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José Nunes Martins
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A notícia foi posta
a circular nas redes sociais. No passado dia 15 de Novembro, pelas 16 horas, a
Associação Cultural e Desportiva de Malcata organizou um magusto. Não
participei, não tenho imagens, por isso coloquei esta.
Ainda bem que o fizeram e oxalá tenha
corrido bem. A tradição está cumprida. Siga !
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Nasci em Malcata, mais precisamente em casa, num dia de Outubro. E de Malcata, guardo memórias de infância marcantes e boas:
tinha uma rua para brincar e hoje é uma coisa que já não existe. Ia a pé para a
escola, vinha jantar a casa a pé e voltava a ir até às três ou quatro da tarde.
Cresci perto dos meus avós maternos que me marcaram para a vida. Também tive sempre
a minha mãe, o meu pai emigrou para a França no ano em que nasci.
Para mim, Malcata é o meu mundo de
brincar, de aprender a ler e escrever e é a minha aldeia, a minha princesa de
estimação.
Estou triste relativamente ao que se
passa na minha terra natal. Malcata é mais uma terra sem rei nem roque, é um
território desaproveitado e nem sabe ganhar com as vantagens que a natureza
oferece há séculos. A freguesia tem uma mancha florestal extensa, há espaço
para quase tudo, mas está de costas voltada para o céu, não beneficia com a
água da albufeira, não aproveita a pastorícia, os percursos pelos caminhos e
ribeiros.
Já gostei mais de voltar a essa aldeia,
e não deixo por completo porque as coordenadas do
sítio onde nasci não quero que sejam apagadas. Já fiz viagens sem parar para
poder desfrutar da aldeia, da natureza e sentir o amor das pessoas. Há muitos
anos que vivo a olhar para as ruas da cidade, mas nunca perdi o meu norte e
sempre soube o meu ponto de partida. Eu fiz o que outros também tiveram de
fazer, sair do ninho e aprender a voar. Aliás, tenho a perfeita consciência de
que a maior parte dos malcatenhos com a mesma idade que eu, abalaram para a
cidade.
Vivo ligado a uma família de boa gente que
nasceu, cresceu, aprendeu, trabalhou na aldeia que se chama Malcata. E eu
acredito que os malcatenhos somos todos os que vivemos dentro e fora da aldeia.
Há malcatenhos.
José Nunes Martins

Tomadas de posse das Juntas de Freguesia
Já lá vão 30 dias
depois das eleições de Outubro. Pela terceira vez, João Vítor candidatou-se à
presidência da Junta de Freguesia de Malcata… e voltou a ganhar. Todos sabem
que foi o único a candidatar-se ao lugar e antes de contar os votos já todos
previam que assim fosse. Mais uma vez ganhou e pronto, silêncio porque ele é
que é o presidente! Nem se deu ao trabalho de publicar um agradecimento público
aos eleitores, nem uma “selfie” com a sua equipa, nada sobre a sua tomada de
posse na Assembleia de Freguesia de Malcata. Por mero acaso, tive ocasião de
visualizar a sua tomada de posse como membro da Assembleia Municipal do
Sabugal. E jurou solenemente cumprir com lealdade as funções que lhe foram
confiadas pelo povo.
Pois, bem pregam eles, todos! Continuo
a perguntar aos ventos, quando é que a Junta de Freguesia de Malcata tomou posse?
É que não há qualquer sinal oficial nas páginas da Freguesia sobre o assunto!
Pensava que, a proximidade do poder local aos cidadãos, também se fazia com a
publicação das datas e do local das reuniões públicas da tomada de posse! Por
que razão não dizem uma palavra? Desta vez, nem aa casa precisa de ser
arrumada, porque afinal são os mesmos e só falta revelar quem vai assinar a
escrita diária, quem guarda o dinheiro e quem manda na mesa da assembleia!
Ou quem manda na Junta de Freguesia
julga que os malcatenhos ainda não têm idade nem precisam de saber a verdade
toda?
Ou basta uma malga de “canja de
codorniz” e um canário cantor para se distraírem os parolos?
Por isso, aqui estou, como malcatenho,
à espera de notícias da minha, da nossa aldeia. E não estou a pedir o
impossível! Ou estou?
José Nunes
Martins
Os lares residenciais têm como objetivo acolher, temporariamente ou permanentemente, idosos e pessoas com deficiência por já não poderem receber o apoio e os cuidados de enfermagem necessários nas suas casas.
O Jornal Expresso publica esta semana um estudo sobre os lares de idosos em Portugal:
https://pdf.leitor.expresso.pt/html5/reader/production/default.aspx?pubname=&edid=e6e443be-2695-4fdb-a39b-2bacd66d139b
Escolhi estes destaques:
A nova
Junta de Freguesia de Malcata já deve ter iniciado funções.
Como é uma continuidade do 2ºmandato, suponho que a constituição do Executivo
continua composto pelas mesmas pessoas. Mas cada dia que passa, ao aceder à
página da Junta de Freguesia, verifico que não existe qualquer alteração ao que
já havia. É uma página quase vazia, sem interesse, sem documentação que devia
estar acessível aos cidadãos. Não há Editais, os últimos referem-se ao problema
do abastecimento de água à freguesia…e na galeria, reluzem as imagens do evento
“Feira dos Santos”.
