10/19/2025

MALCATA: À TERCEIRA É PARA CONFIAR ?



    

1-Galinheiro

2-Limonada



               
     

3-Ao vento e à chuva
 

    Abandono e desleixo são as palavras que melhor descrevem o estado em que se encontram algumas das estruturas e lugares da nossa terra. Aquilo que se vê na Fontacal, já vos falei disso. Há muitos anos que  que a população da nossa terra se habituou a ver  as coisas e nunca se manifestou.

   Aquela área, onde se concentra o parque desportivo da freguesia, tem sido uma sombra daquilo que  
se pode ali fazer. O campo de futebol e o ringue polidesportivo lá se vão aguentando com as limpezas que a equipa de sapadores florestais lá vai fazendo. A churrasqueira é um equipamento útil para churrascos. A sua estrutura e pontos de apoio a quem a utiliza, é pobre e há que precaver-se em casa quando se quiser acender o lume para uns simples assados.
4- Parque de estacionamento

   Quanto ao parque onde os turistas estacionam as autocaravanas, é uma área com árvores e com iluminação nocturna. Mais um espaço que tem sido esquecido e apesar de ser muito procurado pelos turistas, parece que não interessa dotar aquele  com as estruturas de apoio que merece. A Área de Serviço de Autocaravanas, que está equipada e oferece as condições básicas para limpeza e lavagem, como a troca de águas sujas, tem-se mantido graças ao projecto da obra. Apesar disso, tenho algumas dúvidas dos calendários e dos destinos dados às águas sujas que ali são depositadas.

    Voltando ao assunto do pré-fabricado, deixo à consideração de todos vós o que ali podia ter sido feito e não foi. O estado daquele armazém é uma imagem de marca da nossa freguesia. É incompreensível que esteja assim tão esquecido e maltratado como está.
    
 
      Isto é mais um alerta. As eleições já passaram e a actual junta de freguesia está a poucos dias de terminar o seu 2º mandato.
     A duas ou 3 semanas do final , certamente já não tem tempo para arranjar esta área que rodeia estes terrenos da Fontacal e essa será uma tarefa para a futura junta de freguesia de Malcata. Mas outras obras e arranjos ficarão por realizar, nomeadamente a Sala das Memórias, a introdução das cabras nos baldios, a requalificação da Rua de Baixo, a reabilitação das casas da freguesia e a tão esperada ligação do reservatório da água à nova adutora que irá fornecer a água a toda a freguesia. E, segundo a informação divulgada em Setembro, pela junta de freguesia, 
só estão a aguardar a instalação de um contador. Estas são as coisas que eu me lembro.
   Certamente que com a entrada da nova (mesma ) junta de freguesia a situação irá mudar e todos estes espaços vão ser renovados e melhorados.
   Claro que todos sabemos que as coisas nem sempre se resolvem à nossa vontade e há tanto a fazer, alguma coisa fica para trás. Mas quando as situações atingem o estado em que estão hoje, deixa de ser compreensível para o cidadão, porque passaram anos e mandatos e as situações nunca se resolveram.
   Pelo que referi aqui e em concreto ao pavilhão de madeira que está podre, pior ainda, deixaram apodrecer, alerto os malcatenhos para reflectirem sobre aquela proposta da construção do pavilhão/armazém multiusos. Todos sabemos que as obras e as promessas eleitorais servem de “cenouras” e “íman” para ganhar as eleições. Esta obra do armazém é importante e vai resolver os problemas da freguesia, pois tudo vai ficar abrigado da chuva e das mãos alheias. A questão a colocar à comunidade é esta: o projecto, o local e o valor dos custos   deve ser objecto de apresentação e discussão pú
blica?

                                                        José Nunes Martins

10/18/2025

MULTIUSOS DE MALCATA: ARMAZÉM E OUTROS FINS

 



   

   Foi uma das propostas da candidatura do PSD à Assembleia de Freguesia de Malcata, nestas últimas eleições autárquicas, cujo panfleto escrito, foi divulgado nas redes socias, na manhã do penúltimo dia de campanha eleitoral por um elemento da lista.

