11/03/2018

NOVEMBRO EM MALCATA




   Por estes dias os cemitérios transformaram-se nos jardins mais floridos das nossas terras. As variedades de flores vão desde crisântemos brancos, rosas de muitas cores, arranjos florais com várias flores e  adornados com uns verdes.
   Este ano na aldeia o cemitério apresentou-se vestido de branco graças à tinta e aos artistas que durante dias pensaram nos que ali passam os seus dias e noites num profundo silêncio e escondidos do mundo. 
   Quantas vezes nos perguntamos se a morte é o fim ?
   Acreditamos ou não na vida para lá da morte?
    Porque muitos de nós vão aos cemitérios em Novembro?
   Saberão os crentes cristãos como comportarem-se nas cerimónias religiosas?
   O que importa é enfeitar e rodear a lápide mal se entra no cemitério ? Ou primeiro devemos acompanhar o padre, orar em comunidade por todos os Santos e só depois as famílias se juntarem a rezar pelos seus familiares? Nestas cerimónias a pressa fica fora dos muros. É importante que o povo reze em comunidade e primeiro sob a orientação do padre que ali se encontra a orientar as orações pelas intenções de todos e a maior parte das vezes, o padre é o único que não tem um familiar ali enterrado, mais um motivo para todos o rodearem e orar em uníssono. A Fé e o Respeito todos o merecemos.
   Deus é amor!












11/01/2018

CEMITÉRIOS: UM DIA DIFÍCIL DE PASSAR



  

   Dia 1 de Novembro 2018
   Dia de todos os santos.
   Por conveniência, também se costuma ir aos cemitérios lembrar os “fiéis defuntos”. Na aldeia de Malcata, os mortos serão lembrados hoje com a celebração de uma missa pelas 11.30, seguida de romagem ao cemitério.

  
As tradições vão mudando um pouco ao sabor das mudanças e das conveniências da Igreja e os fiéis não têm outro remédio que aceitar.
   Eu, por princípio, não gosto de nada feito por obrigação, ir porque os outros também vão ou ir para depois não ter que explicar porque não fui, não é a minha maneira de agir. Ir ao cemitério, apenas neste dia, vir para casa com a ideia de dever cumprido e talvez com uma “selfie” para mostrar aos amigos que estive lá,
mesmo que a mente tivesse ido passear para bem longe daquele lugar cheio de corpos sem vida. Tenho saudades e muitas da minha mãe e de outras pessoas que passaram pela minha vida e com elas vou mantendo diálogos ao longo da minha vida.
   Cada um de nós deve é tratar bem dos vivos enquanto vivem e não sentir a obrigação de enfeitar aquele espaço com flores de plástico e velas, com cores bonitas mas sem cheiro, sem o cheiro da cera e que em vida, tanto eles apreciaram. E o momento é agora, porque amanhã pode já ser tarde!

                                                   José Nunes Martins
  
                                             

  

10/14/2018

OLHAR DE JOLON EM MALCATA

 
 
   A exposição de fotografia
“O Olhar de Jolon – Gentes com história”, do fotógrafo/jornalista Jolon, foi inaugurada no dia 13 de Outubro.
   Esta mesma exposição esteve presente na Biblioteca Municipal de Penamacor, de 3 a 24 de Setembro e agora está patente, até ao dia 22 de Dezembro, na sede da AMCF
 (Associação Malcata Com Futuro), na aldeia de Malcata, na Praça do Rossio.

   As trinta fotografias exclusivas e inéditas, mostram-nos uma visão diferente do nosso passado recente. Rostos típicos de gente simples e humilde, artesãos e gente das nossas aldeias, que nos ajudam a compreenderem melhor o mundo em que vivemos.
   José Lopes Nunes, correspondente do “Jornal do Fundão”, em Penamacor há muitos anos, é conhecido como o biógrafo do povo, cujos textos, sons e fotografias nos transmite histórias ricas de tradições, de saberes e costumes que constituem um valioso património que merece ser preservado.
   Vá dar uma escapadinha, visite a aldeia de Malcata e dedique algum tempo para ver e conhecer o olhar de Jolon.
                                                                                                                 
                               
                                                     José Nunes Martins (Josnumar)