Não quero estar a interpretar à minha maneira, mas que é um facto real e está à
vista dos que visitam a página na internet. Estes factos não se justificam com
problemas técnicos, são factos que apenas mostram algumas falhas e falta de
cuidado na prestação do serviço público a que se comprometeram. Mesmo que a
transição de poder seja uma continuidade e uma mera formalidade, não pode ser
tratado com a ligeireza que estão a dar, o povo merece ser respeitado, os
malcatenhos merecem respeito por parte da autarquia.
Estou aqui a expor esta situação para
que todos os malcatenhos compreendam que o trabalho da Junta de Freguesia tem
de melhorar, tem de mudar e tem de ser orientado para servir bem o cidadão, o
freguês e os malcatenhos, independentemente do lugar onde acedam à página da
freguesia.
Hoje, a internet passou a ter a mesma
importância que os malcatenhos atribuem à Praça do Rossio. A página da
Freguesia de Malcata, que tem na internet e nas redes sociais, tem de se
apresentar limpa, imaculada, arrumada, com informação, notícias, documentos,
avisos, elogios, obras, fotografias, eventos, lugares e locais de lazer, de
gastronomia, de oração…que funcione como a Grande Porta de entrada. Agradeço que façam alguma coisa.
José Nunes Martins
"Pelo São Martinho,
vai à adega e prova o vinho"
Ditado popular
Hoje é o tal dia dedicado ao São Martinho, aquele soldado romano que dividiu a sua capa com o mendigo que, cheio de frio e cansado, lhe estendeu a mão pedindo esmola. O cavaleiro ia a caminho de casa, o dia estava frio e cinzento, um bom agasalho era o que mais ajudava nessa viagem pela serra.
Quando o pobre se sentiu amado, o milagre aconteceu, o sol brilhou, as nuvens esfumaram-se e até parecia um dia normal de Verão...o Verão de São Martinho!
O mundo não parou e chegado a 2025, aí está o Verão de São Martinho. As tradições perduram e passam de geração em geração, algumas conservam a fama de sempre, outras são esquecidas e substituídas porque as pessoas já não sabem a origem e as razões da tradição e dos rituais a seguir.
O vinho novo é cada vez menos, água-pé e jeropiga daquela verdadeira é cada vez mais difícil de encontrar num magusto.
Nos meus tempos de garoto da aldeia, neste dia de São Martinho, toda a aldeia cheirava a castanha assada e o sol espreitava por entre a fumaça da caruma onde estavam as castanhas a assar. No meio da rua, do largo ou no recreio da escola, acendiam o monte da caruma onde se tinham lançado as castanhas cruas e sem qualquer corte, por isso, a partir de certa altura, ouviam-se algumas castanhas a rebentar.
À medida que o tempo passava as castanhas lá se iam retirando do lume com a ajuda de um pau que também ajudava a que não se queimassem demasiado. Saíam pretas por fora e douradas depois de descascadas. Ninguém escapava a uma farruscadela na cara ou na testa e ninguém levava a mal.
Neste dia dos magustos, com as coisas mais simples e à mão de todos, a festa durava a tarde toda e o povo dormia uma das noites mais tranquilas do ano.
José Nunes Martins
Será que tudo o que não se publica não existe?
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| Três bons cidadãos |
CARTA ABERTA aos Malcatenhos
Estimados malcatenhos:
É com um sentimento de profunda preocupação face aos recentes
acontecimentos que marcam o início do novo mandato, o terceiro, da nossa junta de freguesia, que escrevo esta carta.
A transparência e o respeito pela lei em vigor são
pilares essenciais da nossa democracia e, como tal, como cidadão atento e
responsável, venho informar a população da nossa aldeia e também todos os malcatenhos, sobre procedimentos
que, a meu ver, e a virem a ser confirmados, não estão a ser cumpridos pela Junta de Freguesia.
Ontem, 31 de Outubro,
o Presidente da Junta de Freguesia de Malcata, tomou posse como membro da
Assembleia Municipal do Sabugal. No entanto, não é do conhecimento público que, até à data
de hoje, 01 de Novembro, não tenha sido publicado o respectivo edital de convocação para a
instalação da Assembleia de Freguesia – que é o órgão máximo e soberano da
nossa freguesia.
A lei das
autarquias locais diz que existem prazos e procedimentos que devem ser
rigorosamente seguidos para a instalação dos órgãos autárquicos. A
instalação da Assembleia de Freguesia deve ocorrer antes ou em paralelo
com a instalação dos órgãos do Município. Ora a tomada de posse na Assembleia Municipal
pressupõe que o Presidente da Junta já se encontre legalmente em funções, o
que, só acontece com a devida instalação da Assembleia de Freguesia e a
consequente validação dos eleitos.
A ausência do
edital de convocação nas páginas oficiais da Freguesia de Malcata, levanta
dúvidas preocupantes e se o que aconteceu ontem na Assembleia Municipal do
Sabugal ou seja, uma tomada de posse antes
da realização da Sessão da Assembleia de Freguesia de Malcata, cuja ordem de
trabalhos tem de ser a aprovação e a instalação dos novos órgãos autárquicos, são sinais
de uma grave irregularidade e um desrespeito pela lei e pela vontade popular dos
eleitores.
Se assim foi, levantam-se sérias dúvidas
sobre a validade jurídica de todo o processo e das decisões que venham a ser
tomadas.
Não se pode continuar a aceitar que a nossa junta de freguesia continue a ter comportamentos pouco claros, nomeadamente, na divulgação das informações institucionais e legais a que estão obrigados a fazer na internet.
Faço um apelo a todos os malcatenhos: mantenham-se atentos e vigilantes. Exijam informação.
Vou continuar atento e a defender os interesses e a legalidade na nossa terra.
José Nunes Martins