segunda-feira, janeiro 05, 2026

MALCATA: MAIS DE 100 CABRAS JÁ LIMPAM OS BALDIOS DA FREGUESIA DE MALCATA

 






Rebanho nos baldios de Malcata
(Foto JFM)






Rebanho nos baldios de Malcata
(Fotos de João Aires)








Rebanho nos baldios de Malcata
(Foto de João Aires)

Foi com satisfação e alegria que olhei para estas fotografias da Junta de Freguesia de Malcata e também das outras imagens que um conterrâneo sabugalense se dignou publicar nas redes sociais. Obrigado, João Aires pelas fotografias que me ajudam a conhecer um pouco mais sobre o rebanho das cabras. Vou deixar aqui as palavras que descrevem as imagens de João Aires:
"fui dar uma volta pela serra, na esperança de ver por lá o lince e a certa altura fiquei animado, quando ao longe vi estes vultos, disse pra mim: queres ver que na vez de veres um vez um rebanho deles...mas depois puxei a imagem para mais perto e vi que estava enganado, afinal eram cabras mas gostei de ver que ainda as há por lá".
 É verdade, há cabras na serra e linces nem vestígios da sua passagem.
 E o rebanho realmente é grande, talvez umas 100 cabeças, que ainda não conhecem os caminhos e veredas e nem sequer tiveram tempo de escolher o seu "canto" no abrigo que a Freguesia de Malcata lhes oferece. É sem dúvida um acontecimento a celebrar e agora é olhar em frente porque o céu é o limite. 



quinta-feira, janeiro 01, 2026

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES


 

 

 O começo de um ano é sempre propício para escrever desejos, sonhar com metas e objectivos que queremos alcançar. Ainda podemos olhar para trás, recordar o que vivemos e o que fizemos ou interrogarmo-nos sobre o que ficou por fazer.
 AO longo de 2025, a nossa freguesia como se afirmou no concelho a que pertencemos? Houve festas, tradições e eventos na aldeia? Houve reuniões, assembleias, discussões e discursos? E de tudo o que houve de importante e que mereceu a nossa presença, o nosso reconhecimento, que impacto realmente teve tudo isso na vida das pessoas, da nossa comunidade malcatenha? O que sobressai e que se voltou a confirmar?

  Seria injusto entrar no novo ano sem ter um tempo para olhar para trás, para o ano velho que terminou ontem. Até porque no ano de 2025, também aconteceram muitas coisas positivas. Começa a ganhar vida a ideia da transparência, da informação e da valorização dos projectos comuns da nossa freguesia. Há sinais concretos de trabalho realizado e do muito que ainda há para fazer. Mas ainda faltam debates e partilhas de propostas que mostrem mais clareza, mais proximidade das pessoas. E em 2026, um dos desafios a alcançar é não deixar que as boas intenções se fiquem pelos caminhos e veredas e se percam com o deslumbramento pessoal.
 A nossa freguesia para ter vida própria e catalisadora não pode continuar numa lógica do “logo se verá”, quando chegar a altura de informar, todos saberão como estão as coisas, ou ainda, continuar a planear e a mandar fazer e depois da obra feita anunciar que foi a freguesia que fez, porque isso não é verdade…
 Entrar em 2026 é muito mais que passar pela porta de entrada da casa e fechar a mesma porta para esquecer o passado que acabámos de viver.
 Entrar no novo ano é muito mais do que virar a última página do diário 2025. Celebrar o novo ano 2026 é o primeiro grande passo. E ao mesmo tempo que celebramos, comecemos a cuidar do novo ano desde a primeira hora.
 No primeiro dia do mês de Janeiro, do ano de dois mil e vinte e seis, desejo aos leitores que 2026 seja um ano cheio de coisas boas, mas também cheio de boas escolhas, de bons projectos novos, confirmação do fim dos já prometidos e que as relações humanas, sociais, políticas e religiosas nos aproximem como comunidade.

