16/11/2025

PODE UM MALCATENHO DEIXAR DE O SER?

 


  Nasci em Malcata, mais precisamente em casa, num dia de Outubro. E de Malcata, guardo memórias de infância marcantes e boas: tinha uma rua para brincar e hoje é uma coisa que já não existe. Ia a pé para a escola, vinha jantar a casa a pé e voltava a ir até às três ou quatro da tarde. Cresci perto dos meus avós maternos que me marcaram para a vida. Também tive sempre a minha mãe, o meu pai emigrou para a França no ano em que nasci.
  Para mim, Malcata é o meu mundo de brincar, de aprender a ler e escrever e é a minha aldeia, a minha princesa de estimação.
  Estou triste relativamente ao que se passa na minha terra natal. Malcata é mais uma terra sem rei nem roque, é um território desaproveitado e nem sabe ganhar com as vantagens que a natureza oferece há séculos. A freguesia tem uma mancha florestal extensa, há espaço para quase tudo, mas está de costas voltada para o céu, não beneficia com a água da albufeira, não aproveita a pastorícia, os percursos pelos caminhos e ribeiros.
  Já gostei mais de voltar a essa aldeia, e não deixo por completo porque as coordenadas do
sítio onde nasci não quero que sejam apagadas. Já fiz viagens sem parar para poder desfrutar da aldeia, da natureza e sentir o amor das pessoas. Há muitos anos que vivo a olhar para as ruas da cidade, mas nunca perdi o meu norte e sempre soube o meu ponto de partida. Eu fiz o que outros também tiveram de fazer, sair do ninho e aprender a voar. Aliás, tenho a perfeita consciência de que a maior parte dos malcatenhos com a mesma idade que eu, abalaram para a cidade.
   Vivo ligado a uma família de boa gente que nasceu, cresceu, aprendeu, trabalhou na aldeia que se chama Malcata. E eu acredito que os malcatenhos somos todos os que vivemos dentro e fora da aldeia. Há malcatenhos.
                                                      
                                                              José Nunes Martins


 

15/11/2025

FREGUESIA DE MALCATA SEM JUNTA DE FREGUESIA?

 

 

Tomadas de posse das Juntas de Freguesia

   Já lá vão 30 dias depois das eleições de Outubro. Pela terceira vez, João Vítor candidatou-se à presidência da Junta de Freguesia de Malcata… e voltou a ganhar. Todos sabem que foi o único a candidatar-se ao lugar e antes de contar os votos já todos previam que assim fosse. Mais uma vez ganhou e pronto, silêncio porque ele é que é o presidente! Nem se deu ao trabalho de publicar um agradecimento público aos eleitores, nem uma “selfie” com a sua equipa, nada sobre a sua tomada de posse na Assembleia de Freguesia de Malcata. Por mero acaso, tive ocasião de visualizar a sua tomada de posse como membro da Assembleia Municipal do Sabugal. E jurou solenemente cumprir com lealdade as funções que lhe foram confiadas pelo povo.
  Pois, bem pregam eles, todos! Continuo a perguntar aos ventos, quando é que a Junta de Freguesia de Malcata tomou posse? É que não há qualquer sinal oficial nas páginas da Freguesia sobre o assunto! Pensava que, a proximidade do poder local aos cidadãos, também se fazia com a publicação das datas e do local das reuniões públicas da tomada de posse! Por que razão não dizem uma palavra? Desta vez, nem aa casa precisa de ser arrumada, porque afinal são os mesmos e só falta revelar quem vai assinar a escrita diária, quem guarda o dinheiro e quem manda na mesa da assembleia!
  Ou quem manda na Junta de Freguesia julga que os malcatenhos ainda não têm idade nem precisam de saber a verdade toda?
  Ou basta uma malga de “canja de codorniz” e um canário cantor para se distraírem os parolos?
  Por isso, aqui estou, como malcatenho, à espera de notícias da minha, da nossa aldeia. E não estou a pedir o impossível! Ou estou?

                                                                        José Nunes Martins

14/11/2025

O RETRATO DOS LARES EM PORTUGAL

    Os lares residenciais têm como objetivo acolher, temporariamente ou permanentemente, idosos e pessoas com deficiência por já não poderem receber o apoio e os cuidados de enfermagem necessários nas suas casas.
    O Jornal Expresso publica esta semana um estudo sobre os lares de idosos em Portugal:
   
https://pdf.leitor.expresso.pt/html5/reader/production/default.aspx?pubname=&edid=e6e443be-2695-4fdb-a39b-2bacd66d139b   
    Escolhi estes destaques:

  






O que nos indicam estes resultados?


13/11/2025

MALCATA: O sol quando nasce é para todos!

 


  A nova Junta de Freguesia de Malcata já deve ter iniciado funções.
Como é uma continuidade do 2ºmandato, suponho que a constituição do Executivo continua composto pelas mesmas pessoas. Mas cada dia que passa, ao aceder à página da Junta de Freguesia, verifico que não existe qualquer alteração ao que já havia. É uma página quase vazia, sem interesse, sem documentação que devia estar acessível aos cidadãos. Não há Editais, os últimos referem-se ao problema do abastecimento de água à freguesia…e na galeria, reluzem as imagens do evento “Feira dos Santos”.
  Não quero estar a interpretar à minha maneira, mas que é um facto real e está à vista dos que visitam a página na internet. Estes factos não se justificam com problemas técnicos, são factos que apenas mostram algumas falhas e falta de cuidado na prestação do serviço público a que se comprometeram.       Mesmo que a transição de poder seja uma continuidade e uma mera formalidade, não pode ser tratado com a ligeireza que estão a dar, o povo merece ser respeitado, os malcatenhos merecem respeito por parte da autarquia.
  Estou aqui a expor esta situação para que todos os malcatenhos compreendam que o trabalho da Junta de Freguesia tem de melhorar, tem de mudar e tem de ser orientado para servir bem o cidadão, o freguês e os malcatenhos, independentemente do lugar onde acedam à página da freguesia.
  Hoje, a internet passou a ter a mesma importância que os malcatenhos atribuem à Praça do Rossio. A página da Freguesia de Malcata, que tem na internet e nas redes sociais, tem de se apresentar limpa, imaculada, arrumada, com informação, notícias, documentos, avisos, elogios, obras, fotografias, eventos, lugares e locais de lazer, de gastronomia, de oração…que funcione como a Grande Porta de entrada. Agradeço que façam alguma coisa.
                                                       José Nunes Martins

11/11/2025

OS CASTANHEIROS DA MINHA INFÂNCIA

  



 "Pelo São Martinho, 
   vai à adega e prova o vinho"
                                   Ditado popular

   Hoje é o tal dia dedicado ao São Martinho, aquele soldado romano que dividiu a sua capa com o mendigo que, cheio de frio e cansado, lhe estendeu a mão pedindo esmola. O cavaleiro ia a caminho de casa, o dia estava frio e cinzento, um bom agasalho era o que mais ajudava nessa viagem pela serra.
   Quando o pobre se sentiu amado, o milagre aconteceu, o sol brilhou, as nuvens esfumaram-se e até parecia um dia normal de Verão...o Verão de São Martinho!
   
   O mundo não parou e chegado a 2025, aí está o Verão de São Martinho. As tradições perduram e passam de geração em geração, algumas conservam a fama de sempre, outras são esquecidas e substituídas porque as pessoas já não sabem a origem e as razões da tradição e dos rituais a seguir. 
   O vinho novo é cada vez menos, água-pé e jeropiga daquela verdadeira é cada vez mais difícil de encontrar num magusto. 
   Nos meus tempos de garoto da aldeia, neste dia de São Martinho, toda a aldeia cheirava a castanha assada e o sol espreitava por entre a fumaça da caruma onde estavam as castanhas a assar. No meio da rua, do largo ou no recreio da escola, acendiam o monte da caruma onde se tinham lançado as castanhas cruas e sem qualquer corte, por isso, a partir de certa altura, ouviam-se algumas castanhas a rebentar. 
   À medida que o tempo passava as castanhas lá se iam retirando do lume com a ajuda de um pau que também ajudava a que  não se queimassem demasiado. Saíam pretas por fora e douradas depois de descascadas. Ninguém escapava a uma farruscadela na cara ou na testa e ninguém levava a mal. 
   Neste dia dos magustos, com as coisas mais simples e à mão de todos, a festa durava a tarde toda e o povo dormia uma das noites mais tranquilas do ano. 
                   

                                                      José Nunes Martins
    

08/11/2025

QUEM TEM BURRO E ANDA A PÉ...

   


Será que tudo o que não se publica não existe?

   
E tudo o que se publica existiu como publicado?

