01 junho 2010

MALCATA VIVA 2010


Malcata viveu um domingo cheio de vida. Pela primeira vez,  as quatro associações da aldeia deram as mãos e com o lema “MALCATA VIVA” uniram toda a povoação e muitos que vieram de outras terras. Mais de 200 pessoas participaram nesta festa, onde tudo correu bem e até o sol ajudou ao êxito da iniciativa.
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O dia começou logo de manhã com a prova de BTT “Terras do Lince”passeio organizado pela ACDM(Associação Cultural e Desportiva de Malcata) com a participação de uma vintena de pessoal com enorme vontade de pedalar pelas ruas da aldeia e admirar a paisagem da serra  da Malcata, nesta época do ano está toda florida e sentem-se os aromas  a rosmaninho, as carquejas e as giestas floridas e o alecrim aos molhos a perfumar quem por ele passa.

Destaco a participação da Palegessos que participou com o maior grupo de atletas e que mostraram que sabem e gostam deste género de desporto. O passeio tinha dois itinerários à escolha: um longo, com 50 Km e outro mais curto, com 25  Km, mas ambos por locais paradisíacos e com algumas dificuldades que com vontade e alguma força se ultrapassavam. Claro, o Carlos (" Barroco" )da Isolince foi o "durão" e o animador de Malcata.
Enquanto os biciclistas subiam, desciam ou empurravam a bicla a pé, que o diga o Luís Carlos e o José Costa, lá para as Ferrarias os caçadores de arma em punho e cada um na sua porta, aguardavam a largada dos pombos  para premir o gatilho e se a pontaria fosse a certeira, acabava com o voo da ave.  E não é que havia  caçadores que acertavam no pobre do pombo!

Quando cheguei  às Ferrarias e olhei à minha frente,  vi homens camuflados, escondidos no meio das ervas, outros sentados em pequenos bancos, em plena terra lavrada, outros em pé na berma da estrada, fiquei  parado e a procurar compreender esta largada de pombos que a ACPM (Associação de Caça e Pesca  de Malcata ) organizou.
Para além dos pombos, lançadores de pombos e caçadores, também um grande número de populares da aldeia assistiam e participavam na iniciativa. Não tinham arma, mas com berros e palmas faziam com que os pombos voassem ou então avisavam que “aí vai um...”ou “ó pá, aqueles além não dão uma prá caixa, os outros dali limpam tudo à primeira...”. Ora, o sol aperta, a garganta seca e há bebida para retemperar.
Por vezes, o cenário mais parecia uma daquelas “Operações Stop” que as nossas autoridades levam a efeito por essas estradas. Quatro a cinco caçadores de arma apontada ao alto, na estrada apareciam os ciclistas do BTT ...passavam e só se ouviam cartuchos a estoirar...

Uns a pedalar e outros a atirar, enquanto nas cozinhas dos Cafés da aldeia cada um apurava ao seu gosto e mantinha o lume aceso, até que o javali estivesse no ponto de rebuçado, ou seja, mesmo naquele ponto de comer e repetir. Outros, lançavam as couves nas panelas, juntamente com as batatas aqui de Malcata, que todos lhe reconhecem qualidade e sabor, uma pitada de sal, mais alguns condimentos e o caldo verde pronto a ser comido. Alguém se encarregou dos queijos, do pão, do vinho e dos sumos e águas.  Os que prepararam a salada de fruta esmeraram-se em servir  uma sobremesa fresca e com variedade de fruta bem docinha.
As mais de 200 pessoas que se sentaram colocando os seus pés debaixo da mesa, não arredaram do magestoso salão da ASSM (Associação de Solidariedade Social de Malcata ) que possui desde o passado dia 15 de Maio e que amavelmente colocou ao serviço da população de Malcata.

Foi  um almoço bem nutrido e bem regado de comida, bebida e muita alegria, destacando a permanente boa disposição e constante animação vivida pela tuna Real Tertúlia Académica. da IPV-ESTGL(Lamego).
E para que tudo decorresse bem, a Junta de Freguesia teve a seu cargo toda a logística, disponibilizando viaturas e pessoal ( Presidente, Tesoureiro, Secretário... ) e sempre atento  esteve o presidente Vitor Fernandes marcando presença em todos os locais onde decorreram as actividades do "Malcata Viva".
Nota 1- "MALCATA VIVA" tem que continuar...e envolver todas as associações, comércio e serviços da aldeia. Estas iniciativas geram riqueza para benefício de todos. Mudar para melhor está nas mãos dos malcatenses. São eles que têm o pássaro nas mãos e são eles que decidem a sorte do pássaro: apertar as mãos ou abri-las e deixar a ave em liberdade, voando de carqueja a carqueja e espalhar a beleza por toda a aldeia e serra.
Nota 2- Um agradecimento ao Jornal Cinco Quinas por ter estado presente e divulgar esta iniciativa.
Nota 3- Daqui a una dias colocarei mais fotos e vídeos sobre este dia. Há surpresas!

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