                      José Nunes Martins

quinta-feira, dezembro 25, 2025

NOITE DE NATAL INESQUECÍVEL

 


 Nos meus silêncios continuo a ouvir a sua voz, as suas mãos que tantas vezes me ajudaram a levantar do chão, lavaram a cara e me acariciaram o coração. Nos seus últimos dias, eu vi-a a perder as forças que sempre mostrou ter durante a vida. Mulher com fé e com doçura no olhar e na forma como via o mundo, carinhosa com todos e sempre confiante em cada manhã. Nunca deixou de ser a pessoa que era e nunca escondeu de onde veio. Lembro-me das pequenas coisas que me faziam sentir um filho amado, falava com simplicidade com todos, fazia o bem ao próximo e nunca esperava nada em troca. Amava sem precisar de olhar para a cor da pele ou raça, queria só fazer o bem e aquecer o coração das pessoas.
 Lembro-me da fé que professava, a bondade e a doçura, o interesse em trabalhar, respeitava a lei do descanso e ia muitas vezes à igreja para rezar.
 Que eu saiba honrar os seus ensinamentos e ser bondoso como ela foi. É a forma que melhor me dá certezas de o seu espírito me estar a acompanhar.
                        João

terça-feira, dezembro 23, 2025

A FOGUEIRA DO NATAL

 


 A noite de 24 está a poucas horas de acontecer. Vou fazer mais uma viagem na máquina do tempo e contar-vos como se vivia a época natalícia na nossa aldeia,
quando eu era criança.
 As minhas filhas não faziam ideia que era assim e não acreditavam, que as prendas eram mais simples, não havia telemóveis, jogos ou computadores como hoje o Pai Natal traz às crianças. As prendas, eram deixadas no sapatinho que as crianças deixavam junto à chaminé e havia que deitar cedo para acontecer a magia e o Menino Jesus descesse pela chaminé com as prendas. No Natal, para além das prendas, dois ou três dias antes, os rapazes juntavam-se e iam à procura da madeira para a fogueira de Natal. Procuravam os troncos dos castanheiros velhos, que juntamente com outra lenha como o carvalho e as giestas, a fogueira dificilmente se apaga e fica toda a noite em brasas.
  A madeira era carregada nos carros de vacas e transportada até ao adro da igreja. Só na noite de 24 é que lhe deitavam fogo, e dava para aquecer o Menino Jesus deitado num berço de palhinhas. A fogueira é uma tradição muito antiga e ainda hoje é feita e só arde na noite da consoada, horas antes da missa do galo. No final da missa, as pessoas juntavam-se à volta da grande fogueira e todos entoavam as tradicionais cantigas de Natal, acompanhadas com os tocadores de concertina.

    Com o avançar da noite, os rapazes aproveitavam para assar e comer umas chouriças e pão que as pessoas tinham oferecido durante a tarde, como forma de agradecer o trabalho que tiveram e manter viva a tradição da fogueira de Natal.
 As noites de Dezembro são sempre frias e depois de barriga satisfeita, a alegria continuava pelas ruas da aldeia. Os rapazes, acompanhados dos tocadores de concertina, percorriam as ruas da nossa aldeia a cantar e a desejar as boas festas.
Para saber mais:
 
https://aldeiademalcata.blogspot.com/2018/12/malcata-fogueira-de-natal-esta-perder.html

 https://aldeiademalcata.blogspot.com/2013/12/dia-24-de-dezembro-noutros-tempos.html

 


 

É NATAL E FESTA

BOAS FESTAS PARA TODOS 



segunda-feira, dezembro 22, 2025

O JOÃO MOSTROU COMO SER AGRADECIDO

Alegria no Lar



 


 Há uns dias, aqui nas redes sociais, li que logo pela manhã, ia andar pelas ruas da nossa aldeia um senhor à procura de qualquer coisa, queria conhecer a aldeia e as gentes que nela vivem. Esse senhor andaria acompanhado por câmaras de televisão que gravariam tudo e todos os que andavam na rua. Na página oficial da autarquia, a mensagem era mais um convite à população para nesse dia 19, com chuva e frio, se juntassem porque “precisamos de mostrar ao João que ainda existe vida nas aldeias do Interior do País e na nossa em especial”.

