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02/03/2007

DA MINHA ALDEIA



Da minha aldeia vejo quanto a terra
da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe
de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos
nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

Autor: Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)

A MINHA ALDEIA

A Minha aldeia é todo o mundo.
Todo o mundo me pertence.
Aqui me encontro e confundo
com gente de todo o mundo
que a todo o mundo pertence.

Bate o sol na minha aldeia
com várias inclinações.
Angulo novo, nova ideia;
outros graus, outras razões.
Que os homens da minha aldeia
São centenas de milhões.

Os homens da minha aldeia
divergem por natureza.
O mesmo sonho os separa,
a mesma fria certeza
os afasta e desampara,
rumorejante seara
onde se odeia em beleza.

Os homens da minha aldeia
formigam raivosamente
com os pés colados ao chão.
Nessa prisão permanente
cada qual é seu irmão.
Valência de fora e dentro
ligam tudo ao mesmo centro
numa inquebrável cadeia.
Longas raízes que imergem
todos os homens convergem
no centro da minha aldeia.

Poema de António Gedeão

01/03/2007

BENEFICIAÇÃO DA ESTRADA de MALCATA para SABUGAL


A Câmara Municipal do Sabugal, em Reunião Ordinária feita em 9 de Fevereiro de 2007, deliberou por unanimidade, aprovar o relatório da Comissão de Análise de Propostas, concordando com a classificação dos concorrentes nele constante e em que e manifesta a intenção de adjudicar a execução da obra "Beneficiação da E.M. Malcata à E.N.233", à firma Socongo-Sociedade de Construções Gouveias, Ldª., pelo valor de 591.972,02 euros, acrescido de Iva à taxa legal em vigor, podendo proceder-se à audiência prévia dos concorrentes, nos termos do artº.101 do Dec.Leinº.59/99 de 2 de Março.

25/02/2007

A Poplulação de Malcata








Vista parcial de Malcata


O quadro acima dá-nos uma visão alargada da dinâmica demográfica que caracterizou a aldeia de Malcata no período compreendido entre o ano 1900 e 2001. Como se pode observar, é notório o decréscimo da população nas últimas décadas. Entre os anos 1900 e 1960 a população cresceu sempre.
No período 60-70 Malcata sofreu uma redução acentuada da sua população.Este facto deveu-se aos elevados índices de emigração e migração registados.
Malcata, assim como muitas aldeias do concelho do Sabugal, é uma aldeia rural, "devastada" pela desertificação. Este fenómeno ainda está mais acentuado nalgumas freguesias, por exemplo, em Vale das Éguas e Ruivós, onde no ano de 2001 apenas residiam respectivamente, 48 e 68 pessoas.
Com a diminuição da sua população residente, Malcata é hoje em dia, uma aldeia com uma população envelhecida, uma população com poucos jovens, com uma baixa Taxa de Natalidade e uma elevada Taxa de Mortalidade. A dimensão média das famílias é cada vez mais pequena. No passado, muitas famílias eram constituidas por 10 pessoas ou mais até. Hoje são família com 2 ou 1 filho(a). E o número de casamentos também diminuiu, dando origem a um outro problema que é a natalidade baixíssima ou quase nenhuma. Como consequência neste momento, em 2007, a escola pprimária que dispõe de três salas, está encerrada por falta de crianças e acontecendo o mesmo com a creche.

Pergunto eu: Malcata qual vai ser o teu futuro?
































































































BEM VINDO A MALCATA


Esta é a nova posição da placa que indica o início da aldeia de Malcata. Com a construção da nova ponte, a Junta de Freguesia decidiu reposicionar a placa toponímica para junto do campo de futebol.


10/02/2007

OS POLÍTICOS E O CORAÇÃO


A campanha do referendo acabou.

Hoje é dia de reflexão. Os políticos dizem que o dia de hoje é para pensar no acto de amanhã.

É tempo de pensar no voto de amanhã. Os políticos também estão retirados para pensar, para reflectir. Como é o nosso mundo...


"Os políticos têm de começar a ver que a razão humana,

por desenvolvida que esteja, não pode resolver os problemas criados pelo egoísmo humano.

Há um documento importante:

«A DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS».

Os «direitos humanos» continuam a não ter força de lei no mundo.

A política é uma criação do homem como a arte e a ciência.

A política deve ajudar o indivíduo a chegar ao seu desenvolvimento total

numa convivência feliz.

A boa política

tem sempre em conta a pessoa humana.


Ao elaborar as leis,

ao criar instituições,

ao fazer planos,

a boa política tem os olhos postos

especialmente nos pequenos, nos fracos, nos espoliados.

Governa-se bem

onde se faz bem

aos pobres e desamparados.


A democracia é uma casa

para viver e deixar viver.

A democracia preocupa-se

com as minorias.

Texto retirado do livro "AMOR",phil bosmans,EPS

09/02/2007

A DESUMANIZAÇÃO


As pessoas têm nojo das pessoas
até no ventre materno.
As pessoas já não estão seguras em nenhum lado
nem sequer no ventre materno.
É um facto natural
que o homem precisa do cálido acolhimento
no ventre materno para poder nascer.
O respeito pela natureza
começa aqui.
É pura hipocrisia fazer leis para proteger a vida na natureza,
a árvore na berma do caminho, o pássaro no ninho,
a foca no mar, o lince na serra da Malcata, o burro mirandês e o lobo ibérico,
e deixar ao acaso a vida humana incipiente.
Há entre as pessoas uma interdependência fundamental
desde o ventre materno.
A vida humana
é um grande mistério
A única atitude responsável
perante a vida humana é uma profunda atenção e um respeito infinito.
adaptado do livro "BONDADE"de Phil Bosmans, EPS.

07/02/2007

NASCER CRIANÇA

A TUA MÃE ESVAZIOU-SE DE TI,
VAZIA
COMO O TÚMULO DA MANHÃ
DE PÁSCOA.
AGORA SÓ ÉS SEU FILHO
PORQUE JÁ NÃO ÉS ELA.
TUDO TE AFASTA DELA.
CADA DIA VAI DESVENDAR,
ESCLARECER,
DESFAZER
TODOS OS ALIBIS DO AMOR.
in "NASCER", autor: j.debruynne(Editorial Perpétuo Socorro)