14 dezembro 2014

PERGUNTAS DIFÍCEIS


PORQUÊ?

Na aldeia e por muitos outros lugares há pessoas que levaram as mãos à cara e fizeram a temida pergunta: porquê? Porquê ela e assim como foi? Porquê?
Porquê três funerais numa semana? 
Grande mistério que mesmo vivendo longe e afastado me faz pensar na morte de tanta gente querida e que partiu. 
É difícil esquecer e não pensar na morte. A verdade é que a filha da mãe leva as pessoas amigas e aquelas que nasceram no mesmo lugar que eu e muitas vezes nem nos avisa, nem uma simples sms, apesar de ser gratuito e rápido. Valha-nos os amigos que nos avisam pelo facebook!
Há coisas na vida que a minha inteligência não me consegue explicar.
Disseram-me tantas vezes que Deus é Amor!
Tão difícil acreditar quando é Ele que decide tudo.
Apetece gritar e perguntar: Porquê? Ainda tinha tanto para viver, ainda tanto tempo para servir a comunidade paroquial...mas não adianta. É mesmo verdade o que aconteceu na minha terra que parece ter sido escolhida para não fazer mais nada que passar o tempo a andar o caminho que ninguém deseja já, logo, amanhã ou depois do Natal. Que distraídos andamos a maioria de nós! Um dia...será mesmo e não adianta escapar.
Por favor, vós que chegastes primeiro, dai um beijinho à minha mãe!

1 comentário:

Rui Chamusco disse...

Todos os que já passamos por estes momentos difíceis de ver partir os nossos entes queridos (pais,irmãos,tios ,primos, amigos...) ficamos consternados perante a presença da morte, sem entendermos os critérios de Deus. São Francisco de Assis tratava-a por "irmã morte corporal". Seja como for, é difícil suportar a dor nestes momentos. Para consolação dos que mais sofrem, deixo aqui um pequeno extrato da homilia no funeral da Matilde. " Deus é como um jardineiro. Quando vai ao seu jardim colher flores escolhe sempre das mais bonitas, ainda que às vezes tenha de colher flores em botão..."