   A proposta apresentada reza assim:
   “Construção de edifício multiusos da Freguesia   Malcata (armazenamento de equipamento e outros fins); (Já em condições para lançamento do concurso de empreitada);
  
Este anúncio, ao integrar a lista de propostas da lista vencedora, veio confirmar a intenção da junta de freguesia em avançar para a construção de um edifício destinado a servir de armazém, para nele se guardar todo o tipo de equipamentos de apoio à actividade da junta de freguesia e outros fins!
  Se se confirmar o que ouvi em Julho falar na aldeia, essa obra vai ser erguida
ali para os lados do Vazão, onde a junta de freguesia adquiriu ou está em vias de adquirir, um terreno para nele erguer o dito pavilhão multiusos.
 Caso estas informações se confirmem, quer isto dizer que o pavilhão cedido pela empresa construtora da barragem do Sabugal, irá continuar a cair aos 
pedaços, perdendo-se uma boa oportunidade de ser reabilitado e valorizado, mesmo até poupar dinheiro à freguesia. 
 É ou não verdade que aquele pavilhão serviu de refeitório para os trabalhadores ali tomarem as suas refeições?
  A área que ocupa é suficiente para ali ser armazenado muito equipamento, 
mesmo tractores e outras ferramentas. O seu piso é em cimento. Não fosse tanto desleixo e abandono consciente, ele não tinha chegado ao triste e vergonhoso estado em que se encontra. Nem se dignaram cuidar do edifício quando estava funcional.
 Quando a proposta da construção do multiusos é feita em plena campanha eleitoral, da maneira que ela foi apresentada, é de tal modo preocupante, que não deve ser aplaudida e não  deve ser aberto o lançamento do concurso da empreitada, sem antes haver uma apresentação pública da obra aos fregueses.


  A ideia de construir um armazém para a freguesia é meritória, e todos os malcatenhos concordarão que é precisa pois a freguesia ainda não tem um espaço destinado a armazém para nele guardar e cuidar dos diversos espólios que 
possui, desde máquinas, ferramentas, materiais para eventos, peças antigas que lhes são oferecidas para as conservarem e mostrar, guardar telhas velhas, pedras invulgares…etc. Esta falta de um armazém já é uma necessidade antiga e não de agora. O que a junta de freguesia andou a fazer  anos de governo não tem explicação e se ainda não tem um armazém é porque não o quis construir. 
 Então porque insisto na apresentação pública do multiusos que querem construir? 
 Porque as pessoas estão interessadas em conhecer o projecto e dar a sua opinião sobre ele, querem  também dar uma palavra, uma opinião. 
Para além de conhecer mais pormenores da obra, também é importante saber como e onde vão buscar financiamento e em que condições. 
  
  A expectativa nos malcatenhos já está elevada e para isso, bastou o anúncio da obra durante a campanha eleitoral. Mas, o que é mais importante para os malcatenhos, é que a obra honre e valorize o património público.   Uma proposta ou promessa que pode não ser concretizada, como outras promessas que também não estão cumpridas, apesar de saltitarem de mandato para mandato. 
Ou seja, olhando para o histórico recente, quem é o malcatenho que verdadeiramente acredita que a obra vai ser realizada? E quem quer  primeiro  ouvir os esclarecimentos públicos, até apresentar alguma sugestão ?
 
 Eu confesso que já apontei o problema do pavilhão da Fontacal, mas nada foi feito e mesmo depois de insistir, não consegui que fosse olhado com outros olhos.
 Agora, quando soube da proposta que vou falei acima, volto a bater na mesma 
tecla mesmo que seja chover no molhado. E aqui estou outra vez a chamar a atençãdesta proposta da junta de freguesia. Mas se avançar com a obra, corre risco de ser acusada de má gestão, falta de transparência por não ter a coragem de apresentar devidamente e atempadamente esta obra ao povo para lhe dar a oportunidade de a conhecer melhor e até enriquecer.  Ou até  arrepiar caminho e tomar outra decisão: aproveitar o que existe e com menos recursos construir o edifício que a junta de freguesia considera uma necessidade: um armazém. Porque espaços públicos para outros fins, eu conheço três e dois têm palco e luzes, ar condicionado, mobiliário, cozinha de apoio e muito espaço exterior para os que têm o vício do tabaco, jogar à petanca ou à malha. 
  Um multiusos da freguesia? Significa o quê em concreto? Um armazém com paredes e telhado, uma espécie de balcão elevado ao fundo e espaço para colocar 200 cadeiras articuladas, mas pouco confortáveis?
 
