As associações têm um papel insubstituível no
desenvolvimento da nossa freguesia. Na aldeia de Malcata existem várias
associações com actividades nas áreas recreativas e/ou culturais, religiosas e
de apoio económico e social.
Todas têm as suas actividades e são estas instituições que vão perpetuando as
tradições e as práticas culturais da nossa freguesia, sendo também responsáveis
pela implementação de novas áreas de actuação no âmbito do aumento da
participação cívica, do reconhecimento e valorização dos cidadãos e do
território.
O apoio prestado pela Junta de
Freguesia ao associativismo é do conhecimento de todos, mas talvez nem todos
saibam como esse mesmo apoio é atribuído ou as verbas destinadas para esses
fins. Já alguma vez leu esta frase “Freguesia de Malcata Apoia a Cultura e o
Desporto”?
Ela costuma aparecer escrita numa lona
durante actividades desportivas e também nos equipamentos de uma associação.
Todos ficamos informados que a Junta de Freguesia disponibiliza ajuda para
actividades desportivas e culturais. E essas ajudas são ou podem ser de apoios
logísticos, por exemplo, cedência de instalações e equipamentos, que a junta de
freguesia possui e disponibiliza, ou de apoio monetário, doando dinheiro aos
responsáveis pela organização dos eventos que realizam. Outra forma de ajuda
que muitas vezes também é notada em eventos públicos, é a presença e a
participação dos membros do órgão executivo eleito e em funções.
Concordo com o princípio que a Junta
de Freguesia deve apoiar o movimento associativo e todas as ajudas não são
muitas e devem ser aplaudidos. Também sou de opinião que o desporto tem contribuído
para a tomada de consciência da sua importância no desenvolvimento da freguesia,
do elevar do ego e orgulho dos habitantes da aldeia. E tem sido graças ao desporto
que Malcata se tem tornado mais conhecida, mais animada nos dias dos eventos.
Já estou em desacordo com os critérios de
decisão e atribuição dos apoios que, tanto no passado, como agora no presente, continuam
a ser dados sem a divulgação do tipo de ajuda e dos encargos financeiros e sem
qualquer avaliação.
A Câmara Municipal do Sabugal, e bem,
aprovou normas regulamentares que estabelece as regras em que o município apoia
o movimento associativo do concelho, independentemente da área a que as
associações se dedicam. É um documento que trouxe ao conhecimento de todas as
associações os critérios a ter em conta para ser apoiadas. E nada pior do que a
falta de regras claras, com direitos e obrigações, porque nada é gratuito e
tudo tem o seu preço. Gerir bem e com transparência os recursos públicos
colocando-os ao serviço da comunidade, é uma das mais eloquentes missões dos
representantes políticos do povo.
Uma autarquia que diz estar aberta e
disposta a apoiar tudo o que seja para o interesse da sua freguesia merece ser
aplaudida e incentivada a efectivamente defender e apoiar, sem medos, todas as
actividades que tenham ou procuram ser alavancas de desenvolvimento, de
elevação da auto-estima das pessoas, da criação de novas oportunidades, da
mudança de hábitos, mentalidades mais abertas e mais participação cívica e
responsável.
Como se consegue isto? Como se
terminam com muitas dúvidas e encolher de ombros?
Uma das respostas que eu quero aqui
deixar é esta: elaboração, discussão e votação em Assembleia de Freguesia de um
Regulamento de Apoio ao Associativismo na Freguesia de Malcata. Se a Junta de Freguesia considera as associações,
legalmente constituídas, como seus parceiros importantes na prossecução dos
interesses do povo, através das diversas actividades culturais, desportivas,
lúdicas, de formação, também deve reconhecer a necessidade de as apoiar. Ora
dada a importância que esses apoios têm para as associações, o cumprimento das
regras da transparência e igualdade na gestão dos recursos públicos, é importante
e necessário regulamentar a atribuição dos respectivos apoios, onde fiquem
definidos e uniformizados os procedimentos para todas as entidades beneficiadas
que solicitarem ou lhes for proposto apoio, considerando essas ajudas e
parcerias de interesse público, de interesse para a nossa freguesia.
O caminho parece longo. Lembro a frase que
um dia li que dizia:
“ UM BARCO SEM RUMO TRAÇADO NUNCA
CHEGARÁ A UM PORTO SEGURO”.
José Nunes Martins
josnumar@gmail.com
23 abril, 2019
15 abril, 2019
SAPADORES OU SERRANAS VENHAM PARA MALCATA
A.M.C.F. EM SEMINÁRIO SOBRE PEQUENOS RUMINANTES

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Os oradores do seminário (Da esqª-dtª: EngºAlarcão, EngºJoão Gama e engº Rui Cabral) |
A Direcção Regional da Agricultura e Pescas do Centro promoveu a realização de um seminário sobre pequenos ruminantes, no passado dia 11 de Abril, em Quarta-Feira, anexa de Sortelha e no qual a A.M.C.F. (Associação Malcata Com Futuro ) marcou presença, reuniu cerca de meia centena de pessoas e de alguns presidentes de junta.
