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29/04/2026

O GOSTO DE AJUDAR

 


 Tudo começou com a ideia da senhora que queria ajudar e precisava que outras pessoas ajudassem a concretizar o sonho. Já conhecia a causa e os seus promotores, acreditava que era possível juntar mais pessoas e juntas fazer o que fazia falta às crianças em idade escolar. Ganhou coragem e foi ao encontro do presidente de junta da terra que a acolhera como residente. Este soube escutar e prontificou-se a fazer aquilo que dele dependia. Contactou os senhores da empresa de coinfecções e sem surpresa, pois está no ADN da Grasil, acordou-se que a empresa doaria os tecidos e outros apoios. 
  As coisas começaram a fazer mais sentido e nasceu o projecto "Uma Escola em Timor", cujo objectivo é a confecção das fardas que as crianças timorenses em idade escolar e que frequentam a Escola São Francisco de Assis, Paz e Bem, vão vestir durante o próximo ano lectivo. A Junta de Freguesia arranjou espaço e criou as condições necessárias para acolher as senhoras voluntárias que queiram colaborar na confecção das fardas para meninos e meninas carenciadas. 
 O projecto está a decorrer e todas as sextas-feiras, das 15H00 às 18H00, as voluntárias marcam presença na sede da Junta de Freguesia de Vela, freguesia do concelho da Guarda.
 Este gesto de ajuda e solidariedade deixou a ASTIL profundamente e imensamente agradecida e já fez um agradecimento público:
    

"Em nome da Astil,
 em nome da Escola São Francisco de Assis, Paz e Bem,
 em nome de centenas de crianças que frequentaram
 e frequentam
 e das famílias das montanhas de Manati e Boebau,
 o meu (nosso) muito obrigado à empresa Grasil SA     
 e a todos os que, voluntariamente têm connosco colaborado.

     Que São Francisco de Assis vos recompense com as suas bençãos.
                            Rui Chamusco 

Consultar informação:

https://radiof.gmpress.pt/freguesia-da-vela-guarda-em-colaboracao-com-empresa-grasil-esta-a-promover-a-confeccao-de-fardas-escolares-para-alunos-carenciados-de-timor-leste/?fbclid=IwY2xjawRfMrhleHRuA2FlbQIxMABicmlkETE4VkdkTTRqOHppdnplRnV1c3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHjBfSWmvrYyEUNJATlrsPvYm2TmS_-VTdCWDRR7DAVNPyIlyVSRaQWCPrZOl_aem_hyHrQA-GFrm3Db7yX2GN4w

 


28/04/2026

PARA QUE SERVE UMA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA MUDA?

  



  No passado dia 24 de Abril realizou-se uma sessão da Assembleia de Freguesia de Malcata. Tratando-se de uma reunião ordinária, pública, ou seja, aberta aos cidadãos que desejassem estar presentes. 
  Nesta reunião a agenda de trabalhos continha pontos relevantes e de interesse público, como é a apresentação, discussão e a votação das contas de 2025,apreciar e votar o regimento para a concessão da exploração do bar e equipamentos existentes na Zona de Lazer, discutir e votar as taxas a cobrar e assuntos diversos.
  A lei do poder local tem regras que a Junta de Freguesia teima em não cumprir e respeitar. E isto é um problema que tem de ser corrigido. Desde Janeiro de 2025, todas as autarquias estão obrigadas a disponibilizar nas páginas da internet informação de importância relevante para a freguesia e para os cidadãos. E sempre que essa informação não for tornada pública, qualquer pessoa pode e deve solicitar essa mesma informação. A página da Freguesia na internet é hoje o sítio onde a consulta de informação está mais acessível. Claro que também podemos consultar informações na sede da Junta de Freguesia, nos editais e avisos afixados. O cidadão residente na freguesia tem essa possibilidade e com facilidade se pode deslocar à Junta de Freguesia e consultar os documentos. E os que vivem longe?
Onde podemos consultar a informação? A resposta está no website da Freguesia de Malcata, ou devia estar!
  A Freguesia de Malcata tem neste momento três sítios abertos para neles publicitar informação: website, facebook e instagram. 
  O que acontece é que o website está praticamente sem uso, desatualizado e sem informação, como acontece com as actas das reuniões da junta e da assembleia de freguesia. A Junta de Freguesia sabe que está obrigada a elaborar e a publicar a minuta da acta das reuniões. Isto é o mínimo que a lei exige a uma Junta de Freguesia!
  O regime jurídico das autarquias locais, da lei 75/203, no seu Artº56º diz que "a publicidade das reuniões faz-se com o direito dos cidadãos nelas estarem presentes e à obrigatoriedade de elaborar e divulgar posteriormente a respetiva acta. Só assim os cidadãos têm a possibilidade de tomar conhecimento das deliberações da Assembleia de Freguesia!
  Sendo o website da Freguesia de Malcata um meio oficial e institucional da Junta de Freguesia, onde até tem espaço dedicado à Assembleia de Freguesia e a Documentos, não se compreende a atitude do executivo em não cumprir as regras. 
  Quando a nossa freguesia se diz representante de todos os fregueses, tem de demonstrar que é mesmo assim. A Junta de Freguesia e a Assembleia de Freguesia está sob administração duma maioria absoluta, com ligações políticas ao PSD. Embora tenham sido eleitos democraticamente, isso não significa que se está a respeitar a representação de toda a freguesia, de todos os cidadãos que nela votaram ou residem. Com a composição da actual Assembleia de Freguesia, podem surgir algumas dúvidas quanto ao seu funcionamento, pois a assembleia é composta só por membros do mesmo partido político do órgão executivo. 
  Cinquenta e dois anos depois do 25 de Abril de 1974, Malcata vive uma realidade que se pode considerar "anormal" e alterada, onde não existe equilíbrio democrático, nomeadamente na Assembleia de Freguesia. Dito de outra forma, a representação actual na Assembleia de Freguesia, é uma representação desequilibrada e não está a representar os princípios da democracia e da coesão da freguesia. 
  E a divulgação de informação tem aqui um papel principal para garantir a proximidade do poder local a todos os cidadãos e a todos os malcatenhos, vivam na freguesia ou distantes. Cabe à Assembleia de Freguesia exigir que o seu trabalho seja conhecido por todos. 
  À medida que o tempo passa me convenço mais de que há um propósito claro de exercer os cargos públicos num silêncio total e consciente. E o que mais estranheza me causa, é o povo da nossa terra gostar de viver com tantos silêncios, porque não é capaz de mostrar o desacordo e descontentamento e prefere calar a ser incómodo porque não quer ser incomodado. Que povo triste!
  
  

22/04/2026

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA É A CASA DA DEMOCRACIA em Malcata?

 




  De acordo com o Edital divulgado, vai realizar-se no dia 24 de       Abril, sexta-feira, pelas 19H30, na sede da nossa Junta de   Freguesia, uma sessão ordinária da Assembleia de Freguesia. 
  Esta é uma boa oportunidade para as pessoas assistirem ao   funcionamento deste órgão autárquico e aproveitar o período   destinado à intervenção do público, para colocar algumas perguntas   aos membros da Junta de Freguesia. 
  Eu se estivesse presente apresentava estes pedidos de   esclarecimento:
  1- Solicitar esclarecimentos ao sr. Presidente da Junta de         Freguesia acerca da alteração das placas toponímicas e as   incorreções que os mapas da Câmara têm.
  2- Solicitar esclarecimentos/informações sobre o ponto de situação
    de: Alojamento Local "Malcata Naturalmente", Exploração Pecuária
    nos Baldios da freguesia (cabras), Sala das Memórias na antiga 
    escola primária.
  3- Quando é que o Website da Freguesia de Malcata é devidamente
    actualizado e passa a ser um instrumento útil.
  

  Muitos outros assuntos há para ser esclarecidos e que são de interesse geral. Esta sessão da assembleia de freguesia foi convocada quase no fim do prazo que a lei das autarquias locais obriga, ou seja, deve ocorrer até 30 de Abril. Sendo a Assembleia de Freguesia o órgão que representa a democracia do Estado, numa escala concelhia, é ela a entidade que representa a liberdade, o respeito, a união do povo e que na sede da Junta de Freguesia se reúne para defender os interesses, as necessidades e o desenvolvimento da nossa freguesia. E são os membros da Assembleia de Freguesia, que em conjunto com os membros do executivo da junta, representam todo o povo. 
  A questão que deixo é: actualmente, está todo o povo representado na Assembleia de Freguesia de Malcata?
  Celebrar o 25 de Abril deve fazer-nos pensar nos valores e ideais 
da democracia. 
  Aqui deixo o Edital da dita Assembleia de Freguesia:

 


 

21/04/2026

ANDAR COM A CABEÇA ENTRE AS ORELHAS

  

Notícia de Abril no 5 Quinas


  O modo de actuação da Junta de Freguesia de Malcata contraria os princípios da informação e da transparência da sua actuação. Desde quando é que uma autarquia, seja Câmara Municipal ou Junta de Freguesia, trata os cidadãos de forma diferente ao que a lei das autarquias locais proclama? 
  A Junta de Freguesia é eleita pelos cidadãos que residem ou que estão recenseados nessa mesma freguesia. Até aqui, todos estamos de acordo. 
  Já quanto ao dever de informar e a clareza das decisões que a Junta de Freguesia toma, pode afectar todos os cidadãos, mesmo os que não moram na freguesia. E pode acontecer por várias razões, mas vou restringir-me a uma dessas razões: cidadãos da freguesia que residem fora, portanto noutras regiões do país e noutros países. Há determinadas decisões da Junta de Freguesia que vão para lá da aldeia em si e podem abranger muitas das pessoas naturais da terra e que, por variadas circunstâncias, estejam longe da terra onde nasceram. 
  Lembro que desde Janeiro de 2025, todas as Juntas de Freguesia, estão obrigadas por lei a publicar as suas deliberações em meios da comunicação social locais (papel e digital) porque correm o risco de invalidarem as decisões tomadas. 
  É por isso que cada vez mais as Juntas de Freguesia devem preocupar-se em ter um "website" na internet, mas minimamente funcional e actualizado com regularidade.
  A informação hoje circula a uma velocidade bem diferente dos anos 80 e 90. Hoje é através da internet que o cidadão resolve os seus assuntos e qualquer cidadão tem acesso facilitado. É por isso que é necessário que as páginas das autarquias na internet se encontrem actualizadas para manter uma maior proximidade aos cidadãos. 
  Veja-se então o que está a acontecer na Junta de Freguesia de Malcata. Numa freguesia pequena como Malcata, as notícias rapidamente se espalham pela aldeia e todos ficam mais ou menos a saber o que se passa no povo. E os cidadãos, em particular aqueles que pelo facto de ter nascido em Malcata, mas que vivem longe, não têm também o direito de ser informados? Ou temos de ser leitores e assinantes do único jornal mensal existente no concelho do Sabugal? Se a Junta de Freguesia tem "Website" e "Redes Sociais", porque não investe na melhoria da informação através da internet? O executivo da Junta sabe muito bem a velocidade e o alcance da informação através da internet. Quem tem um cavalo, não vai escolher um burro para se fazer deslocar do ponto A até ao ponto B, não acham? E se a informação se limitar ao Jornal Cinco Quinas, que é editado uma vez por mês, quando o cidadão ler as notícias, já estão mais que ultrapassadas pelo tempo. Então se a Junta de Freguesia pode e deve utilizar a autoestrada da informação, porque escolhe um jornal em papel publicado uma vez por mês? Trago-vos o exemplo desta notícia que hoje, 20 de Abril, tive a oportunidade de ler no jornal Cinco Quinas (edição em papel) que um sabugalense me facultou. O título é "Cabras-Sapadoras pastam na Serra da MALCATA", na secção "PELAS FREGUESIAS", página 15. Ainda há dias eu escrevi acerca do silêncio dos membros da junta em relação ao que se vai passando na freguesia. Mesmo quem aqui entra e lê o que escrevo não emite um alerta, uma chamada de atenção para notícias que vão saindo por aí, como é o exemplo desta "mini-conversa" do 5 Quinas com o presidente da junta. Assim, não se cria novas dinâmicas, nem se está a querer aproximar o poder local dos cidadãos. Só um restrito número de malcatenhos sabem o que se vai passando na freguesia. 
  Eu sei que existe Livro de Reclamações Electrónico. E sei que as autarquias estão obrigadas a manter o website actualizado. 
  Também sei que o cidadão informado ganha muito mais actividade cívica e intervém com mais acutilância. Claro que sendo a informação importante e a base da cidadania responsável, quando não há informação, há menos participação e o cidadão nem sequer tem consciência que lhe estão a roubar liberdade de participar na vida política da sua própria terra. E assim, como quem não quer nada e não se quer incomodar, mete a cabeça entre as orelhas e lá vai vivendo um dia de cada vez.
  