 A mensagem/convite foi para as redes sociais no dia 13 e imediatamente começaram a partilhar, acabando por cair na minha página pessoal.
 Ui! O que se vai passar na terra? Deixa-me cá ver…
 Li e reli a publicação.
 Depois da primeira parte da mensagem, continuei a ler que na freguesia havia que mostrar “gente bem-disposta, alegre e com a garganta afinada, para desafiar o João a cantar uns cânticos natalícios. Contamos com todos”.
 
Portanto, a freguesia tinha que mostrar ao ilustre visitante uma aldeia de sonho, imaginária e onde se vive de cara alegre, há gosto e
 interesse pela música coral, seja de índole religiosa ou popular.
 E lá aconteceu o que tinha pensado a equipa de apoio da Casa Feliz: o João feliz e sempre bem-disposto a mostrar o forno do Rossio e depois as deliciosas filhós feitas na Corela, ali ao lado do Carvalhão.
 Não estive a ver o programa em tempo real. Só mais tarde me sentei e graças à tecnologia da NOS revi a reportagem. O João é mesmo um homem querido por todos, então aqueles afectos e carinhos que mostra com os idosos no lar, é mesmo ternura e amor ao próximo. Pessoa muito alegre, muito extrovertida e todos sentem que aquele artista é uma pessoa com alma, com coração aberto e é Natal, verdadeiramente Natal.
 Ele, o João mostrou aos malcatenhos o que é ser/ estar bem-disposto, alegre, com sorriso nos lábios e ainda canta e encanta os Traquinas da Concertina que também animaram a festa.



 

sábado, dezembro 20, 2025

O NATAL NÃO É COMO O HOMEM QUER

 



“O dia 25 de Dezembro não celebra o aniversário histórico do nascimento de Jesus de Nazaré. Foi a Igreja de Roma que fixou esta data como réplica pastoral à festa solar pagã do Natalis Invicti, festa de Inverno no Hemisfério Norte.

 Foi uma bela astúcia. Procurava destronar a heliolatria, o culto ao sol, pela celebração do nascimento de Jesus Cristo, o verdadeiro Sol Invencível, a luz da justiça e da graça.
 Se o Natal é decisão romana, a Epifania, a 6 de Janeiro, é de origem oriental: celebram ambas a mesma realidade, a manifestação do Deus humanado”.

Frei Bento Domingues O.P.

 Nos nossos dias, a sociedade em geral vive o Natal centrado na figura bonacheirona do Pai-Natal. Tudo se vende e o comércio cria emprego, gera lucros para as empresas e receita de impostos para o Estado. O que todos os empresários querem é atrair multidões de pessoas e através de marketing comercial levar a um aumento do consumo.
 Desde crianças que todos nós somos levados a gostar do Natal, seja pelas prendas, pelos almoços da empresa, da distribuição de subsídios, da entrega de cabazes alimentares, festas de Natal com desfiles, comboios, animações, iluminações, mercados e feiras, divertimentos gratuitos…das boas refeições em casa com a presença da família, das batatas e do bacalhau, rabanadas, filhós, sonhos e aletrias, creme e muitos bolos, mais o bolo-rei, o bolo rainha, o bolo escangalhado…
 A vida dá tantas voltas que os anos vão correndo e o Natal deixa de ser tão especial como era quando tinha menos de 10 anos. O Natal não desapareceu e quero conservar um pouco do espírito do Natal da minha infância.
 A 25 de Dezembro foi quando a minha mãe faleceu, estava internada no Hospital da Guarda e partiu por volta das 20h, a confiar nas palavras que ouvi no telefone da extensão 1481 do Hospital de São João, no Porto. Aguentei a perda, escondi a dor e as lágrimas até à meia-noite. Era dia de Natal e as enfermarias estavam cheias de homens a precisar de cuidados de saúde e palavras de conforto. Não aguentei mais e depois da primeira ronda pelas enfermarias, simplesmente desabafei com a equipa de enfermagem e
num gesto de solidariedade e carinho, convenceram-me a ir para onde tinha que ir e estar. Mais, asseguraram que fosse em paz e com coragem para viver o acontecimento, eles, os enfermeiros(as), tratavam dos doentes e do que fosse preciso. Nunca vou conseguir pagar-lhes este gesto. Foram uma espécie de anjos que vieram ao meu auxílio e me ofereceram o que outros poderosos se recusaram a dar. Nesse Natal de 25 de Dezembro não dormi e não dormiu ninguém em nossa casa, partimos de noite e antes do amanhecer, chegámos junto do lugar onde a minha mãe se encontrava. Um frio de me fazer tremer, mas também a certeza da tranquilidade e paz em que a minha mãe estava.
 O Natal é igual todos os anos, mas também cheio de contradições e é uma festa desgastante, mesmo que para muitos seja uma quadra de forte angústia.
 É assim que eu sinto o Natal de 2025, um Natal mais familiar, com a família.

