27 dezembro 2009

PODEMOS MUDAR A NOSSA ALDEIA


   Um rumo é uma orientação. Não é um caminho único, nem fixo e não é para sempre. Perante dois caminhos, a escolha é nossa e cada um de nós escolhe aquele por onde quer caminhar.
   Na nossa vida apenas o céu e a terra são permanentes. Tudo o resto, incluindo todos os seres humanos, mudam. O rumo de cada um de nós também muda e o rumo da aldeia também. Por isso, é bom sermos desprendidos e não nos agarrarmos ao que já conhecemos, àquilo que os nossos avós e pais nos ensinaram como seguro e verdadeiro. Convém que a nossa aldeia mude e se desenvolva. O caminho da mudança tem de ir num determinado sentido e às vezes a caminhada será feita de uma maneira harmoniosa, outras vezes aos tropeções. Mas é nesses tropeções que os habitantes da aldeia devem ouvir a mensagem do caminho que estão a percorrer. Talvez seja necessário seguir outro rumo. O medo pode invadir as pessoas, pois, mudar de rumo implica ir por um caminho desconhecido. E isso deixa as pessoas inseguras porque têm de abandonar um caminho ao qual já estavam habituadas. Mas o hábito pode fazer perder o prazer de caminhar e perdemos as oportunidades de percorrer outros caminhos. Portanto, talvez encontremos aquilo que, sem o sabermos ainda, os malcatenhos procuramos e necessitamos.
   Por isso, não tenham medo, não fujam perante as mudanças. Temos de ser flexíveis e adaptar-nos às circunstâncias e aos tempos porque, embora ao princípio nos custe entender, as mudanças são sempre para melhor e ajudam a aldeia a evoluir. As mudanças, sejam elas lentas ou vertiginosas, pacíficas ou violentas, desejadas por todos ou não, promovem o progresso, trazem a abundância e a riqueza de bens para a nossa aldeia. A mudança traz novas oportunidades para a vida dos que habitam na aldeia, porque o movimento é sinal de vida e de prosperidade. O conforto e a rotina, pelo contrário, são sinónimos de estagnação e de ocaso.
   Por isso, malcatenhos, decidam-se e comecem a mudar. Rendam-se ao movimento e vejam com outros olhos o futuro de Malcata.

Sem comentários: