terça-feira, setembro 01, 2026

ANTENAS: NEM TUDO O QUE SE DIZ É !

 

Antena de telemóveis camuflada

 Camuflar as antenas de telecomunicações disfarçando-as como se fossem árvores há muito que é uma solução engenhosa de instalar uma estrutura de cerca de 50 metros de altura e que se confunde com uma árvore.   E numa aldeia como a nossa, não seria difícil de “plantar” uma antena de telemóveis, beneficiando a vista e a paisagem.
 Por estes dias, aqui por Matosinhos, deparei-me com uma árvore algo estranha, pois apenas tem ramos lá bem no alto, verdinhos e que à primeira fiquei um bocado a olhar para esta árvore estranhíssima, alta e com ramos verdes, mas ao mesmo tempo não me pareceu que ficasse ali na perfeição. É que salta muito à vista e aquilo tinha de esconder mais qualquer coisa. Aproximei-me um pouco mais e percebi que se tratava de uma antena de telecomunicações. Fiz uma rápida pesquisa no Google e logo encontrei várias antenas da família. Bastou uma pesquisa e agora já tenho um matagal no telemóvel.
 O objectivo principal é reduzir o impacto visual das antenas metálicas e disfarçadas de árvores, misturam-se com a paisagem local.
 As antenas são instaladas em estruturas muito altas e mais do que o que há à sua volta para garantir uma boa recepção. 
 Tudo isto para perguntar ao pessoal que vive em Malcata se já viram aí pela aldeia alguma árvore desta espécie. Procurem lá para a Rasa, ali para junto do reservatório da água...será que a empresa já foi capaz de ali plantar a dita antena? Ou ficou tudo como antes, que deixaram o galinheiro no jardim da Junta de Freguesia?!
                 Comecem a escolher:

Antena 1


Antena 2




Antena 3



                   

Antena 4



Antena 5





domingo, agosto 30, 2026

DEPOIS DA FESTA O QUE FICA?

 





 Todas as terras têm a sua festa em honra de um santo e Malcata lá se vai mantendo com a sua em Agosto. Depois da festa acabar há que continuar a falar sobre a festa. Há dias no facebook li um pequeno texto que me fez reflectir sobre as festas. Foi escrito pelo padre Humberto Coelho, pároco em terras nortenhas e que a seguir podem ler. Vale bem ler até ao fim e responder à questão colocada. 
 
"Por vezes investem-se muitos milhares de euros em dois ou três dias, mas pouco fica para a conservação das nossas igrejas, capelas e património. E, em algumas comunidades, quase nada se reserva para ajudar quem mais precisa.
 Também os cartazes das festas deveriam fazer-nos pensar. Se a festa é em honra de um santo, seria importante não trocar o essencial pelo acessório. 
 Uma festa cristã não devia terminar quando se desmonta o palco, se apagam as luzes e se arrumam os arcos.
 Deveria deixar alguma coisa:
 uma comunidade mais unida, 
 uma fé mais viva,
 um património mais cuidado,
 alguns recursos para o futuro,
 uma família ajudada, 
 um idoso acompanhado, 
 um jovem mais envolvido.
 E deveria deixar, acima de tudo,
mais viva a memória e a mensagem daquele santo
que durante dias dizemos querer honrar.
 Porque podemos ter ruas cheias, grandes espectáculos e milhares de pessoas e, ainda assim, perder o verdadeiro sentido da festa.
 Talvez a pergunta que devêssemos fazer no final não seja apenas:
 "A festa correu bem?"
 Mas antes:
 Quando o palco se desmontou...o que ficou na nossa comunidade? 
 Porque uma verdadeira festa cristã não deixa apenas fotografias e recordações. Deixa frutos."
 Autor do texto: Padre Humberto Coelho

                            MEMÓRIAS DA FESTA

   







quinta-feira, agosto 27, 2026

NÃO BASTA ANUNCIAR A FEIRA DE ARTESANATO

Quando não se respeita a lei...até
a tenda é esvaziada.  
 
 Quem sou eu para duvidar do que foi anunciado em Julho pela Junta de Freguesia na sua página do facebook? O convite era dirigido aos cidadãos para os convidar a participar na Feira de Artesanato e Sabores, que este ano seria a XI, integrada no programa das Festas de Malcata de 2026. Mas como malcatenho e em jeito de quem se interessa de saber o que se vai realizando na terra, tenho o costume de visitar a aldeia, recorrendo às redes sociais e às notícias que vou lendo nos jornais. Partindo do princípio que a feira abriu no dia 5 e 6 de Agosto, portanto esteve aberta ao público duas tardes/noites seguidas, com certeza que recebeu muitas visitas e os artesãos presentes terão feito negócio. Até ao dia de hoje, 27 de Agosto, a única notícia que tenho sobre esta XI Feira de Artesanato de 2026 em Malcata, são duas imagens dos artistas convidados pela organização (Junta de Freguesia) para animar o recinto. Outra suposição é que sendo a semana que antecedia a Festa, posso concluir que o número de pessoas que a terá visitado corresponde a toda a população presente na aldeia nesses dias. Como não há informação sobre o evento durante os dias 5 e 6 de Agosto e uma vez que já se passaram vinte dias, espanta-me não encontrar qualquer registo que informe como decorreu a feira de artesanato.
 Na X edição desta feira, a do ano de 2025 que se realizou no dia 7 e 8 de Agosto, a Junta de Freguesia e bem, partilhou na sua página da internet, nas redes sociais (ver aqui:

https://www.facebook.com/freguesiademalcata/posts/e-ontem-foi-assim-com-o-nosso-amigo-armando-almeida-a-cantar-e-encantaramanh%C3%A3-h%C3%A1/1206635001496375/


 Que razões justificam tanto silêncio e segredo em relação à feira deste ano? Houve ou não expositores presentes nesta feira?
 Tendo em conta o que se não sabe e que nada foi escrito sobre o evento, sendo uma actividade pública, organizada pela Junta de Freguesia, a bem da transparência, é de esperar que o executivo da Junta divulgue publicamente, incluindo nas suas webpáginas, o que realmente aconteceu ou não e já agora, expor as contas públicas desta XI Feira de Artesanato e Sabores. Quando é que o poder local, nomeadamente a entidade representativa do Estado português na freguesia, abandona a política do secretismo? Peço compreensão por falar agora deste assunto. A justificação é que estive estes dias à espera de notícias oficiais e também de pessoas que provavelmente estiveram presentes na feira. Nem a Comissão de mordomos divulgou imagens, para além dos artistas que animaram a festa, num mar com tantas fotografias e vídeos, é incompreensível que tenha sido puro esquecimento. Mas quem sou eu para duvidar? Sou malcatenho defensor da transparência em tudo na vida.