a dar, o povo merece ser respeitado, os malcatenhos merecem respeito por parte da autarquia.
  Estou aqui a expor esta situação para que todos os malcatenhos compreendam que o trabalho da Junta de Freguesia tem de melhorar, tem de mudar e tem de ser orientado para servir bem o cidadão, o freguês e os malcatenhos, independentemente do lugar onde acedam à página da freguesia.
  Hoje, a internet passou a ter a mesma importância que os malcatenhos atribuem à Praça do Rossio. A página da Freguesia de Malcata, que tem na internet e nas redes sociais, tem de se apresentar limpa, imaculada, arrumada, com informação, notícias, documentos, avisos, elogios, obras, fotografias, eventos, lugares e locais de lazer, de gastronomia, de oração…que funcione como a Grande Porta de entrada. Agradeço que façam alguma coisa.
                                                       José Nunes Martins

11/11/2025

OS CASTANHEIROS DA MINHA INFÂNCIA

  



 "Pelo São Martinho, 
   vai à adega e prova o vinho"
                                   Ditado popular

   Hoje é o tal dia dedicado ao São Martinho, aquele soldado romano que dividiu a sua capa com o mendigo que, cheio de frio e cansado, lhe estendeu a mão pedindo esmola. O cavaleiro ia a caminho de casa, o dia estava frio e cinzento, um bom agasalho era o que mais ajudava nessa viagem pela serra.
   Quando o pobre se sentiu amado, o milagre aconteceu, o sol brilhou, as nuvens esfumaram-se e até parecia um dia normal de Verão...o Verão de São Martinho!
   
   O mundo não parou e chegado a 2025, aí está o Verão de São Martinho. As tradições perduram e passam de geração em geração, algumas conservam a fama de sempre, outras são esquecidas e substituídas porque as pessoas já não sabem a origem e as razões da tradição e dos rituais a seguir. 
   O vinho novo é cada vez menos, água-pé e jeropiga daquela verdadeira é cada vez mais difícil de encontrar num magusto. 
   Nos meus tempos de garoto da aldeia, neste dia de São Martinho, toda a aldeia cheirava a castanha assada e o sol espreitava por entre a fumaça da caruma onde estavam as castanhas a assar. No meio da rua, do largo ou no recreio da escola, acendiam o monte da caruma onde se tinham lançado as castanhas cruas e sem qualquer corte, por isso, a partir de certa altura, ouviam-se algumas castanhas a rebentar. 
   À medida que o tempo passava as castanhas lá se iam retirando do lume com a ajuda de um pau que também ajudava a que  não se queimassem demasiado. Saíam pretas por fora e douradas depois de descascadas. Ninguém escapava a uma farruscadela na cara ou na testa e ninguém levava a mal. 
   Neste dia dos magustos, com as coisas mais simples e à mão de todos, a festa durava a tarde toda e o povo dormia uma das noites mais tranquilas do ano. 
                   

                                                      José Nunes Martins