12/03/2017

NÃO HÁ COMO VOLTAR ATRÁS



   A página da internet da Junta de Freguesia de Malcata ainda não foi actualizada desde que o novo executivo liderado por João Vítor, eleito pelo PSD, tomou posse. Aqueles que pretenderem consultar, dois meses depois das últimas eleições, para além de algumas notícias e fotografias de alguns eventos nada mais vão encontrar. O link que nos deveria remeter para as informações referentes ao Executivo, Documentos, Actas, Editais, Pontos de Interesse, limita-se a referir uma área “Informação brevemente disponível”. A mesma informação se aplica àqueles que pretendem actualizar-se sobre as Associações e Contactos nem sinal nenhum!
   A página www.malcata.org/quando foi apresentada para substituir esta mais antiga, http://www.malcata.sabugal.pt/ e tudo continua como dantes, ou seja, não está a contribuir para uma maior aproximação do poder local aos cidadãos e lamento o desinteresse pela ferramenta tecnológica na criação de melhores ligações a toda a comunidade, a todos os malcatenhos, residentes ou não em Malcata. É da competência da Junta de Freguesia promover uma rede de informação, divulgação e apoio aos seus cidadãos. Não creio que o povo goste de continuar a ignorar os benefícios das novas formas de o poder se relacionar com quem o elegeu. A decisão na escolha foi clara e o povo decidiu no sentido de uma continuidade do trabalho realizado e do que não foi conseguido por mau planeamento, por falta de tempo, por falta de mão firme…reconhecendo que tudo estava bem como tem estado até agora e assunto arrumado até daqui a três anos.
   O sucesso do poder local não depende exclusivamente do seu próprio empenho. E penso da mesma maneira em relação ao sucesso das associações. O sucesso da actual Junta de Freguesia e das associações da nossa aldeia, depende também dos malcatenhos que com a sua força, com a sua vontade generosa e determinada em fazer da nossa freguesia a aldeia que todos querem. Para que isso aconteça todos temos que contribuir. A qualidade dos malcatenhos não se esgota no dia a seguir às eleições. Malcata precisa da envolvência de todos os cidadãos nos processos decisivos, fazendo uso das ferramentas que temos ao nosso alcance para que a nossa participação seja mais activa e efectiva na construção de uma aldeia mais dinâmica e participativa. A nossa aldeia precisa de pessoas atentas, exigentes com o poder local, precisamos de pessoas que façam propostas, que não tenham medo de lutar pelas suas ideias. Malcata precisa de um povo que não se contente com o mínimo, o suficiente, o assim está bem…mas que exija sempre melhor. Um povo com pessoas activas e exigentes consegue criar maior aproximação entre o poder local e o cidadão. Um povo que quer andar bem informado consegue-o com a criação de canais constantes de diálogo, seja através da palavra escrita, falada ou difundida pelas redes da internet.
   Recentemente o Município do Sabugal aderiu à
«Comunidade Rural Digital – rede transfronteiriça para a inovação tecnológica das administrações locais do meio rural». Uma das áreas de intervenção deste projecto é a realização de formação para funcionários públicos locais, de seminários de sensibilização para cidadãos e empresas para usarem de forma inteligente as novas tecnologias da informação e comunicação.
  
A vida é célere e não podemos perder tempo. E eu sou malcatenho, mas também como muitos dos malcatenhos, somos cidadãos do mundo…
   Seguem-se umas imagens recentes da página oficial da Junta de Freguesia de Malcata ( mês de Dezembro de 2017 ):






11/22/2017

MALCATA: QUANDO O DINHEIRO FALA MAIS ALTO

                                               

   O que se passa com a ACDM de Malcata é mau de mais para ficar tudo em águas de bacalhau. O povo, na sua maioria, tem beneficiado com as actividades da Associação Cultural e Desportiva de Malcata. Tem sido uma das associações que mais tem contribuído para que a aldeia de Malcata não tenha uma morte lenta como outras terras da nossa área territorial. Nos últimos anos os dirigentes desta associação elaboraram planos de actividades culturais e desportivas como nunca tinha acontecido. É costume dizer que "de mal agradecidos está o inferno cheio". Quem tem mais a perder? Quem deixa de ganhar? Por que motivo falam desta associação e dos seus dirigentes da forma que o andam a fazer? E meus amigos, quem fica calado e fica à espreita da oportunidade de lançar mãos a um punhado de moedas, que estes abnegados e voluntários dirigentes deixam na conta bancária da associação, não tenho palavras para classificar este comportamento. "O mundo é muito mais que Malcata" foi-me dito por um Homem em que a idade avançada  e a saúde não são obstáculo para continuar a ser feliz sempre que faça cantar e sorrir o próximo mais próximo, seja em que lugar for, porque avareza e abuso de confiança e má gestão da coisa pública, nunca em tempo algum, para isso foi tentado ou incentivado. Só mesmo os homens maus e sem carácter acreditam em tudo o que se conta. E se há quem não merecia levar murros no estômago ou facadas pelas costas, é esse grande ser humano que todos os dias procura a paz, a concórdia, o perdão, a compreensão e o amor.    Sempre o conheci assim e aqui me disponho para o que precisar ele e todos os outros membros da última direcção da ACDM.
 
                                                                                         José Nunes Martins
                                                                                             Sócio da ACDM

    

11/05/2017

ESTAR PRESO SEM O SABER

   Há factos que nos merecem uma atenção especial. Nas aldeias por vezes falam de “factos” que não correspondem à verdade e muitas pessoas ficam indignadas com alguns desses episódios. Uma coisa é aquilo que se diz e a verdade das coisas, dos verdadeiros factos.
   Há por aí quem utilize estrategicamente e conscientemente métodos persuasivos e apresentam-se como se fossem um cordeiro manso e assim lá vão conseguindo influenciar o comportamento das outras pessoas, os seus pensamentos e as suas emoções. Dizem meias verdades, com aquele olhar de carneiro manso, falando das coisas e dos factos que são realmente verdadeiros, mas ao não dizerem toda a verdade e omitirem as partes verdadeiras dos factos, essas mesmas que ajudariam as pessoas a compreender as diferenças entre o “disse que disse” ou “ouvi dizer” e a informação correcta e clara de cada facto.
   Na minha opinião, este tipo de estratégia já foi usada recentemente e conscientemente  na nossa aldeia. Pessoas detentoras de poder aproveitando-se dessa circunstância, conseguiram fragilizar as pessoas que respeitando a liberdade individual, se propunham servir a comunidade.
   Que pensam daqueles que, para concretizar as suas ambições pessoais, em parte ocultas, socorrem-se de pequenas, mas bem-vindas “cadeaux” prometendo o paraíso na terra? Até agora impera um silêncio sepulcral e ninguém sabe quando alguma cabeça salta a cerca. E quando isso acontecer será a tristeza de uns e a alegria de outros. Até lá, nada melhor que seguir o exemplo dos gatos: comem e dormem!
 
                                                 
                                                José Nunes Martins