5/03/2017

VIZINHOS...MAS AFASTADOS !


   VIZINHOS MAS...CADA UM POR SI!




   Quem são os vizinhos da nossa terra?
   Quadrazais e Meimão pela sua proximidade marcam pontos e como vizinhos até nem nos damos mal uns com os outros. De quando em vez lá se encontram aqui e ali, numa festa, num encontro de amigos e cada terra lá vai percorrendo o seu caminho.
   Lembro que em 2015, quando da realização da I Audição Pública de Malcata, organizada pela AMCF, este assunto da "vizinhança" foi bem apresentada pela senhora presidente da Junta de Freguesia de Quadrazais. E se pensarmos um pouco e tivermos em conta Quadrazais ( Ozendo ), Meimão e Malcata a cooperar uns com os outros, os benefícios mereciam maior atenção por parte destas povoações.
   É importante virar a página e abrir os braços aos nossos vizinhos.
   É importante construir relações de cooperação com Quadrazais e Meimão.
   Digam de vossa justiça!


                                                                                                        José Nunes Martins

                                                                                                              


      

5/02/2017

COMUNICAÇÃO E TRANSPARÊNCIA


   Quem como eu visita frequentemente a página oficial da Junta de Freguesia de Malcata em busca de informações úteis acaba por encontrar duas páginas oficiais da junta. Ora temos esta:
   
Primeira página da J.F.Malcata


http://www.malcata.sabugal.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=22&Itemid=54

      E também temos esta:


                                                     Segunda página da J.F.Malcata
 
http://www.malcata.org/

   
Chegados aqui e sendo verdade que  ambas as páginas se encontram abertas, facilmente verificamos que ambas estão desactualizadas. Notícias de eventos, fotografias da aldeia e de actividades que se vão realizando na nossa terra e ficamos por aqui abundam e são uma maneira de promover a nossa aldeia. Lembram-se das 7 maravilhas e do vídeo de promoção? Valeu ou não essa forma de comunicação?

   A facilidade de acesso à informação digital faz da internet uma excelente ferramenta para comunicar com as pessoas. Hoje praticamente todas as instituições públicas dispõem de página na internet e como podemos ver, a Junta de Freguesia de Malcata até tem duas.
   No meu entender e desde que foi lançada a primeira página, nenhuma das juntas de freguesia se preocupou em aproveitar da melhor maneira o potencial deste veículo de informação para melhorar o serviço prestado aos malcatenhos, estejam onde estiverem a viver e a trabalhar.
   O poder local tem o dever de garantir o acesso à informação através de documentação arquivada na sede da junta, mas também garantir e facilitar informação a todos os visitantes da página na internet.
   É mau para a imagem pública da nossa freguesia verificar tanta falta de informação e para estar como está para pouco serve.
   É verdade que também outras freguesias do nosso concelho não ligam quase nada a isto da internet. Daí não me surpreender ao ler os resultados de um estudo realizado sobre o índice de “Transparência Municipal”, estudo feito pela Universidade do Minho e de Aveiro, onde fiquei a saber que relativamente ao concelho do Sabugal, ocupa o 88º lugar!
   Serei o único malcatenho que sinto necessidade de saber, estar ao corrente, precisar por exemplo, de resolver um assunto através da internet?
   Não será uma falta de massa crítica na nossa aldeia e por parte dos malcatenhos espalhados por este país e por este mundo?
   Ninguém mais se questiona porque estão assim ou assado estas coisas?
   Então para que serve a internet, a fibra óptica que existe em Malcata?
   Todas as juntas de freguesia deviam olhar para a internet como mais uma
ferramenta de trabalho que ajuda os autarcas a melhorar a informação e a aproximar mais os cidadãos.
   