GOVERNAR MUDO E CALADO NÃO É BOM

 



 O Secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, anda pelo país a visitar vários projectos florestais. Li na imprensa que esteve de visita à Serra da Malcata, nomeadamente na freguesia do Meimão, tendo feito uma visita aos trabalhos que estão a decorrer na AIGP-Terras do Lince-Malcata. 





  O governante andou acompanhado por diversas entidades, estando representados os municípios de Penamacor e Sabugal e pelas imagens divulgadas, também por autarcas. 


  Estas imagens foram recolhidas na página da Entidade Gestora da AIGP-Terras do Lince-Malcata. Infelizmente, não deu para partilhar directamente das redes sociais, mas estão acessíveis a qualquer um.
  Esta coisa de governar calado não vos incomoda um poucochinho?
  Os homens do Governo andam pelos arredores e falam de e da Malcata, sonham, olham para o horizonte e imaginam o futuro...e alguns autarcas locais nada falam, nada dizem e nada contam ao seu povo! 
  Não há mesmo matéria de interesse, sobre o que aconteceu durante a visita do Secretário de Estado das Florestas a terras da Malcata? 

16/04/2026

SABIAM QUE HÁ CABRAS SAPADORAS NOS BALDIOS DE MALCATA?

 

Cabras serranas na Serra da Malcata

 Quando foi apresentado ao povo, em Julho de 2019, durante um workshop, integrado na AgroRaia de 2019, que nesse ano estava a decorrer na nossa freguesia, foi assumido pelo presidente da Freguesia de Malcata, João Vítor, que a Exploração Pecuária era um projecto com grande factor de dinamização da nossa freguesia e até do concelho do Sabugal. Finalmente aquilo que tanto desejava a Junta de Freguesia e a sua população estava aprovado e ia mesmo avançar. E nessa enorme satisfação e entusiasmo, até se prometeu que, num prazo de dois anos, o rebanho estaria em pleno estado de exploração.
 Uma notícia desta importância merecia aplausos, palmadinhas nas costas e reconhecimento público, com votos de que as coisas acontecessem como estava nos planos. Aquele dia e na companhia de pessoas importantes e ilustres do município, do ICNF e da Junta de Freguesia de Malcata, ficou nos anais da história da política da nossa freguesia e do município do Sabugal. A freguesia de Malcata tinha acabado de dar um valente pontapé no marasmo do subdesenvolvimento e finalmente a aposta no desenvolvimento económico e do comércio local ia começar a sua maratona em direcção ao primeiro lugar. Não havia e não se conhecia um projecto de tão importante envergadura e com planos bem traçados rumo ao êxito e que iria ser a alavanca económica que a nossa aldeia precisava para voltar a ser a terra do melhor queijo, melhor cabrito assado e melhor carne de cabra de qualidade única.
 Passados que são 7 anos, qual é o ponto da situação?
 O projecto das “Cabras Serranas” ou “Cabras Sapadores”
está a ajudar a desenvolver economicamente a freguesia de Malcata? O que já foi feito e que resultados já foram alcançados? 
 Eu e os outros malcatenhos estamos desejosos em saber notícias do rebanho, dos pastores, das dificuldades e dos êxitos já alcançados. Sabemos que em Dezembro de 2025 chegaram as cabras serranas aos baldios. Também sabemos que encontraram dois pastores, que diariamente as cabras saem e entram no "bardo" e que são mais de uma centena de cabeças de gado. Não sabemos, por exemplo, o número de cabras prenhas ou que já são "mães", muito menos o número de cabrititos que já nasceram entretanto, ou quantos dos que nasceram já morreram. Há um mundo real nos baldios da nossa aldeia e merece ser conhecido das pessoas, independentemente do sítio onde vivem ou trabalham. Porque os malcatenhos também se interessam pelo futuro da sua terra. E todos, todos devemos estar conscientes e conhecedores do estado das cabras serranas. Somos ou não somos todos malcatenhos? Sim somos. 
 Aguardemos então por boas notícias.

13/04/2026

MALCATA, ALDEIA DO BIOLÓGICO E NATURAL

 



     As grandes ideias por vezes aparecem de repente e como são pensamentos, sonhos, estão mesmo ao alcance de qualquer cérebro humano. Ter uma ideia, um sonho, por muito estapafurdo ou utópico que isso seja, não tem que ser pago, isto é, a ideia e o sonho é gratuito para todos os seres humanos!
    Então eu hoje tive uma ideia: digam-me lá se a ideia é boa, fantástica, excelente ou deve ser para esquecer para sempre: Malcata, aldeia do biológico e natural. 
    O que vos está a sugerir esta frase, que é parte da ideia que me veio assim do nada. 
    Todos gostamos de elogiar os produtos cultivados na nossa aldeia: batatas, toda a espécie de frutas e legumes, porque são produtos com sabor, com cor, com tempo de crescimento e nos frigoríficos aguentam muitos mais dias que qualquer legume que se compra nos supermercados. São mais resistentes e mais saudáveis, são cultivados e tratados com mais carinho e regados com água limpa e natural, sem contaminações causadas pela indústria. 
    Estão a ver o alcance desta ideia?
    Que pensam sobre o tema?
    

12/04/2026

LAR RECEBEU PAGAMENTOS INDEVIDOS

        PAGAMENTOS INDEVIDOS?
                 O QUE É ISSO?
R: São valores pagos por engano pela Segurança Social a     instituições que recebem ajudas do Estado, porque, na   altura do pagamento, não tinham direito a esse valor, por   se referir a períodos errados ou valores incorrectos.

Polo I Lar de Malcata

 Durante 30 anos foi um homem bom, importante, com poder, com qualidades para estar à frente da associação que gere o lar de idosos da freguesia. Amigos, elogios, cumprimentos,
pedidos de emprego, pedidos de entradas de familiares no lar, preparação de festas e passeios, peditórios, festas e um sem número de aparições públicas, todos o acompanharam e apoiaram e não questionavam as decisões, não reprovavam as contas e os balanços anuais. Foram 30 anos de trabalho, de êxito e de palmadinhas nas costas do grande presidente.
 Em 2020, numas eleições para os Corpos Sociais da Associação, em que pela primeira vez se candidataram duas listas, o presidente ficou em segundo lugar e outra direcção assumiu a gestão do Lar da freguesia.
 
