1/08/2018

BALANÇO DO ANO DE 2017

   O ano de 2017 ficou marcado por vários escândalos e tragédias que deixaram os portugueses inquietos e magoados. O peso de cada caso é diverso, mas todos acabam por sofrer a erosão do tempo, acabando no esquecimento. Também em Malcata durante este ano que passou houve escândalos e acontecimentos que deixaram alguns malcatenhos tristes, magoados e incrédulos. Daí o interesse de se revisitar casos que, passados poucos meses, já estão como que esquecidos pela opinião pública, e lembrar alguns acontecimentos que ainda estão bem presentes na vida da nossa comunidade não devem pura e simplesmente safados da história como se fosse um simples erro de escrita.
  
O ano novo já começou e como é habitual, costumamos fazer o balanço e olhamos para trás para lembrar aquilo que fizemos, aquilo que deixamos de fazer e aquilo de que nos arrependemos de ter feito da forma que foi feito.   
   É bom fazermos essa reflexão porque nos ajuda a definir aquilo que gostaríamos de fazer no ano que agora estamos a começar.
   O fim do ano é um momento propício para pensar no ano que passou. Dar uma pausa e encontrar maneiras de fazer uma reflexão sincera sobre os acontecimentos relevantes do ano, ajuda-nos a fazer um balanço sobre o que valeu ou não a pena, e ampliar a percepção das experiências vividas.
   Uma das maneiras de fazer essa reflexão é pensar nas áreas da vida separadamente, escrever e analisar sobre os campos mais importantes para cada um: familiar, profissional, saúde, espiritual, etc. Dessa forma fica mais fácil identificar os pontos fortes e fracos.
     Seria importante que todas as associações de Malcata se reunissem em conjunto para fazer um balanço das atividades realizadas durante o ano de 2017. E neste ano novo de 2018 lançar o desafio às várias associações existentes para nessa reunião apresentar o seu Plano de Actividades a fim de entre todas as associações elaborar uma Agenda Anual de forma a que as diversas associações consigam ter o maior êxito nas suas actividades e não haver sobreposição de acontecimentos prejudicando o êxito dessas iniciativas. Elaborar uma Agenda Comum é uma maneira de levar os malcatenhos a envolverem-se cada vez mais no associativismo e de contribuírem para que Malcata tenha vida.
   E para que não seja apenas eu a fazer este exercício de reflexão, peço a cada um dos malcatenhos que me ajudem a lembrar o que aconteceu em Malcata, mesmo que não sigamos uma ordem cronológica, talvez referindo o que de mais importante e impactante aconteceu mês a mês. No fim, reunirei todas as participações e será elaborado o Balanço de 2017 em Malcata.
   Aceitam este desafio?
   O tempo está a contar e termina às 00:00 de terça-feira, 9 de Janeiro!
  

 








 


1/06/2018

MALCATA: UMA PÉROLA POR LAPIDAR

 


 
   Estamos nos inícios do novo ano e não queria começar a escrever críticas, mas o nosso futuro é tão importante que não posso deixar calar-me nestes primeiros dias de 2018.
   Este ano vou continuar a escrever sobre a nossa aldeia e a expor publicamente aquilo que penso em relação a ela e aos malcatenhos que nela nasceram. Vou continuar a escrever que desejo ajudar a construir uma aldeia onde viver bem e em harmonia com a natureza seja possível. Para tal todos temos que ser capazes de trabalhar para o bem comum e no respeito pelas nossas heranças e tradições, não as desbaratando a qualquer preço. Defender o nosso património, a nossa cultura, os nossos costumes tem que ser o nosso desígnio.
   O futuro será o resultado das nossas acções levadas a cabo no tempo presente. Se queremos ganhar o que devemos fazer é isto: focarmo-nos naquilo que somos capazes de controlar.
   Este é o segredo da nossa vitória e o truque para vencer o jogo.