                                                                                                    José Nunes Martins,
                                                                                                     natural de Malcata
                                                                                                   
  








4/23/2017

NOS E NÓS





   A Junta de Freguesia de Malcata, num documento enviado à Associação Malcata Com Futuro, mas ao qual tive também acesso, fez saber que
“a pedido da NOS e após estudo das possíveis alternativas ( tendo em conta a cobertura, a optimização de recursos existentes – energia, segurança, espaço público e rentabilidade para a Junta de Freguesia de Malcata”, foi depois apresentado projecto à Câmara, à semelhança de outros em várias freguesias do concelho”.
   […a Câmara após análise feita pelo DPUOT, licenciou as obras.
   A NOS iniciou as obras sem qualquer contestação da população, e na boa fé preparou
a colocação da antena de telecomunicações…]
   
   Como já escrevi e demonstrei noutros artigos, o processo da antena já vem desde 25 de Outubro de 2016, data em que o DPUOT enviou para a Câmara Municipal informação rela-
cionada com a instalação das antenas em várias aldeias do concelho. A Freguesia da Bismula, porque não aceitou as condições apresentadas, ficou de fora.
   E em Malcata o que é que se está a passar? De 25 de Outubro a 29 de Dezembro de 2016 não houve tempo para reunir uma Assembleia de Freguesia, ou pedir ao senhor prior
para ler o EDITAL Nº104/2016 onde se publica este processo da antena?
   À Junta de Freguesia de Malcata parece que lhe tinha saído uma cautela da lotaria de
Natal, pois sem nada fazer, a NOS instalava na freguesia uma antena. O mesmo já não
posso dizer em relação aos nossos autarcas dos Fóios, que se mexeram por iniciativa
própria para resolver o problema da deficiente rede telemóvel. José Manuel, o professor,
o nosso “Alberto João Jardim” que enquanto presidente mostrou sempre o sangue raiano
que de criança lhe corre pelas veias, enfrentou os bois das operadoras com o seu forcão
e qual D.Quixote, lutou até vencer: estávamos no ano 2008 e o nosso herói desencadeou um processo para melhorar as comunicações móveis, pois os seus paisanos fojeiros andavam sempre a encher-lhe aqueles ouvidos dizendo-lhe que as chamadas caíam, não eram capazes de enviar uma sms ao amigo e pior era os donos dos restaurantes que não
podiam sair do seu lugar porque o telemóvel falecia e desfalecia e os clientes e fornecedores estavam sempre a dizer-lhe que assim, sem sinal no telemóvel, perdiam
esperança na resolução do problema das deficientes comunicações. A primeira ideia foi conjuntamente com a Aldeia do Bispo, conseguir a antena que servisse ambas as freguesias. Mais tarde, essa ideia foi abandonada e segundo nos disse o “professor”,
por uma questão de economia, acabaram por abandonar essa ideia e decidiram colocar uma antena bastante próxima da povoação, visto que já não seria necessário instalar qualquer PT ( posto de transformação ) que a operadora teria que pagar à EDP.
 
   E voilà! Fóios melhorou as suas comunicações móveis, graças ao trabalho e persistência
dos representantes do poder local. Perante uma dificuldade e uma necessidade, pensando
no benefício comum, os fojeiros e quem os visitar, não se importam nada de ouvir telemóveis a tocar, a fotografar e partilhar por todo o mundo que nos Fóios é que se
está bem a beber água na nascente do rio Côa ou a deliciar-se com boa comida.
  Deixo esta pergunta:
  Tendo em conta a cobertura, a optimização dos recursos existentes-energia, segurança da saúde das pessoas, desvalorização do património particular, terreno público, aprovaria a
instalação da(s) antena(s) noutro local de Malcata (ex: junto ao cemitério e junto ao campo da bola)
sítios com energia da EDP ?
 Em Malcata há muitos que acreditam que os almoços são gratuitos. Mal vai a freguesia que perante as dificuldades e sempre que lhe é oferecido um presente, não haja quem
se interrogue e interpele o porquê dessa dádiva.
   Como sou um homem de fé e crente, não perdi a esperança e sei que um dia os problemas das comunicações no território de Malcata vão funcionar à maneira.
  
                                                                                                       José Nunes Martins
                                                                                                      josnumar@gmail.com