 A passagem de testemunho foi feito com toda a normalidade e os novos dirigentes tomaram os seus lugares democraticamente conquistados.
 Quem entrou quis limpar e colocar as suas ideias de gestão em prática. Algumas mudanças custaram mais do que outras, principalmente das pessoas que exerciam cargos de chefia na instituição e que decidiram sair ou aceitaram e concluíram que a melhor decisão era mudar de trabalho e de instituição.

 
 As eleições já eram passado, mas as actividades do lar mantinham-se as mesmas, com ceias, lanches, reuniões e festas de Natal, Carnaval, etc., etc. Os mesmos serviços dentro e fora do lar, mudavam apenas as pessoas e os motoristas de serviço. Toda a vida do lar continuou igual como era na direcção anterior.

 Então o que mudou?
 
 Tudo mudou com uma visita das equipas de fiscalização da Segurança Social do Distrito da Guarda ao lar da freguesia.
 Um dia, apareceram no lar para fazer uma vistoria à instituição. A Segurança Social recebeu uma queixa da existência de irregularidades na gestão do lar. Então decidiram visitar o lar e quiseram verificar o que se estava a passar. E dessa inspecção, o que hoje se sabe publicamente, foi que o lar estava a receber dinheiro, indevidamente, da Segurança Social.
 Mas como é isso de receber dinheiro indevidamente?
 A Segurança Social tem acordos assinados com todas as IPSS’S, nomeadamente com a ASSM-Lar de Malcata. Periodicamente, o lar envia uma listagem de utentes que vão receber apoios e algum desse apoio, vem da Segurança Social, destinado a apoiar as ajudas aos utentes que o lar cuida.

 O lar, sendo uma instituição que recebe apoio do Estado, tem a obrigação legal de enviar informação para a Segurança Social sobre o tipo de apoio e o número de utentes que beneficiam dessa ajuda, que pode ser prestada dentro do lar, em casa dos utentes, serviços de limpezas, tratamentos de roupas, ajudas técnicas, serviços de enfermagem, de fisioterapia,…etc., etc.

 Estas listas são documentos importantes e é baseado nessas informações que a Segurança Social decide o valor do apoio a enviar para o lar. Esta é uma prática de transferência de verbas que sempre foi considerada bem realizada e nunca o lar de Malcata recebeu notificação alguma para corrigir as listas que enviava. Esta mesma prática e estas mesmas listas que o presidente Carlos Clemente enviava para a Segurança Social, são as mesmas listas que a nova direcção presidida por Vítor Fernandes estava a assinar e a enviar para os serviços da Segurança Social. O dinheiro continuou a ser depositado nas contas do lar e assim aconteceu durante os primeiros meses de trabalho da nova presidência do lar.
 Portanto, os primeiros meses de gestão do presidente Vítor Fernandes, aparentemente tudo corria bem e sem qualquer alerta ou desconfiança das listagens que continuavam a ser enviadas para a Segurança Social.
 Tudo parou, todos ficaram de boca aberta, espantados, admirados, talvez nervosos com a visita dos fiscais da Segurança Social no lar da aldeia.
 Outras visitas já tinham ocorrida antes. Tudo estava bem, nada a apontar…mas desta vez, encontraram erros no preenchimento das listas que estavam a ser enviadas para a Segurança Social, umas assinadas por Carlos Clemente e outras assinadas pelo Vítor Fernandes. Ambos, inconscientemente, tinham preenchido mal as listas. Os dois estavam a prestar declarações erradas à Segurança Social.
 A inspecção da Segurança Social verificaram que o envio das listas com erros, enviadas anteriormente e que continuaram a ser enviadas pela nova gerência, continham, ambas as listas, informações incorrectas, não correspondiam na prática ao apoio que era prestado aos utentes. O erro de preenchimento, consciente ou não, que o ex-presidente do lar era responsável, continuava a ser também levado a cabo pelo novo presidente recém-chegado ao lar. Isto é, ambas as presidências tinham que ser responsabilizadas quanto aos actos que praticaram e que deviam ser corrigidos para não se voltar a cometer mais erros de informação.
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 Estes são os factos que eu conheço. Outro facto que tenho conhecimento e que já mereceu a confirmação do presidente da Mesa da Assembleia Geral da ASSM, foi que o dinheiro realmente entrou nas contas do lar e nunca foi utilizado para benefícios dos dois presidentes da instituição.
 Ou seja, tanto o ex-presidente Carlos Clemente, como o actual presidente, Vítor Fernandes, enviaram as listas contendo erros de informação. Por causa desses erros, a Segurança Social enviou indevidamente, ao lar aproximadamente 18.000,00 euros. Este valor teve que ser devolvido à Segurança Social.
 Foi, portanto, notificado o lar para regularizar a situação.
 Sabemos em Malcata que esta história não terminou ainda. Apesar da situação já se encontrar devidamente esclarecida e liquidada, no que respeita à Segurança Social, há ainda uma espécie de “pescadinha de rabo na boca” por digerir.
 E um assunto que já devia estar resolvido, continua com algumas espinhas que só complicam e causam desconforto: um erro de 18.000,00 euros, já riscado das contas, está a ser agravado em custos com tribunais, cartas, honorários, tempo, paciência e bom nome, que já ronda os 30.000,00 euros!
 Apelo aos corpos sociais, aos sócios do lar e a todas as pessoas interessadas, para junto da instituição alertar para o perigo do agravamento ainda maior desta situação.
 E deixo a pergunta: Porque não acaba isto?
 

09/04/2026

QUERO FALAR DOS BALDIOS DE MALCATA

 

Quando voltará?