O seminário abriu com as palavras de circunstância proferidas pelo senhor vereador da Câmara Municipal do Sabugal, Amadeu Paula Neves. O seminário dividiu-se em duas partes. Foi abordado em primeiro lugar a importância dos fogos com controlo na regeneração das pastagens naturais e da floresta, seguido da importância da silvo-pastorícia e dos mosaicos agro-florestais. Após uma pausa para café e um lanche os trabalhos foram retomados e o tema da última sessão foi dedicado ao melhoramento de pastos para alimentar bem os pequenos ruminantes.
No final das intervenções dos oradores convidados, seguiu-se um espaço de debate, em que os participantes tiveram a oportunidade de fazer perguntas e esclarecer dúvidas, sendo o fogo controlado o assunto mais discutido, bem como a descoordenação existente no que respeita às actuações dos diversos serviços estatais que tutelam a agricultura e a floresta.
Na minha modesta opinião, os temas deste encontro são bastante interessantes e tratando-se de “pequenos ruminantes”, espantou-me a não participação de uma representação da Junta de Freguesia de Malcata, dada a qualidade dos oradores, todos eles com formação técnica e experiência no que diz respeito às “cabras e ovelhas” e que trabalham na DRAPC, desejosos por verem os seus ensinamentos aplicados nos territórios do nosso concelho. Tive a oportunidade de dialogar com alguns presidentes de junta que marcaram a sua presença nomeadamente, a União de Freguesias de Vilar Maior, Aldeia da Ribeira e Badamalos, representada pelo senhor António e o senhor presidente da junta de freguesia da Bendada, Senhor Jorge Dias.
No nosso quintal a que chamamos Malcata e que todos desejamos transformar no melhor do concelho, parece que há coisas que não mudam. Como se encontra o projecto agrícola “Cabra Serrana”?
José Nunes Martins
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EngºRui Cabral |
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EngºJoão Gama |
01 abril, 2019
OBRAS CONDICIONAM ESTACIONAMENTOS EM MALCATA
ACTUALIZAÇÃO : É claro que esta notícia não é verdadeira! Dia 1 de Abril, mentiras mil!
ESTACIONAMENTO PAGO
NA ALDEIA DE MALCATA!
Durante a última reunião da autarquia foi decidido implementar o estacionamento pago na Praça do Rossio, Torrinha e Largo de Camões. A partir do dia 1 de Maio, nestes locais da freguesia e enquanto durarem as obras que ali vão ter lugar, a fim de haver espaço livre para estaleiro e máquinas, todas as viaturas estranhas às obras terão que pagar caso ali estacionem. No caso da Praça do Rossio, o executivo aceitou a proposta apresentada por um dos presentes que isenta o táxi do pagamento pelo tempo em que ali permanecer a aguardar serviço.
José Nunes Martins
josnumar@gmail.com
08 março, 2019
MALCATA: CASAS DESCASADAS DA PAISAGEM
Em Malcata há muitas casas abandonadas e em ruínas. Não há bêco ou rua que não tenha uma casa velha e sem as mínimas condições de habitabilidade. Também nos deparamos com muitas casas recuperadas ou a serem reabilitadas. Infelizmente nem todas têm respeitado as leis de edificação e reconstrução aprovadas pelo Governo e Regulamentadas pelos municípios.
Seria bom que estas reconstruções contribuíssem para melhorar a qualidade do nosso património edificado. Então quando se trate de reconstruções no núcleo histórico da aldeia, aquelas áreas a que vulgarmente chamam “centro histórico”, em que as casas têm ainda muitos traços iguais, estão construídas à “moda antiga”, ou seja, em pedra de xisto, algum granito, muros também em pedra de xisto, os telhados cobertos com telha de um só canal e em barro vermelho, todos devíamos ter o cuidado e a preocupação de saber os direitos e os deveres a ter em conta para que no fim do trabalho acabado todos nos elogiem e nos digam que a obra ficou “excelente”, “fantástica”, “veio acrescentar valor económico” ao imóvel e por arrasto, às outras casas em redor; se tivermos esses cuidados e olharmos para o património comum com pleno respeito pelas tradições, pela preservação do autêntico, pelo que é natural e cultural na nossa aldeia, pelo que os nossos antepassados nos legaram, o sonho que tivemos quando decidimos avançar para as obras vai continuar vivo e servirá de bom exemplo de melhores condições de habitabilidade, de conforto, de melhor qualidade de vida a quem lá viver.
As decisões apressadas ou irreflectidas, como se pode verificar percorrendo algumas das obras de reconstrução pelas ruas da nossa aldeia, salta à vista de todos que as regras legais foram violadas, ignoradas ou quem sabe, mal avaliadas ou nunca mereceram a visita das pessoas responsáveis pelas fiscalizações deste tipo de obra, assinando os seus pareceres baseados nas informações que lhes foram transmitidas, não se importando minimamente pelas consequências de descaracterização do património da aldeia.