12/09/2017

NESTE NATAL NÃO SE DEIXE EMBRULHAR


 PRESENTES ENVENENADOS

  
O Natal é uma das alturas do ano mais aguardadas por miúdos e graúdos. Os negociantes preparam-se a tempo e horas para nos meses de novembro e dezembro venderem tudo e mais alguma coisa, utilizando as melhores campanhas de marketing.
   As pessoas nestas datas festivas compram e algumas coisas são dispensáveis. Mas o assédio comercial é tão forte e tão intensivo que muitos não resistem e lá vão às compras confiantes que se o não fizerem perderão a oportunidade de comprar mais barato.
   Este ano a febre das promoções e dos créditos fáceis batem às nossas portas diariamente, recebemos mensagens das instituições de crédito com ofertas tentadoras e apelativas. Até parece que nos leram o pensamento e adivinharam que estávamos a pensar mudar de carro, os filhos exigem um televisor smart tv, tablet e mais rapidez na internet. Mesmo não sonhando em viajar, há quem nos queira oferecer uma noite gratuita a seguir à segunda, naquele espectacular sítio tranquilo e repousante. Até os supermercados entraram nisto de marketing natalício e da facilidade de pagar tudo aquilo que nos ajude a passar uma noite santa e alegre. Como é que eles sabem quase tudo, mas quase tudo o que nós procuramos? Como é que as grandes marcas descobrem que ando à procura de um aquecedor, de um computador, de um livro ou de uma varinha mágica? Digo isto porque cada vez que ligo o meu pc e estou no Google, sou massacrado com imagens e preços, das que foram mais procuradas por outras pessoas, comparam o que eu pesquisei com outras ofertas parecidas e ainda me brindam com os comentários de gente que comprou. Tudo entra e eu nem sequer pedi nada daquilo. Ora como não pedi também não respondo, ignoro, elimino e vai direitinho para a reciclagem, ou seja, lixo.
   Cuidado com a habilidade de algumas instituições de crédito, porque enviam uma primeira mensagem, passados uns dias enviam outra a completar a primeira. O consumidor que só leu a primeira, ficou contente com a oferta, foi na conversa  lá foi comprar baseado na primeira mensagem onde lhe dizia que “Surpresa! Não resistimos e antecipamos a sua prenda de Natal: Faca 2 compras de valor >=30€ de 7 a 30/11 e ganhe 20€ de oferta imediata na primeira compra ( de valor >=20€) entre 7 e 31/12. Saiba + em ….” Ao  passar na caixa de pagamento e no momento de exigir os benefícios da “oferta” a que tem direito, fica a saber que afinal é mentira e não leva desconto nenhum porque não leu a segunda mensagem que lhe foi enviada. Não cumpriu com o regulamento da campanha e apesar de lhe começar a subir os calores pelo corpo acima, a fila não avança, os outros consumidores impacientam-se, querem é que a menina da caixa pouse rapidamente o telefone, porque têm pressa e assim não pode ser, acaba por sair com as compras e direitinho ao “Apoio ao Cliente” tratar de resolver o problema. O consumidor continua a dizer que leu a primeira mensagem, não recebeu mais nenhuma e agora há que receber os 20€ que diziam oferecer de imediato.
   Ao menos há cadeira para o consumidor esperar sentado. A menina da caixa não fez o desconto, as três do Apoio ao Cliente também não. O consumidor falou que queria o livro de reclamações e…mais um telefonema….mais uma espera porque estava a chegar a Chefe e já tudo ficaria esclarecido. Sim chegou e foi a simpatia em pessoa e mostrou que sabe como tratar bem o cliente, pede desculpa pelo incómodo causado e solicita que deixe os dados e dentro de dias entrarão em contacto com o cliente.
      Antes de terminar deixo um alerta: cuidado com as mensagens enviadas para os telemóveis, se for ofertas de crédito, lembrem-se que o dinheiro tem um preço. Há ofertas que não são totalmente transparentes e poucos são aqueles que se dão ao trabalho de ler devagar essas mensagens. São para ler devagar, ler e seguir todos os passos que o emissor refere e nunca tomem uma decisão de aceitar a oferta sem primeiro ler tudo. Desta vez são 20€, não é muito dinheiro, mas é dinheiro e de prendas envenenadas ninguém gosta.