  No passado mês de Março os compartes dos baldios da freguesia de Malcata reuniram-se em Assembleia Geral. A reunião serviu para os corpos sociais da associação apresentarem as contas relativas ao ano de 2025, a presentar e aprovar o Plano de Actividades para este ano de 2026, eleição dos novos corpos sociais e ainda, a delegação de poderes de gestão para o futuro. 
  Uma agenda de trabalho bem recheada e com assuntos de interesse para os compartes dos baldios. 
  Decorreram duas semanas e não se sabe nada sobre o que foi apresentado, discutido e aprovado. 
  Os compartes da nossa freguesia funcionam como se fosse um condomínio: existem espaços individuais, privados, que se encontram ligados entre si por espaços que são comuns a todos os condóminos. A administração ou se preferirem chamar gestão, cabe a um conselho directivo mandatado pela Assembleia de Condóminos. Ou seja, no caso dos baldios, estamos a falar da Assembleia de Compartes e do Conselho Directivo, que no caso concreto de Malcata, tem estado delegado no executivo da Junta de Freguesia. É nas Assembleias de Compartes que se apresentam as contas, os planos de actividades e os assuntos respeitantes aos baldios da nossa aldeia. São os compartes que votam e decidem, democraticamente, respeitando as leis dos baldios em vigor. Ora na nossa aldeia, a Assembleia de Compartes foi constituída em 2004 e periodicamente reúne para tomar decisões respeitantes aos baldios. Na nossa terra temos a tendência de delegar as várias funções e responsabilidades na Junta de Freguesia. E cada executivo vai gerindo conforme sabe e conforme pode. Muitas vezes, as coisas acabam por se confundir e os baldios, por exemplo, vão sendo administrados como se tratassem de propriedade pública da Junta de Freguesia. Mesmo com contas separadas, sendo os mesmos decisores no executivo da freguesia e nos baldios, há sempre o risco de misturar papeis e decisões. E aqui entra a importância da Assembleia dos Compartes, da sua Comissão de Fiscalização e claro, o Conselho Directivo. 
  Como já informei noutro texto, desde 24 de Janeiro de 2026 que as relações de gestão entre o ICNF e os Baldios portugueses, terminaram, pois passou o tempo de validade desse acordo, que era de 50 anos. 
  Portanto, este ano de 2026, há que tratar de esclarecer e repensar o futuro dos baldios do nosso país. 
  Os meus alertas parece que não serviram para nada de concreto. A Assembleia de Compartes realizou-se e não há uma alma sequer que partilhe informação dos assuntos que lá se apresentaram, discutiram e decidiram. A divulgação da Acta da Assembleia de Compartes da Freguesia de Malcata, realizada no dia 31 de Março, é por lei, o documento que interessa conhecer. Faço um apelo ao senhor presidente da mesa da Assembleia de Compartes da Freguesia de Malcata, que faça publicar, tal como faz com os Editais das convocatórias, na internet da Junta de Freguesia de Malcata. Importa saber o que na verdade se passou na referida assembleia, nomeadamente os novos corpos sociais eleitos, a delegação de poderes de gestão dos baldios, outros assuntos de interesse geral para os compartes. 
 
  

07/04/2026

REUNIU A ASSEMBLEIA DE COMPARTES DA FREGUESIA DE MALCATA E AGORA?

BALDIOS DE MALCATA, UMA NOVA REALIDADE?



SF-18-168 Equipa de Sapadores Florestais
da Assembleia de Compartes de Malcata

   
   
                 

  A Assembleia de Compartes da Freguesia de Malcata reuniu-se no último dia de Março de 2026 e fazendo fé na Ordem de Trabalhos que constava no edital da convocatória, havia vários assuntos de interesse a ser apresentados, discutidos e a  deliberar pela assembleia.
  Passou uma semana e não há qualquer informação sobre aquilo que se passou nessa reunião. Sendo uma assembleia de compartes, com a ordem de trabalhos tão importante, o mínimo que se espera é a divulgação dos assuntos que ali foram falados, apresentados e decididos. Para além da apresentação das contas relativas ao ano passado, seguia-se o Plano de Actividades para este novo ano e ia-se discutir e deliberar sobre a delegação de poderes de gestão. 
  Outro dos pontos importantes dizia respeito à eleição dos novos corpos sociais da associação dos baldios. 
  Sendo a Assembleia de Compartes o órgão máximo dos baldios, os compartes que não participaram presencialmente nessa assembleia, também têm direito a conhecer o que ficou ou não decidido. 
  As contas foram aprovadas? 
  Qual é o Plano de Actividades para 2016?
  Quem se apresentou para os Corpos Sociais da Assembleia de Compartes da Freguesia de Malcata?
  Qual é a Entidade em quem a Assembleia delegou a presidência do Conselho Directivo?
  Que outros assuntos de interesse foram abordados?

            
                        
Já lá vão 22 anos!




06/04/2026

CONTINUAÇÃO DE BOAS FESTAS

 




 Hoje o dia começa mais vagarosamente e vai-se despertando para a realidade. É natural que muitos se sintam cansados, mas com a curiosidade de espreitar o mundo. A janela abre-se no telemóvel ou no computador e instantaneamente estamos a saber as últimas novidades dos nossos familiares, amigos e comunidades. É normal e natural as pessoas desejarem espreitar o dia de ontem, as cruzes e as campainhas a entrar nas casas, onde as mesas brilham e fazem sorrir os rostos das pessoas. É a nova maneira de partilhar as bênçãos da vida! Os desejos de Boa Páscoa, Feliz Páscoa ou simplesmente, Aleluia, Cristo ressuscitou!
 Hoje é um desfilar de fotografias da festa de ontem; mesas com cabrito assado ou vitela, arroz de polvo com filetes do mesmo, os doces, o pão-de-ló, pudim e as amêndoas, etc., etc. Tudo pronto a comer e saborear.
 Cada pessoa e cada família vive a festa da Páscoa em liberdade e cada pessoa é responsável pela sua vida. Eu estou aqui a pensar nesta ideia de Jesus Cristo estar sempre associado a boa comida e festanças. Já repararam que todas as festas da Igreja estão relacionadas com alegria, boas comidas e ramboias? No Natal e na Páscoa é o que todos já experimentámos: boa mesa, bom vinho e muita alegria. As tradições estão acima de tudo e de todos. Mesmo que não passe de um formalismo, um hábito de enfartamento, coisas de marketing religioso, disfarçado de grande sentido cristão. Se o material falha, se os apoios financeiros não aparecerem, não há fé que mova as pessoas a sair de casa. Importa é dar espectáculo, mostrar a fartura, o amor à tradição das coisas e esquecer o interior de cada pessoa, a sua regeneração interior.
 O mundo é assim.
 Continuação de boas festas.

04/04/2026

A DATA DA PÁSCOA NA IGREJA CATÓLICA

 A Páscoa pode calhar entre 22 de Março e 25 de Abril!

