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| Rebanho nos baldios de Malcata (Foto JFM) |
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| Rebanho nos baldios de Malcata (Fotos de João Aires) |
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| Rebanho nos baldios de Malcata (Foto JFM) |
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| Rebanho nos baldios de Malcata (Fotos de João Aires) |
O começo de um ano é
sempre propício para escrever desejos, sonhar com metas e objectivos que
queremos alcançar. Ainda podemos olhar para trás, recordar o que vivemos e o
que fizemos ou interrogarmo-nos sobre o que ficou por fazer.
AO longo de 2025, a nossa freguesia como
se afirmou no concelho a que pertencemos? Houve festas, tradições e eventos na
aldeia? Houve reuniões, assembleias, discussões e discursos? E de tudo o que
houve de importante e que mereceu a nossa presença, o nosso reconhecimento, que
impacto realmente teve tudo isso na vida das pessoas, da nossa comunidade
malcatenha? O que sobressai e que se voltou a confirmar?
Seria injusto entrar no novo ano sem ter um
tempo para olhar para trás, para o ano velho que terminou ontem. Até porque no
ano de 2025, também aconteceram muitas coisas positivas. Começa a ganhar vida a
ideia da transparência, da informação e da valorização dos projectos comuns da
nossa freguesia. Há sinais concretos de trabalho realizado e do muito que ainda
há para fazer. Mas ainda faltam debates e partilhas de propostas que mostrem
mais clareza, mais proximidade das pessoas. E em 2026, um dos desafios a
alcançar é não deixar que as boas intenções se fiquem pelos caminhos e veredas
e se percam com o deslumbramento pessoal.
A nossa freguesia para ter vida própria
e catalisadora não pode continuar numa lógica do “logo se verá”, quando chegar
a altura de informar, todos saberão como estão as coisas, ou ainda, continuar a
planear e a mandar fazer e depois da obra feita anunciar que foi a freguesia
que fez, porque isso não é verdade…
Entrar em 2026 é muito mais que passar
pela porta de entrada da casa e fechar a mesma porta para esquecer o passado
que acabámos de viver.
Entrar no novo ano é muito mais do que
virar a última página do diário 2025. Celebrar o novo ano 2026 é o primeiro
grande passo. E ao mesmo tempo que celebramos, comecemos a cuidar do novo ano
desde a primeira hora.
No primeiro dia do mês de Janeiro, do ano
de dois mil e vinte e seis, desejo aos leitores que 2026 seja um ano cheio de
coisas boas, mas também cheio de boas escolhas, de bons projectos novos,
confirmação do fim dos já prometidos e que as relações humanas, sociais,
políticas e religiosas nos aproximem como comunidade.
Nos meus silêncios
continuo a ouvir a sua voz, as suas mãos que tantas vezes me ajudaram a
levantar do chão, lavaram a cara e me acariciaram o coração. Nos seus últimos
dias, eu vi-a a perder as forças que sempre mostrou ter durante a vida. Mulher
com fé e com doçura no olhar e na forma como via o mundo, carinhosa com todos e
sempre confiante em cada manhã. Nunca deixou de ser a pessoa que era e nunca
escondeu de onde veio. Lembro-me das pequenas coisas que me faziam sentir um
filho amado, falava com simplicidade com todos, fazia o bem ao próximo e nunca
esperava nada em troca. Amava sem precisar de olhar para a cor da pele ou raça,
queria só fazer o bem e aquecer o coração das pessoas.
Lembro-me da fé que professava, a
bondade e a doçura, o interesse em trabalhar, respeitava a lei do descanso e ia
muitas vezes à igreja para rezar.
Que eu saiba honrar os seus ensinamentos
e ser bondoso como ela foi. É a forma que melhor me dá certezas de o seu
espírito me estar a acompanhar.
João
A noite de
24 está a poucas horas de acontecer. Vou fazer mais uma viagem na máquina do
tempo e contar-vos como se vivia a época natalícia na nossa aldeia,
quando eu era criança.
As minhas filhas não faziam ideia que
era assim e não acreditavam, que as prendas eram mais simples, não havia
telemóveis, jogos ou computadores como hoje o Pai Natal traz às crianças. As
prendas, eram deixadas no sapatinho que as crianças deixavam junto à chaminé e
havia que deitar cedo para acontecer a magia e o Menino Jesus descesse pela
chaminé com as prendas. No Natal, para além das prendas, dois ou três dias antes, os rapazes juntavam-se e iam à procura da madeira para a fogueira de Natal. Procuravam os troncos dos castanheiros velhos, que juntamente com outra lenha como o carvalho e as giestas, a fogueira dificilmente se apaga e fica toda a noite em brasas. A madeira era carregada nos carros de vacas e transportada até ao adro da igreja. Só na noite de 24 é que lhe deitavam fogo, e dava para aquecer o Menino Jesus deitado num berço de palhinhas. A fogueira é uma tradição muito antiga e ainda hoje é feita e só arde na noite da consoada, horas antes da missa do galo. No final da missa, as pessoas juntavam-se à volta da grande fogueira e todos entoavam as tradicionais cantigas de Natal, acompanhadas com os tocadores de concertina.