 Um edifício rectangular, mais parecido com um caixote grande, sem espaços e serviços anexos para servir de instalações de apoio, sempre que ali se realizarem eventos de "outros fins” para além da guarda das máquinas e ferramentas, dos restos de areia ou telhas?
  É para construir um multiusos, igual ou parecido ao das outras freguesias que já se adiantaram à nossa?
  Chamo a vossa atenção para esta situação:

 - A existência do pavilhão pré-fabricado à Fontacal,  a construção de paredes no seu interior e o facto de nunca ter sido utilizado;

- A informação de que está planeada a compra de um novo terreno para uma construção com funções semelhantes,  faz pensar  num potencial desperdício de recursos;

- A falta de transparência sobre o novo projeto, que supostamente está pronto a ser lançado a concurso, mas não foi divulgado adequadamente à população;

 Que atitude mais democrática e mais responsável devem os malcatenhos exigir à junta de freguesia?
  Só o facto de se esquecerem dos bens que a freguesia já possui e agora estarem a planear um gasto
de dinheiro público, havendo projectos por acabar ( sala das memórias, cabras nos baldios), abandonando e nem sequer considerar como uma solução, lamento dizê-lo, mas isso pode levantar algumas interrogações sobre a gestão dos recursos económicos da freguesia. 
  Este alerta que faço, vem no sentido de contribuir responsavelmente e de forma pacificadora e desinteressada
na defesa dos interesses da freguesia, dos seus habitantes e de todos os malcatenhos. 
  É a forma que encontro para fazer oposição, apesar da vitória avassaladora e absoluta que o PSD alcançou nas últimas eleições autárquicas, para a Assembleia de Freguesia de Malcata. 
  Malcata primeiro. 
                                                           
José Nunes Martins





10/17/2025

PIRPES - NEM SABEM O BEM QUE VOS pode dar !

 

O PIRPES - Programa de Incentivos à Recuperação do Património Edificado do Sabugal, é uma iniciativa relevante e importante da Câmara Municipal do Sabugal, que pode interessar às pessoas da nossa aldeia e a todos os malcatenhos, que se estende a todo o concelho do Sabugal.
 
 O PIRPES é um programa da câmara municipal e oferece apoios financeiros e benefícios fiscais para ajudar a recuperação de casas e outras construções no nosso concelho. O objectivo é melhorar as condições de habitação e reabilitar as casas em vez de construírem outras novas.
 Portanto, todos os que estiverem interessados em fazer obras de conservação, obras de alteração ou de reconstrução nos edifícios
(casas ou frações) que tenham sido construídas há pelo menos 30 anos, estejam localizadas no concelho do Sabugal, destinadas a habitação, a estabelecimentos comerciais e de serviços. Um dos objectivos é garantir mais condições de segurança, de conforto, de mais funcionalidade. Importante também que o proprietário mantenha as características das casas tendo em conta a sua localização e o seu enquadramento na área onde está inserida, respeitando sempre as outras habitações à sua volta.
 Que incentivos oferece este programa?
 
 Este programa não se aplica às obras já executadas à data da apresentação da candidatura.
 O apoio está dividido em quatro tipos:
 Programa A: Obras de Conservação e Reabilitação de
             Fachadas, e/ou Coberturas/Telhados.
            
 Programa B: Obras de Conservação e Reabilitação de
            Fachadas e/ou Coberturas/Telhados acompanhados de
            intervenção interior.
 Programa C: Obras de Reabilitação geral do edifício englobando
            intervenção exterior e interior de que resulte a
            modificação da estrutura da estabilidade, da forma
            das fachadas e da forma dos telhados ou coberturas,
            sem aumento da área de construção, da área de
            implantação, da altura da fachada ou do volume da
            edificação existente.
  Programa D: Obras de Reabilitação geral do edifício tipifi-
             cados no Tipo C que, cumulativamente prevejam
             obras de ampliação, fundamentada na necessidade de
             melhorar as condições de habitabilidade e de
             funcionalidade. Estas obras de ampliação recebem
             apoios desde que não excedam 30% da área de cons-
             trução existente e licenciada, ficando o excesso
             excluído do financiamento.
 

  As pessoas interessadas em candidatar-se ao PIRPES
 (Programa de Incentivos à Recuperação do Património
  Edificado do Sabugal), devem ler o documento e aconselhar-se com pessoas tecnicamente qualificadas, com competências na matéria e/ou nos serviços da Câmara Municipal do Sabugal.
  O regulamento entrou em vigor no dia 22 de Setembro de 2025 e pode ser consultado aqui:

            file:///C:/Users/Utilizador/OneDrive/Desktop/Regulamento-do-PIRPES.pdf

 
 O regulamento foi colocado em consulta pública, por um prazo de 15 dias, para os cidadãos enviar sugestões e publicado em Diário da República, edição de 22 de Setembro de 2025, 2ª Série.


Ler aqui: Regulamento PIRPES (https://cm-sabugal.pt/wp-content/uploads/2025/02/DOC_257022.pdf)

                                     Voltarei ao assunto!
                                                                                     
José Nunes Martins