Sede de Freguesia de Malcata




   É que as pessoas precisam de saber se o que se publica/anuncia na nossa aldeia acontece mesmo conforme o que foi publicado ou anunciado. O exemplo (mau por sinal) da forma de comunicar da Freguesia de Malcata continua a não funcionar como todos esperaríamos, com afixação de papeis nas vitrines que existem, pelo aviso no fim da missa ou celebração da Palavra e já que estamos na era da internet, nas páginas oficiais da Freguesia. Mas todo este trabalho e dedicação não serve para nada se depois da publicação/informação/aviso/edital ou lá o que lhe quiserem chamar, porque não informam mais nada, não transmitem o que aconteceu e se aconteceu. 
   As fotos que enchem as páginas da Freguesia é só dos eventos e acontecimentos que interessa e são quase sempre partilhas de eventos já realizados e muitos deles divulgados pelo município ou outras entidades.
   Este é um caminho que não nos leva a lado nenhum.
   Em democracia há regras e protocolos que devem ser seguidos pelos políticos. Ao fim de quase 50 anos de democracia, das primeiras eleições livres de 1976, é tempo mais que suficiente para que a Junta de Freguesia de Malcata, sem esperar pedidos de ninguém, ou prestar um favor, trazer para a internet as informações e as notícias mais importantes sobre a sua actividade autárquica. Não se compreende a fuga e a reserva que é praticada pela junta da freguesia. E este terceiro mandato que está agora a começar, tinham tudo para começar bem. Há experiência, adquiriram competências e continuam a afirmar que exercem o poder com paixão. E com esta carga de positivismo levou-me a acreditar que agora tudo ia ser diferente e melhor. Mas não foi isso o que fizeram e este início do caminho do 3º mandato, optaram por continuar a caminhar sozinhos, sem companhia e sem dar a saber por onde vão e para onde. E o que mais me espanta é que os malcatenhos não se indignam, não se mostram descontentes, dormem e acordam e vivem completamente alheados da vida comunitária. Vejam só isto, estamos a 8 de Novembro, as eleições decorreram a 12 de Outubro e até hoje, quem vive longe da aldeia, só sabe que ganharam as mesmas pessoas e que vão estar na junta de freguesia até 2029.
   Todos sabem quem é o presidente, é verdade. O que se espera da Junta de Freguesia é que caminhe às claras e não faça truques nem percorra atalhos. A democracia é feita de regras, de respeito e decência. Trabalhem com todas as ferramentas que têm ao dispor e façam prova do vosso compromisso, da vossa competência, experiência adquirida em tantos anos de autarcas. Mostrem e façam crescer a paixão por Malcata.

04/11/2025

MALCATA: OS ELEITORES NÃO VOTARAM NA PESCADA!

  

 



                                                                             
    Realizou-se no dia 31 de Outubro de 2025, a tomada de posse dos órgãos autárquicos
(Câmara e Assembleia Municipal) do Município do Sabugal. Foi a tomada de posse formal, oficial e pública, convocada por Edital. Isto significa que os eleitos     tornaram--se, legalmente, titulares nos cargos votados nas eleições de 12 de Outubro.
   Quando um eleito não toma posse oficial e pública, como lhe devemos chamar?
   Vou explicar melhor: no dia 31 de Outubro, os membros da Assembleia Municipal do Sabugal, em sessão pública, tomaram posse efectiva. Todos os presidentes das juntas de freguesia, só pelo facto de terem ganho as eleições, passam a fazer parte da Assembleia Municipal. Foi o que aconteceu no dia 31 de Outubro, o presidente da Junta de Freguesia de Malcata, João Vítor Nunes Fernandes, eleito pelo PSD nas últimas eleições autárquicas, tomou posse na Assembleia Municipal do Sabugal, na qualidade de presidente da Junta de Freguesia de Malcata.
   Quando e onde tomou posse como Presidente da Junta de Freguesia de Malcata?
   Como pôde tomar posse na Assembleia Municipal enquanto Presidente de Malcata
se não foi publicado o Edital?
   E se já ocorreu a tomada de posse, porque não informaram os eleitores e cidadãos?
   Não se trata da primeira tomada de posse e estas questões podiam ser evitadas.
   Pode até parecer uma coisa natural e insignificante a cerimónia da tomada de posse. Todos sabem que é o terceiro mandato e os órgãos da freguesia sabem que a lei os obriga a convocar através de Edital a afixar nos lugares habituais, incluindo as páginas oficiais da internet.
   E eu trago estas questões a público para todos ficarmos esclarecidos. Estas perguntas são motivadas pelas dúvidas que, por falta de informação, que as páginas da Freguesia têm de conter e não têm. É que está em causa uma tomada de posse
que mostra contornos de alguma ilegalidade, nomeadamente a tomada de posse como membro da Assembleia Municipal, sem primeiro ter tomado posse a Assembleia de Freguesia e esta ter aprovado e votado a respectiva Junta de Freguesia (executivo).
  
  
Três bons cidadãos 
   
   Claro que as tomadas de posse são formais, mas isso não significa tomadas de posse
sem convocação dos membros eleitos nas eleições autárquicas e os cidadãos que de livre vontade desejem assistir.
   Esta é a minha opinião e vale o que vale. Até posso estar a escrever barbaridades, mas mentiras não! Não, não existe edital ou qualquer notícia, imagem, edital ou aviso vindo da autarquia e publicado na internet. Há muitas imagens publicadas depois de 31 de Outubro? Há e por importantes que sejam, outras deviam ter tido o mesmo interesse e mais importância. 

                                                          José Nunes Martins

01/11/2025

TOMADA DE POSSE DOS ELEITOS

 


                                    CARTA ABERTA aos Malcatenhos


    Estimados malcatenhos: 
    É com um sentimento de profunda preocupação face aos recentes acontecimentos que marcam o início do novo mandato, o terceiro, da nossa junta de freguesia, que escrevo esta carta.
   A transparência e o respeito pela lei em vigor são pilares essenciais da nossa democracia e, como tal, como cidadão atento e responsável, venho informar a população da nossa aldeia e também todos os malcatenhos, sobre procedimentos que, a meu ver, e a virem a ser confirmados,  não estão a ser cumpridos pela Junta de Freguesia.

   Ontem, 31 de Outubro, o Presidente da Junta de Freguesia de Malcata, tomou posse como membro da Assembleia Municipal do Sabugal. No entanto, não é do conhecimento público que, até à data de hoje, 01 de Novembro,  não tenha sido publicado o respectivo edital de convocação para a instalação da Assembleia de Freguesia – que é o órgão máximo e soberano da nossa freguesia.

   A lei das autarquias locais diz que existem prazos e procedimentos que devem ser rigorosamente seguidos para a instalação dos órgãos autárquicos. A instalação da Assembleia de Freguesia deve ocorrer antes ou em paralelo com a instalação dos órgãos do Município.  Ora a tomada de posse na Assembleia Municipal pressupõe que o Presidente da Junta já se encontre legalmente em funções, o que, só acontece com a devida instalação da Assembleia de Freguesia e a consequente validação dos eleitos.

    A ausência do edital de convocação nas páginas oficiais da Freguesia de Malcata,  levanta dúvidas preocupantes e se o que aconteceu ontem na Assembleia Municipal do Sabugal  ou seja, uma tomada de posse antes da realização da Sessão da Assembleia de Freguesia de Malcata, cuja ordem de trabalhos tem de ser a aprovação e a instalação dos novos órgãos autárquicos,  são  sinais de uma grave irregularidade e um desrespeito pela lei e pela vontade popular dos eleitores.
    Se assim foi, levantam-se sérias dúvidas sobre a validade jurídica de todo o processo e das decisões que venham a ser tomadas. 
     Peço aos responsáveis da nossa freguesia para corrigir esta situação o mais rápido possível, pois é um sinal de interesse em mudar para melhor.
      Não se pode continuar a aceitar que a nossa junta de freguesia continue a ter comportamentos pouco claros, nomeadamente, na divulgação das informações institucionais e legais a que estão obrigados a fazer na internet.
   Faço um apelo a todos os malcatenhos:  mantenham-se atentos e vigilantes. Exijam informação.

   Vou continuar atento e a defender os interesses e a legalidade na nossa terra.

                                     José Nunes Martins

27/10/2025

DAR TUDO É DEMAIS

  



 As eleições autárquicas obrigaram à apresentação de propostas para realizar nos próximos quatro anos. Agora que já passaram e os vencedores são conhecidos, estou inclinado a dizer que há grandes hipóteses de tudo voltar à habitual pasmaceira.


 Sejamos claros, porque em Malcata, as eleições não são oportunidade e não são sinal de mudanças, mas uma maçada e uma dor de cabeça para as pessoas.
 Na nossa freguesia as pessoas ficam confusas e só se interessam com festas e animações de toda a espécie. A Junta de Freguesia que faça o trabalho por todos e para todos. E como o cidadão comum que quer é distâncias, na junta de freguesia não se opõem a isso e a maior parte das vezes os cidadãos quando aparecem na sede da junta, 
só lhes falam de problemas e claro, não espanta ninguém que os considerem um estorvo.
 Não adianta que entrem muitas pessoas, porque se lá vão para causar incómodo, o deixar-andar é talvez bem melhor.
 A Junta de Freguesia, na pessoa simpática do senhor Presidente, João Vítor, apresentou 14 propostas e compromete-se a executá-las durante o seu 3º mandato.
 Já percebemos todos que os detentores do poder em Malcata são do PSD e ter isso presente é importante, pois o passado e o presente vão ditar o futuro. Ignorar os mandatos anteriores a este terceiro é deixar que se repitam os mesmos erros.
 Malcata está reduzida a 350 eleitores inscritos, mas nem metade votam. É demasiado o número de eleitores que está inscrito nos cadernos eleitorais. Quais são as causas destas acentuadas diferenças? Ninguém sabe e ninguém quer saber. Mas estas coisas dos números e os movimentos das pessoas nunca acontecem por acaso. Há sempre alguma causa. O que falta é descobrir qual ou quais. Só que na verdade, o que convém 
é manter as coisas como estão, logo alguém toma conta do assunto. Porque aqueles que são eleitos preferem disfarçar porque assim podem continuar no poleiro. Só que assim, não vamos longe. E a freguesia merecia melhor. Quem escolheu e votou neles até 2029 não devem queixar-se, têm os governadores que escolheram.