Calvário-Malcata
(Obra artista Eugénio Macedo)

 A Páscoa calha sempre entre o dia 22 de Março e o dia 25 de Abril. Não tem uma data fixa e isto acontece porque a Igreja católica assim o decidiu. Antes, os cristãos celebravam a Páscoa juntamente com os judeus. A Igreja depois passou a defender uma data própria e sempre num domingo. A Páscoa calha no primeiro domingo depois da primeira lua cheia, que calha no equinócio da Primavera, ou depois, ou logo a seguir ao equinócio da Primavera. E este equinócio da Primavera, é sempre definido como calhando no dia 21 de Março e não muda, é sempre no dia 21 de Março. E a lua cheia? A lua cheia não é a lua astronómica que se vê, mas a lua eclesiástica, que é calculada através de uma forma parecida com as fases da Lua no calendário. Assim, caso a lua cheia ocorra durante o equinócio, os cálculos da Igreja tendem a usar a próxima lua cheia para determinar a data da Páscoa.
 Ou seja, nem sempre a data corresponde exactamente à lua cheia real, mas sim a uma convenção que permite manter a regra a funcionar ano após ano.
 E tudo isto porque a Igreja católica tentou criar uma forma de calcular a Páscoa Cristã de tal forma que calhasse no mesmo momento da Páscoa judaica, mas usando calendários bastante diferentes.
 Foi em Março de 1818  a Páscoa calhou no dia 22 e a próxima vez será em 2035! E em 1943, foi no dia 25 de Abril. Nessa época, em Portugal não se celebrava ainda a Revolução dos Cravos, logo o feriado do 25 de Abril nunca
calhou no domingo de Páscoa, mas vai acontecer em 2038!
 Ainda hoje os católicos e protestantes seguem um calendário, enquanto os ortodoxos utilizam outro – o que faz com que a Páscoa seja celebrada em datas diferentes em todo o mundo.




Sábado de Aleluia 

01/04/2026

MALCATA: CABRAS DO REBANHO DA FREGUESIA COM SANGUE E ESPUMA NA BOCA.

ACTUALIZAÇÃO:

AS PARTIDAS DE 1 DE ABRIL...
as cabras e cabritos
do rebanho estão bem.

ATAQUE DE LOBOS
OU
ENVENENAMENTO?

 Ontem tudo parecia um dia normal como o habitual. Mas quando os pastores abriram o porão para entrar no pavilhão onde dorme o rebanho, não queriam crer no que estavam a ver à frente dos olhos. Espalhados pelo chão, encontraram uma série de cabras com sangue e uma espuma rosada junto à boca, pareciam zonzas e que não se aguentavam de pé, andavam com muita dificuldade e a mancar. Surpreendidos e aflitos, pegaram no telemóvel e ligaram para a Junta de Freguesia que se pôs logo a caminho. Mais tarde, houve quem tivesse visto passar o carro da GNR a caminho da serra.
 O que se terá passado durante a noite? 
 Será que foi ataque de lobos?
 Será que alguém tentou assaltar as instalações para levar algum cabrito?
 Oxalá se consiga saber e perceber o que realmente aconteceu. 
 Quem souber mais alguma informação, por favor, diga qualquer coisa. 
 

30/03/2026

BALDIOS DE MALCATA: QUE FUTURO? (I)

  

                                 


  A Assembleia de Compartes dos Baldios da Freguesia de Malcata, vai realizar no próximo dia 31 de Março, pelas 20H00, no Edifício da Junta, uma reunião. 
  Este tema dos Baldios é um assunto com grande importância para toda a comunidade, pois os baldios continuam a ser património comum. E por delegação de poderes da Assembleia de Compartes, a gestão dos baldios está a cargo do executivo da Junta de Freguesia. 
  O ponto nº3 da Ordem de Trabalhos "Discussão e votação da delegação de poderes de administração dos Baldios-ICNF", merece um apontamento e uma chamada de alerta dirigido aos compartes. Há a correr por aí, pelas diversas regiões do nosso país e por diversas comunidades/assembleias de baldios, que o ICNF está a apresentar novas propostas de cogestão e administração. Ora, em Janeiro deste ano de 2026, a BALADI (Federação Nacional dos Baldios), alertou através de um comunicado que aquilo que o ICNF estava a querer fazer não servia os interesses dos compartes e até podiam colocar em causa o futuro dos baldios, caso assinassem esses protocolos.
  Por imposição da lei, desde 24 de Janeiro de 2026, todos os acordos que havia entre o ICNF e os Baldios, deixaram de ter fundamento legal, isto é, caducaram depois de 50 anos. É por isso que o ICNF anda agora a tentar promover e assinar o maior número de acordos possíveis com os baldios, mesmo no que respeita à sua administração. 
  Parece que a pretensão do ICNF é ficar com os poderes totais de gestão florestal e sobre todos os rendimentos que os baldios derem: resinas, apicultura, caça, pesca, micologia (cogumelos), recolha de lenha...e passará a receber 40% do material lenhoso, bem como parte do armazenamento de carbono. 











  Os compartes dos baldios de Malcata e a própria Junta de Freguesia de Malcata, antes da discussão e votação da delegação de poderes de gestão dos baldios, o que deviam era solicitar, por escrito, a referida proposta de cogestão e administração para ps próximos anos. Com o documento na sua posse, o passo seguinte será distribui-lo a todos os compartes para que o consultem, para promover palestras de esclarecimento e aconselhamento especializado, para depois com mais conhecimentos e saber, colocar o assunto à apreciação numa Assembleia de Compartes. E aí, caso os compartes entendam que estão conscientes da tomada de decisão, avançar para a assinatura do acordo. Este é um passo de importância fundamental e não deve ter interferência do ICNF, cabe à Assembleia de Compartes deliberar sobre o assunto da delegação de poderes e gestão. Será que a Junta de Freguesia tem a intenção de renunciar à gestão dos baldios? Este é outro assunto que também deve ser esclarecido na assembleia de amanhã. Quanto a entregar já a delegação ao ICNF, peço a todos os compartes que tenham alguma tranquilidade e sentido de responsabilidade, pois não há assim tanta urgência na passagem da delegação de poderes. Ou há? O ICNF não pode e não deve pressionar ou obrigar à votação na reunião de amanhã. Só o consegue se os compartes não fizerem nada e nada disserem. Volto a repetir, mesmo que haja uma proposta do ICNF, ela deve ser lida e discutida durante muito mais dias que apenas durante a reunião. A discussão e a votação vai ser determinante para o futuro dos baldios da freguesia de Malcata. 
  Mais informações aqui:

https://www.baladi.pt/comunicados/comunicado-o-fim-da-cogestao/?fbclid=IwY2xjawQ3c-dleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEe5TpG0a_1OMODe11bl2dQQ6PIqFuRBHM2IkHttAcx_kek-aDagrH4o_HY9ew_aem_YwshOQrQf8-zMDc-Pc7n3g

https://www.researchgate.net/publication/399827849_Governanca_e_Gestao_dos_Baldios  

https://www.baladi.pt/baladi/gravacao-webinar-cogestao/

Edital da Assembleia de Compartes
para 31-03-2026

  Continua...sobre eleições


23/03/2026

ALDEIA DE MALCATA SEM GRAÇA





 

Uma freguesia parada no tempo.