Com o avançar
da noite, os rapazes aproveitavam para assar e comer umas chouriças e pão que
as pessoas tinham oferecido durante a tarde, como forma de agradecer o trabalho que tiveram e manter viva a tradição da fogueira de Natal.
As noites de Dezembro são sempre frias e
depois de barriga satisfeita, a alegria continuava pelas ruas da aldeia. Os
rapazes, acompanhados dos tocadores de concertina, percorriam as ruas da nossa
aldeia a cantar e a desejar as boas festas.
Para saber mais:
https://aldeiademalcata.blogspot.com/2018/12/malcata-fogueira-de-natal-esta-perder.html
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| Alegria no Lar |
Há uns dias, aqui nas redes sociais, li que logo pela manhã, ia andar pelas ruas da nossa aldeia um senhor à procura de qualquer coisa, queria conhecer a aldeia e as gentes que nela vivem. Esse senhor andaria acompanhado por câmaras de televisão que gravariam tudo e todos os que andavam na rua. Na página oficial da autarquia, a mensagem era mais um convite à população para nesse dia 19, com chuva e frio, se juntassem porque “precisamos de mostrar ao João que ainda existe vida nas aldeias do Interior do País e na nossa em especial”.
A mensagem/convite foi para as redes sociais no dia 13 e imediatamente começaram a partilhar, acabando por cair na minha página pessoal.
“O dia 25 de Dezembro não celebra o aniversário histórico do nascimento de Jesus de Nazaré. Foi a Igreja de Roma que fixou esta data como réplica pastoral à festa solar pagã do Natalis Invicti, festa de Inverno no Hemisfério Norte.
Foi uma bela astúcia. Procurava
destronar a heliolatria, o culto ao sol, pela celebração do nascimento de Jesus
Cristo, o verdadeiro Sol Invencível, a luz da justiça e da graça.
Se o Natal é decisão romana, a Epifania,
a 6 de Janeiro, é de origem oriental: celebram ambas a mesma realidade, a
manifestação do Deus humanado”.
Frei Bento Domingues O.P.
Os baldios de Malcata, contam com uma Assembleia de Compartes.
Graças ao acordo, aprovado em reunião de
assembleia de compartes,
as competências relativas ao Conselho Directivo dos Baldios, ficou sob a
responsabilidade da Junta de Freguesia de Malcata.
As Assembleias de Compartes são
convocadas, através de Edital, pelo Presidente de Mesa da Assembleia de
Compartes. Até aqui tudo bem e normalidade total.
É preciso deixar claro que, não é pelo facto da Junta de Freguesia, através do seu executivo, ser responsável pela administração dos baldios, não se tornou proprietária de todos os baldios e não deve apoderar-se dos rendimentos que os baldios têm, nem fazer alterações, investimentos ou distribuição de sobrantes da floresta, sem que previamente obtenha autorização da Assembleia de Compartes. Não compete à Junta de Freguesia e nem à Assembleia de Freguesia tomar decisões de execução nos baldios, sem antes haver uma deliberação por parte dos compartes reunidos em assembleia.
Está marcada para este mês de Dezembro a Assembleia de Compartes. Tenho pena de não poder estar presente nessa assembleia porque tinha algumas perguntas para esclarecer e também sugestões a apresentar.
Como comparte, gostava de saber como se encontra o Caderno de Recenseamento dos Compartes da Freguesia de Malcata, actualizado de preferência;
Outra informação, que interessa a todos é: saber qual vai ser a previsão de receitas para o ano de 2026?
No orçamento e no plano de actividades 2026, que vão apresentar à assembleia para deliberar e votar, gostava de fazer uma sugestão:
- Distribuição de sobrantes (lenha) aos compartes:
a lenha resultante da limpeza e desbastes executados pela Equipa de Sapadores Florestais, se procedesse a uma distribuição gratuita aos compartes mais idosos e mais necessitados de apoio. Com um limite a uma inscrição por casa, havendo necessidade de inscrição prévia, destinado a compartes com mais de 65 anos. A inscrição a fazer no Conselho Directivo (que é a Junta). E a acção, seria a entrega de lenha na casa dos compartes inscritos, começando pelos mais idosos.
Distribuir lenha aos mais idosos e carenciados, para além de ser um apoio social, é uma ajuda na própria retirada dos ramos e sobrantes das limpezas das florestas, dos baldios nomeadamente.
Trata-se de uma daquelas acções que se enquadram nas próprias funções e objectivos sobre o papel dos baldios e é também um gesto de solidariedade que fortalece a união dos cidadãos, no caso, a comunidade dos compartes.
Termino com o desejo de Boas Festas.
Estes são três dos produtos gastronómicos que durante muitos anos
identificavam a riqueza gastronómica da aldeia de Malcata:
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1. O Pão de Forno a Lenha |
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| 2.O queijo de cabra |