Eu, como cidadão e malcatenho, penso que o património edificado em Malcata, a continuar como até agora, está em risco e estamos a assistir à destruição de riquezas singulares, únicas, que outras terras não possuem igual. Haja coragem para parar estes atentados ao nosso património edificado. Apesar das casas, na sua grande maioria, serem propriedade privada, as ruas são públicas, o património edificado é parte integrante da aldeia, caracteriza e identifica o povo de Malcata. Aos habitantes da freguesia cabe a defesa e a preservação do património edificado.
Eu acredito naquelas pessoas que, se quisermos e trabalharmos juntos, seremos capazes de escrever a história de uma aldeia que nunca ninguém nos contou, a história que nos faz continuar a viver.
José Nunes Martins
02 março, 2019
MALCATA: JUNTAR PESSOAS E ÁGUA
O concurso de ideias “Juntar água para a
autossustentabilidade” é parte integrante de um projecto muito mais ambicioso
conhecido pelo nome de “Malcata-Aldeia Autossustentável”, apresentado em
Dezembro de 2016.
Da autoria de José Escada Alves da
Costa, presidente da AMCF ( Associação Malcata Com Futuro), homem formado em
engenharia, com uma ligação de longa data com a EDP. Entre 1982 e 1995 foi
quadro superior do grupo e entre 2004 e 2006 foi também adjunto do conselho de
administração da EDP Produção e vogal em sete conselhos de administração de
empresas participadas do grupo EDP, nomeadamente a Turbogás, a LBC tanquipor,a
Soporgen, a Energin, a Enerfin, a carriço Cogeração e Centro de Biomassa para a
Energia. Licenciado em Engenharia
Mecânica, pelo Instituto Superior Técnico, e mestre em Política, Economia e
Planeamento Energético pelos ISEG/IST, este responsável foi ainda, entre 2011 e
2004, vogal executivo do Conselho de Administração da REN. Escada da Costa foi
ainda, entre 1995 e 1996, adjunto do Secretário de Estado da Indústria e
Energia do Governo de António Guterres. É desde 2015 presidente da Associação
Malcata Com Futuro e tem sido nesse âmbito que continua a acreditar no futuro
autossustentável para Malcata.
Trata-se de uma ideia ambiciosa e
todos sabemos que até alcançar esse objectivo teremos que vencer etapas
intermédias. E uma dessas etapas é esta ideia de um concurso com a participação
da secção de arquitectura da Universidade da Beira Interior e nesta primeira
fase envolver os alunos do primeiro ano do curso de arquitectura. Foi o que
aconteceu no passado dia 20 de Fevereiro. Com certeza que as pessoas em Malcata
se aperceberam da presença de 80 jovens a visitar a aldeia. Esses jovens vieram
acompanhados dos seus professores de curso e tiveram a oportunidade de ficar a
conhecer a nossa aldeia e os espaços onde poderão criar um anfiteatro ao ar
livre e um auditório multi-usos, tendo em conta a existência do plano de água
da barragem. Foi a pensar nessa ideia que decorreu a visita pelos sítios mais
significativos a nível do património material e imaterial, tendo ficado a
conhecer a Praça do Rossio, a Rua da Ladeirinha, a Igreja e o Adro, o moinho de
água e a barroca do Bradará, o quartel da Guarda Fiscal, a Rua do Cabeço, a Rua
da Moita até ao Calvário, a Rua da Fonte e a Fonte de Mergulho, o busto de
Camões, a Zona de Lazer de Malcata (praia fluvial), Senhora dos Caminhos e
Capela de São Domingos.
Esta foi a primeira visita de trabalho
e os alunos levaram os seus blocos de notas os primeiros rabiscos dos locais e
também algumas fotografias de cenários que lhes chamou a atenção.
Esta iniciativa mereceu o apoio da
Junta de Freguesia de Malcata. Ambas as entidades, Junta de Freguesia e
Associação Malcata Com Futuro, estiveram bem representadas e à altura da
importância deste evento. Tenho informação segura que o presidente da Junta de
Freguesia, João Vítor, ofereceu os levantamentos topográficos e outros
elementos necessários para o conhecimento dos terrenos onde os alunos irão trabalhar
nos próximos seis meses. Já o presidente da Associação Malcata Com Futuro,
assinou o protocolo com a Universidade da Beira Interior, tendo participado em
várias reuniões na universidade para preparar as acções no terreno, preparou
textos e memorandos descritivos da nossa aldeia e manteve sempre a via aberta
do diálogo entre todos.
Dada a importância desta iniciativa,
ambas as entidades concordaram em partilhar os custos associados e ambas
disponibilizaram os seus espaços e pessoas para que no fim da jornada, se sentissem
recompensados pelo trabalho.
A cooperação entre todas as
instituições existentes em Malcata é de suma importância e crucial para que as
grandes iniciativas e projectos inovadores sejam realmente realizados. Alguém
um dia escreveu que “os homens passam e as instituições ficam”. Temos todos a
ganhar, não se trata de cantar vitória, trata-se de celebrar o bem comum.
Recepção aos alunos da Universidade |
Reforço alimentar ao meio da visita |
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