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12/06/2026

MUDAR SIM, ESTRAGAR NÃO !

 


  Camões é uma das figuras da literatura portuguesa e foi na poesia que ele se notabilizou. Um pouco por todo o país foram erigidos, ao longo dos anos, inúmeros monumentos alusivos a Luís de Camões, escolhido como símbolo de portugalidade, que todos os anos os portugueses comemoram a 10 de Junho.
 Por isso, não é de admirar, que se encontrem muitos monumentos erigidos em seu nome, marcando a paisagem de muitos espaços públicos de cidades e vilas de Portugal e também em vários países.
 No dia 13 de Junho de 1912 foi inaugurada a primeira estátua de Camões em Paris. Está suportado por um pedestal com cerca de 5 metros de altura, pode ser admirado no Jardim Camões, na Casa de Portugal.
 A cidade de Lisboa tem uma estátua desde 1867; na cidade do Porto foi inaugurada em 1980. Na cidade de Coimbra, Viseu, Leira, Peniche, tem monumento dedicado ao poeta. No Canadá, onde vivem milhares de portugueses, desde 2013, que se encontra no centro da maior cidade do país. Também no Brasil, Moçambique, Macau, Goa…são monumentos que se encontram nas terras de acolhimento dos portugueses espalhados pelo mundo.
 Isto é realmente sinal da universalidade desta figura da cultura portuguesa e com a qual os portugueses se identificam.
 O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que é celebrado anualmente a 10 de Junho, data da morte do poeta, é uma homenagem à nossa cultura e aos portugueses emigrantes pelo mundo. Por isso, surgiram ao longo dos anos, inúmeros monumentos dedicados a Camões, que perpetuam a ligação dos nossos emigrantes ao seu país. Foi por isso e a pensar no legado e no agradecimento, que a família Corceiro, emigrante na Argentina há muitos anos, surpreendeu a população de Malcata, uma pequena aldeia da beira, com a oferta do busto de Camões. Inaugurado em 12 de Setembro de 1969, o busto está colocado sobre um pedestal em pedra de granito e numa placa lemos:
 “A Luís de Camões imortal poeta cantor da raça
mandado erigir por José Manuel Corceiro e esposa
Domingas F. Nozeti, argentina, em memória de seus pais,
Manuel José Corceiro e Rosalina Gonçalves,
filhos desta terra e homenagem aos naturais
e emigrantes de Malcata”.



 No Verão de 2015, na aldeia de Malcata, aconteceu uma pequena homenagem com a participação da família Corceiro residente  Argentina, que numa noite de festa, prestou tributo a esta família de gente emigrante e que ainda hoje, tem
familiares vivos na nossa aldeia.

 E ao longo dos anos, o mundo vai mudando. A vontade dos homens em mudar para acompanhar o mundo e preservar o monumento nem sempre teve decisões acertadas. Algumas dessas mudanças deixaram os malcatenhos preocupados, irrequietos e apreensivos quanto ao futuro da estátua de Camões e sobre o seu papel na freguesia.
 
 Oxalá os problemas se fiquem por aqui e de uma vez por todas se assuma o compromisso sério de preservar, manter e cuidar deste monumento tão peculiar e tão raro ser visto em terras pequenas. Os malcatenhos têm o dever de cuidar bem do legado que lhes foi oferecido. É importante transmitir às futuras gerações a importância e o simbolismo do busto de Camões na nossa aldeia. No conjunto dos elementos patrimoniais da freguesia, este monumento é, sem qualquer sombra de dúvidas, uma marca identitária da nossa terra, que nos une e nos glorifica como comunidade. Não é só e apenas um busto em cima de um bloco de granito, é o compromisso que a freguesia aceitou cuidar e respeitar e que continua a representar a nossa memória histórica. A escolha de não esquecermos este legado está nas mentes de cada malcatenho e também na Junta de Freguesia, entidade que oficialmente representa toda a aldeia. Continuar a transmitir estes valores às novas gerações, defendendo sempre o pensamento de Camões e da família Corceiro, como caminho da união dos malcatenhos, há que continuar a ser cada um de nós, portugueses e malcatenhos, a ser o elo que é preciso para manter a união entre todos.
 Algumas imagens históricas:




04/06/2026

PONTOS DE INTERESSE EM MALCATA


 

 Em Malcata existem paisagem natural, água e História que está por contar. Não basta tudo isto para os malcatenhos nos sentirmos felizes e convencidos que somos os melhores.
 Uma coisa é verdade: há floresta, há água e isso vai acompanhar-nos sempre, mesmo que não se faça nada.
 O contacto com a natureza e com a água é feita por caminhos de terra, que nos levam a caminhar sós ou em grupo, em ambiente seguro e descontraído.
 Mas isto que vos falei é o que há em todos os lugares rurais do nosso país. Então como nos podemos diferenciar das outras terras?   Através das nossas gentes, sim as pessoas são a pedra de toque e abraçar quem nos vem visitar, levar essa gente a conhecer os lugares, o património, os sabores e a cultura do nosso povo.
 Então o que temos para oferecer aos que nos visitam?
 Que está a ser preparado para quem nos visitar nos próximos dias, meses?
 É certo que vai haver festas populares e que muitos vão repetir a ida à Zona de Lazer. Este lugar tem sido um dos nossos cartões de visita e isso tem sido bom. É um lugar tranquilo, óptimo para descansar e conviver com os amigos e família. Lá mais para a frente, na semana das festas, estamos a contar com animação e a feira de artesanato. São eventos que ajudam a chamar gente, animam os negócios locais e enchem as ruas de vida e crianças. Motivos suficientes para a aldeia transbordar de alegria. Mas, insuficiente para atrair visitantes de outras paragens, com mais poder de compra e interesses bem mais refinados.
 Sendo a natureza, a água e o território importante para alavancar o desenvolvimento económico e social da nossa terra, estamos ainda muito aquém do que precisamos para atrair visitantes. Onde estamos a apostar para aumentar o interesse dos turistas? Vamos continuar a cuidar apenas da Zona de Lazer? Que outros pontos de interesse e de visita obrigatória, queremos nós malcatenhos, dar a conhecer aos que nos visitam? Para mim Malcata é falar de cabrito assado, queijo e pão, mel de rosmaninho ou de urze, flor de carqueja e de lince da Malcata, é mostrar a torre e o forno, organizar visitas ao moinho e sentar o turista na Praça do Rossio a comer pão com chouriço, um doce e uma fatia de
pão-leve cozido em forma de barro. E eu pergunto: onde existem estas coisas deliciosas? Porque não se vendem?
 A falta destas iguarias à mão de todos, à vista de quem passa nas ruas, deixa-me a pensar nas razões de não haver sítio onde provar, comprar para si e para oferecer aos amigos.
 Porque não se criam oportunidades de negócio? Quem está a pensar e a preparar o futuro?   
 Que investimento está a ser feito, apoiado e acarinhado para fazer dinheiro, para criar empregos, para objectivamente desenvolver a freguesia?
 Que tipo de apoios estão a ser oferecidos aos que todos os dias trabalham e vivem na nossa aldeia?
 
