domingo, abril 06, 2008

BARRAGEM DO SABUGAL

PLANOS DE EMERGÊNCIA


A barragem do Sabugal, desde que entrou em funcionamento, não foi notícia de televisão ou jornal por causa de situações de emergência. Ainda bem!
Todas as barragens têm um Plano de Emergência. E o Regulamento de Segurança de Barragens preconiza que se deve desenvolver um documento onde estejam definidas as regras e as recomendações relativas aos controlos de segurança.
Os Planos de emergência têm em vista uma rápida e adequada intervenção das autoridades e da população potencialmente afectada no caso de ocorrência de um acidente na barragem. É um documento que determina as obrigações hierárquicas e funcionais dos principais intervenientes, fixando as respectivas missões e coordenações dos meios materiais, recursos técnicos e humanos necessários para fazer face ao acidente e obriga também à definição de zonas de risco e de exercícios periódicos, entre outras obrigações.
Há em Portugal muitas barragens e há gente que se preocupa em manter os Planos de Emergência em estado de rápida intervenção, como demonstram as fotos a seguir. E até procuram ajuda e colaboração de "nuestros hermanos", pois, o exercício periódico de "acidentes simulados" para além de obrigatório, serve de aperfeiçoamento dos procedimentos a realizar numa situação real.








Será que as populações de Sabugal e Malcata podem confiar numa rápida e adequada intervenção da corporação dos Bombeiros Voluntários do Sabugal no caso de ocorrência de um acidente ou de uma situação de emergência com origem na albufeira da barragem do Sabugal?
Que meios técnicos, materiais e recursos humanos possuem os Bombeiros do Sabugal e outras entidades responsáveis pela Segurança das populações?
Antes que nos assaltem a casa devemos tomar providências para evitar males maiores.O nosso concelho nos meses mais quentes é refúgio para muitos e como nem todos têm dinheiro para pisar areia e molhar os pés na água do mar, mergulham nas águas calmas e cristalinas da barragem do Sabugal. Era bom que as autoridades investissem na prevenção e em meios materiais,técnicos e humanos para uma efectiva segurança daquelas pessoas que aqui vivem e também dos que nos visitam.

sexta-feira, abril 04, 2008

A DESERTIFICAÇÃO DAS ALDEIAS


A desertificação e desenraizamento acontece em todo o mundo. Não se trata de um fenómeno exclusivo apenas das aldeias portuguesas. As pessoas sentem necessidade de procurar a felicidade e muitas partem da sua terra com a esperança de um dia a encontrarem.
"A desertificação significa o movimento contínuo e crescente de abandono das terras do interior por parte da sua população e a sua deslocação massiva para outras mais litorais e, sobretudo, para as duas grandes áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. Não é que esse êxodo aconteça porque os lugares de origem estejam a transformar-se em desertos mas, antes, porque neles, já ninguém acredita e, pior que isso, já todos terão perdido a esperança.
..."As pessoas quando abandonam uma pequena aldeia do interior que, subitamente se viu reduzida a uma centena ou menos de vizinhos, para se ir fixar na vila mais próxima, forçasamente que deixa no sítio de onde saíu uma importante carga de memória que não vai encontrar, nem construir, nem reconstruir a curto prazo, no novo lugar que escolheu.
Outras vezes, a mudança é, porém, súbita e radical e faz-se mesmo, directamente da aldeia para a metrópole. Em qualquer caso, a mudança é, fatalmente acompanhada da alteração brusca do quadro de referência de vivências e valores, produzindo, por isso, o fenómeno que podemos designar de "desenraizamento". A característica principal deste fenómeno é, essencialmente, a não identificação do (e com o) novo lugar por parte de quem chega e desde logo, por inevitável incapacidade de leitura dos mais elementares sinais da memória da comunidade de "acolhimento" que, por sua vez, também não reconhece quem chega.
Acontece, porém, que, do fenómeno da "desertificação" resulta um outro que é possivelmente mais grave e de consequências mais destrutivas que é o do "desenraizamento". Ambos decorrem da incompreensão do novo e, simultaneamente, do apagamento(mais ou menos deliberado) do que já é passado, da não ligação aos diferentes "lugares"- aquele a que já não pertence e aquele a que ainda se não pertence - e, portanto, da importância fundamental dessa ligação para a construção da identidade individual e colectiva, como elemento essencial da cidadania que se perde quando, de pessoa se passa a um simples número que, por definição, não tem "lugar".
Este artigo foi escrito pelo arquitecto Manuel Correia Fernandes e publicado no Jornal de Notícias de 4/04/2008.

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quarta-feira, abril 02, 2008

ANTIGAS HABITAÇÕES SOCIAIS DO SABUGAL TRANSFORMADAS EM PÓLO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL

A Câmara Municipal do Sabugal vai transformar 27 antigas habitações sociais num pólo de formação profissional que deverá começar a funcionar em Setembro deste ano, com dois cursos, disse ao Jornal A Guarda o presidente da autarquia, Manuel Rito.
O autarca explicou que a Câmara, em vez de optar pela venda dos edifícios, decidiu instalar naquele local um Centro de Formação Profissional, em parceria com a Associação para a Formação Tecnológica e Profissional da Beira Interior (AFTEBI), com sede na Covilhã, com quem já estabeleceu um protocolo de colaboração.
O projecto prevê que as antigas habitações sociais, que se encontram devolutas, sejam utilizadas como salas de aulas e residências de estudantes, e as garagens como oficinas.
in Jornal A GUARDA