 Proponho que a Junta de Freguesia de Malcata use a tecnologia que tem à disposição para que os malcatenhos, estejam onde estiverem, possam acompanhar as actividades da autarquia.
 E o site da freguesia tem a missão de facilitar a vida aos cidadãos que se interessam pela nossa terra, ou que tenham situações para resolver.

 O que estou a sugerir não exige grande investimento de dinheiro, é apenas o uso de algum tempo a favor da comunidade.
 
 O que tem andado a fazer a Junta de Freguesia?
 Quem consultar a página oficial da autarquia fica de boca aberta e pasmado com tanta obra realizada!  Continuamos na mesma como estávamos em 2025, ou seja, não há qualquer registo de nota e não tem havido na freguesia obras ou melhorias, a não ser as que são da responsabilidade da Câmara Municipal. O que vi nos dias de início deste mês são pequenos remendos, como a troca de placas toponímicas e de sinalização. A freguesia está cada vez mais atrasada face a outras aldeias próximas. Basta sair da nossa terra e visitar facilmente aqui constatamos o marasmo que se vive em Malcata. 
 As mudanças que tem havido na freguesia é de fazer parar o turista, porque só não lê quem for invisual. Mesmo assim, há ruas que continuam sem nome, outras cujos nomes são à vontade da junta e de mais ninguém. O mesmo se passa com as novas placas de sinalização e informação do nosso património ou lugares importantes de interesse. Qualquer tamanho e qualquer designação está bem e respeita a paisagem da freguesia, sempre é melhor do que o que estava! Será mesmo assim?
 Andarão demasiado ocupados com as cabras sapadoras? 
 Vão no terceiro mandato e pouco ou quase nada se vê de diferente. Cingem-se ao básico: abrem as portas nos dias de atendimento aos seus fregueses, vão publicando umas fotos de circunstância e assobiam para o lado. E como ninguém ouve, vão continuando a escapar e a não ligar patavina às páginas na internet ou a um simples boletim informativo a dar conta da coisa pública, dos projectos das cabras e dos baldios. 
 É a autarquia que temos, porque os malcatenhos são um povo pacato, sereno, vivem ao sabor do tempo. E sendo assim, qualquer coisa serve!
 O que vos digo, meus estimados malcatenhos, a residir em Malcata, é que têm nem mais nem menos do que aquilo que merecem.
 Deixo aqui alguns exemplos:




 

Site da Junta em 23-03-2026





Vitrine da JFM ao Rossio, 
informação sem interesse e desactualizada.



A DANÇA DAS PLACAS:





 




2019


Novas placas em 2025(Dez)


Assim vamos andando...para onde?


20/03/2026

CHEGOU A PRIMAVERA

  

     




    

     A Primavera começou hoje e prolonga-se até ao dia 21 de Junho.
     Esta é a época do ano em que os dias e as noites têm a mesma duração. Entrámos na "hora de Verão", é por isso que adiantaremos o relógio uma hora e assim aproveitamos mais
a luz solar. 
    A Primavera é a Estação das flores, do canto dos pássaros, da natureza despontar e perfumar o ar que respiramos. E este ano a Primavera chegou mais cedo do que o habitual, vem para nos ensinar a importância da renovação e do crescimento. Depois de muitos meses de chuva e vento, a natureza desperta e desde as árvores aos jardins, como se  da tela de um pintor, sobressaem as cores vibrantes das flores e dos verdejantes prados
    É a nossa oportunidade de viver uma Primavera diferente e cheia de boas recordações de outras Primaveras já vividas. 
    Aproveitar as energias positivas e a renovação da natureza para também nós mesmos nos renovarmos mentalmente e espiritualmente, é um bom objectivo. 




 







19/03/2026

MÃOS SOLIDÁRIAS TRABALHAM UNIDAS

 


 É sempre bom falar das coisas que acontecem.
 Eu tive conhecimento do que estava a passar o senhor Carlos Clemente e a sua mulher Graciete.
 Quando soube da situação que estavam os dois a passar, não me alheei do problema e solidarizei-me com eles. Tanto quanto sei, Carlos Clemente trabalhou muitos anos para o bem da comunidade de Malcata.
 A Olinda e o Manel são gente de trabalho e de poucas posses materiais, mas talvez a maior pobreza não seja a material. Há quem esteja à espera de vaga e tempo para trabalhar, mesmo que se trate de biscates, as pessoas recorrem ao rapaz para executar pequenos trabalhos. E como é que se ajudam estas pessoas? Fazemos alguma coisa por eles ou simplesmente ignoramos a sua situação? Eu entendo que todos devemos auxiliar na medida das possibilidades de cada um de nós. mas este tipo de situações necessitam de apoios contínuos e com regularidade, sem esperar resposta, mas simplesmente passar às acções concretas e aos apoios que podem ser dados, como entregar refeições de comida quente e em boas condições de consumo, cuidar quando é preciso e acompanhar essas mesmas pessoas.
 Foi este trabalho que o Lar de Malcata fez e que a Segurança Social
pagou à Associação de Solidariedade Social de Malcata. Acção de solidariedade diária e durante todos os dias do ano, foi o que Carlos Clemente decidiu incluir nos apoios ao domicílio prestados pelo lar. Não lhes era lavavam a roupa e não limpavam as casas, apesar de o tentarem fazer, sem concordância dos interessados não lhes era prestado esse apoio e essas migalhas a mais que a Segurança Social andou a pagar ao Lar entraram na tesouraria da instituição e nunca dela saíram, foram sempre para a conta do lar.
 As eleições para os corpos sociais trouxe mudanças e entraram em funções novos elementos. Carlos Clemente, com orgulho e coração alegre, entregou aos novos gestores uma instituição com obra edificada e administrativamente livre de dívidas e em boas condições financeiras para continuar o seu caminho.

 O tempo passou e tudo estava a correr bem. Passaram quase dois anos e surpreendentemente, Carlos Clemente viu-se num processo de incumprimento e de recebimento indevido de verbas pagas pela Segurança Social, ocorrido durante a sua presidência e os mesmos procedimentos continuaram a ser levados a cabo pela nova presidência, sob os comandos de Vítor Fernandes, prática essa interrompida pela entrada em cena de uma inspecão da Segurança Social, em resposta a uma denúncia que alertou para irregularidades administrativas.
 



 Na verdade, foi por causa dessa denúncia, que a nova administração foi surpreendida e pasme-se, só mais tarde foi informado o ex-presidente da associação destes acontecimentos.

 Tendo eu já escrito sobre este assunto, sabendo eu que mais de uma centena de pessoas leram/tomaram conhecimento desta situação, apenas duas pessoas se pronunciaram respondendo em forma de comentário.
 Ou seja, a mensagem que retiro é que, na nossa freguesia, pensa-se de forma estranha: “não me incomodem, estou tão bem no meu canto, não me chateiem!” Ou então pensam que o melhor é que “a mão esquerda não saiba o que anda a fazer a direita”!

 Será que as gentes de Malcata são tão insensíveis e não sentem um pingo de vergonha ou falta de amor ao próximo?

 Por ser uma pessoa afectuosa e solidária e por ter em conta o amor ao próximo, no cumprimento da missão de caridade e de solidariedade,
Carlos Clemente nunca rejeitou ou desprezou as pessoas da nossa freguesia. A sua missão era ser solidário com quem necessitava de apoio e preocupou-se em passar a acções concretas de auxílio através do apoio domiciliário que o lar disponibiliza a todos.
 E chegados aqui, só lamento que as coisas não sejam tratadas como devem ser, sem prejuízo para nenhuma das partes.

 Assim vamos andando…

 

17/03/2026

MALCATA SEM LEI NEM ROQUE

Travessa Braz Carvalhão.
 Com uma casa e sem saída?



 
Beco de Braz Carvalhão




A Rua da Fonte não termina nesta casa!


Que nome tem esta via pública?







  A Junta de Freguesia de Malcata fez recentemente a substituição das placas toponímicas (nomes das ruas). Retirou as placas de pedra de granito e afixou placas novas, rectangulares e fundo vermelho com letras a branco, obedecendo ao modelo aprovado pela Câmara Municipal do Sabugal

  Visitei a aldeia no início de Março e constatei que houve moradores que recusaram a afixação da placa na sua própria casa. Houve até quem a tivesse retirado pouco tempo depois dela ter sido afixada, pois não haviam sido contactados previamente pela Junta de Freguesia para ser afixada uma placa com o nome da via pública, também lhes foi dito que teriam depois de ser os moradores a tratar das alterações de nome em todos os serviços públicos e outros serviços de interesse. 
  Por falta de conhecimento e pela falha consciente da Junta de Freguesia de Malcata, foi transmitido, de forma errada e contrária ao que está estipulado pelo Regulamento aprovado pelo Município do Sabugal, diversa informação incorrecta, designadamente a referente ao local de afixação das placas e das obrigações que os proprietários dos imóveis, muros, paredes, devem ter em conta:
 



Local de afixação das placas toponímicas
  
  O Artº22º diz que é da competência da Câmara Municipal do Sabugal fazer a alteração e registar toda a informação toponímica existente e fazer essa mesma comunicação às diversas entidades/serviços: Tribunal, Conservatórias, Finanças, GNR, Correios... e a Câmara tem o dever de actualizar os mapas das ruas: 

Mudança de moradas-alterações


  Outras mexidas foram realizadas, como a colocação de placas com nomes novos, sem prévio aviso à população. Para além de nomes novos, a designação atribuída de Travessa ou Beco, não respeitou o Regulamento em vigor; outro erro tem a ver com a obrigatoriedade de se afixar uma placa no início da rua e outra no fim da mesma, nunca dois ou três "números de polícia" antes do último número, como aconteceu com a Rua da Fonte. E ainda na Rua da Fonte, não foi afixada a placa de início da Rua da Estrada, talvez por deficiência de informação em relação à aplicação do Regulamento e tanto os proprietários, como a própria Junta de Freguesia, não tiveram em conta o cumprimento do que dita o Regulamento. 
  No fundo, uma intervenção que devia proporcionar uma clarificação e organização da toponímica da nossa freguesia, resultou num alfobre de novas placas e novas vias públicas. Mas como se estas incoerências não fossem suficientes, esqueceram a atribuição de nomes a vias públicas que não têm nome atribuído, como é a estrada com início na Rua da Escola Primária e fim no entroncamento com a Estrada Municipal, junto à Sra. dos Caminhos. 
  As ruas são pertença da comunidade, são para uso público e fazem parte do património da freguesia e do Município. 
  Quando se mexe neste património há procedimentos que devem ser feitos e regras a respeitar. Porque, mudar uma placa toponímica é trabalho fácil de ser executado e em pouco tempo se vê a nova placa. 
  Aquilo que foi feito na nossa freguesia, não lembra ao diabo e espanto-me a apatia e desinteresse dos moradores em não se mostrarem indignados e desrespeitados pela autarquia pelo mau serviço público, entidade que deve ter o dever e obrigação de conhecer as leis e aplicar o que nelas se diz. Quando uma junta de freguesia não dá o exemplo da disciplina e respeito dos regulamentos municipais está a aligeirar a gestão do património, cria situações de desconforto e desordem. E aqui chegados, também a Câmara do Sabugal, que tem a competência para fiscalizar o cumprimento dos Regulamentos, pura e simplesmente nada fiscaliza e nada se importa com o ordenamento do território do concelho
  Tudo isto que relatei está à vista de todos. E aquilo que eu pergunto, e que aliás, não sou só eu, é o que é que a Junta de Freguesia andou a fazer? Cada vez que visito a aldeia dá-me pena olhar para o que vejo. Sinceramente, não esperava tão pouco cuidado e empenho desta Junta de Freguesia.