A tranquilidade e a segurança, a paz e o sossego, a natureza e a água que a albufeira armazena, não chega. Isto há por muitos outros territórios e não é preciso viajar até à Serra de Sintra, as aldeias vizinhas têm o mesmo que Malcata.

 Então como atrair para Malcata quem gosta da natureza, água e tranquilidade durante as férias ou num fim-de-semana prolongado?
 Uma coisa eu tenho a certeza, Malcata não é só a área de lazer e dar a conhecer o que de melhor tem Malcata. Há muito mais!

02/06/2026

FIGURAS ILUSTRES DE MALCATA

 

 Em tempos, numa conversa amena e à sombra, um amigo confessou-me que gostaria de ver atribuído, a uma rua da nossa aldeia, o nome do senhor Varandas, por ele ter nascido na freguesia.
 Eu considerei a ideia interessante e respondi que achava bem, já que o Ti Varandas foi uma pessoa destacada na nossa terra e na região do Sabugal. Também fiz lembrar ao meu amigo que essa sugestão devia ser transmitida à Junta de Freguesia, pois é quem tem as competências para atribuição de nomes às ruas da aldeia. A Freguesia de Malcata, que recentemente andou a trocar as placas antigas, por outras mais modernas, podia ter aproveitado para promover uma consulta aos malcatenhos, pois tenho a certeza, de que iriam mostrar interesse em participar na discussão desta ideia, acrescentariam, com toda a certeza e justiça, outros nomes, também de pessoas honradas e dignas de figurar numa placa toponímica, bem como nas alterações que depois se vieram a concretizar.
 Parece que escolheram mexer nas placas sem consultar os moradores, que com toda a legitimidade, podiam ter ou não concordado com as mudanças de nomes e os inconvenientes que daí podem vir, nomeadamente a actualização dos dados de morada em diversas instituições públicas. Se fosse só a mudança da placa toponímica, sem qualquer alteração do texto, as coisas até mereciam aplausos. O que aconteceu é que foi incompreensível e a freguesia perdeu uma oportunidade para corrigir erros antigos, como por exemplo, afixar novas placas a vias sem nome atribuído, reconhecer as figuras mais ilustres da freguesia, do concelho ou do país, deixando uma toponímia mais organizada e actualizada.
 Eu e esse amigo conhecemos pessoalmente o Ti Manuel Varandas, foi uma pessoa notável na freguesia e mesmo que seja desconhecida para as gerações mais novas, posso dizer-lhes que era o marido da Ti Deolinda, o casal que teve sempre em funcionamento o comércio que havia na Praça do Rossio, é o pai do Rui Varandas e da Zita Martins, foi presidente de Junta de Freguesia, muito capacitado e autodidacta na digna função de "enfermeiro" de cuidados primários de saúde, oferecendo gratuitamente o trabalho, instrumentos cirúrgicos usados para administrar injecções e outros remédios receitados pelos médicos aos homens e mulheres, jovens e crianças que moravam na nossa terra. Muito mais há para conhecer sobre este senhor Varandas. Por isso, seja pelo nome de uma rua ou por outra forma, nunca é tarde para homenagear e destacar esta pessoa nascida em Malcata.
 
 

 

 

31/05/2026

HÁ OPORTUNIDADES PARA OS MALCATENHOS

 


O ESTADO ESTÁ A DAR INCENTIVOS 
ATÉ 30.000 EUROS

para novos produtores de 
criação de animais em Regime Extenssivo.
(Bovinos, ovinos e caprinos)



 As ajudas têm a duração de 5 anos e não são reembolsáveis. São vistas como se tratasse de um prémio a quem decidir instalar um rebanho de cabras/ovelhas e gado bovino. Os pagamentos são pagos assim:
 - 8.400,00 euros/ano: - nos primeiros 3 anos;
 - 2.400,00 euros/ano: - nos 2 anos restantes;
 O dinheiro para apoio à compra de animais das espécies bovina, ovina e caprina e que serão criados em regime extensivo, tem um limite máximo que está regulamentado.
 Há também dinheiro para apoiar os agricultores que queiram converter alguns terrenos, que hoje estão com mato e outras árvores, em novas pastagens para o gado. 
 Prevenir e combater os incêndios florestais/rurais, preservar a biodiversidade, a promoção de novas formas de as pessoas encontrarem maior sustento, principalmente quem vive em zonas rurais, é razão da atribuição deste apoios. 
 Está provado que a criação de animais em regime extensivo fertiliza as terras, previne a erosão dos terrenos, mantém as terras com mais e melhor capacidade de produção, ajuda a manter e a controlar em quantidades aceitáveis a biomassa florestal, ajudando também na resiliência aos incêndios.
 
 Era importante organizarem-se sessões de esclarecimento na nossa freguesia. As pessoas ficavam a conhecer os apoios que existem, os projectos que podem abraçar e até entusiasmarem-se na criação de alguma espécie de associação ou cooperativa para mais facilmente ganhar vontade de começar algo novo e desafiante. As oportunidades existem, os apoios também. Na nossa aldeia terrenos são mais que muitos e as pessoas conhecem a qualidade da carne, do leite, dos queijos que noutros tempos eram produzidos na nossa terra. 
 Tudo aquilo que possa fazer-se para dar a conhecer, tirar dúvidas, identificar oportunidades, desenvolver e incentivar novos negócios, pode e deve ser acarinhado, apoiado e compete aos que vivem nos meios rurais exigir a realização de eventos que sejam transformadores e mobilizadores da nossa freguesia. 
 

 Deixo-vos estas imagens que talvez vos ajude a meditar nas potencialidade que as nossas terra têm:







 


30/05/2026

COISAS DA VIDA

 



 
 Quem já não ouviu estas duas ideias? São frases que todos utilizamos para responder quando acontece algum imprevisto, alguma coisa importante e que nos apanhou de surpresa, não estávamos nada a contar que tal viesse acontecer. 
 É também comum dizer-se que "a vida é assim", e ninguém escapa, o que muitos não sabem e não imaginam é que às vezes, as coisas acontecem numa questão de segundos, sim numa velocidade ciclónica. 
 A natureza e o homem são muito parecidos. Surpresas acontecem e a Vida é uma verdadeira surpresa. Se for uma surpresa boa, agradável e nos trouxer alegrias e sorrisos, somos uns sortudos. E quando a vida nos surpreende com aquelas surpresas de dor, acidente, fenómenos atmosféricos ou maldade humana, ficamos de queixo caído, tristes e desacreditados da nossa fé, murmuramos e abanamos a cabeça dizendo que não era ainda o momento, ainda havia coisas importantes nas mãos e que havíamos prometido entregar a essa pessoa amiga ou ela a nós. E de repente o filme da Vida chegou ao FIM. 
 É difícil e custa compreender estas situações inesperadas que nos acontecem durante a vida. São momentos tristes, difíceis e nos primeiros instantes a seguir aos acontecimentos inesperados, ficamos sem palavras e sem poder de reacção, o tempo afinal é finito. 
 O que aconteceu, mesmo inesperado, é passado. Esquecer ou esconder a dor e o sofrimento de alguns acontecimentos, inesperados ou com alguma probabilidade de acontecerem, faz mesmo parte da nossa vida terrena e nem sempre nos queremos convencer que tudo o que nasce, morrerá um dia. E para morrer, só acontece a quem está vivo. Chegados aqui, só nos resta tomar a decisão certa: acreditar que somos humanos mortais e que enquanto somos seres vivos, vamos ter muitas surpresas e algumas são capazes de nos atirar ao chão. Há que acreditar que somos fortes o suficiente para nos levantarmos ou aceitar o auxílio de quem nos queira ajudar a levantar e mais importante que tudo é ser profundamente cristão e que Deus nos ama e nunca nos deixa caídos no chão, está sempre a mostrar que a esperança é mesmo a última morrer.
 

28/05/2026

LIMPEZA DE TERRENOS RURAIS PROLONGADA

 

 Para todo o país, face às condições climatéricas, foi alargado o prazo de limpeza para os terrenos rurais, que acabava a 31 de Maio, terminando agora a 30 de Junho.

Veículo todo-o-terreno ao serviço
dos sapadores florestais de Malcata


 O prolongamento do tempo para limpezas foi anunciado hoje pelo Ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes.
 Na freguesia de Malcata, a operação de limpeza dos terrenos rurais tem sido feita durante o ano todo e a maior fatia de trabalho está atribuída à Assembleia de Compartes da Freguesia de Malcata, que dispõe de uma equipa de Sapadores Florestais devidamente equipada e formada para efectuar a tarefa.
  Segundo as informações que consegui reunir, a limpeza de terrenos rurais pelas equipas de Sapadores Florestais pode custar entre 350 e 1500 euros por cada hectare, ou seja, à volta de 0.25
  a 0,35por cada metro quadrado., dependendo da quantidade de vegetação e das condições do próprio terreno a limpar. Se o serviço for contratado à hora, um sapador a manobrar uma motorroçadora, fica normalmente pelos 13 a 15 euros/hora.
 Há quem esteja a cobrar mais 50% do que no ano passado. Ainda bem que foi alargado o prazo para os proprietários cumprirem a lei. O Verão vai ser quente e seco, dizem os políticos. E os proprietários o que têm a dizer da factura que é necessário pagar pelo trabalho dos sapadores florestais?
 E quanto a apoios para os proprietários efectuarem ou mandar realizar a limpeza?
 A Ministra do Ambiente e Energia disse em Março que o Governo ia ajudar com vales para ajudar a pagar as limpezas e disse que “As pessoas só têm de demonstrar que são responsáveis por aquele hectare e têm X para limpar”. Trata-se de um apoio pago directamente aos proprietários, só devem é comprovar os dados e responsabilizarem-se pela área a limpar.
 Um dia de trabalho normal de uma equipa de sapadores florestais, constituída por 5 pessoas, é capaz de limpar um hectare por dia. Na nossa área florestal da freguesia, a tarefa não deve estar a ser fácil, pois se o trabalho se cingisse a cortar mato e apanhá-lo…mas todos sabemos que há muito trabalho por fazer.
 Como estão a aguentar os nossos homens das roçadoras e das motosserras?
 Podem prestar mais informação segura e actualizada?
 

 

TUDO SE ADQUIRE E O ZÉ QUE PAGUE!

 


1- APRESENTAÇÃO DE ESPETÁCULO MUSICAL           5.500,00 €
 - SEMANA LÚDICO PEDAGÓGICA  1 de junho de 2026
2- AQUISIÇÃO DE SERVIÇOS DE ANIMAÇÃO(INSUFLÁVEIS) PARAA SEMANA LÚDICO PEDAGÓGICA 9 de junho de 2026:  6.385,00 €

 São dois exemplos que nos deviam fazer pensar um pouco. Em duas actividades lúdicas, mesmo que sejam justificadas pelo Município do Sabugal como importantes, não estaremos perante um despesismo um pouco exagerado? O Município do Sabugal simplesmente não possui gente e meios para estas duas actividades serem realizadas com a prata da casa?  
                                            

QUEM QUER ABRIR O BAR DA ZONA DE LAZER?

 



  Terminou às 21H00 de ontem,27 de Maio,  o prazo para entrar na corrida à exploração do bar da Zona de Lazer da Freguesia de Malcata,  que inclui também a manutenção de outras estruturas de apoio.
Sem praia e sem banhos será 
desta que o bar muda de nome?

            

  O mais natural e normal é que imediatamente após o fim do prazo do concurso se organize um acto público para que se proceda à abertura das propostas e análise minuciosa quanto possível de cada proposta e proceder à adjudicação oficial da proposta vencedora.
  Como não foi informado pela Junta de Freguesia de Malcata o valor mínimo da licitação, o dia e a hora, o local e quem podia estar presente no momento de abertura das propostas, mesmo que essas informações sejam parte integrante dos documentos que a Junta de Freguesia disponibilizou aos interessados, o cidadão comum que minimamente se interesse por assuntos ligados às actividades autárquicas, é levado a colocar no ar algumas interrogações que trazem consigo alguma preocupação e que deviam ser esclarecidas por quem de direito, ou seja, a Junta de Freguesia.
  Ao não ser revelado publicamente a licitação mínima a aceitar, bem como o não referir a eventualidade de acontecer, existir a apresentação de uma única proposta, sem se saber o valor mínimo, como e quem define o valor a ser pago pela candidatura única?
  E se a concessão não for concretizada, seja por que motivo for, a Junta de Freguesia está ou não decidida a tornar essa informação do conhecimento público, nomeadamente nas páginas que tem abertas na internet?
  Lembro aqui que na vizinha freguesia de Quadrazais, o procedimento da concessão da exploração do bar da praia fluvial decorreu com total transparência e foi divulgado a todo o mundo, por exemplo, aqui:
https://www.facebook.com/photo/?fbid=27275501552047853&set=a.406120152746024&locale=pt_PT

  Aguardamos por notícias.

27/05/2026

MALCATA: QUE É FEITO DE TI MINHA ALDEIA?

 

Reunião do Conselho Consultivo da 
Associação Malcata Com Futuro

 A roda está inventada há muitos séculos atrás. E as máquinas a vapor que revolucionaram a Inglaterra na Revolução Industrial já foram ultrapassadas pelas baterias eléctricas e células de hidrogénio, a que alguns chamam o combustível do futuro.
 Em Malcata ainda nem a roda foi devidamente explorada, deixando os malcatenhos a pensar no tipo de caminhos que se devem abrir para trazer engarrafamentos de veículos e pessoas sedentas de observar o lince da Malcata. Que bom era poder recuperar a sabedoria e a determinação dos nossos homens que durante anos e anos empurraram a nossa freguesia para o lugar que merecia estar, sempre como referência na determinação e no planeamento da criação de melhores condições de bem-estar de toda a comunidade.
 Que bom seria poder recuperar algumas dessas características dessas pessoas que sempre se orgulharam das suas raízes, saíram em busca do seu bem-estar e depois regressaram para, gratuitamente e de forma voluntária, aplicar toda a experiência e conhecimento adquirido ao serviço do povo. Sempre se sentiram malcatenhos e já que desenvolveram novas capacidades e aprenderam outros métodos bastante úteis, nada melhor que colocar essa sabedoria e experiência a servir a freguesia e as pessoas que nela viviam.
 E foi com estes homens e mulheres que Malcata cresceu.
 Não duvido sequer do carinho que recebiam dos malcatenhos, pois nada melhor que sentir o orgulho de ser de Malcata.
 Vivam os malcatenhos!

25/05/2026

FREGUESIA DE MALCATA SEIS MESES DEPOIS

  

Escadas de acesso à Junta de Freguesia


 Na aldeia de Malcata as pessoas não reclamam medalhas, nem pedem homenagens, são gente normal e trabalhadora. Os malcatenhos vivem despreocupados e indiferentes às discussões sobre quem vai treinar o Benfica ou se o treinador vai ser português ou estrangeiro. Nem sequer se dá ao trabalho de ir para a estrada aplaudir o pelotão dos ciclistas que andam a dar voltas ao Sabugal e arredores. Poucos souberam da passagem dos homens dos pedais e só se perguntavam uns aos outros a razão de tantas motas e carros a circular pela Rasa em direcção à ponte. Foram 10 minutos de espanto e algum medo, eles eram mais que as mães e bastava um deles cair, a desgraça era terrível.

 Os malcatenhos continuaram a fazer o que sempre estão dispostos a fazer, vivem a vida e não gostam de ser incomodados. Tudo o que querem e precisam, é que os deixem em paz, entretidos e de ombros encolhidos, pois adoram o sossego e detestam as pressas.
 Quando alguém lhes pisa os calcanhares, há quem resmungue e grite, mas não passa disso mesmo e volta tudo ao normal depois de aliviar as dores, voltam a encolher os ombros e a abanar a cabeça, mas cansam-se demasiado rápido para reclamar. Preferem viver acomodados, ignorando a realidade e não admitem que o mundo está diferente e muda com mais rapidez. Já nem a carqueja e o amarelo anima esta gente. Os malcatenhos só querem que os deixem em paz, que os deixem respirar o ar, é o que ainda têm gratuito.
 Passaram seis meses depois da tomada de posse deste executivo da Junta de Freguesia. Sendo o terceiro mandato seguido e tendo em conta que a Junta de Freguesia é a mesma desde 2017, é perfeitamente normal que os malcatenhos desejem saber o que tem feito a Junta de Freguesia, nomeadamente nestes últimos seis meses.
 Senhor presidente da Junta de Freguesia de Malcata, pode dedicar parte do seu tempo de “presidente” e informar a população de Malcata e os malcatenhos espalhados pelo mundo, o que fez nestes seis meses? Obrigado, em nome dos malcatenhos

20/05/2026

O QUE MAIS GOSTARAM DA FESTA DA CARQUEJA DESTE ANO?

 

                           



 Maio é o mês das flores e dos cheiros, das giestas e carquejas floridas, do tempo em que as pessoas se sentem mais alegres e sorridentes. 
 Maio é o tempo esperado pelos malcatenhos para subir à serra e de lá trazer flor de carqueja e boas memórias! É tempo de subir à serra e encher os pulmões de ar limpo e fresco.
 Quando a serra foi ocupada pelas indústrias da celulose,  os pinheiros tomaram conta do território e os lavradores foram desistindo pouco a pouco até desistir por completo. Os mais idosos lamentavam-se mas de nada adiantou, a serra passou a ficar cada vez mais distante e passou de amiga a simples memória. Foi importante para eles, mas deixou de ter importância para os outros mais novos.   Ainda bem que a Associação Cultural e Desportiva da aldeia pensou que seria bom, nem que fosse uma vez por ano, no mês de Maio, voltar a encontrar a serra e durante um dia retomar o convívio dos antigos. 

                                 
Foto da ACDM


 A Festa da Carqueja foi lançada como um evento de convívio e memorial das tradições da nossa aldeia, da serra e da sua fauna e flora. A carqueja é a rainha porque era o sustento das pessoas e a cura para muitas maleitas. Tem sido o pretexto para alegrar o povo, que durante um dia sobe à serra da Malcata, onde almoça e se diverte com os jogos tradicionais. Mas até este costume está a desaparecer e a cada ano que passa, a serra parece ser mais difícil de subir.
 
Foto da ACDM
Foto da ACDM
Foto da ACDM


 É uma luta pela preservação da memória e das tradições do povo. Está actualmente enfraquecida e o entusiasmo limita-se ao mínimo e apenas para cumprimento do calendário.  A qualidade e a inovação tem vindo a esmorecer de ano para ano. Cada edição é uma facada na dinâmica do evento e cada vez as pessoas se agarram às memórias das outras festas da carqueja. 
 A Festa da Carqueja de 2026 já pertence ao passado. Ainda não sei como decorreu este ano e como é normal, uma festa para ser considerada um êxito, depende sempre da participação das pessoas e do seu entusiasmo na festa. E quem está longe mas se interessa, fica sempre à espera de imagens, de pequenos vídeos ou pequenas observações escritas publicadas nos meios de comunicação, nomeadamente na internet, pois espaço e facilidade é hoje bastante. Quando se partilha um acontecimento é estar a contribuir para a valorização do trabalho de todas aquelas entidades e pessoas que estiveram envolvidas na organização do evento. É também uma maneira de garantir que as festas, sejam grandes ou mais simples, deixam marcas e memórias que se devem registar e guardar para não se perderem. Neste mesmo sentido, e em relação à Festa da Carqueja deste ano, dado que não existe qualquer partilha de imagens ou notícias escritas da festa, eu pergunto:
-O que mais gostaram na Festada Carqueja de 2026, organizada pela Associação Cultural e Desportiva de Malcata?



 



19/05/2026

VERDADEIRA FESTA DA CARQUEJA EM MALCATA

   

Jovens distribuem ramos de carqueja
na Festa da Carqueja em Malcata



   A nossa freguesia, no passado dia 17 de Maio, reviveu mais uma 
"Festa da Carqueja", um acontecimento que todos os anos se vem a realizar durante o mês de Maio. 
   Este ano, a organização informou atempadamente que a festa se ia realizar na Zona de Lazer, devido a não existirem condições no Espigal, o tradicional local da festa. O programa deste ano não trouxe novidade e apresentou o mínimo: caminhada, almoço e jogos tradicionais. 
   Onde está o principal pretexto desta singular Festa da Carqueja?
   A Festa da Carqueja é ocasião para homenagear a carqueja e o povo da aldeia de Malcata que ao longo de séculos, aprendeu e preservou esta planta natural que crescia e assim se mantém, nas encostas da serra. A carqueja abunda e no passado foi importante em muitas das actividades das gentes de Malcata: com ela se varria, se acendia o forno a lenha, o lume da lareira, se mergulhava em água quente e lavava a pele queimada do porco da matança, com a sua flor se curavam muitas maleitas e dores, era por assim dizer, a planta que mais usos dela se faziam. 
   A carqueja era importante e muito utilizada, mas sempre houve o cuidado de a preservar e assim chegou ao presente. Continua a ser uma planta querida, amada e admirada. A carqueja é de facto a rainha da Festa da Carqueja e o povo deve continuar a enaltecer a importância desta pequena e simples planta natural. Pode não ter tanta utilidade na vida quotidiana da população rural, mas daí a ser esquecida e apenas servir de chamariz para uma festa absolutamente banal e sem actividades programadas para elevar a carqueja ao seu devido lugar...
então o melhor é esquecer a carqueja e fazer a festa normal.  
   Esta Festa da Carqueja nasceu para preservar esta planta, para recordar e manter as memórias dos nossos antepassados que souberam descobrir os benefícios da carqueja e tudo fizeram para ela não desaparecer. E o subir até à montanha é muito mais do que uma caminhada e um regresso à aldeia. O ver e admirar a flor amarela da carqueja é vivido junto à planta que cresce livremente no monte, escondida dos olhares do mundo e dos mal-feitores, porque o importante é a beleza natural, o seu encanto e o seu ambiente. Admirar a carqueja, parar e observar simplesmente e atentamente é importante para entendermos a importância desta pequena maravilha da natureza. Depois sim, venha a celebração, a comida e os jogos tradicionais. E como o povo não vive na serra, há que descer até ao povo e depois de bem instalados na cadeira, participar na festa com música, teatro, worshops e porque não, tomar uma chícara de chá de carqueja!
   É assim que eu imagino a festa da carqueja, uma autêntica potência natural desaproveitada e que merece ser verdadeiramente homenageada por todos os malcatenhos. A Festa da Carqueja pode ser a grande iniciativa anual que acontece na região do Sabugal e na aldeia de Malcata. Há potencial, há matéria prima para ser realizada todos os anos, com sol ou com chuva. Só assim valerá a pena continuar a manter a Festa da Carqueja nas mãos da Associação Cultural de Malcata. 

MALCATA ESTÁ A FICAR MAIS ISOLADA

                 

Amigo do Sabugal-suplemento do jornal
AMIGO DA VERDADE



    Hoje Malcata é muito mais do que um ponto assinalado no mapa. Já deixou de ser apenas uma aldeia escondida pela Serra da Malcata. De qualquer parte do Mundo a pequena aldeia é vista e vigiada por mais gente do que alguma vez imaginámos. 
    O Mundo mudou e Malcata apesar de estar à distância de um "clic",parece estar a desligar-se cada vez mais deste nosso mundo.
    O que se passa em Malcata?
    Porquê tanto silêncio? 
    Porque se isolam tanto as pessoas da nossa aldeia? 
    É difícil de entender a ausência tão grande de notícias sobre a aldeia onde nasci. Não serei o único que um dia partiu em busca de melhores condições de vida. Tal como eu, muitos fizeram o mesmo e ainda continuam a sair. Todos vivemos a pensar no dia do regresso. Pode ser uma, duas ou três vezes durante o ano, pode ser em Agosto, ou no mês de Dezembro ou então na altura da serra estar bem florida de carquejas e de urzes. São regressos pensados e marcados nas nossas agendas com bastante tempo de antecedência. Não queremos faltar e a ansiedade aumenta à medida que as datas se vão aproximando e vamos para o trabalho mais animados e atidos a que a data chegue depressa. Contamos os dias e as semanas que faltam, vamos espreitando a internet para verificar se apareceu algum imprevisto, que pode ser previsões de mau tempo ou dificuldades de logística. Sonhamos com o dia e o momento de andar pelas ruas e cafés, encontrar o tio, a prima e aquele primo do primo que já nem nos recordamos do nome. Queremos ir à terra e estar, recordar, reviver e sentir que nos fazem sentir parte da terra e da comunidade. É um sentimento de pertença, às vezes mais do que os laços de sangue é sentir que ainda pertencemos e somos aceites como naturais daquele lugar que nós não escolhemos, mas foi o sítio que escolheram os nossos pais. 
   É esta possibilidade de vir a deixar de pertencer que tenho medo de estar a perder. É por isso que eu questiono se estarão os malcatenhos a deixar de sentir o lugar a que pertencem. Sabem, a ausência de notícias para quem vive num mundo tão global e evoluído,
faz pensar que a nossa terra está a ficar isolada por vontade dos que nunca daí experimentaram partir. A vida é finita e leve como uma pena. Morrem animais, nascem poucas crianças, enche-se o cemitério e o lar dos idosos, os mais jovens partem para longe...há quantos anos isto está a acontecer? 
   Faz falta um "Amigo da Verdade" semanal e de leitura obrigatória. Lembro-me do interesse que as pessoas tinham em relação às notícias da semana. Era ao ler o jornal que se ficava a saber as notícias da nossa aldeia e das outras terras vizinhas. Hoje temos a internet para nos dar as notícias, mas para isso é preciso que alguém as escreva e as faça correr mundo. De nada serve a internet se a informação não é disponibilizada e publicitada. Já que o Amigo da Verdade deixou de informar, haja por Malcata quem se interesse por dar notícias. 
   

15/05/2026

MALCATA: NADA ACONTECE POR MERO ACASO

 





  Há dias difíceis e mesmo não sendo surpreendente, nunca esperamos que essas coisas aconteçam às pessoas. E esta semana, ficará registada com uma notícia triste e que deixou o coração pequenino e a mente a pensar na vida e nas outras vidas...que todos dizemos existirem e não sabemos a certeza se elas existem mesmo. É assim a nossa vida, um sopro de ar...hoje há sol de Primavera e ontem ficámos molhadinhos da cabeça aos pés, porque na Primavera o sol e a natureza sorri. A verdade é que hoje estamos aqui, amanhã imaginamos que vamos estar noutro sítio e com outras pessoas. De repente, batem à nossa porta de casa e nem sequer temos tempo para nos despedirmos da mulher, das filhas, do cão e do gato, partimos e tudo fica. 
  Assim foi com a Carla, uma mulher de 45 anos, casada e mãe de duas meninas que felizmente têm um pai para as abraçar, acolher e amar. 
  As pessoas que a conheceram expressaram publicamente na internet o que foi a relação humana entre todos, uma mulher cheia de vida, sempre alegre e sorria mesmo quando o seu interior resistia às enormes ondas carregadas de energia negativa e doentia. O seu vazio acontecia para deixar os dois pequenos corações a transbordar de amor que agora muito ajudará na união da vida presente. 
  O silêncio é difícil de aguentar e portanto, quero expressar o meu agradecimento e a naturalidade com que as pessoas expressaram os seus sentimentos quando leram a notícia na página da internet da Freguesia de Malcata. Talvez ajude a compreender agora a necessidade que todos temos de ler notícias, sejam alegres ou mais tristes, porque a nossa vida também precisa de ser partilhada e reconhecida. Não, ninguém é uma ilha e todos gostamos de viver e conhecer as riquezas que a vida nos dá a oportunidade de viver. 
   
  NADA ACONTECE POR ACASO.
  NÃO EXISTE SORTE. EXISTEM FACTOS COM SIGNIFICADO.
  O MEDO E A IRA ROUBAM ANOS DE VIDA.
  LIMPAR A NOSSA MENTE É TER A CERTEZA DE UMA VIDA LONGA E BOA
                          Fernão Capelo Gaivota     

  

14/05/2026

BAR DA ZONA DE LAZER DE MALCATA

   ESTÁ ABERTO ATÉ AO DIA 27 DE MAIO DE 2026
   O CONCURSO DA CONCESSÃO DA EXPLORAÇÃO 
   DO BAR DA ZONA DE LAZER DE MALCATA
   

  A Junta de Freguesia de Malcata informou, hoje, nas suas páginas oficiais da internet, que abriu concurso público para a concessão de exploração do bar que existe na Zona de Lazer da freguesia, junto à ponte e albufeira da Barragem do Sabugal, nos termos e nas condições que estão aprovadas no Regulamento nº01/2026, aprovado em Assembleia de Freguesia realizada recentemente. 
  O Edital divulgado foi este:
  
Abertura de concurso

  Quando uma autarquia lança um concurso, sendo espaço público, deve ter sempre em conta o respeito pelos princípios de transparência, igualdade de oportunidade, de livre concorrência e defendendo sempre o interesse público. Por isso, para que tudo seja claro e transparente, há procedimentos que devem ser sempre respeitados.
  Esta decisão de colocar a exploração do bar nas mãos de entidades ou pessoas externas à Junta de Freguesia, tem tido algumas falhas de procedimentos, que quando são levados em conta, são elementos que contribuem para maior clareza de todo o concurso. Que eu me recorde, a Junta de Freguesia nunca teve a coragem de revelar publicamente o valor mínimo que estava disposta a aceitar para a concessão e exploração do bar. Há outras Juntas de Freguesia que anunciam essa condição mínima para aceitar uma candidatura, pois ao estabelecer uma licitação mínima a apresentar pelos concorrentes, todos ficam a saber que as propostas serão superiores aos mínimos exigidos. E essa informação é logo dada no próprio Edital e todos ficamos a saber qual vai ser o ponto de partida. Ao não ser dito nada sobre este aspecto, pode ser entendido como forma de secretismo e em vez de ser conhecido o ponto de partida igual para todos os candidatos, a Junta de Freguesia corre o risco de nem sequer aparecer candidaturas a oferecer esse valor mínimo e que quando se aperceber que as ofertas são baixas, vai ser tarde demais e caso o concurso seja levado até ao fim, o dinheiro não é tanto como devia ser. No meu entender, a Junta de Freguesia devia ter o cuidado de colocar o valor de licitação mínima aceitável. E essa informação devia estar anunciada no Edital.
  Outra chamada de atenção e relativamente aos critérios de admissão das candidaturas, decidir que para os candidatos serem admitidos têm de estar "sediados" na freguesia de Malcata, não estarão a ser violadas as regras da livre concorrência e de exercício da actividade de restauração/bebidas e serviços similares, a quem tem esta actividade aberta ou que pretenda iniciar e seja sediado no concelho do Sabugal?  Porque limitar as condições de participação?
  Tratando-se de um concurso público, o importante é defender o interesse público, seguindo sempre os princípios da transparência e clareza de procedimentos. 
  Também não se compreende a omissão do anúncio do dia, hora e local onde as propostas irão ser abertas e quem da Junta de Freguesia vai
estar presente nesse acto e com que funções. 
  Tudo o que acabei de dizer não é para colocar o concurso em causa.    Para mim é estranho a existência de tão pouca informação aos malcatenhos e restantes cidadãos. Espero que apareçam boas candidaturas e que os resultados sejam anunciados nas páginas oficiais que a Junta de Freguesia possui na internet. 

Bar com esplanada na Zona de Lazer
da freguesia de Malcata

   

13/05/2026

AS DIFERENÇAS E OS TEMPOS


TUDO PARECE IGUAL...mas há diferenças! Quais?

                          ALDEIA DE MALCATA

 






12/05/2026

UM MUNDO ORDENADO


            O nosso lar é tudo o que conhecemos e amamos.
            Um lar não é um sítio, não tem paredes e não tem telhado.
            Um lar conhecido e amado não tem cimento, não tem pregos.
            O nosso lar querido não é a casa onde moramos, não é o 
            lugar onde trabalhamos ou a terra onde vivemos. 
            Tudo isto são parte do cenário onde a nossa vida se vai 
            dando a conhecer e onde o nosso amor vai crescendo.
            E as coisas que temos, os lugares onde vivemos e traba-
            lhamos, os acontecimentos da nossa vida...não passam de 
            molduras vazias. É muito fácil apanhar as conchas e mais 
            difícil é encontrar as pérolas verdadeiras. 
             Quando a nossa vida termina na Terra, a única coisa que
            importa é o amor que soubemos amar.

10/05/2026

O BAR DA ZONA DE LAZER DE MALCATA

Bar na Zona de Lazer de Malcata

 Um pouco por todo o país estão a surgir concursos públicos ou hastas públicas para os bares que estão localizados em espaços dedicados ao lazer, nomeadamente aqueles que estão próximos de zonas de veraneio.
O que todas as autarquias desejam e procuram encontrar é gente interessada em manter abertos e em funcionamento os estabelecimentos comerciais existentes nas zonas de lazer, principalmente durante os meses de Verão.
--//--
 Não sou contra a existência da Zona de Lazer neste local em que foi instalada, nem contra os equipamentos de apoio ali a funcionar, mas desde o início que me pronuncio contra determinadas decisões assumidas pelos autarcas de Malcata. Todos os malcatenhos já tiveram tempo de conhecer e formar a sua própria opinião relativamente à história deste local a que hoje chamamos Zona de Lazer.
 As imagens falam por si mesmas e são uma preciosa ajuda para nos fazer parar, observar e pensar na importância de no momento de decidir, há muito a planear e a ponderar até as obras se iniciarem. 





Nem tudo o que se disse foi verdadeiro!



 
 Desde que foi inaugurada esta estrutura de serviço público, a Junta de Freguesia tem incentivado a frequência deste local, principalmente nos meses de mais calor. E desde o início, a autarquia sabe que nunca foi aprovado o licenciamento do espaço, nomeadamente como "praia fluvial" ou "zona balnear". Há água e há areia, chapéus para o sol e poucos conseguem resistir passar uma tarde sem molhar os pés...os cabelos! A desculpa é banal, cada um é responsável pelos seus actos!
 Mas vou hoje fixar-me no bar e restantes equipamentos que a autarquia costuma colocar à exploração. Desde que o bar/esplanada foi colocado a concurso, tem sido a mesma entidade a vencer essa concessão. Não estou a dizer que não tem sido um justo vencedor ou que o concurso público não existiu. Sabemos todos que foi publicado e afixado a documentação toda e que os resultados só podem expressar a participação dos participantes nesse concurso. 
 Ora, quem conhece a Zona de Lazer de Malcata, sabe perfeitamente que há negócio a decorrer e as pessoas que ali acorrem, quando vão ao bar é para consumir produtos que ali se comercializam. É o normal e o objectivo de qualquer negócio e dos empresários, pois se não fosse por motivos económicos favoráveis, a experiência já tinha acabado. 
 Na nossa aldeia tem-se dado preferência aos empresários da terra. E sendo um meio pequeno, quando se agarra uma "oportunidade destas" que funciona, inconscientemente somos levados a pensar que não há quem seja capaz de fazer mais e melhor, ou de pagar mais à Freguesia. E sem nos darmos conta, até achamos normal que sejam sempre as mesmas pessoas a abrir o bar. 
 Costuma ser durante o mês de Maio que a Junta de Freguesia lança o aviso, afixando o edital da abertura do concurso público para a concessão do bar e manutenção dos equipamentos da Zona de Lazer. 
 Seguindo o bom exemplo de Quadrazais, fico esperançado que a Junta de Freguesia de Malcata siga o mesmo procedimento. Se assim acontecer, acabamos de vez com o dito do povo que lembra que "ganham sempre os mesmos".
 
 
No concelho do Sabugal já há autarquias que anunciaram os resultados do concurso para este ano de 2026. É o exemplo da Freguesia de Quadrazais, que depois da afixação do Edital, veio agora divulgar os resultados do concurso relativo à exploração do Bar existente na sua praia-fluvial, que este ano voltou a ser classificada como praia "Ouro". Uma distinção que se vem repetindo ano após ano. E para que não haja qualquer dúvida ou mexerico, com clareza e transparência, a Junta de Freguesia de Quadrazais, liderada pela socialista Silvina da Silva, fez publicar e afixar o Edital com os resultados:


Propostas recebidas para
a exploração do bar da
Praia de Quadrazais


 
  

08/05/2026

RECORDAR É VIVER

  

Malcata 1998-Benvinda e netas

 A vida é mais curta do que nós às vezes imaginamos. É por isso que as recordações, boas ou más, valem a pena ser recordadas. A(s) amizade(s), o reconhecimento, a solidariedade fazem parte das coisas importantes da vida de qualquer ser humano. E o recordar pessoas é até um dever moral de quem ainda está vivo. Há pessoas que ficam esquecidas e sempre que falamos delas ou escrevemos sobre elas, publicamos uma imagem, estamos a perpetuar essa  gente que se cruzou connosco. 
 Na nossa aldeia há muita gente esquecida e que é preciso falar, recordar. Reviver a história da nossa aldeia é recordar essa gente que já não vive connosco, já não trabalha ao nosso lado ou deixou de morar na mesma rua que a nossa. O reconhecimento é uma das maneiras de prolongarmos a vida dessas pessoas e também de conhecer a história da nossa aldeia. 
 Por isso, os que estiverem interessados em recordar pessoas, reconhecer e reviver momentos da vida, seja através de imagens, escritos ou outros meios, podem fazê-lo enviando para o mail que aqui vos deixo: josnumar@gmail.com .

Gentes de Malcata





29/04/2026

O GOSTO DE AJUDAR

 


 Tudo começou com a ideia da senhora que queria ajudar e precisava que outras pessoas ajudassem a concretizar o sonho. Já conhecia a causa e os seus promotores, acreditava que era possível juntar mais pessoas e juntas fazer o que fazia falta às crianças em idade escolar. Ganhou coragem e foi ao encontro do presidente de junta da terra que a acolhera como residente. Este soube escutar e prontificou-se a fazer aquilo que dele dependia. Contactou os senhores da empresa de coinfecções e sem surpresa, pois está no ADN da Grasil, acordou-se que a empresa doaria os tecidos e outros apoios. 
  As coisas começaram a fazer mais sentido e nasceu o projecto "Uma Escola em Timor", cujo objectivo é a confecção das fardas que as crianças timorenses em idade escolar e que frequentam a Escola São Francisco de Assis, Paz e Bem, vão vestir durante o próximo ano lectivo. A Junta de Freguesia arranjou espaço e criou as condições necessárias para acolher as senhoras voluntárias que queiram colaborar na confecção das fardas para meninos e meninas carenciadas. 
 O projecto está a decorrer e todas as sextas-feiras, das 15H00 às 18H00, as voluntárias marcam presença na sede da Junta de Freguesia de Vela, freguesia do concelho da Guarda.
 Este gesto de ajuda e solidariedade deixou a ASTIL profundamente e imensamente agradecida e já fez um agradecimento público:
    

"Em nome da Astil,
 em nome da Escola São Francisco de Assis, Paz e Bem,
 em nome de centenas de crianças que frequentaram
 e frequentam
 e das famílias das montanhas de Manati e Boebau,
 o meu (nosso) muito obrigado à empresa Grasil SA     
 e a todos os que, voluntariamente têm connosco colaborado.

     Que São Francisco de Assis vos recompense com as suas bençãos.
                            Rui Chamusco 

Consultar informação:

https://radiof.gmpress.pt/freguesia-da-vela-guarda-em-colaboracao-com-empresa-grasil-esta-a-promover-a-confeccao-de-fardas-escolares-para-alunos-carenciados-de-timor-leste/?fbclid=IwY2xjawRfMrhleHRuA2FlbQIxMABicmlkETE4VkdkTTRqOHppdnplRnV1c3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHjBfSWmvrYyEUNJATlrsPvYm2TmS_-VTdCWDRR7DAVNPyIlyVSRaQWCPrZOl_aem_hyHrQA-GFrm3Db7yX2GN4w