 
 Estamos a poucos dias da tomada de posse da Junta de Freguesia para o próximo mandato de quatro anos. Na nossa terra, cuja informação local sobre a actividade política local é escassa ou nada se publica, eu aguardo que alguém anuncie a cerimónia da entrada em funções da nova Junta de Freguesia.
 Mesmo que por aí digam que nas outras terras é como na nossa, ou ainda pior, mesmo que assim seja, não devia ser assim. 

24/10/2025

MALCATA: VEM AÍ O 3ºMANDATO

 




A poucos dias da tomada de posse dos órgãos políticos da nossa freguesia, Assembleia de Freguesia e Junta de Freguesia, não sabendo ainda o dia e a hora, sabemos que o próximo mandato irá ser liderado pelo actual presidente, João Vítor. 
 Mas, independentemente das datas, para mim era importante que de acordo com os resultados das eleições do passado dia 12 de Outubro, a Junta de Freguesia de Malcata, arregrasse as mangas e entre com vontade e coragem. 
 As pessoas expressaram a sua vontade e não há como voltar atrás. Os que votaram a favor e os que votaram de outra forma gozam dos mesmos direitos e deveres, são todos cidadãos e juntos formam o povo da nossa terra. Toda a gente sabe que vai continuar tudo como já estava ou quase tudo. Por conseguinte, a Junta de Freguesia apenas muda de mandato, mantém as mesmas pessoas e o seu presidente, entra no seu 3º mandato consecutivo, que segundo a lei, irá sair no final de 2029, se até lá, não ocorrerem mais eleições!
 Há muito que fazer e o tempo não fica parado em 2025. As pessoas sabendo o que as espera, limitam-se às conversas da rua e do café. Para muitas delas está tudo na mesma, devagar e com tempo, nada de pressas e quando pergunto como estão as coisas, a resposta é quase sempre a mesma, está tudo como antes!
 Não me surpreende porque na nossa terra são muito poucos os que arriscam expor em público o que lhes vai na alma, é muito mais fácil e confortável ficar a olhar, não falar alto e 
assobiar para o lado. Na nossa aldeia as pessoas sempre adoraram as procissões, vão em grupos, os homens à frente, o pálio a abrigar o senhor padre e atrás rezam as mulheres e cantam ao som da banda. Simplesmente aquilo que está a acontecer é a procissão a passar pelas ruas e muitos dos que vão na procissão, vão calados e a conversar com os seus próprios botões. 
 Todos desejam o melhor e têm a expectativa de ver as coisas acontecer, as propostas a 
ganhar vida própria e verdadeira. Eu desejo que a mudança aconteça e  seja divulgado à medida que se concretize. Vou estar atento, vigilante, mais naquela atitude de "oposição virtual", mas compreensiva e de querer acompanhar o trabalho da Junta de Freguesia sem estar a desrespeitar ou beliscar as relações humanas e sociais com quem faz parte da junta.
E também o mesmo julgo a vir merecer da parte dessas pessoas.  
 A maioria absoluta é uma situação que não é exclusiva só da nossa junta de freguesia e para além da nossa terra, há mais umas quantas na mesma situação. Um partido, os mesmos de sempre e serão quatro anos sem oposição, correndo o risco da ausência de debate, de intervenção cívica e mais escrutínio. 
 O PSD venceu, mas não arrecadou o apoio de todos, ficando os receios de tudo continuar na 
mesma, com os mesmos vícios, com a mesma vontade de não exercerem uma administração aberta e transparente. Eu ainda espero que alguma coisa mude, pois neste novo mandato, fazer melhor que nos dois anteriores é o mais normal e difícil é não fazer muito melhor.
  Finalmente, espero e desejo que se aproveite a oportunidade para a Junta de Freguesia demonstrar que os malcatenhos fizeram bem em continuar a acreditar no PSD. 
                                                           
José Nunes Martins