5/18/2018

MALCATA FLORIDA FICA BEM


Quem te viu e quem te admira agora!

Mês de Maio é tempo de flores, de sementeira e de ir ao encontro da natureza que nos oferece cores e aromas gratuitamente.
   A nossa região beirã veste-se em tons de amarelo das giestas e carqueja, do rosa das urzes (urgueiras ou torgas), o lilás dos rosmaninhos e o seu aroma a alfazema, o vermelho das rosas albardeiras que nós chamamos de "carrulo", ou 
o branco da flor de salgueiro e da linda flor da pegajosa  xara. As plantas e flores autóctones dos nossos montes e serra são tão variadas quanto de belas. As tendências das pessoas para ocupar os seus canteiros e jardins têm sido mais voltadas para relvas de saco, arbustos normais, roseiras e algumas árvores adquiridas num desses hipermercados, que tudo querem mercar, ou então no mercado mensal do Sabugal.
















 Já pensaram num jardim com plantas e flores autóctones?
   Conhecem, com certeza mais do que a minha pessoa, muitas plantas com e sem flor, com cores e fragâncias naturais ímpares e que nos dão uma maior auto-estima. Manter um jardim com plantas autóctones torna-se mais diferenciador dos jardins habituais, requer menos manutenção, menos regas e um gasto de água menor. Como vêem as vantagens são mesmo muitas. Pensem nisso!








  
  
   Estamos a poucos dias da realização do 3ºConcurso de Embelezamento de Malcata. Estão todos os malcatenhos convidados a embelezar as janelas, varandas e sacadas das portas das suas casas com flores à vossa escolha, com vasos ou floreiras, com vasos suspensos ou canteiros em pedra. Não há limites para a vossa imaginação e empenho quando se trata de vestir a suas casas com “roupas” coloridas e aromatizadas. A participação é gratuita, habilitam-se a ganhar bons prémios e o mais importante é que participando estão a contribuir para que a nossa aldeia fique mais bonita, mais atraente e um local onde as pessoas mostram o bom gosto, conhecimento e vivem em união com a mãe natureza.
   Nota: as fotos acima publicadas são plantas/flores autóctones das terras de Malcata. No fim do mês espero poder encontrá-las no seu máximo esplendor.   
Pense no bem que pode alcançar ao participar no 3ºconcurso de embelezamento de Malcata e nos dois worshops…tudo gratuito!
                                                                                                    


                                                                                                                                     J osé Nunes Martins

4/30/2018

COM O TEATRO TAMBÉM SE APRENDE

Anel de Pedra, grupo de teatro
 



      Ontem à noite fui ao teatro. A Associação Cultural e Desportiva de Malcata convidou o grupo de teatro "Anel de Pedra" para apresentar na sua sede a peça de teatro da autoria e encenação de José Reis, a que deu o nome de "Os Quatro Elementos". Esta peça foi já representada no dia 7 de Abril, no Auditório Municipal do Sabugal. Entre os artistas que participaram nesta representação, destaco a boa prestação da Helena, da Leonor e do Dinis, elementos todos da mesma família, mãe, filha e filho, todos malcatenhos.

   A peça de teatro faz-nos reflectir sobre aquilo que os homens estão a fazer com os quatro elementos mais importantes da vida: Terra, Água, Fogo e Ar. São quatro elementos essenciais à vida no nosso planeta e que todos devemos respeitar e cuidar aquilo que nos foi legado.
   O grupo de teatro "Anel de Pedra", no seu histórico já conta com a apresentação de outras peças de teatro: Trovas e Provas a Dona Isabel", Memórias de uma Memória", "Sentenças no Trono", "Contos  de Natal" e "Muralhas Com História.
   A peça "Os Quatro Elementos" é a mais recente peça em cena.
   Será que estas iniciativas culturais têm continuação?
   Será que já pensaram na importância de tratar bem destes quatro elementos?

