05 setembro 2010

O projecto de reintrodução de cabras nas serras da raia já não é assim tão novidade. A cooperativa Terra Chã desde 2008 que tem um projecto muito parecido. As cabras estão a servir para preservar a gralha e ao mesmo tempo ajudam a construir um futuro mais sustentável para as populações residentes na área.


Apresentação do projecto "Conservação da gralha-do-bico-vermelho"

   Em Outubro de 2008 foi apresentado um projecto para voltar a colocar as cabras nas serras de Aires e Candeeiros. A Vodafone, a Quercus e a cooperativa Terra Chã lançaram-se num trabalho de defesa e preservação da gralha de bico vermelho. Através desta iniciativa visam, para além de protegerem a ave, garantir que se implementem algumas actividades como os apoios ao pastoreio de pastagens, através da colaboração de pastores locais; instalação de estábulos e de salas de ordenha, certificação do cabrito e dos queijos.
   Subjacente a estas actividades, está a promoção da profissão de pastor, actualmente em declínio. No projecto, vão ser vários os pastores a trabalhar e assim conseguirem cada um ter o seu direito ao descanso semanal. 
    O projecto foi concebido para cinco anos. A Vodafone, se cumprir o acordo, sai do projecto mas quer que haja uma produção autónoma suficiente que mantenha o projecto.
    Começaram por 50 cabras e poderão chegar até às 200, espalhadas por uma área de 300 hectares.
    Terra Chã tem o seu rebanho e está a incentivar novos pastores a criar os seus. E já têm ideias concretas para que o projecto não morra. O apadrinhamento de um cabrito num rebanho é uma delas. Há uns meses atrás a cooperativa procurava um pastor jovem, licenciado e foram bem sucedidos.
   Ora, como vêem, as cabras podem de facto ajudar ao desenvolvimento da nossa terra. Quando a oferta de trabalho é acompanhada de um salário compatível com essa tarefa, quando apresentam às pessoas um projecto com cabeça tronco e membros, sem obscurantismos de nenhuma espécie, com perspectivas de futuro, acreditem que muitos vão querer ser pastores.


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