14/07/2019

OS DE BAIXO COM MUITA ÁGUA E OS DE CIMA EM BANHOS DE LAMA

Foi em Setembro e este ano será em Agosto?







   Desde os anos 50 que não parou a abalada de pessoas da nossa aldeia para outras terras, outros países. Por necessidades de melhorar as condições de vida familiar,  foram muitos os que foram obrigados a emigrar e longe da sua terra aprenderam a mostrar que eram pessoas trabalhadoras.  Alguns desses primeiros que abalaram já regressaram e aqui estão a viver a reforma.
   Hoje já não emigram assim tantos, mas agora quem emigra são os nossos recursos de água. Tal como aconteceu com os emigrantes, a água das nossas nascentes está a ser rentável para aqueles que vivem na Cova da Beira. Preocupa-me olhar para o nível a que se encontra a água da albufeira da barragem do Sabugal, nomeadamente na zona envolvente a Malcata. Há dias visitei a albufeira da barragem do Meimão/Meimoa. Lá não falta água em toda a extensão da albufeira. Não estava em pleno armazenamento, mas se compararmos com o estado em que se encontra a albufeira da barragem do Sabugal, sou levado a pensar que não estão a ser justos no controlo dos níveis de água nas duas albufeiras. Enquanto os malcatenhos ficam a ver os esqueletos da antiga estrada e a antiga ponte, dando quase para voltar a caminhar pelo velho alcatrão, as gentes da Cova da Beira e os utentes da Zona de Lazer do Meimão desfrutam e abusam de tanta água à disposição. Lá para baixo ficam mais ricos, mas cá os malcatenhos não podemos ficar mais pobres simplesmente pela inexistência de pressão política sobre os responsáveis dos transvases da água de Malcata para o Meimão. Alguma acção deve ser feita para que se faça justiça.
                                                                      José Nunes Martins

07/07/2019

ESTÁ TUDO NA MESMA

Continua tudo na mesma


   Há situações que não mudam, por muita água que passe por baixo da ponte nova de Malcata. Gostava de saber qual é a expressão correcta para dizer aos que visitam a nossa aldeia que estimo a sua visita. Escreve-se Benvindos ou Bem-Vindos, a Malcata? Por exemplo, à entrada do Meimão, vindo do lado da Meimoa, eu encontrei uma placa onde li “Bem-Vindos” e por baixo o nome da aldeia.
   Em Malcata, logo à entrada, ali junto à Senhora dos Caminhos, continuamos na mesma. Mantém-se a palavra “Benvindos” e respectivos sarrabiscos negros e indicação de coisas que já passaram à história.
   Mais uma vez, aqui estou a mostrar que não pode continuar assim, ou não devia continuar tudo na mesma. Depois não me venham dizer que só eu é que me incomodo com estas coisas!
                                                                   
José Nunes Martins
josnumar@gmail.com