 
   

4/16/2018

MALCATA CONTINUA PROTEGIDA PELOS ANJOS


Malcata e a sua segurança
Na nossa região rural as propriedades florestais são de dimensão pequena. Esta característica dificulta a criação de estratégias que sejam eficazes para prevenir incêndios e aumentar o seu valor económico. Há muitos anos que a estrutura das propriedades se encontram muito divididas por muros, por heranças, por desacordos entre as pessoas. Quando uma família não se entende ou quando sabemos que são muitos os donos dos terrenos, que fazer para coordenar e trabalhar áreas maiores?
Em Malcata existe uma solução ao nosso dispor: gestão associativa ou ZIF, com ainda a vantagem de existir também os Baldios com uma equipa de sapadores florestais.
   O que nos falta então?
   Recorrer a mecanismos mais persuasivos, dos que foram usados até agora, para convencer o maior número de proprietários da importância que é apoiar a ZIF de Malcata, vinculando-se e marcando presença nas suas acções, nomeadamente nas reuniões periódicas e nas actividades que realiza.
   Alguns de nós sabemos que isto da ZIF ainda tem muito que amadurecer e o próprio Estado também tem que financiar devidamente estas entidades. Contudo, há decisões que estão apenas e só nas mãos dos proprietários e não nas ZIF’s ou organismos do Estado.
   Qual está a ser a maior dificuldade para que a ZIF de Malcata não tenha neste momento mais aderentes e mais visibilidade? Na minha opinião, sem estar aqui a apontar o dedo a alguém, o individualismo é o maior entrave à entrada de mais proprietários na Zif. Eu iria mais longe e estenderia esta dificuldade também à fraca participação das pessoas de Malcata no que toca ao trabalhar para o bem comum, sacrificando algum benefício pessoal ou familiar em favor de toda a comunidade.
   Nestes últimos meses ficámos cansados e fartos de ouvir falar da limpeza das florestas, da obrigação dos proprietários de limpar as suas propriedades, de se criarem zonas de segurança para as povoações rurais, etc. Muito se escreveu, colaram-se cartazes nas vitrinas dos cafés, na porta da torre do relógio. Limado o período das ameaças de notificações e multas, alargando no tempo os trabalhos de limpezas, podemos afirmar que a nossa aldeia está agora segura na eventualidade de ser rodeada pelos incêndios?
   O que foi feito e está ainda a ser feito deixa a população de Malcata descansada?
   Numa visita recente à nossa aldeia constatei que algumas propriedades já tinham sido limpas de matos e silvas, os espaços sob as linhas de electricidade são agora zonas sem arvoredo e mostram o trabalho feito. Ainda bem que se trabalhou para o bem de todos, mas não nos devemos contentar com o que se fez, há ainda terrenos por limpar e planos de segurança para aplicar. Agora que o Estado anunciou o programa “Aldeia Segura” e “Pessoas Seguras” a aplicar pelos municípios que possuem freguesias de risco, alguns “oficiais do município sabugalense” têm agora a oportunidade de tirar da gaveta os planos guardados e em colaboração com a Autoridade Nacional de Protecção Civil o demais entidades, tomem as decisões necessárias para proteger os bens e as pessoas e esqueçam a antecipação e o atrevimento da AMCF-Associação Malcata Com Futuro quando enviou um pedido de elaboração de um Plano de Segurança para a Aldeia de Malcata, no Verão de 2017, onde José Escada, presidente da AMCF e toda a direcção pensaram nas possíveis medidas a implementar e a resposta dada pela Unidade Sabugal+ foi esta:
"Relativamente ás questões que coloca sobre a proteção e defesa da aldeia de Malcata, cumpre-nos esclarecer que está expresso no Plano Municipal de Emergência e proteção civil do concelho do Sabugal compete á comissão Municipal de Proteção Civil de acordo com a Lei 65/2007 de 12 de Novembro dar resposta em articulação com as demais organizações às ações de socorro, emergência e assistência bem como tomar as decisões necessárias para alcançar os objetivos em situação de emergência seja ela causada pelos incêndios florestais, inundações ou qualquer outra situação natural.”
É em estreita colaboração com Autoridade Nacional da Proteção Civil que em cenários mais catastróficos é necessário tomar as decisões para proteger pessoas e bens assim  é pois  extemporâneo estabelecer de forma teórica locais de reunião das populações ou percursos de fuga uma vez que a arbitrariedade das situações de catástrofe é de tal maneira grande que apenas no cenário real e conhecendo todas as variáveis no momento se pode e deve estabelecer estas medidas.
Não sendo do domínio publico, por razões de segurança, a informação que solicita encontra-se na parte 2 do documento que está disponível no site do município do Sabugal.”
Que os anjos nos continuem a proteger!



                                AMCF preocupa-se com a segurança da aldeia de Malcata: