7/23/2007

EI-LOS QUE CHEGAM...

Este chega,

Aquele chega.

A aldeia enche-se de homens, mulheres e crianças.

A alegria reina nos corações de todos.

O pai abraça o filho, o avô conhece o neto e o neto brinca com o avô...todos sorriem. Estão felizes.

O tempo de férias está aí. São muitos os que vivem fora das aldeias da beira e agora regressam para passar uns dias diferentes. Todos são bem vindos.

NOVOS CAMINHOS SE ILUMINAM


As empresas que investem em parques eólicos, não o fazem por desporto nem para passar tempo. As empresas para sobreviverem têm que ter lucro, isto é, nascem para ganhar dinheiro.
A Idade da Pedra não acabou por falta de pedras.
A Era dos combustíveis fósseis, não acabará com o esgotamento do petróleo, do gás natural ou do carvão.
As energias renováveis solucionarão muitos dos problemas ambientais, dos lixos tóxicos, das chuvas ácidas e da poluição da atmosfera. Mas não solucionará todos os problemas e provavelmente criará outros novos.
A principal causa da degradação ambiental é a produção, transformação e consumo final da energia, seja ela qual fôr.
O Sol, é de todos e para todos e até hoje ninguém conseguiu invadir o seu espaço. Ainda bem!
Os parques eólicos, estão a transformar-se em "minas de ouro" para muitas Câmaras Municipais, para muitos presidentes de Juntas de Freguesias e também para alguns proprietários de terrenos. Todos veêm nas torres eólicas uma fonte de rendimento extra. Para além de não dar trabalho, deixam de ser multados pelo abandono dos campos.
E depois? Todos felizes e contentes até que algum estudioso descubra os grandes inconvenientes destas novas energias.
Bom, parece que há interessados em construir um (ou mais) parque eólico na Serra da Malcata. Nas serras vizinhas já nasceram algumas torres eólicas e claro, em Portugal isto funciona um pouco por "inveja". Ali já têm, então nós também vamos ter.
O Presidente da Câmara de Penamacor está entusiasmado com a ideia de plantar dessas torres na Serra da Malcata. E parece que as relações com o novo director da Reserva Natural da Serra da Malcata estão bem melhores do que com a do responsável anterior. Há algumas reservas quanto ao construir ou não este tipo de parques na RNSM. Vamos esperar para depois dizer de nossa justiça.
A Junta de Freguesia de Malcata esteja atenta. Caso surjam estradas ou caminhos na serra da Malcata para acesso aos parques eólicos, deve exigir e lutar pela construção da estrada de Malcata até Quadrazais. Essa estrada servirá para manter e fortificar as relações humanas entre as duas aldeias e permitir que as pessoas do Concelho venham à nossa aldeia e vice-versa.
As relações humanas também necessitam de ser mantidas. Assim como os caminhos que servem para a manutenção das torres eólicas, a estrada de Malcata para Quadrazais servirá para manter boas relações de vizinhança.

7/21/2007

PARQUES EÓLICOS NA SERRA DA MALCATA:SIM ou NÃO?








O Plano de Ordenamento da Malcata não permite a construção de parques eólicos e a autarquia(Penamacor)) diz que o concelho está a ser espoliado dum recurso que poderia trazer uma riqueza de um milhão de euros por ano.

Uma empresa que constrói e explora parques eólicos está interessada nos ventos que sopram em plena Reserva Natural da Serra da Malcata. O concelho de Penamacor mostra-se com grande potencial para as energias renováveis, tendo já novos megawatts atribuídos. A discussão sobre o assunto abre uma nova perspectiva, quer com a Câmara de Penamacor quer com o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB).





António Cabanas, vereador do Ambiente e antigo director da Reserva mostra- se favorável à construção de Parques Eólicos nas áreas protegidas, com excepção daquelas que defendam exclusivamente aspectos paisagísticos, o que não acontece com a Reserva da Malcata.

Armando Carvalho, o novo director do departamento de Áreas Classificadas do Centro e Alto Alentejo, a que está subjacente a Reserva Natural da Serra da Malcata, manifesta-se cauteloso quanto a uma tomada de posição, dizendo que cada caso será analisado projecto a projecto, tendo sempre em conta uma estratégia global. Cabe ao ICNB salvaguardar a posição do Estado Português perante a União Europeia, porque há que entender que o País não é apenas áreas protegidas. Armando Carvalho quer que neste caso concreto existam possibilidades de diálogo onde as autarquias, as empresas de parques eólicos e a área protegida possa participar. “Temos de ver como é que estas situações podem jogar com outros compromissos que o Estado tem em relação à protecção de determinadas espécies. Temos que equacionar em função dos valores que estão presentes”, diz aquele responsável.

Tendo em conta que o que está em causa na Serra da Malcata são aspectos de conservação da defesa dos ecossistemas que possibilitem a adopção de medidas que permitam assegurar as condições naturais necessárias à estabilidade ou à sobrevivência de espécies, António Cabanas não considera que os parques eólicos na Malcata ponham em causa a conservação da natureza e os ecossistemas presentes na Reserva. O autarca não conhece estudos que digam que os Parques Eólicos são uma ameaça para os ecossistemas a ser verdade diz que “o concelho de Penamacor está a ser espoliado dum recurso, dado que o Plano de Ordenamento da Serra da Malcata impede que se possam aproveitar os recursos eólicos na Serra da Malcata”. Privado dessa riqueza que se traduz em benefício, António Cabanas diz que Penamacor está a perder um milhão de euros por ano. A empresa interessada já fez o estudo preliminar que apresentou à Câmara onde refere que o concelho poderia ter uma receita na ordem de um milhão de euros anuais. “Não posso concordar em negligenciar este valor a troco de nada porque o Plano de Ordenamento foi feito por biólogos e tem apenas uma área científica que levou a que impusessem esta proibição” diz António Cabanas.

A Reserva Natural da Serra da Malcata apresenta-se como nova perspectiva de mercado para a instalação de torres eólicas que em última análise leva o vereador do Ambiente a pedir ao Governo que possa ressarcir Penamacor pela perda que tem, por defender a posição única de conservação. Domingos Torrão dá o exemplo da Serra dos Candeeiros e Serra D'Aires onde já foram construídos parques eólicos, o que significa que o espaço pode ser uma hipótese para o aproveitamento de energia através do vento.



Autor: Jaime Pires 20-07-2007 18:01:50
in www.reconquista.pt, de 20/07/2007