sexta-feira, dezembro 19, 2025

ASSEMBLEIA DOS COMPARTES DE MALCATA

 


  

 Os baldios de Malcata, contam com uma Assembleia de Compartes.
 Graças ao acordo, aprovado em reunião de assembleia de compartes,
as competências relativas ao Conselho Directivo dos Baldios, ficou sob a responsabilidade da Junta de Freguesia de Malcata.
 As Assembleias de Compartes são convocadas, através de Edital, pelo Presidente de Mesa da Assembleia de Compartes. Até aqui tudo bem e normalidade total. 
 É preciso deixar claro que, não é pelo facto da Junta de Freguesia, através do seu executivo, ser responsável pela administração dos baldios, não se tornou proprietária de todos os baldios e não deve apoderar-se dos rendimentos que os baldios têm, nem fazer alterações, investimentos ou distribuição de sobrantes da floresta, sem que previamente obtenha autorização da Assembleia de Compartes. Não compete à Junta de Freguesia e nem à Assembleia de Freguesia tomar decisões de execução nos baldios, sem antes haver uma deliberação por parte dos compartes reunidos em assembleia. 
 Está marcada para este mês de Dezembro a Assembleia de Compartes. Tenho pena de não poder estar presente nessa assembleia porque tinha algumas perguntas para esclarecer e também sugestões a apresentar. 
 Como comparte, gostava de saber como se encontra o Caderno de Recenseamento dos Compartes da Freguesia de Malcata, actualizado de preferência;
 Outra informação, que interessa a todos é: saber qual vai ser a previsão de receitas para o ano de 2026?
 No orçamento e no plano de actividades 2026, que vão apresentar à assembleia para deliberar e votar, gostava de fazer uma sugestão:
 - Distribuição de sobrantes (lenha) aos compartes:
  a lenha resultante da limpeza e desbastes executados pela Equipa de Sapadores Florestais, se procedesse a uma distribuição gratuita aos compartes mais idosos e mais necessitados de apoio. Com um limite a uma inscrição por casa, havendo necessidade de inscrição prévia, destinado a compartes com mais de 65 anos. A inscrição a fazer no Conselho Directivo (que é a Junta). E a acção, seria a entrega de lenha na casa dos compartes inscritos, começando pelos mais idosos. 
 

 Distribuir lenha aos mais idosos e carenciados, para além de ser um apoio social, é uma ajuda na própria retirada dos ramos e sobrantes das limpezas das florestas, dos baldios nomeadamente. 
 Trata-se de uma daquelas acções que se enquadram nas próprias funções e objectivos sobre o papel dos baldios e é também um gesto de solidariedade que fortalece a união dos cidadãos, no caso, a comunidade dos compartes. 
 
 Termino com o desejo de Boas Festas.

 
 
 
 
 

SABUGAL NATAL A QUE CUSTO?


 Todos sabemos que as festas não são gratuitas!

 Todos adoram ir visitar o Presépio Natural que a Câmara Municipal do Sabugal (e bem) vem construindo estes últimos anos por altura do Natal.
 Para os que quiserem consultar os valores que o Município do Sabugal diz ser “investimento”, podem aceder ao Portal Base, local onde o Estado Português centraliza todos os contratos públicos de iluminação e eventos de Natal.
 Se há Câmaras que podem pagar 749.500 euros (Lisboa),
Braga com 450.000 euros, Matosinhos gasta 307.000€,
Santarém destinou 300.000€…
Quanto gasta o Sabugal?
Consulte aqui:

https://www.base.gov.pt/Base4/pt/pesquisa/?type=contratos&texto=+506811662&tipo=0&tipocontrato=0&cpv=&aqinfo=&adjudicante=&adjudicataria=&sel_price=price_c1&desdeprecocontrato=&ateprecocontrato=&desdeprecoefectivo=&ateprecoefectivo=&desdeprazoexecucao=&ateprazoexecucao=&sel_date=date_c1&desdedatacontrato=&atedatacontrato=&desdedatapublicacao=&atedatapublicacao=&desdedatafecho=&atedatafecho=&pais=0&distrito=0&concelho=0~

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MALCATA: ALDEIA DO PÃO, DO QUEIJO E DOCES

   Estes são três dos produtos gastronómicos que durante muitos anos
identificavam a riqueza gastronómica da aldeia de Malcata:
  

1. O Pão de Forno a Lenha

   O pão caseiro cozido no forno a lenha, não era um pão qualquer e só se tinha "pão quente" no dia em que se fazia a fornada. Era com uma fornada que a família se alimentava de pão durante uma a duas semanas. Ou seja, na aldeia o forno comunitário, era acendido de 15 em 15 dias e havia que precaver as necessidades de cada casa para que nesse período de intervalo, houvesse sempre pão em casa. E a verdade é que o pão durava o tempo todo sem se estragar. O segredo de tantos dias a comer pão encontrava-se na técnica de preparação, desde o grão que era colhido pelo lavrador, enviava para moer, guardava a farinha, amassava com água natural, bons fermentos, boa lenha, algumas cruzes em cada pão e rezas, resultavam numa fornada que enchia o tabuleiro que a mulher punha em cima da cabeça e ia até casa, onde o guardava na arca de madeira. Parece fácil fazer pão artesanal, mas requer conhecimentos e experiência e muito tempo para aprender a cozer um pão bom e saboroso. 

  

2.O queijo de cabra
Com o leite, ordenhado manualmente, a dona da casa ou uma das suas filhas, tratavam de o guardar numa vasilha e depois de lhe juntar um pouco de cardo natural, esperavam umas horas até o leite coalhar. 
Quando a coalhada alcançava o seu ponto, com a ajuda da francela e do acincho, a queijeira retirava o leite coalhado da panela e deitava-o dentro do acincho que antes tinha posto em cima da francela. Com as mãos ia calcando a coalhada e esse gesto de pressão, fazia com que o
soro líquido saísse pelos furos do acincho de lata, escorrendo pela francela até cair dentro do recipiente colocado no seu devido sítio. 
O processo de fazer o queijo era todo feito manualmente e sem pressas. O queijo é uma delícia quando ainda está fresco, mas para algumas pessoas, depois de curado e bem seco, o queijo de cabra duro, rijo como uma pedra e com um cheiro intenso, é qualquer coisa de sublime e simplesmente uma experiência única.  


3.Os doces ou esquecidos

Estes doces, também chamados "esquecidos", são bolos tradicionais na nossa aldeia. Sempre que há uma festa na comunidade ou para momentos especiais, este é um doce que está sempre na mesa. São uma delícia e 
toda a gente aprecia esta singela forma de juntar água, farinha, ovos e açúcar, tudo batido com amor e carinho para mais tarde saborear. 
O seu nome "esquecidos" vem da forma como se coziam no forno a lenha.
Depois de cozido o pão, para se aproveitar o calor do forno a lenha,
as mulheres espalhavam a massa, com a ajuda de uma colher, numa chapa lisa e salpicada com farinha e colocavam-nas dentro do forno ainda quente, deixando-os "esquecidos" a cozer lentamente.  

  Voltarei com este assunto.
  Boas Festas